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Home Catecismo Perguntas 16, 17 e 18 - O pecado Original - Breve Catecismo de Westminster (Revisão 2013)

Perguntas 16, 17 e 18 - O pecado Original - Breve Catecismo de Westminster (Revisão 2013)

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER - PERGUNTAS 16, 17 e 18

 

PERGUNTA 16: Caiu todo o gênero humano pela primeira transgressão de Adão? Resposta: Visto que o pacto foi feito com Adão não só para ele, mas também para sua posteridade, todo gênero humano que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu na sua transgressão.

Adão foi criado à imagem e semelhança de Deus, como representante de toda a humanidade dele procedente, recebendo poder para dominar todos os animais, esta situação concedida a Adão faz dele o representante federal de toda a humanidade.

Gênesis 1,28: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”.

Adão foi criado sem pecado e podia decidir pela obediência à Deus ou decidir pela sua justiça própria, ele foi o único homem em toda a história da humanidade com poder para agradar a Deus e fazer algo pela sua salvação, mas podendo também pecar.

Atos 17,26: “De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação”.

Adão não era somente o representante de toda a humanidade, mas Adão e Eva constituíam toda a humanidade, ele pecou, e caiu, com ele caiu toda a humanidade, todos os homens que nascem depois de Adão tem sua natureza corrompida e degenerada.

1 Coríntios 15,21: “Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos”.

O pecado original é um mal imputado a cada um da espécie humana individualmente desde sua concepção. Além do pecado original, cada pessoa carrega sobre si o peso dos pecados factuais, os quais têm sua origem na corrupção da natureza humana.

A queda do homem não trouxe apenas a corrupção, mas também todas as mazelas, dificuldades e desgraças do homem, as catástrofes naturais e a corrupção da natureza.

Gênesis 3,17: “E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida”.

O homem não se torna pecador porque peca, mas comete pecados porque é pecador.

2 - Romanos 7,20: “Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”.

PERGUNTA 17: Qual foi o estado a que a queda reduziu o gênero humano? Resposta: A queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria.

Como resultado desta corrupção original, todos os homens são indispostos e adversos à prática do bem e totalmente voltados a todo mal, resultando na depravação espiritual de onde procedem as transgressões e a morte pelo pecado.

Romanos 5,12: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

O pecado original é individual e o mesmo para todos os seres humanos: salvos ou não, desta forma os pecados atuais de cada um procedem da queda e do pecado original.

Mateus 15,19: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”.

O pecado original, sendo comum a todos os homens, está presente na natureza humana, sendo igual para todas as pessoas nascidas por geração entre homem e mulher, sem exceção, o pecado original faz parte da natureza humana em cada ser existente.

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

A negação dos efeitos da queda está no cerne das heresias que permeiam a igreja Cristã, o homem pretende negar sua natureza degenerada e ser dono de sua própria salvação, propondo-se a aceitá-la e ter mérito para salvar a si mesmo: o livre-arbítrio.

Jesus diz claramente que ninguém poderá vir a ele se o Pai não o trouxer.

João 6,44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”.

Esta doutrina do livre-arbítrio (neutral) somente é possível pela negação da corrupção advinda da queda, ela não é uma doutrina inocente ou provinda da ignorância, mas é uma negação cruel da suficiência do sacrifício de Cristo e da divindade de Nosso Senhor.

João 19,30: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”.

Está consumado! Foi o que disse Jesus em sua morte, o pecado e a miséria do cristão não se constituem em morte, mas em uma oportunidade para que ele seja justificado pela graça de Deus e venha ter esperança em uma vida eterna junto a Cristo.

1 Coríntios 2,9: “Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.

PERGUNTA 18: Em que consiste o estado de pecado em que o homem caiu? Resposta: O estado de pecado em que o homem caiu consiste na falta de retidão original e na corrupção de toda a sua natureza, o que usualmente se chama Pecado Original e todas as transgressões atuais que procedem dele.

Este pecado, transmitido por imputação, chama-se “Pecado Original”; todos os outros pecados têm origem nesta corrupção da natureza humana causada por este pecado.

Romanos 8,7: “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar”.

A queda foi brutal e suas consequências catastróficas, Adão, como representante da raça humana, transmitiria a toda humanidade os efeitos da queda: a natureza depravada e a total incapacidade do homem em fazer o que quer que seja para agradar a Deus.

Romanos 7,19: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”.

Os fetos, as crianças e os incapazes carregam também em sua natureza o Pecado Original. Vemos esta situação claramente expressa no verso abaixo onde Deus declara seu amor por Jacó e seu ódio por Esaú quando os gêmeos ainda não eram nascidos.

Romanos 9,13: “Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú”.

É difícil aceitar o fato de que toda criança, desde o momento de sua concepção, ainda no ventre da mãe, bem como todos os cristãos justificados, carregam o peso do pecado original e pecam fatalmente em função desta corrupção da natureza humana.

Salmo 51,5: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”.

Por isso podemos dizer que todos os pecados procedem da queda: Não existe possibilidade de um ser humano atingir a santidade durante esta vida, tanto no sentido de ser isento da mácula original, como também isento da possibilidade de cometer pecado. Nenhum sacramento ou ato religioso livra o homem do pecado original, mesmo após o Novo Nascimento o homem, apesar de odiar o pecado, continua pecador até o fim de sua vida terrena.

Sinais externos de santidade, ausência de atos observados de pecado ou milagres não servem de prova para beatificações, os que escondem os pecados são, geralmente, hipócritas, mais pecadores que os outros, como acontecia aos escribas e fariseus.

Romanos 3,10: “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer”.

O pecado original é uma transgressão da lei:

Todos os pecados, tanto o original como os atuais se constituem em transgressão da lei de Deus, tornando o pecador culpado e sujeito à ira de Deus e à maldição da lei, e, portanto, exposto à morte, com todas as misérias espirituais, temporais e eternas.

Salmos 109,14: “Na lembrança do SENHOR, viva a iniquidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe”.

Por tudo o que vimos nesta pergunta, fica claro que a única esperança de salvação está em Cristo, nada que provenha do homem irá trazer o perdão ao pecador.

João 14,6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Além de constituir uma transgressão da lei, todo pecado, inclusive o original, é um rompimento do relacionamento com Deus, tornando o transgressor sujeito à ira de Deus.

Romanos 1,18: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”.

O pecado original está tão ligado à natureza humana como as características genéticas, ninguém pode mudar a cor da sua pele ou a cor de seus olhos, todos nascem com determinadas características que permanecem até a morte, assim é o pecado original.

Jeremias 13,23: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal”.

O termo “santo” usado no Novo Testamento não tem nenhum sentido moral ou religioso. O pecador eleito, vocacionado, justificado e regenerado por Cristo, se torna santo no sentido de “separado” por Deus e para Deus, embora continue pecador.

Berkoff: Não é correto pensar na santidade do homem como uma qualidade moral ou religiosa como geralmente se faz. A idéia fundamental da santidade é a de uma relação existente entre Deus e uma pessoa. A perfeição moral é própria somente de Deus.

Isaías 6,3: “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”.

Todos são pecadores, como resolver este problema? Este dilema foi resolvido por Deus na eternidade, Deus o Pai escolhe seus eleitos, o Filho adquire a redenção na plenitude do tempo e o Espírito aplica a salvação e acompanha o cristão em toda a sua vida.

Desta forma, vemos que a redenção acontece somente através do Verbo encarnado que através de uma vida de perfeita obediência cumpriu a lei rigorosamente em lugar do seu povo que lhe foi dado por Deus.

Romanos 8,30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

O profeta Jonas, após muitas desventuras, chegou à mesma conclusão:

Jonas 2,9: “... Ao SENHOR pertence a salvação!”.

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Última atualização em Qui, 30 de Maio de 2013 10:03  

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