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Redenção, Aplicação

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTA 30

PERGUNTA 30: Como nos aplica o Espírito a redenção adquirida por Cristo? Resposta: O Espírito aplica-nos a redenção adquirida por Cristo pelo chamado eficaz, operando em nós a fé, e unindo-nos a Cristo por meio dela.

Vamos fazer aqui, um breve resumo das duas últimas perguntas.

Pergunta 28 – A exaltação de Cristo: pela exaltação de Cristo, seu sacrifício foi aceito pelo Pai, tornando-se o único instrumento válido para a salvação.

 

1 Coríntios 15,4: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”.

A segunda coisa que provém da exaltação é a confirmação da autoridade de Cristo para vencer a morte e enviar o Espírito a todos os que foram destinados à salvação.

João 15,26: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim”.

Na pergunta 29, foi visto que: Tornamo-nos participantes da redenção adquirida por Cristo pela eficaz aplicação dela a nós pelo Seu Santo Espírito.

Esta reposta exclui de forma cabal e definitiva a participação do homem na redenção. A obra do Espírito na aplicação da redenção é chamada de:“O novo nascimento”.

João 3,7: “Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”.

Nenhum homem tem capacidade para decidir pela sua salvação, somente Deus, pela sua graça, pode aplicar, através do Espírito, a redenção adquirida por Cristo ao seu eleito.

Efésios 2,8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.

Vamos agora à pergunta número trinta: Esta nova pergunta explica a forma prática como se processa a salvação: através da fé e da união com Cristo.

Ao contrário da crença generalizada de que a fé constitui mérito para a salvação, temos aqui uma situação inversa onde a fé e o arrependimento são dons de Deus.

Efésios 2,8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.

A fé é o assentimento mental quanto às verdades reveladas na Escritura, simplificando, a fé é acreditar nas promessas de Cristo e acreditar que ele é poderoso para cumpri-las todas. Somente o Espírito, enviado por Cristo, pode trazer esta fé, que é um dom de Deus.

Romanos 1,17: “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.

Desta forma, a fé não é produto da razão humana, mas da graça de Deus, todavia, uma vez recebida, a fé mostra-se como sendo plenamente racional, se alguém acredita numa fé cega ou irracional que leva a contradições bíblicas ainda não recebeu a fé verdadeira.

1 Coríntios 2,14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

O verdadeiro cristão não se sente obrigado a crer em mistérios e contradições bíblicas, a revelação da Escritura se apresenta clara e lógica àqueles que têm o ministério do Espírito, o salto no escuro, a fé cega e apaixonada não é própria do filho de Deus.

É importante reforçar que o Espírito somente opera na redenção procedente de Cristo e somente a aplica a fé àqueles que já foram escolhidos pelo Pai.

João 15,26: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim”.

A justificação pela fé se manifesta somente e ao mesmo tempo de duas maneiras:

1 - A aceitação da Escritura como a verdadeira Palavra de Deus, tornando-se ela, a única possibilidade do recebimento da fé e conhecimento de Deus para todos os homens.

2 Coríntios 4,3: “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto”.

2 - A aceitação da completa suficiência do trabalho de Cristo para a salvação: o cristão tem fé na salvação através de Cristo, sem nenhuma participação sua nesta salvação.

Gálatas 2,21: “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão”.

A fé não constitui mérito para salvação, mas é o resultado da salvação, a fé tomada como mérito para salvação, se torna em doutrina de obras, resultando na negação do evangelho.

Ao mesmo tempo a fé verdadeira, que é infundida pelo Espírito, produz boas obras como resultado da salvação e não como mérito humano e isto não se constitui em nenhum mistério, pois Deus mesmo prepara as boas obras de seus filhos.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

 

Desta forma, não existe contradição nos escritos de Paulo e de Tiago, pois as boas obras a que Tiago se refere são consequência da salvação e não obras meritórias para salvação.

Tiago 1,17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.

Conclusão:

Qual o resultado final de tudo o que vimos aqui, a exaltação, a redenção, a aplicação da fé e do arrependimento?

Todo o homem tem fé em alguma coisa, mas esta fé não tem o poder de salvá-lo, muitos religiosos modernos tem fé em seus novos profetas, os evolucionistas crêem que a vida surgiu espontaneamente no seio dos mares sem nenhuma prova.

E a ciência? Os cientistas acreditam na uniformidade da natureza sem prova alguma, os físicos acreditam na força de gravidade, mas ninguém consegue explicar sua origem e razão, todas estas crenças envolvem fé, pois não são provadas nem explicadas pela razão.

A única fé válida para a salvação é a fé em Cristo, e ela é acompanhada pela necessidade de mudança de vida em conformidade com o Filho de Deus, fazendo com que Cristo tenha em tudo a primazia. Esta fé provém de uma fonte única: A Escritura.

Gálatas 2,20: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.

Se a salvação dependesse da vontade do homem, não haveria um salvo sequer, pois o homem caído jamais poderia decidir pela sua salvação, e muito menos perseverar em santidade por toda a sua vida, pois mesmo salvo, o homem continua pecador.

Efésios 2,1: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”.

Através da exaltação, Cristo venceu o poder da morte, confirmando definitivamente sua autoridade e tornando-se o único e suficiente mediador entre Deus e o homem.

1 Coríntios 15,21: “Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos”.

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