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O Resumo da Lei

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTA 41

PERGUNTA 41: Onde está a lei moral resumidamente compreendida? Resposta: A lei moral está resumidamente compreendida nos dez mandamentos.

A Lei Mosaica: A lei estabelecida inicialmente por Deus através do pacto de obras se resume na perfeita obediência, após a saída dos israelitas do Egito, ela foi entregue por Deus a Moisés no monte Sinai, em dez mandamentos e escrita em duas tábuas.

Deuteronômio 10,4: “Então, escreveu o SENHOR nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos que ele vos falara no dia da congregação...”.

 

Os primeiros quatro mandamentos apresentam os deveres do homem para com Deus, e os seis outros mandamentos os deveres do homem para com o homem.

Êxodo 34,1: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste”.

A lei de Deus, mesmo sendo impossível ao homem, a lei moral é eterna e irrevogável, constituindo obrigação, não apenas para os cristãos, mas para toda a humanidade, independente do conhecimento, concordância ou capacidade dos homens.

A lei foi estabelecida definitivamente nos dez mandamentos e resumida por Jesus em dois mandamentos que contém toda a lei e os profetas.

Mateus 22,37-39: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Qual a utilidade da lei? A lei serviu, desde o início, para mostrar a fraqueza e incompetência do homem, que jamais conseguirá a perfeita obediência; ao longo de todo Velho Testamento ninguém foi justificado por obras da lei, qual então, a utilidade da lei?

Toda a lei moral, política e cerimonial aponta para Cristo, para a necessidade de uma nova aliança, onde o próprio Deus proverá a salvação do homem, a finalidade da lei foi conduzir a história do povo de Deus para esta nova aliança da graça.

Romanos 3,21: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas”.

No pacto da graça temos que ter consciência de nossa incapacidade em cumprir a lei, e lembrar-nos da finalidade principal da lei: a lei nunca teve a intenção de salvação, mas pela lei vem o conhecimento do pecado, a salvação é pela graça de Deus em Cristo.

Romanos 7,7: “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás”.

A prioridade nos Dez Mandamentos: os mandamentos dizem por si mesmo quanto à sua prioridade, os quatro primeiros incluem os deveres do homem para com Deus, e os demais seis dizem respeito aos seus deveres para com seus semelhantes.

O resumo dos dez mandamentos: 1 - Não terás outros deuses diante de mim; 2 - Não farás para ti imagem de escultura; 3 - Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; 4 - Lembra-te do dia de sábado, para o santificar; 5 - Honra teu pai e tua mãe; 6 - Não matarás; 7 - Não adulterarás; 8 - Não furtarás; 9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo; 10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo.

Dez palavras: Os mandamentos são chamados originalmente como “dez palavras”, Moisés recebeu estes mandamentos como poucas palavras escritas nas tábuas, estes mandamentos consistiam sentenças simples, por exemplo: honra pai, não cobiça etc.

Êxodo 34,28: “E, ali, esteve com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras”.

O texto atual, como consta na Escritura, apresenta os comentários feitos por Moisés.

Os mandamentos foram dados publicamente para que o povo tivesse a presença da glória de Deus, muitas das coisas de Deus são feitas publicamente, assim foi o sacrifício de Cristo, a ressurreição, o pentecostes, a destruição do templo e assim será o Juízo Final.

Êxodo 19,18: “Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente”.

Estes mandamentos foram dados a Israel como estatutos, mas são válidos eternamente para todos os homens sem exceção. Todavia, uma vez que o homem é incapaz de cumprir fielmente toda a lei, qual a finalidade destes estatutos?

A palavra “mandamentos” traz uma conotação severa de obediência, transformando-os em obrigação para toda humanidade. A incapacidade não retira a responsabilidade, o que traz a responsabilidade é a simples existência da lei e do Juiz investido no julgamento.

Mateus 19,19: “Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A pretensão do exato cumprimento da lei representa a fé do homem no próprio homem. O selo do cristianismo é a humildade, o que não conseguimos fazer, Cristo já fez por nós, resta crer nas promessas de Cristo e crer que ele é poderoso para cumpri-las todas.

“Está consumado!” – É o que está escrito.

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