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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 91 A 93

PERGUNTA 91: Que é um sacramento? RESPOSTA: Um sacramento é uma ordenança instituída por BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 91 A 93, na qual, por sinais externos, Cristo e as bênçãos do novo pacto são representados e aplicados aos crentes.

Os sacramentos são sinais do pacto da graça instituídos diretamente por Jesus para representar a redenção, seus benefícios e declarar publicamente o compromisso com ele, estabelecendo uma diferença aplicada entre os que pertencem à Igreja e o mundo.

Mateus 28,19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

O que é um sacramento? Um sacramento é uma ordenança instituída por Cristo, na qual, o compromisso com Deus a denominação é representado em sinais perceptíveis e ministrado aos crentes, que, por sua vez, expressam publicamente sua fé em Cristo.

Pelos votos e juramentos nos sacramentos, os cristãos se comprometem em caráter irrevogável com a Palavra de Deus e com as regras de fé da denominação que assumem.

Os sacramentos: O termo sacramento não ocorre literalmente na bíblia, o seu uso era voltado a obrigações e juramentos relativos a compromissos de negócios ou militares.

Em seu uso religioso ele provém do grego - ‘mysterion” - rituais e ordenanças desconhecidos que foram revelados pela Escritura: o batismo e a Ceia. Os sacramentos são constituídos por duas partes: o sinal externo visível e a graça interior implícita.

Colossences 1,26: “O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos”.

Estes sacramentos foram instituídos, porque os sinais do pacto no Velho Testamento, a circuncisão e a páscoa, que foram instaurados diretamente por Deus, foram substituídos pelo batismo e pela Ceia, instituídos por Cristo na Nova Aliança.

Mateus 26,26: “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo”.

Os sinais externos dos sacramentos: a aplicação dos sacramentos é constituída por sinais externos e perceptíveis pelos sentidos, os mais diretos são os elementos materiais: o pão e o vinho na Ceia e a água no batismo.

Mateus 26,27-28: “A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”.

Atos 10,47-48: “Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?”.

O ritual e a liturgia são apenas sinais externos na realização dos sacramentos, pois este ritual não significa de forma alguma que a pessoa recebeu a comunhão do Espírito. Os sacramentos somente serão sinais interiores da graça nas pessoas justificadas por Deus.

A graça é aplicada pelo Espírito independente de qualquer sacramento, somente a justiça de Cristo salva o pecador, nenhum ato ou ritual praticado por homens ou pela igreja poderá salvar aquele que não foi ordenado eternamente por Deus.

Atos 13,48: “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”.

O significado do sacramento: O sacramento tem o seu sentido na relação dos sinais externos com a essência real da aplicação dos mesmos aos eleitos e somente a esses.

Os sacramentos não são necessários de forma absoluta para a salvação, mas são obrigatórios a todos os crentes maduros que fazem parte de uma congregação religiosa. Os sacramentos são sinais visíveis de afirmação do pacto de Deus com o homem.

1 Coríntios 11,23-26: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha”.

A graça e os sacramentos: A graça simbolizada nos sacramentos não é conferida por qualquer poder inerente a eles ou pelo propósito de quem os administra, a graça nos sacramentos é obra do Espírito e da Palavra, que contém o preceito e ordena o seu uso.

Nem o sacramento, ou o ministro que os aplica operam a graça salvadora, o poder dos sacramentos está na escolha de Deus em Cristo, nem a suposta fé racional homem, ou o poder imanente ao sacramento ou do sacerdote tem o poder de salvação.

1 Coríntios 3,7: “De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento”.

Por outro lado, a graça, sendo um dom de Deus aplicado aos eleitos, não exige que o batismo seja consentido pelo batizado podendo ser aplicado aos infantes e incapazes, filhos de cristãos, que poderão desta forma ser chamados à comunhão do Espírito.

Atos 16,33: “Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus”.

PERGUNTA 92: Quais são os sacramentos do Novo Testamento? RESPOSTA: Os sacramentos do Novo Testamento são o Batismo e a Ceia do Senhor.

Aplicação dos sacramentos: os sacramentos instituídos por Jesus na Nova Aliança devem ser aplicados por ministros ordenados regularmente em suas denominações.

Hebreus 5,4: “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão”.

A Palavra instituída no Velho Testamento determina os símbolos do pacto pela autoridade de Deus: a circuncisão e a páscoa. No Novo Testamento, o preceito estabelecido por Cristo transforma e autoriza o uso deles como o batismo e a ceia.

1 Coríntios 10,1-4: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”.

O pacto e o batismo:

Deus fez o primeiro pacto com Adão, em Noé, Deus renova o pacto, em Abraão Deus institui o sinal do pacto que era a circuncisão. A circuncisão era um sinal físico, mas a salvação não era condicionada ao sinal, mas à fé e à submissão à Palavra de Deus.

O batismo, instituído no Novo Testamento, substitui a circuncisão como símbolo do pacto de Deus com o seu povo atual: os cristãos em todo o mundo: eleitos e não-eleitos.

Gênesis 17,11: “Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós”.

O pacto e a Ceia do Senhor:

A páscoa foi instituída por Deus quando libertou os hebreus do Egito, quando o Anjo do Senhor feriu todos os primogênitos do Egito.

Êxodo 12,27: “Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou”.

A ceia foi instituída por Jesus na comemoração da páscoa e, desde então, ela será celebrada em comemoração e lembrança da morte de Cristo até que ele venha.

Lucas 22,15: “E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento”.

PERGUNTA 93: Como se tornam os sacramentos meios eficazes para a salvação? RESPOSTA: Os sacramentos se tornam meios eficazes para a salvação, não por alguma virtude que eles ou aqueles que os ministram tenham, mas somente pela bênção de Cristo e pela obra do seu Espírito.

Os sacramentos contêm uma promessa de benefício real, mas aos que dignamente o recebem pela fé em Cristo somente, sem contar com seu mérito ou justiça própria.

Romanos 15,8: “Digo, pois, que Cristo foi constituído ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais”.

Os sacramentos constituem-se em meios de graça, tanto quanto a oração ou a leitura bíblica, o conteúdo espiritual somente será aplicado pelo Espírito nos filhos de Deus.

2 Timóteo 2,19: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”.

O sinal e o significado dos sacramentos:

Em cada sacramento existe uma relação entre o sinal e a coisa da qual eles transmitem o significado. Desta forma, a aplicação do sacramento é somente um sinal do significado espiritual do sacramento, que somente será operado pelo Espírito através da fé em Cristo.

Não podemos menosprezar a aplicação dos sacramentos, todavia, nenhuma obra ou sinal operado pela igreja ou por seus ministros, por mais piedosos e bem intencionados que sejam, poderá substituir a justiça perfeita de Cristo na salvação do povo de Deus.

Hebreus 9,14: “Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”.

Podemos ver no verso abaixo do apóstolo Pedro, que os sacramentos não removem os pecados ou purificam a corrupção da carne, mas significam a resolução de uma boa consciência para com Deus por meio da ressurreição de Jesus Cristo.

1 Pedro 3,20-21: “Os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água, a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo”.

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