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Bênçãos da Adoção

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTA 36

PERGUNTA 36: Quais são as bênçãos que nesta vida acompanham a justificação, adoção e regeneração e delas procedem? RESPOSTA: As bênçãos que procedem da justificação, adoção e regeneração são: certeza do amor de Deus, paz de consciência, interação no Espírito Santo, e perseverança na fé em Cristo.

 

 

Adoção e justificação – as primeiras bênçãos: para melhor explicar esta pergunta é necessário definir a relação que existe entre a justificação, a adoção e a regeneração.

 

A justificação é um ato legal de Deus, onde Ele imputa ao homem a justiça perfeita de Cristo, declara-o livre da penalidade devida pelo pecado e passa a considerá-lo como aceitável à sua comunhão pela redenção adquirida por Cristo.

Romanos 5,1: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Esta justificação é um ato judicial, o pecador não é declarado inocente nem adquire a capacidade para perseverar em sua salvação pelos seus próprios méritos, mas ele é declarado livre da penalidade e passa a ser preservado pelo Espírito, enviado por Cristo.

Todos aqueles que recebem a justificação são adotados como filhos de Deus.

Romanos 8,15: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai”.

A justificação traz ao eleito uma consumação imediata no seu relacionamento com Deus e com a lei, trazendo a ele a fé em Cristo e o arrependimento para a vida, isto é realizado através de uma mudança efetuada de forma unilateral em sua natureza.

No mesmo ato da justificação todos os crentes são recebidos por Deus como filhos por adoção. Apesar de a humanidade ter caído completamente na queda de Adão, o homem conserva em si a imagem de Deus, o que permite a adoção dos eleitos.

2 Pedro 1,4: “Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”.

A adoção é uma consequência lógica da justificação, sendo da mesma forma, um ato judicial de Deus onde Ele adota o crente justificado como filho.

Esta adoção pode ser considerada como uma bênção decorrente da justificação, pois ela é fruto da graça de Deus, nada próprio do homem constitui mérito para esta adoção, por este motivo é que podemos considerá-la como uma bênção decorrente da justificação.

1 João 3,1: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo”.

Os cristãos se tornam filhos de Deus por adoção, o que significa, logicamente, que os homens naturais não são filhos de Deus, pois quem adotaria seus próprios filhos? Isto seria uma contradição lógica. A adoção também é um ato legal decorrente da justificação.

Após a adoção, a regeneração é operada pelo Espírito como resultado da justificação e adoção, desta forma, também não constitui mérito para a salvação.

Efésios 1,5: “Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

A regeneração do crente também pode ser vista como uma bênção que acompanha a justificação, pois a santificação do homem é vista biblicamente como uma relação de separação do homem para Deus e não como uma qualidade moral do homem.

Deus santifica os seus filhos separando aqueles que decidiu justificar na eternidade.

Da mesma forma, esta ideia da separação é determinante no ato da adoção. Estes filhos, assim adotados, não são somente separados por Deus, mas também “nascidos de Deus” sendo que estes dois fatos não podem ser separados, como se pode ver no verso abaixo.

João 1,12-13: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Os cristãos são filhos de Deus por adoção na justificação, não por geração de pais crentes ou por criação em lares cristãos, somente Deus conhece seus filhos.

João 3,3: “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Muitas vezes, Deus disciplina seus filhos para correção e arrependimento trazendo a eles sofrimento, dor, humilhação e situações difíceis que levam o filho de Deus a refletir e corrigir o rumo de sua vida em direção aos caminhos determinados por Deus.

Hebreus 12,7: “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?”.

As bênçãos da salvação: A adoção é um ato da graça de Deus em Cristo, ninguém se faz filho de Deus, a ordem da salvação é a seguinte: eleição eterna, queda, nascimento físico, chamado, justificação, adoção, regeneração e glorificação na vinda de Cristo.

As bênçãos decorrentes da adoção são as seguintes:

Sustento - Mateus 6,26: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?”.

Esperança - Romanos 5,2: “Por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”.

Segurança - Romanos 8,38-39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Herança - Romanos 8,17: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”.

Comunhão - Gálatas 4,6: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!”

Disciplina - Hebreus 12,6: “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”.

Certeza da salvação: O filho de Deus não precisa convencer a si mesmo ou convencer aos outros da sua condição, esta convicção procede do Espírito que opera no coração do cristão, criando a convicção do amor de Deus e da salvação unicamente em Cristo.

Efésios 1,13-14: “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória”.

A fé: Falaremos por último da primeira e maior bênção recebida: a fé em Cristo. O que é esta fé assim recebida como uma bênção decorrente do processo de salvação?

Pode-se definir a fé como: Acreditar nas promessas de Cristo e acreditar que ele é poderoso para cumpri-las todas.

Hebreus 11,1: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”.

A fé não é uma criação humana baseada em esforço ou justiça própria, a fé que se firma em Cristo e nele confia como o único e suficiente salvador é um dom de Deus.

A fé não é explicada pela racionalidade dos pensamentos, nem pela ciência, nem é originária das opções e desejos dos homens, mas sempre um dom de Deus.

Efésios 2,8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.

O que são então as boas obras? As boas obras são o resultado da justificação e não constituem mérito para a salvação, pois foram preparadas por Deus, na eternidade, para que seus filhos andem nelas em novidade de vida.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

A fé não é uma capacidade pela qual o homem vem a merecer sua justificação, neste caso transforma-se a fé em obras, a fé é o dom de Deus, procedente da justificação, pelo qual Ele chama seus filhos das trevas para a maravilhosa luz de Cristo.

Colossences 1,13: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”.

A certeza da fé:

A certeza da fé e o conhecimento: A certeza da fé procede sempre do conhecimento da Palavra, pela Palavra conhecemos a Cristo, o objeto da fé, sem o conhecimento de Cristo, a fé se torna inútil: É impossível depositar a confiança em algo que não se conhece.

- A certeza objetiva: A certeza objetiva da fé consiste na confiança de que Cristo somente pode ser conhecido pelo que foi revelado no evangelho e que ele tem capacidade real para fazer tudo o que é prometido por ele nas escrituras.

João 5,39: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

- A certeza pessoal ou certeza subjetiva: Esta certeza pessoal segue-se inevitavelmente à primeira, todo aquele que não aceitou a Escritura de forma integral e sincera não conseguirá jamais chegar à certeza pessoal da salvação.

Esta certeza pessoal é o sentimento de segurança que envolve uma firme convicção do perdão dos pecados e da salvação eterna em Cristo.

João 7,38: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”.

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