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A Fé em Cristo

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 85 E 86

PERGUNTA 85: Que exige Deus de nós para que possamos escapar a sua ira e maldição em que temos incorrido pelo pecado? RESPOSTA: Para escaparmos à ira em que temos incorrido pelo pecado, Deus exige de nós fé em Jesus Cristo e arrependimento para a vida.

A fé é o meio de salvação que Deus decretou antes da fundação do mundo para salvar seus eleitos. O único objeto da fé é Cristo, nada mais é digno ou necessário, Cristo não é um mero exemplo de vida, mas o único redentor e mediador entre Deus e os homens.

João 10,28: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

O que é a fé? A fé é acreditar nas promessas de Cristo e acreditar que ele é poderoso para cumpri-las todas. Não basta ao cristão acreditar nas promessas de Cristo, o cristão tem que ter a certeza que Cristo irá cumprir todas as suas promessas.

Este mandamento, como todos os outros, traz a necessidade do conhecimento do verdadeiro Cristo da Escritura, não basta ouvir falar de Jesus, a crença real somente pode provir do conhecimento, e somente conhecemos a Cristo através da Escritura.

João 5,39: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

A graça da fé, pela qual os cristãos são habilitados a crer para a salvação das suas almas, é a obra que o Espírito de Deus realiza em seus corações, sendo usualmente operada pelo ministério da Palavra e fortalecida pelo estudo bíblico e pela oração.

Efésios 2,8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.

A fé que salva é dom de Deus, privativa dos cristãos sinceros e infundida pelo Espírito Santo, este dom da fé é transmitido usualmente pela pregação fiel ou pela leitura bíblica.

Atos 16,14: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia”.

Fé e razão:

O conhecimento é a apreensão da verdade que se percebe no mundo material, a fé é o assentimento da mente quanto à verdade que não é percebida pelo conhecimento natural, mas que é recebida somente pela graça de Deus em Cristo.

Hebreus 11,1: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”.

A fé não é produto da razão humana, mas, uma vez assentida, a fé se mostra como sendo plenamente racional. O cristão não se sente obrigado a crer em mistérios e paradoxos na revelação, a Escritura é clara e lógica àqueles que têm o ministério do Espírito.

Todo o conhecimento possível de Deus, de Cristo e da salvação está contido na Escritura.

João 5,39: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

Como se explica esta evidência racional da fé? Para o filho de Deus, não existe comprovação maior ou autoridade superior à Escritura, daí a racionalidade da fé salvífica.

A. A. Hodge: “A fé demanda e descansa sobre a evidência de forma tão absoluta quanto o conhecimento racional”.

Mas, ao contrário disto, o que se vê hoje na igreja é o domínio da irracionalidade:

Pregadores carismáticos convencem multidões com argumentos mundanos, amarram demônios e libertam os crentes de seus pecados; missionários levam aos povos um cristo inexistente; o estudo bíblico é desprezado em favor da piedade voltada para o homem.

Os crentes modernos procuram religiões de milagres, a prosperidade, a expulsão de pretensos demônios, o batismo no Espírito e os apelos à aceitação da salvação. Os fariseus também pediam, como sinal, que Jesus fizesse demonstrações físicas e imediatas.

Mateus 16,4: “Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se”.

As sensações e experiências de vida tornaram-se o centro do culto, a fé do crente foi desviada de Cristo e voltada para si mesmo através da satisfação do ego e de uma suposta vida de alto padrão moral, Jesus Cristo tornou-se um mero exemplo a ser seguido.

Todavia, apesar desta situação irracional na igreja moderna, a justificação pela fé continua a se manifestar somente e ao mesmo tempo de duas maneiras:

1 - A aceitação da Escritura como única e indivisível Palavra de Deus, sendo a única possibilidade do recebimento da fé e conhecimento de Deus para todos os homens.

2 Coríntios 4,3: “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto”.

2 - A aceitação da plena e cabal suficiência do trabalho de Cristo para a salvação do homem, sem contar com nenhuma participação ou cooperação sua nesta salvação.

Gálatas 2,21: “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão”.

PERGUNTA 86: Que é fé em Jesus Cristo? RESPOSTA: Fé em Jesus Cristo é um dom de Deus, uma graça salvadora pela qual o recebemos e confiamos somente nele para a salvação.

A fé não se constitui em mérito para salvação, mas é o resultado da salvação, a fé tomada como mérito para salvação, se torna em obras resultando na negação do evangelho.

Ao mesmo tempo, a fé verdadeira produz boas obras, como resultado da salvação e não como mérito humano. Por este motivo, não existe contradição nos escritos bíblicos, as boas obras são consequência da salvação e não obras meritórias para salvação.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

A fé em si mesmo: A crença, bastante difundida de que o homem é capaz por seus próprios méritos e esforços de conseguir sua própria salvação, transforma a fé em mérito humano e a torna necessária à salvação. Que são nossas justiças?

Isaías 64,6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam”.

Este pressuposto da moderna igreja evangélica, principalmente na atividade missionária, traz à mente do homem um cristo deficiente e um deus fraco que ignora o futuro e necessita da ajuda do homem para realizar seus propósitos: Este não é o Deus verdadeiro.

Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.

Todo aquele que se declara capaz de criar em si mesmo a fé salvadora, estabelece, desta forma, uma obrigação para Deus, esta é a doutrina do livre-arbítrio, que cria algumas dificuldades intransponíveis ao raciocínio mais simplório:

1 – A salvação de fetos, infantes e incapazes é simplesmente impossível de acordo com esta doutrina, a não ser que se negue a claríssima doutrina bíblica da queda.

Lucas 18,16: “Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”.

2 – A salvação se realiza a cargo do pecador, morto em delitos e pecados, arcando com o fardo de desenvolver e manter a sua fé, seria possível? Ou então, a pessoa peca e pede perdão... Indefinidamente, vulgarizando desta forma tanto o pecado como o perdão.

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

Esta vulgarização do pecado provém do senso comum que Deus não levará em conta os pequenos pecados para aqueles que não cometeram pecados mais sérios, mas todo pecado é uma ofensa grave ao Deus infinito e merece a punição infindável no inferno de fogo.

2 Pedro 2,4: “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”.

3 - Se Jesus morreu pelos pecados de toda humanidade, aqueles que forem para o inferno serão condenados duas vezes pelo mesmo pecado, o que é inadmissível.

1 Coríntios 15,3: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras”.

Desta forma chegar-se-ia à conclusão que a justiça dos homens é mais perfeita que a justiça de Deus. Quem se atreve a concordar com isto?

A fé preveniente: Esta mesmíssima doutrina da fé em si mesmo, apresenta-se revestida em falsa piedade, quando se afirma que Deus salvou àqueles, os quais, previu, que no futuro, teriam a capacidade de conseguir a fé por suas próprias realizações.

Romanos 8,30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

A fé psicológica: A fé psicológica é aquela que necessita de comprovação através de experiências e sensações, a fé que necessita de milagres para ser comprovada. Esta é a fé que tem levado milhões de pessoas às igrejas pentecostais e carismáticas.

Estas religiões de milagres originam-se na fé psicológica de seus fiéis, que desprezam a Escritura e buscam a realização religiosa em sensações e experiências pessoais.

Marcos 12,24: “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”.

A fé que salva: A fé que salva está baseada na autoridade da Palavra, a fé que salva está baseada unicamente na suficiência do trabalho de Cristo, sem acréscimos ou exceções.

Esta fé é revelada pela concordância plena e cabal ao que a Escritura revela com referência à pessoa, ofício, vida e obra de Jesus Cristo, incluindo o Velho Testamento.

1 Coríntios 15,3-4: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.

Por fim, é preciso dizer que o assentimento parcial da Escritura, relativo a uma ou outra doutrina, resulta em uma fé inútil que não leva à salvação. Estes falsos religiosos estarão em maior falta com Deus que aqueles que nunca receberam esta iluminação parcial.

Hebreus 10,29: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?”

O homem natural não pode entender as coisas de Deus, eles podem ser religiosos, ler a bíblia, ouvir a Palavra, avaliar os ensinos da Escritura, prestar serviço na igreja, mas jamais aceitarão totalmente os ensinos bíblicos, pois não foram destinados a isso.

A revelação da Escritura é feita exclusivamente aos eleitos de Deus em Cristo, que recebem o dom da fé e do arrependimento para a vida e aceitam a Palavra de Deus com a autoridade que lhe é devida, os falsos religiosos não suportam a pregação fiel da Palavra.

2 Timóteo 4,3: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos”.

Porque estas pessoas não suportam a sã doutrina? São religiosos, frequentam a igreja, prestam serviços, fazem caridade, mas não foram chamados, não foram justificados, nunca receberam o favor de Deus, vivem pela honra e glória entre os homens.

1 Coríntios 2,14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

A fé salvadora é um dom permanente, mas pode sofrer variações durante a vida do crente, mas, apesar destas variações, a fé salvífica nunca é perdida, pois é um dom de Deus.

1 Coríntios 10,13: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.

A fé centrada em Cristo: somente através da obra de Cristo, a fé salvífica passou a fazer parte da realidade do homem, pela fé em Cristo se crê que Deus existe e beneficia aqueles que o buscam - o novo nascimento - pelo qual os eleitos de Deus são salvos em Jesus.

Hebreus 4,15: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.

Por isso, a fé salvadora é cristocêntrica em toda sua concepção, Cristo é o autor e consumador da fé, sem Cristo não há salvação, sem salvação não há fé, pois a salvação precede a fé e o arrependimento para a vida.

2 Coríntios 5,21: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.

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