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Os meios de graça

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 88 A 9O

PERGUNTA 88: Quais são os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção? RESPOSTA: Os meios exteriores pelos quais Cristo comunica as bênçãos da redenção são: a Palavra, a oração e os sacramentos.

A luz do mundo: Cristo é a luz do mundo, é ele que ilumina todo homem com a luz do conhecimento, esta luz é transmitida a todos os homens, sem exceção, pela consciência, pelo raciocínio, pela arte e pelo conhecimento em todas as suas formas.

Todavia, àqueles escolhidos para a salvação, a mente de Cristo é a revelação especial operada pelo Espírito de Deus: a Escritura.

1 Coríntios 2,16: “Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”.

A Palavra: A bíblia não é um ícone capaz de salvar por si mesma, ela não é de tal forma complexa, que somente possa ser compreendida por doutores em teologia, também não é tão simples que possa ser entendida por qualquer pessoa sem estudo e diligência.

Marcos 12,24: “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”.

A finalidade da bíblia é o conhecimento de Deus e da salvação do homem, para isso ela foi dada. A clareza da bíblia somente vem pela compreensão e aceitação da completa soberania de Deus, manifesta na doutrina da justificação pela fé, que é um dom de Deus.

Muitas pessoas de formação superior e de grande cultura falham em compreender doutrinas reveladas: a divindade de Cristo, a encarnação ou a Trindade Divina.

O fato de serem difíceis ao entendimento não significa que a doutrina seja confusa, pois é claramente revelada, na verdade as pessoas entendem estas doutrinas, o que acontece é que não as aceitam, mas o que de Deus se pode compreender, ele  revelou pela Escritura.

Deuteronômio 29,29: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”.

A oração: A oração consiste basicamente em adoração e ação de graças, sendo exigida de todos os homens. A oração é dirigida somente ao Pai em nome do Filho.

A oração não muda a vontade de Deus nem os acontecimentos determinados por Ele, somente o Espírito pode conduzir o crente a orar conforme a vontade de Deus.

Romanos 8,26: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”.

A validade da oração: A oração deve ser feita por coisas lícitas em favor de todas as classes de pessoas que vivem atualmente ou que existirão no futuro; mas, jamais pelos mortos, nem por aqueles que se saiba terem cometido o pecado para a morte.

Tiago 4,3: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”.

Bíblia de Genebra: “Nós temos que fazer orações não apenas por nós mesmos, mas também por nossos irmãos que pecam, quando seus pecados não são para a morte, exceto para o pecado imperdoável - o pecado contra o Espírito - ou seja, uma queda universal e poderosa de pessoas que vieram a ser iluminadas com o conhecimento do evangelho e vieram posteriormente a negá-lo de forma intencional e maliciosa”.

Existe um pecado para a morte – o pecado contra o Espírito – que jamais será perdoado, neste mundo ou no mundo do porvir. Este é um pecado consciente na negação da doutrina cristã após a pessoa receber o conhecimento da verdade do evangelho.

Marcos 3,28-29: “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno”.

Esta blasfêmia contra o Espírito pode ser bastante refinada, com aparência de piedade, quando o homem nega a suficiência do trabalho de Cristo e operação do Espírito na salvação e atribuindo a si mesmo fatos que são realizados somente pelo Espírito de Deus.

João 14,16-17: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós”.

A oração pública: Esta oração deve ser feita na língua natural do local onde se presta o culto, em caso de pregadores estrangeiros deve haver quem traduza.

1 Coríntios 14,19: “Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua”.

A oração e o culto: A oração com ações de graças é uma parte especial do culto religioso e deve ser feita em o nome do Filho, através do seu Espírito, segundo a sua vontade, e isto com inteligência, reverência, humildade, fervor, fé, amor e constância.

Filipenses 4,6: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”.

Os sacramentos: Existem somente dois sacramentos ordenados por Jesus no Evangelho - O Batismo e a Ceia do Senhor; estes sacramentos devem ser administrados pelos ministros da palavra regularmente ordenados pela denominação.

A Ceia do Senhor - Lucas 22,19-20: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós”.

O batismo - Mateus 28,19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

A igreja de Roma tem mais cinco sacramentos instituídos pela tradição da igreja: matrimônio, confirmação batismal (crisma), penitência, ordenação e extrema-unção.

Existe ainda, na igreja de Roma, o ‘batismo dos mortos’ aplicado pelo sacerdote sobre o túmulo dos infantes que não receberam o batismo em vida.

Antecedentes dos sacramentos: Os sacramentos do Velho Testamento, quanto às coisas espirituais neles representadas, são em substância os mesmos que do Novo Testamento.

O batismo - 1 Coríntios 10,1-2: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés”.

A Ceia do Senhor - 1 Coríntios 10,3-4: “Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”.

A circuncisão e a páscoa têm os mesmos significados espirituais que os sacramentos do batismo e da Ceia do Senhor da Nova Dispensação.

A circuncisão e o batismo: Quando Deus confirmou o pacto com Abraão, ele estabeleceu um sinal para esta confirmação, a circuncisão, que era privativa do povo hebreu. Da mesma forma, Jesus estabeleceu um sinal para os crentes: o batismo.

A páscoa e a Ceia: Assim também a páscoa judaica foi substituída pela Ceia do Senhor, estabelecida pessoalmente por Jesus na sua última ceia com os apóstolos.

Estes sacramentos não trazem por si mesmos a salvação, esta é reservada somente aos eleitos de Deus em Cristo, tanto no Velho como no Novo testamento.

Atos 2,41-42: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.

PERGUNTA 89: Como se torna a Palavra eficaz para a salvação? RESPOSTA: O Espírito de Deus torna a leitura e especialmente a pregação da Palavra, meios eficazes para convencer e converter os pecadores por meio da fé.

A Palavra demanda conhecimento e entendimento, sendo que o conhecimento vem pelo ouvir e pela leitura, o que está ao alcance de qualquer pessoa, mas o entendimento somente é dado aos eleitos de Deus pelo Espírito que neles atua.

2 Timóteo 3,16-17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

À vista disto, se uma pessoa busca encontrar na Escritura justificação para sua justiça e mérito próprios, a compreensão se torna confusa e obscurecida, e o entendimento se perde por completo, pois quem tropeça em um ponto tropeça em toda a Escritura.

Filipenses 2,13: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

PERGUNTA 90: Como se deve ler e ouvir a Palavra a fim de que ela se torne eficaz para a salvação? RESPOSTA: Para que a Palavra se torne eficaz para a salvação, devemos ouvi-la com diligência; recebê-la com fé e praticá-la em nossas vidas.

A aceitação da soberania de Deus na predestinação dos réprobos e dos eleitos, salvos em Cristo, abre o entendimento da Escritura, tornando claras todas suas afirmações.

Isaías 45,9-10: “Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes?”.

Quando as pessoas buscam, na bíblia, achar suporte para seus próprios pensamentos, o sentido da escritura se perde. A bíblia ensina a soberania de Deus na salvação: na queda de Adão todos morrem a salvação somente é possível pela justiça perfeita de Cristo.

1 Coríntios 15,22: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

O que é receber a Palavra com fé? É acreditar no que diz a bíblia: a salvação é uma obra exclusiva da divindade, Deus o Pai escolhe seus eleitos na eternidade, o Filho executa no tempo a obra da redenção e o Espírito aplica e opera a salvação no povo de Deus.

Muitos religiosos professam a fé em si mesmos, nas obras que realizaram, é isto a fé?

Mateus 7,22-23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci...”

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