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O Que é a alma - Helio

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O QUE É A ALMA?

 

Alma ou espírito, estas palavras são usadas de forma intercambiável na bíblia para designar a substância imaterial que forma o homem juntamente com seu corpo material. Mas, o que é a alma, seria algo impalpável, imponderável que paira sobre o homem?  Todavia, vemos no salmo abaixo que o salmista declara que está dentro de sua alma.

Salmo 13,2: “Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?”.

Seria esta alma tão grande que o homem estaria contido dentro dela de forma inexorável, sempre prisioneiro deste ser espiritual e desconhecido? Todavia, vemos neste outro salmo que sua alma está dentro dele.

Salmo 42,5: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu”.

Ou então, nossa alma é algo, como imaginado nas religiões orientais, que convive com o homem e jamais será conhecida por este, procurando avidamente outro corpo vivo após a morte de seu hospedeiro? Esta alma, ou espírito, levaria consigo desta forma todo o conhecimento do homem cujo corpo seria simplesmente aniquilado.

Todavia, vemos no salmo abaixo que o salmista eleva a Deus sua própria alma.

Salmos 25,1: “A ti, SENHOR, elevo a minha alma”.

Ou ainda, seria esta alma tudo o que é sublime no homem e digno do amor de Deus e o corpo material a sede do pecado, a “carne” referida na bíblia que milita contra o espírito e leva o homem unicamente ao pecado e à corrupção?

Todavia, não é isto que diz o salmista, ele pede a Deus pela salvação de sua alma.

Salmo 41,4: “Disse eu: compadece-te de mim, SENHOR; sara a minha alma, porque pequei contra ti”.

Ou será que esta alma é algo incorruptível e imortal que não está sujeita à morte do homem, subsistindo em si mesma de forma imortal? Todavia, não é isto que diz o salmista, ele faz uma profecia sobre a ressurreição de Cristo, prevendo que sua alma não ficará na morte.

Salmos 16,10: “Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”.

Todos nós temos imaginado nossa alma como algo distante e impalpável completamente desconhecido e distante de nosso controle, todavia, a Escritura afirma de forma inconteste que o homem é uma unidade formada pelo corpo e alma.

Vejamos por outro lado o que é a memória. A memória do homem é algo prodigioso, ali estão os tesouros de todas as imagens vividas pelo homem, todas as percepções, e lá estão também todos os nossos pensamentos, tudo o que conhecemos, tudo o que vivenciamos e tudo o que nossos sentidos captaram.

Ali, na memória, se conservam as sensações, as experiências vividas, a cultura, as amizades, as inimizades, a luz e a escuridão, a forma dos corpos, as cores, todas as espécies de sons, odores, sabores, o quente e o frio, pesado e leve, áspero e macio, fora ou dentro do corpo. Tudo isto está armazenado na memória, mas, o que é esta memória?

Agostinho: “Grande é o poder da memória! E ela tem algo de terrível, meu Deus, em sua complexidade infinita e profunda. E isto é o espírito, e isto sou eu mesmo”.

Pois é, isto é a alma, a nossa memória, que convive conosco o tempo todo, não temos controle sobre nossa memória, mas temos contato direto com ela todo o tempo de nossa vida e por ela somos regidos, pois quem seria o homem sem sua memória? Aquele que perde a memória perde sua própria identidade, deixa de ser alguém.

Nossa memória é intelectual, até a pessoa mais simples do mundo conhece algo que sabe fazer de alguma forma. Nossa memória é também dos sentidos, de alguma forma todos vivemos por aquilo que sentimos, boa ou má esta memória dos sentidos também dirige nossas vidas. No Provérbio abaixo, Salomão faz um paralelo da memória que resta do homem após a morte com a salvação de sua alma.

Provérbios 10,7: “A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão”.

A memória contém conhecimentos inatos, um bebê sabe chorar quando quer chamar atenção. Colocado nos seios da mãe ele mama, se não houvesse esta memória inata em todas as pessoas ninguém sobreviveria. Esta memória inata contém o conhecimento de Deus que é revelado a todo o homem independente de sua condição.

Romanos 1,19-20: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas...”.

Qual o sentido prático deste ensino? Em primeiro lugar, temos que fugir desta noção de que a alma é algo intangível e desconhecido do homem, nossa alma está ao nosso alcance e temos contato com ela de forma imediata e constante através de nossa memória. Em segundo lugar, é fácil saber o que fazer com nossas memórias, nossa cultura e nossas experiências passadas, esta é nossa alma e através dela temos a esperança na vida futura.

Salmos 62,1: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação”.

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