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A Exaltação

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER

PERGUNTA 28: Em que consiste a exaltação de Cristo? RESPOSTA: A exaltação de Cristo consiste em Ele ressurgir dos mortos no terceiro dia; em subir ao Céu e estar sentado à mão direita de Deus Pai, e em vir para julgar o mundo no último dia.

A ressurreição de Cristo é o fato primordial na exaltação, pois através da ressurreição ele venceu o poder da morte, para que todos aqueles que nele crêem possam receber a salvação e a vida eterna através da ressurreição dos mortos no último dia.

 

1 Coríntios 15,4: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”.

 

A ressurreição está em conexão direta com a segunda volta de Cristo, por ela Deus fez ver a todos que Cristo é o Filho de Deus: pela ressurreição foi exaltado acima de toda a potestade e todo poder foi dado a ele, que foi destinado a vencer o poder da morte.

Esta forma, Cristo levanta, pela ressurreição dos mortos, todos os homens e mulheres que existiram em todos os tempos da humanidade para o julgamento final.

Atos 17,31: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”.

A ressurreição de Cristo é um evento inalienável no plano de redenção pelo qual ele completa e sela sua obra redentora vencendo o poder da morte e do diabo. Por isto que o apóstolo diz com certeza e até em certo tom de desafio:

1 Coríntios 15,55: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

Em Adão todos morrem, depois da queda, a vida eterna não tem origem no homem caído, morto em pecados e delitos, esta vida prometida deve proceder de outra fonte, fora do homem, pois através da queda ele perde a possibilidade da comunhão com Deus.

Pela exaltação de Cristo, a morte deixa de ser o fim da vida para o filho de Deus, mas, torna-se antes, o início de uma nova vida em comunhão com Deus.

1 Coríntios 15,22: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

Após a ressurreição Cristo ascendeu aos céus, onde está assentado à destra da Majestade, desta forma, ele adquiriu o poder de interceder pelo seu povo.

Esta intercessão não é feita em forma de súplica ou de imposição, mas é feita em pleno acordo e sintonia com o Pai, sendo plenamente eficaz em todos os seus aspectos.

Romanos 8,34: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”.

A vida que Jesus propicia a seus amados é a vida espiritual, a possibilidade de reatar a comunhão perdida na queda em contrapartida ao lago de fogo – a morte eterna.

1 Coríntios 15,21: “Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos”.

A exaltação de Cristo não uma novidade do Novo Testamento, os profetas do Velho Testamento já prenunciam este fato, vejamos no salmo de Davi.

Salmo 16,10: “Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”.

Já no Velho Testamento, o profeta Ezequiel mostra que Deus tem o poder para trazer a ressurreição aos mortos.

Ezequiel 37,13: “Sabereis que eu sou o SENHOR (YAHWEH), quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu”.

Mais uma vez podemos ver no livro do profeta Isaías a realidade da ressurreição presente no Velho Testamento.

Isaías 26,19: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos”.

As doutrinas da salvação e da vida eterna não teriam sustentação sem a ressurreição e exaltação de Cristo, através da exaltação e elevação aos céus o Senhor Jesus abriu os portais celestiais, antes fechadas aos homens, para receber o seu povo.

Salmo 24,7: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória”.

Esta garantia de que a vida após a morte e a ressurreição do corpo irão acontecer, traz a segurança máxima para os crentes, pois o apóstolo diz que se os cristãos esperam apenas nesta vida, são os mais infelizes dos homens.

1 Coríntios 15,19: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”.

Já vimos acima, que, pela ressurreição, Cristo foi exaltado acima de toda a potestade, todo poder e todo domínio. Desta forma, ele tem o nome que está sobre todo o nome, pois o julgamento requer autoridade, e a autoridade de Cristo vem de sua exaltação.

A EXALTAÇÃO NO VELHO TESTAMENTO

Vejamos mais um texto a este respeito, no Velho Testamento, fazendo uma analogia com a carta aos Romanos, tendo em vista o tempo futuro no plano de redenção divino. No texto abaixo, pela sua morte, Cristo adquire vida para si mesmo e para sua posteridade.

Isaías 53,10: “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos”.

Temos aqui a seguinte afirmação: “quando der ele sua alma”, ou seja, quando morrer. Na sequência, vemos que pela sua morte: “verá sua posteridade e prolongará os seus dias”. Pela morte ele adquiriu a vida, não somente para si, mas para toda sua posteridade.

Vemos um paralelo no verso abaixo em Romanos, os eleitos, predestinados por Deus, são chamados, justificados e glorificados. A glorificação somente acontece na segunda volta de Cristo, mas o verbo está no passado: “a esses também glorificou”.

Romanos 8,30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

Como podemos ver neste verso, a glorificação dos filhos de Deus já aconteceu, o que mostra que pela sua exaltação, Cristo conquistou a vida eterna para todo o seu povo.

Vejamos mais a este respeito na carta aos Hebreus, onde o autor estende novamente o significado da morte de Cristo a todos os filhos de Deus – a sua posteridade.

Hebreus 2,14: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também, ele, igualmente participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo”.

A ressurreição não é uma lenda, não é uma história piedosa destinada a trazer ânimo aos cristãos, a ressurreição é um fato histórico relatado na Escritura, desta forma, ela deve ser crida como a verdade revelada por Deus, vejamos alguns fatos:

- O selo do império romano foi rompido e uma pedra de várias toneladas foi movida diante de uma guarnição altamente treinada que pagaria com a própria vida por este fato.

- Durante séculos, arqueólogos, aventureiros e pesquisadores diversos procuram o corpo de Jesus sem resultado algum, onde está o corpo? À destra do poder de Deus.

- Os lençóis embebidos em 45 quilos de bálsamo, já ressecado, rígidos como gesso estavam no chão, intactos, sem o corpo, esta foi a maravilha observada por Pedro.

- O primeiro testemunho da ressurreição foi presenciado por mulheres, cuja palavra não tinha valor algum naquele tempo, se fosse uma farsa as testemunhas seriam homens.

Temos ainda vários fatos a este respeito que serão tratados oportunamente com mais detalhes no estudo específico da ressurreição.

Conclusão:

Pela exaltação de Cristo, pode-se dizer que o cristianismo não é uma religião baseada em um homem piedoso, não é uma religião baseada em um grande mestre que serve de exemplo, não é uma religião de um homem evoluído por muitas reencarnações.

O cristianismo é uma religião baseada em Deus, Todo-Poderoso e Redentor, um Deus vivo e eternamente presente ao lado de seus filhos.

Isaías 44,6: “Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus”.

Negar a divindade de Jesus é negar a Trindade divina e toda a Escritura, todo aquele que nega a divindade de Cristo e a plena suficiência de seu sacrifício deveria ter a dignidade de negar também toda a Escritura e todo o cristianismo.

Colossenses 2,9: “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.

Como se manifesta o amor e a misericórdia deste Deus vivo, pessoal, mas imutável?  O apóstolo João nos dá a resposta, o amor de Deus se resume no fato único de que Ele mandou o seu Filho para morrer em lugar do seu povo.

1 João 4,9: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.

Deus é imutável e impassional, mas está em constante mobilidade, os eleitos foram escolhidos na eternidade pelo Pai, são redimidos no sangue de Cristo e preservados pelo Espírito em toda sua vida. Isto somente é possível se Jesus é o Cristo: o Filho de Deus.

Mateus 16,16: “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Este plano de salvação se tornou possível pela vida de perfeita obediência, pela morte vicária e pela ressurreição de Cristo, desta forma ele sentou-se à destra do poder de Deus, acima de todas as coisas e conquistou o poder para redimir seu povo: ele foi exaltado!

Efésios 1,20-22: “O qual exerceu Ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro”.

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Última atualização em Seg, 10 de Outubro de 2011 05:21  

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