Vivendo Pela Palavra

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Home Catecismo Regeneração

Regeneração

E-mail Imprimir PDF

BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTA 35

PERGUNTA 35: Que é regeneração? RESPOSTA: É a obra da livre graça de Deus, pela qual somos conservados pelo Espírito Santo na perseverança da fé em Cristo, adquirindo, desta forma, o amor a Deus e a rejeição pelo pecado.

Esta resposta é bastante clara quanto a duas coisas, primeiro: a regeneração é uma obra da graça de Deus e não depende do homem. Segundo, a perseverança na fé tem sustentação somente na obra de preservação do Espírito Santo nos eleitos de Deus.

O homem natural não tem a capacidade de santificar a si mesmo, por isso, é preciso ressaltar que a regeneração é fruto da salvação e não constitui mérito para esta salvação.

 

1 Pedro 1,2: “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em regeneração do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas”.

Todos os que são chamados, são justificados, regenerados e adotados como filhos de Deus no mesmo ato da justificação. A regeneração não é feita pelos méritos ou justiça do crente, mas somente pela virtude da morte e ressurreição de Cristo.

Cristo santificou-se a si mesmo, em favor de seu povo, Cristo não tinha esta necessidade, pois ele é o Verbo de Deus, mas, pela encarnação, ele assumiu uma natureza humana, que foi santificada pela sua obra, para que todos os eleitos de Deus fossem santificados.

1 - João 17,19: “E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade”.

Pela regeneração, os efeitos do pecado são mortificados, mas não destruídos, o homem será pecador durante toda a sua vida, todavia, os cristãos regenerados serão vivificados e fortalecidos no amor à Palavra e no conhecimento de Deus.

A santidade perfeita jamais será atingida nesta vida:

Esta regeneração é imperfeita; permanecem no homem os efeitos do pecado original, os restos da corrupção humana que levam aos pecados de fato, disto nasce uma guerra contínua e irreconciliável: a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne.

Romanos 7,23: “Mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros”.

Como o cristão irá vencer esta guerra? O cristão irá vencer esta guerra porque a batalha não é dele, mas de Deus, não é o salvo que não perde a salvação, mas o salvador que não perde o salvo. Somente através da comunhão permanente do Espírito o homem vence.

Romanos 6,14: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”.

Santidade: Este termo “regeneração” pode levar a interpretações errôneas, atribuindo ao homem a capacidade de santificação plena, a santidade do homem se refere à separação e não pode ser confundida com a perfeição moral, própria somente do Ser divino.

Isaías 6,3: “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”.

Não é correto pensar na santidade do homem como uma qualidade moral como geralmente se faz. A santidade do homem deve ser pensada como uma posição determinada previamente entre Deus e a pessoa, mas jamais como uma qualidade moral ou religiosa inerente ao homem ou capaz de ser desenvolvida pelo próprio homem.

Em Deus, a ideia da santidade não é meramente a separação do pecado; mas também o de excelência moral ou perfeição ética que jamais será atingida pelo homem, a suprema revelação da santidade de Deus foi dada em Jesus Cristo.

2 Pedro 3,18: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno”.

Somente o Espírito pode aperfeiçoar o cristão para servir a Deus e garantir sua preservação, portanto, a regeneração não é para salvação, mas resultado da salvação.

A regeneração não é um processo pelo qual o homem se torna justo ou aceitável a Deus a regeneração é a preparação dos cristãos para Deus, baseada somente na justiça de Cristo.

Nenhum cristão é mais santo que outro, todos são igualmente santificados na justificação, isto independe do tempo de conversão, idade, sexo, condição social ou da prestação de serviços, todos os crentes são iguais perante Deus, salvos somente pela justiça de Cristo.

Mateus 23,8: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos”.

A regeneração qualifica o homem para obediência, domínio-próprio e conhecimento da Palavra, enfim, para os dons do Espírito; cada um recebe dons diferentes que devem ser respeitados, não se deve exigir do crente algo diferente do que ele se dispõe a fazer.

2 Tessalonicenses 2,13: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela regeneração do Espírito e fé na verdade”.

 

A quem pertence o mérito da regeneração?

Todos aqueles que entendem a regeneração como um processo de aquisição de mérito colocam o homem como responsável, ainda que seja pensado como tendo seu início pela graça, este pensamento nega a suficiência do sacrifício de Cristo e a obra do Espírito.

João 10,28-29: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.

Espírito promove a regeneração, que jamais se completa durante esta vida. A regeneração é a manifestação da graça de Deus, criando no homem um novo coração e habilitando o cristão a perseverar na fé e no arrependimento por toda sua vida.

Filipenses 1,6: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”.

O mérito do cristão após a morte:

Todas as almas dos salvos, no estado intermediário ou na ressurreição são iguais perante Deus, visto que a salvação não dependeu jamais dos méritos e esforços próprios do homem, mas somente da vida perfeita e do sacrifício de Jesus Cristo.

1 Coríntios 15,22: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

Os meios de regeneração:

A regeneração é operada pelo Espírito de Deus através da providência e utilizando os meios de graça: a Palavra, a oração e os sacramentos.

1 – A Palavra:

De todos estes recursos, a Palavra é o meio mais eficiente e poderoso. Apesar da verdade do evangelho ser compreendida somente pela iluminação do Espírito, antes disso, é preciso ter diligência e aplicação no ouvir e no estudo da Palavra.

João 5,39: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

A regeneração e a pregação: O evangelho deve ser ensinado com fidelidade e clareza, esta é a única tarefa do pregador cristão, levar a Palavra aos seus ouvintes; a conversão é obra do Espírito, o pregador tem a obrigação única de pregar o verdadeiro evangelho.

A pregação que foge do evangelho, tais como, exemplos de vida, lições de moral e ética, atualidades e outros, não tem a procedência do Espírito, somente a boa nova do evangelho tem a procedência do Espírito.

Qual é a boa nova do evangelho? A salvação pela graça sem nenhum mérito ou participação do homem, fora isso não existe evangelho.

Gálatas 1,8: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema (amaldiçoado)”.

2 – A oração:

A oração é a forma que os filhos de Deus se comunicam com o Pai, mas, a oração só se transforma em comunhão, quando dirigida e orientada pelo Espírito, pois Deus é imutável e a oração agradável a Deus é somente conforme sua vontade.

1 Coríntios 2,10: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus”.

A forma de oração usual, um rosário de pedidos infindáveis onde o crente pretende informar o que é conhecido e mudar a vontade de Deus não será aceita de forma alguma.

1 João 5,14: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”.

3 – Os sacramentos:

Os sacramentos são símbolos públicos do compromisso com Cristo, mas não se constituem em elementos santificadores ou agentes da salvação, somente Deus, através do Espírito, opera o novo nascimento e a regeneração.

João 3,8: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”.

4 – A igreja:

A igreja é um instrumento de Deus e não se constitui em uma instituição detentora do poder de salvação e regeneração dos seus seguidores. A principal marca das seitas e falsas religiões é atribuir a salvação e regeneração unicamente a seus seguidores.

A igreja local não é a Igreja de Deus, na igreja local o joio e o trigo estarão misturados até o final do mundo, a Igreja de Deus, a qual Cristo comprou com seu próprio sangue, é constituída dos eleitos de Deus e somente estes, que podem ou não estar na igreja local.

Atos 20,28: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”.

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario

busy
 

Aviso

Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom". Louvado seja Deus!

  • Temos para download 717 Livros
  • Este site tem um total de 1653 itens publicados em Artigos

Adicionar aos Favoritos

Adicione aos Favoritos!

Estatísticas

vivendopelapalavra.com
Na internet desde Outubro/2011
Total de visitas até outubro de 2017:
934.835
Total de páginas visitadas até setembro/2017:
2.405.646