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A Encarnação - Verbo encarnado.

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – A ENCARNAÇÃO

Pergunta 22: Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se fez homem? Resposta: Cristo, o Verbo de Deus, fez-se homem tomando um verdadeiro corpo e uma alma racional, sendo concebido pelo poder de Deus no ventre da virgem Maria, e nascido dela, mas sem pecado.

Esta pergunta trata da encarnação do Verbo, a este respeito é preciso inicialmente fazer algumas perguntas: Quando, como e porque se deu a encarnação.

Mas, o que é a encarnação? A encarnação é o nascimento de uma pessoa que já existe.

Quando: o nascimento de Jesus aconteceu entre os anos seis e quatro antes de nossa era, podemos conhecer este período pelas informações contidas nos evangelhos.

Lucas 2,1-2: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria”.

Mas, vejamos quando foram feitas estas promessas da encarnação:

Na criação: Quando Deus expulsa Adão e Eva do Jardim do Éden, ele promete à mulher o seu descendente, que irá ferir a serpente na cabeça:

Gênesis 3,15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Período pré-abraâmico: Jó, iluminado pelo Espírito vislumbra o Deus redentor, e no futuro a encarnação do Verbo: O Deus Redentor que se levantará sobre a terra.

Jó 19,25: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”.

Período abraâmico: Deus estabelece sua aliança com Abraão e depois com Isaque prometendo a ambos a vinda do descendente, observe que a palavra descendência nestes versos sugere claramente uma pessoa singular: o descendente é Cristo.

Gênesis 17,7: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência”. (Abraão)

Gênesis 28,14: “A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra”. (Isaque)

Nestas promessas de Deus, podemos ver duas coisas importantes: em Abraão a aliança é eterna, não será desfeita pela destruição de Israel e Judá; em Isaque a aliança é estendida para todas as tribos, raças e nações, isto somente se torna possível através da encarnação.

Período mosaico: Deus promete diretamente a Moisés a vinda de Jesus.

Deuteronômio 18,18: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar”.

Período davídico: Esta promessa feita a Davi não se refere a Salomão, pois o trono será estabelecido eternamente, somente o Verbo de Deus é o Filho eterno.

1 Crônicas 17, 11-12: “Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre”.

Período dos profetas: Isaías e Miquéias entre outros, vislumbram em suas profecias a vinda do Messias prometido: a encarnação.

Isaías 7,14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”.

Miquéias 5,2: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.

Vemos em Isaías a revelação da natureza humana de Jesus, em Miquéias a revelação que este rei de Israel tem origem na eternidade: O Verbo de Deus.

Como: Vimos até aqui, que a encarnação foi prometida e reiterada desde o início da criação. Vejamos agora como se realizou a encarnação. Nos evangelhos de Mateus e Lucas, vemos a encarnação como o nascimento do menino Jesus.

Lucas 1,34-35: “Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.

O evangelho de João mostra Deus assumindo a natureza humana:

João 1, 1 4: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.

O Credo Apostólico: “Creio em Deus Pai, Todo poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria”.

O Credo Apostólico: O credo testifica o nascimento virginal, Jesus Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Pela encarnação, Deus criou um novo homem, outro Adão, de forma que a humanidade pudesse ter outro princípio: o novo nascimento.

A velha humanidade, nascida de Adão, nasce para o pecado e a morte. A nova humanidade, que é nascida novamente em Jesus Cristo, nasce para a vida eterna.

Jesus declarou que uma nova vida e uma nova era começaram nele e com ele.

1 Coríntios 15,22: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, na plenitude do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais, contudo sem pecado.

Hebreus 2,17: “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo”.

Foi concebido pelo poder de Deus através do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria. A Divindade e a humanidade foram unidas em uma só pessoa: verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem.

Lucas 1,35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.

Por que: Pela encarnação Deus determina a criação de uma nova humanidade, nascida do Espírito, que será constituída somente pelo seu povo. Este povo, separado em Cristo, nasce para a vida eterna, separado da velha humanidade, que nasce para a morte.

João 17,9: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”.

O nascimento virginal é uma necessidade para uma nova criação, pois o milagre do novo nascimento somente se torna possível pela redenção adquirida por Jesus.

Pelo pecado de Adão todo ser humano nasce em pecado.

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

Jesus é o Cordeiro oferecido por Deus que veio ao mundo para ser sacrificado em benefício dos eleitos, para tal fim ele deveria ser perfeito e sem mácula, porém sob o regime da lei, somente a encarnação poderia fazer Deus sujeito à lei.

Romanos 1,3-4: “Com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor”.

A impecabilidade de Jesus: Pelo decreto de Deus, Jesus não trazia em si o pecado original, sendo também ungido com o Espírito sem medida, tornando-se impecável, e também, sendo Deus encarnado, ele era imutável em seu propósito.

Hebreus 4,15: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.

O mediador: Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem é o único mediador entre Deus e o homem, a união das naturezas de Cristo em uma única pessoa somente se tornou possível pela encarnação, desta forma ele se tornou um ser único em todo o universo.

2 Coríntios 5,21: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”.

Pela encarnação, através de sua vida de perfeita obediência e de sua morte sacrificial, Jesus teve seu sacrifício aceito pelo Pai e ressurgiu dos mortos ao terceiro dia na mesma forma que assumiu: perfeito Deus e perfeito homem, que permanece para sempre.

1 Coríntios 15,20: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”.

É importante ter em mente que o Verbo tomou sobre si a natureza humana de forma permanente, Jesus Cristo sempre será uma pessoa com duas naturezas auto-conscientes: divina e humana, convivendo em perfeita harmonia sem mistura ou confusão.

A natureza humana - Gálatas 4,4: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.

A natureza divina - Colossences 2,9: “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.

O NASCIMENTO VIRGINAL (Don Fortner):

“Aquele bebê nascido em Belém é o próprio Deus eterno. Embora Ele fosse dependente do leite do seio de Sua mãe para viver, Ele é o Deus que formou os seios que O amamentavam. Embora Maria O segurasse em seus braços, Ele é o Deus que sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder. Embora Ele tenha aprendido a andar e falar, e tenha crescido como qualquer outra criança, Ele é o Deus onisciente e onipotente. Embora Ele tenha vivido como um homem em obediência deliberada, voluntária e perfeita à lei, Ele é o Deus que deu a lei a Moisés. Embora Ele tenha morrido sob a penalidade da lei como um homem em lugar de pecadores, aquele homem que morreu é Deus!”

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Última atualização em Seg, 14 de Novembro de 2011 05:50  

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