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Bênçãos e Salvação

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 32 E 33

PERGUNTA 32: Que bênçãos gozam nesta vida aqueles que são eficazmente chamados? RESPOSTA: Aqueles que são eficazmente chamados gozam, nesta vida, da justificação, adoção e regeneração, e das bênçãos que acompanham estas graças.

 

As principais bênçãos que gozam aqueles que recebem o chamado são a fé em Cristo e o arrependimento, dons de Deus, através dos quais, os eleitos são chamados para a redenção em Cristo, e a partir deste chamado eles passam a gozar do amor de Deus.

 

Efésios 2,8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.

Aqueles que são eficazmente chamados gozam do amor incondicional de Deus:

A fé age através do amor, mas o amor de Deus não consiste em sentimentos de afeto, pois Deus é imutável e por consequência impassional; o amor de Deus consiste em atos práticos que se manifestam no chamado eficaz e cuja percepção ocorre pela fé.

O que é o amor de Deus?

1 – Ele escolheu todos aqueles destinados à salvação antes da fundação do mundo.

2 - Ele enviou seu Filho como propiciação para cumprir o plano de salvação do seu povo.

3 - Ele concede a comunhão permanente do Espírito para preservação dos eleitos.

4 - Ele provê os meios de graça para aproximar os eleitos e restaurar a comunhão consigo: a Palavra, a oração e o louvor.

Sem a manifestação do amor de Deus, a aceitação dos atos de graça é impossível, nós só amamos porque ele nos amou primeiro.

1 João 4,10: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.

A vocação eficaz se realiza usualmente através dos meios conducentes que são colocados por Deus de forma irresistível, na vida do crente: a Palavra e o Espírito Santo.

É preciso ressaltar que Deus pode salvar através de outros meios: fetos, bebês falecidos prematuramente, infantes, incapazes e os eleitos que antecedem a Cristo, são chamados por Deus em Cristo, mas de outra forma, a qual não cabe avaliar.

João 8,56: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se”.

Todos os eleitos são regenerados em vida, ninguém é regenerado após a morte. Estas bênçãos resultantes da vocação são reais e jamais serão perdidas.

O cristão não está livre do pecado, mas não se torna escravo do pecado, ele irá perseverar com humildade em sua imperfeição confiando na justiça de Cristo para sua salvação.

Romanos 8,30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

Congregação dos chamados:

Os chamados pela graça de Deus são justificados, regenerados e congregados na igreja. Isto não significa que todos os membros de igreja sejam salvos, nem que a salvação pertence a uma única denominação, o joio e o trigo crescem juntos na igreja e no mundo.

Não existe, para Deus, falta de fé ou de oportunidade para a salvação, Deus é quem determina o tempo da justificação, infunde a fé e o arrependimento para o novo nascimento, que é o chamado de Deus para uma nova realidade em Jesus Cristo.

Efésios 1,4-5: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

O ser humano, mesmo após o novo nascimento, carrega em si o peso do pecado original, desgosta-se do pecado, mas não consegue evitá-lo. Nenhum cristão atingirá a santidade perfeita em sua vida terrena, mas odeia o pecado e aborrece a si mesmo quando peca.

A ideia de que a graça de Deus dá ao homem a capacidade para querer o que é bom, adquirindo, desta forma, mérito para sua salvação é antibíblica e nega a justiça e o trabalho de Cristo. Somente a comunhão do Espírito preserva a salvação do homem.

Romanos 8,11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.

As bênçãos do chamado são a fé em Cristo e o arrependimento para a vida. É impossível conseguir que uma natureza indisposta colabore com o chamado de Cristo, somente o chamado do Espírito leva a alma a uma nova realidade voltada para atender ao chamado.

1 Coríntios 1,30-31: “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.

Nas próximas perguntas veremos o que é a justificação, a adoção e a regeneração.

PERGUNTA 33: Que é justificação? RESPOSTA: Justificação é um ato judicial de Deus, no qual Ele perdoa os nossos pecados, e nos aceita como justos diante de Si.

Aqueles que Deus chama, justifica de forma definitiva. A justificação é um ato judicial, onde o eleito é declarado inocente de seus pecados, que foram imputados a Cristo.

Isaías 53,5: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

A justificação não torna aqueles que são salvos moralmente conformados à justiça de Deus, nem os torna santos, a única base da justificação é a justiça perfeita de Cristo e nada que tem origem no próprio homem serve de fundamento para a justificação.

Efésios 1,7: “No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”.

A justificação é pela fé somente: A fé em Cristo, sendo recebida como um dom de Deus é o único instrumento de justificação; a fé, assim recebida, nunca está sozinha, mas sempre acompanhada de outras graças e não é uma fé morta, mas age através do amor.

João 1,12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”.

É preciso, todavia, levar em conta que a fé é um dom de Deus e não se constitui em mérito para a salvação, não se pode transformar a fé e a obediência evangélica em obras meritórias para a salvação, desta forma, volta-se à doutrina das obras.

Romanos 3,28: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”.

Justificação: A palavra justificação é um termo jurídico que significa absolvição de uma culpa que pesava sobre o acusado, como se outra pessoa tivesse pagado a fiança.

O mecanismo da justificação: Deus, como supremo juiz, condenou toda humanidade na pessoa de Adão, porém, escolheu alguns dentre a humanidade caída, para cumprir, Ele mesmo, através de seu Filho, a sentença de morte que era destinada a estas pessoas.

Jesus Cristo, perfeito homem e perfeito Deus, é o representante judicial dos eleitos perante Deus, e no crédito de sua justiça perfeita, os eleitos são justificados.

2 Coríntios 5,21: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.

Ao morrer Jesus exclama: está consumado! Este era um termo usado no império romano que era carimbado em uma promissória quitada, nada mais poderia ser exigido, assim é o sacrifício de Cristo, àqueles que foram perdoados nada mais poderá ser cobrado.

A justificação não é o mero perdão dos pecados, mas inclui a declaração de que todas as reivindicações da lei são satisfeitas, desta forma, a pessoa justificada passa a ter direito às promessas da vida: paz com Deus, certeza da salvação e a adoção como filhos de Deus.

1 João 3,1: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo”.

A justificação é um ato de absoluta soberania divina que redime, em Cristo, a penalidade cabível ao pecado, mas não declara ou considera o pecador inocente, nem tampouco assegura santidade, honras ou recompensas nesta vida terrena.

1 Coríntios 15,21-22: “Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

A encarnação do Verbo não foi uma solução de emergência para salvar homens rebeldes sobre os quais o supremo Criador perdeu o controle, a morte de Cristo foi determinada na eternidade, com efeitos no presente, passado e futuro de seu povo e somente deste povo.

Mateus 1,21: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”.

Muito se engana aquele que pensa que os sofrimentos nesta vida serão compensados na vida futura, nada, absolutamente nada provindo do homem condiciona o favor de Deus.

Nem a pretensa fé que provém de si mesmo, nem as obras sociais, nem a caridade, nem a dedicação ou serviço na igreja; a escolha de Deus é unicamente por sua graça.

Efésios 2,8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.

Todavia, os redimidos não são transformados milagrosamente em pessoas puras e sem pecado, os crentes continuam carregando seus pecados nesta vida, pois como já foi dito, Deus não considera o eleito justo, mas atribui a ele a justiça perfeita de Cristo.

Romanos 4,6: “E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras”.

Este fato não exime o homem da responsabilidade de fazer o melhor em todas as situações de sua vida, a soberania de Deus não retira a responsabilidade do homem.

Romanos 12,9: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem”.

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