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O Redentor - Jesus Cristo.

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER

Pergunta 21: Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus? Resposta: O único redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo que, sendo o eterno Filho de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas distintas, e uma só pessoa, para sempre.

Jesus não é um homem comum, mas o Verbo de Deus encarnado. Através da encarnação, o Verbo tomou sobre si uma verdadeira natureza humana, tornando-se desde então verdadeiro homem e verdadeiro Deus, o perfeito mediador entre Deus e o homem.

 

1 Timóteo 2,5:  “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.

 

Jesus Cristo tem em sua pessoa duas naturezas, humana e divina, perfeitas, sem mistura ou confusão. Desta forma ele foi tentado em tudo como nós, mas sem pecado. Pelo Decreto divino ele nasceu livre do pecado original e recebeu o espírito sem medida.

Lucas 1,35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.

João 3,34: “Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida”.

Vemos assim, que não é suficiente crer que Jesus não cometeu pecado, mas ele foi impecável, não havia nele possibilidade de pecado, por isso ele foi tentado em todas as coisas à semelhança do homem, mas sem a possibilidade de pecado.

Hebreus 4,15: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.

 

Deus não estava, em Cristo, fazendo uma tentativa ou experiência de salvação do homem, ou ainda criando uma possibilidade de salvação através da cooperação ou aceitação pelo homem, mas executando infalivelmente o plano de salvação estabelecido na eternidade.

João 1,12-13: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Todos os atos de Deus são perfeitos, vamos ver no próximo verso que Jesus Cristo também é Deus em sua plenitude, por este motivo sua vida e seu sacrifício em lugar dos eleitos foram perfeitos, únicos e plenamente suficientes para a salvação de seu povo.

Colossences 2,9: “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.

Antes da criação do mundo, Cristo já era o representante dos eleitos de Deus e todos os que foram salvos em toda a história da humanidade foram salvos em Cristo, todos os que foram ou serão salvos estão inscritos no Livro da Vida antes da fundação do mundo.

Apocalipse 17,8: “A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá”.

 

Quando Cristo intercede pelo seu povo junto ao Pai, não é a pessoa divina que intercede, mas a pessoa de Jesus, o Verbo de Deus encarnado, perfeito Deus e perfeito homem, nosso fiel sacerdote que intercede de forma eficaz e contínua diante Deus.

Romanos 8,34: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”.

A personalidade individual de Cristo revela-se de forma objetiva na Escritura, ele sempre é chamado pelos pronomes pessoais no singular: ele, tu, ti. Jesus sempre refere a si mesmo no singular: eu e meu; a bíblia indica sempre a Cristo como uma única pessoa.

1 Timóteo 3,16: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória”.

As duas naturezas de Cristo subsistem em uma única pessoa, assim, ao mesmo tempo em que ele está fisicamente, como o homem Jesus, em um lugar físico, ele também é neste mesmo tempo onipresente em todo o universo. Tudo o que é próprio do homem é próprio de Cristo, e tudo o que é próprio de Deus é próprio de Cristo.

Cristo é a pessoa que chorou e a mesma pessoa que disse: “Antes que Abraão existisse, EU SOU”.

João 11,35: “Jesus chorou”.

João 8,58: “Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.

O corpo de Cristo: O corpo de Cristo era verdadeiro, ele foi concebido no ventre da virgem Maria, ele era da semente de Abraão, ele era descendente físico de Davi, ele crescia em estatura, ele era sujeito à dor, ao prazer, à sede e à morte.

Isaías 53,3: “Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso”.

- A alma racional humana: Jesus pensava, Jesus cresceu em estatura, conhecimento e sabedoria, sentia fome, sede, alegria e tristeza e era sujeito à morte como qualquer outro.

Lucas 25,52: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.

Uma prova inconteste da existência da alma racional de Cristo é o momento em que se aproxima o dia fatal, e ele se angustia em sua alma racional humana, sua natureza divina é imutável e impassional e jamais poderia ficar angustiada.

Marcos 14,34: “E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai”.

A natureza divina: Cristo é verdadeiramente Deus, ele não é um homem elevado à divindade, mas, pelo contrário, ele é o Verbo de Deus, a segunda pessoa da Trindade, ele é chamado na bíblia de Deus Forte, Senhor dos Senhores e Pai da Eternidade em Isaías.

Isaías 9,6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Na carta aos Hebreus ordena-se que todos os anjos o adorem, Jesus é apresentado como o resplendor da glória de Deus, declara-se que o universo foi feito por ele, o qual sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder.

Hebreus 1,3: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”.

Ainda na carta aos Hebreus, ao introduzir o Filho no mundo, Deus não deixa nenhuma dúvida quanto à sua superioridade a todos os seres espirituais, e completa com a afirmação da deidade acerca do Filho: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre”.

Hebreus 1,6-8: “E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino”.

Jesus é Deus encarnado, a segunda pessoa da Trindade que assumiu uma natureza humana, vejamos abaixo como se processou este milagre da encarnação:

O apóstolo João afirma - O Verbo se fez carne - nenhum homem decidiu que ele deveria fazer isto, esta decisão é provinda de Deus. Em todo processo de salvação, Deus vem de encontro ao homem, pois o homem é incapaz de restaurar a comunhão por si mesmo.

Mateus 1,23: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”.

Jesus é perfeito homem e perfeito Deus, este conceito é fundamental no cristianismo, pois as maiores heresias da igreja cristã procedem dos enganos com relação à pessoa de Jesus.

É incrível como a imaginação humana pode criar tantas e tão variadas concepções de um só fato, vejamos abaixo as principais heresias com relação à pessoa de Jesus:

- Existem três deuses diferentes, Deus o Pai criou o Filho com menor poder e divindade, o filho por sua vez criou o Espírito.

- Jesus é um homem que foi elevado à divindade.

- Deus se manifesta ao longo da história de diversas formas, como o Pai, no VT, o Filho na época do NT e o Espírito após a morte de Cristo.

- A alma de Jesus era o Espírito Santo.

- Existem duas pessoas distintas em Cristo, o Verbo de Deus e o homem Jesus.

- O Deus cristão é somente o Deus do NT.

- A natureza divina absorveu a natureza humana.

- Jesus era uma aparição.

A lenda do Santo Graal: Na crucificação Jesus criou uma ilusão geral e Simão, o cireneu, morreu em seu lugar. Depois disto, Jesus fugiu para a Europa com Maria madalena e teve vários filhos que fazem hoje, parte da nobreza européia.

Vemos por tudo isto que a imaginação humana não tem peias ou limites, e por este motivo, todos os cristãos devem assumir humildemente os limites impostos pela Escritura, não devemos permitir interpretações que vão além da revelação.

Deuteronômio 29,29: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”.

A graça de Deus não remove o pecado, todos os cristãos, mesmo os mais sinceros, continuam pecadores, porém remidos em e por Cristo, Jesus afirma que os justos não precisam dele, ele veio para salvar pecadores, os justos que salvem a si mesmos.

Romanos 5,8: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

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Última atualização em Seg, 14 de Novembro de 2011 05:48  

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