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Arrependimento

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTA 87

PERGUNTA 87: Que é arrependimento para a vida? RESPOSTA: Arrependimento para a vida é um dom de Deus, pelo qual o pecador, recebendo o conhecimento do seu pecado e da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza pelos seus pecados, abomina-os e se volta para Deus resolvido a prestar-lhe obediência.

O arrependimento é um dom de Deus dado aos seus eleitos após a justificação, desta forma, o arrependimento não é para a salvação, mas fruto da salvação. O arrependimento não é remorso, pois traz em si o desejo sincero de uma profunda mudança de vida.

Lucas 24,47: “E que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém”.

Arrependimento, dom de Deus: o arrependimento tem o sentido de mudança de vida, não é remorso, que é uma tristeza profunda sem o sentido da mudança.

O arrependimento como graça evangélica implica que ele é concedido por Cristo ao seu povo eleito, sendo levado ao coração dos filhos de Deus pelo Espírito Santo.

Romanos 8,14: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”.

O arrependimento psicológico resulta em remorso, às vezes profundo, como no caso de Judas, mas não levam à mudança de vida e não são definidos como o arrependimento.

O arrependimento sincero leva ao reconhecimento da natureza depravada do homem, onde o Espírito traz à tona todas as fraquezas e corrupções, criando a consciência do pecado e da ofensa a Deus que representam estes pecados.

Ezequiel 36,31: “Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações”.

Desta forma, o cristão sente a necessidade de mudança de vida, o velho homem dá lugar à nova criatura: o novo nascimento. O cristão não está desamparado nesta mudança de vida, mas irá perseverar através da comunhão do Espírito durante toda sua vida.

Todo aquele que se julga capaz de mudar sua vida, voltando-se voluntariamente para Deus, engana a si mesmo negando a graça de Deus e a obra de Cristo na Cruz.

João 10,27-28: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

Os pecados que persistem: O cristão irá pecar, irá escorregar, encontrará momentos difíceis, mas será preservado pelo penhor do Espírito durante toda sua vida terrena.

Romanos 8,11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”.

O arrependimento é uma mudança de vida que tem origem na eleição eterna e não constitui mérito para a salvação. Depois desta mudança de vida, o crente odeia o pecado e procura, dentro de suas limitações, viver de acordo com os mandamentos de Deus.

Salmo 119,10: “De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos”.

A fonte da vida:

O arrependimento e a fé são resultados da salvação e não a causa da mesma, o pecador somente chega a Deus pela justiça de Cristo, Deus o declara justo, em Cristo, pela sua graça, apesar de que nada em si mesmo o faz merecedor desta justiça.

Este é o milagre da salvação, se ela dependesse do homem seria efêmera, transitória e jamais se efetivaria. Como os ramos na videira, os eleitos passam a receber a seiva da vida diretamente de Jesus Cristo e a ele estão ligados através do Espírito Santo de Deus.

João 14,16: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”.

O arrependimento não é a causa do perdão, pois o perdão é um ato da livre graça de Deus em Cristo, todavia, o arrependimento, como mudança de vida, é próprio dos pecadores salvos, e sem este arrependimento ninguém poderá esperar segurança na salvação.

Tito 3,5: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”.

O arrependimento é um dom de Deus e não deve trazer ao crente nenhuma espécie de satisfação pessoal, todavia, ninguém será salvo aparte deste arrependimento.

O arrependimento transformado em obras: A moderna igreja cristã prega que o arrependimento é necessário para a salvação, desta forma, pretendem transformar um dom de Deus em decisão humana: o livre-arbítrio.

Esta doutrina vem sempre disfarçada de piedade, pregando uma doutrina da graça pela qual Cristo morreu por toda humanidade, sendo que o arrependimento se torna necessário e meritório à salvação conquistada pelo homem, que pode aceitar ou resistir à salvação.

Apocalipse 7,10: “E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”.

O arrependimento visto de forma negativa: O arrependimento condena quando visto como mérito próprio, o arrependimento é um dom de Deus, originado na predestinação eterna, baseado na redenção adquirida por Cristo e aplicado pelo Espírito, sem mérito, justiça ou participação do homem.

O mérito do homem - As seitas ou denominações religiosas defensoras do livre-arbítrio, afirmam que a graça de Deus e o sacrifício de Cristo não são suficientes para justificar o homem, sendo que a salvação dependeria do esforço moral e ético do homem.

Assim, Jesus deixa de ser o redentor para se transformar em um mero exemplo de vida.

Gálatas 6,7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.

A penitência - São obras penosas impostas aos homens para que recebam o perdão dos pecados. Este procedimento transfere para a igreja o poder da salvação, e para os sacerdotes o poder de Cristo para propiciação da ira de Deus e perdão dos pecados.

Jonas 2,9: “Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!”

Pequenos pecados: Não existe o pecado venial, que não demande arrependimento, o pecado, por menor que seja, é ofensivo a Deus e traz condenação eterna ao pecador.

Tiago 2,10: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos”.

O pecado sob a graça: O menor dos pecados traz a condenação, todavia, como os eleitos não são salvos por seus esforços, mas pela graça, não existe pecado dos filhos de Deus que não alcance o perdão pelo trabalho perfeito e único de Cristo, que tem valor infinito.

O arrependimento é um dom de Deus àqueles a quem decidiu salvar eternamente, por este motivo, todos que se arrependem sinceramente são os eleitos, justificados por Deus, e todos os seus pecados passados, presentes e futuros são perdoados em Cristo.

A justificação do pecador é aplicada uma única vez e jamais será perdida.

Romanos 8,38-39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Por outro lado, todo aquele que acredita na influência moral do homem na salvação jamais terá o arrependimento para vida, pois nega a graça de Deus e a suficiência do trabalho de Cristo. Como está escrito: “Quem tropeça em um ponto tropeça em toda lei”.

A única forma de propiciação da ira de Deus é em Cristo e através de Cristo, nada mais poderá ser acrescentado.

1 João 4,10: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.

O dom de Deus e o dever do homem: apesar do arrependimento ser um dom de Deus, nem por isso deixa de ser uma obrigação e um dever do cristão procurar o arrependimento e reforçar a sua fé através dos meios de graça colocados ao seu alcance.

O principal dever do homem é reconhecer com humildade sua incapacidade e confiar somente na graça de Deus e na justiça perfeita de Cristo.

1 Timóteo 1,12: “Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério”.

O poder de restrição do Espírito: O arrependimento traz aos homens a consciência do pecado, mas o Espírito de Deus guarda os eleitos para que não permaneçam no pecado e também os guarda de cometer os pecados para a morte, a que se refere o apóstolo João.

1 João 5,16: “Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue”.

O arrependimento congregacional: Através da oração o crente tem acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, o mediador, e faz sua confissão diretamente. Todavia, a ofensa aos irmãos, à igreja ou à família pode ser objeto de confissão pública do ofensor.

É fundamental para o cristão ter continuamente em sua consciência que o único mediador entre Deus e os homens é Cristo, nenhum homem tem o poder de pedir a Deus o perdão para outra pessoa ou para si mesmo a não ser através de Cristo, o Salvador.

1 João 1,9-10: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

Quando o crente se confronta com uma congregação ou família infiel e pecadora, tocado pelos seus pecados pode fazer a Deus a confissão dos pecados por todos eles, como no caso de Daniel, que reconhece os pecados de seu povo e pede o perdão para eles.

Daniel se coloca humildemente entre os pecadores, efetivando desta forma sua súplica.

Daniel 9,7: “A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti”.

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