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O Batismo

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PREGUNTAS 94 E 95

PERGUNTA 94: Que é o Batismo? RESPOSTA: O Batismo é o sacramento no qual a aspersão, derramamento ou imersão em água em o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo simboliza a união com Cristo e a promessa das bênçãos do pacto da graça.

O Batismo: O batismo é um sacramento instituído por Jesus Cristo para admitir a pessoa na Igreja e também para servir de sinal do pacto da graça e de sua união com Cristo. Este sacramento, segundo a ordenação de Cristo, há de continuar até ao fim do mundo.

 

Marcos 16,15-16: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”.

 

O batismo na Igreja Primitiva: A igreja primitiva considerava o batismo ligado ao perdão dos pecados. Naquela época os crentes eram batizados diretamente pelos apóstolos ou pessoas ligadas diretamente a eles e a manifestação do Espírito era usual.

Atos 10,47: “Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?”.

Uma vez dado o cânon bíblico, após o final do primeiro século, cessaram estas manifestações do Espírito. Os Pais da igreja consideravam que uma disposição positiva da alma era necessária e não atribuíam ao batismo uma necessidade para a nova vida.

Desta forma, o batismo passou a ser visto como é hoje: um simples ato declaratório da nova vida em Cristo. O batismo infantil era comum, sendo que o modo do batismo, por imersão, por derramamento ou por aspersão não era considerado como diferencial.

Atos 9,18: “Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e tornou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado”.

O modo do batismo não estava em discussão nos primeiros séculos da igreja, vemos no verso acima, que Paulo não foi imerso, pois ele se levantou para receber o batismo.

A partir do segundo século, surgiu a ideia de que o batismo infantil era de extrema necessidade, sendo que as crianças não batizadas eram consideradas perdidas. A unicidade do batismo também foi um princípio estabelecido a partir do segundo século.

Efésios 4,5: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo”.

O batismo na igreja Romana:

A igreja Romana, depois do imperador Constantino, passou a considerar os aspectos externos do batismo como um ato eficiente, os aspectos espirituais e a ação do Espírito foram relegados ao esquecimento e por fim abandonados.

O apóstolo Pedro afirma com clareza em sua primeira carta, que o batismo não remove pecados, mas significa somente a indagação de uma boa consciência com Deus.

1 Pedro 3,21: “A qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo”.

O batismo na igreja luterana:

A igreja luterana considerava a água do batismo capaz de remover o pecado original. No caso de adultos esta ação milagrosa dependia da fé do crente batizado, mas no caso de infantes havia dúvida se a fé era propiciada por Deus ou pelo próprio ato do batismo.

O batismo nas igrejas calvinistas:

Os calvinistas defendem que o batismo não produz a fé e não traz a salvação, mas é apenas um ato de confirmação pública da ligação com Cristo que não é necessário para a salvação de forma absoluta, apesar de ser uma obrigação para todo o crente e sua família.

Podemos ver no verso abaixo que a predestinação para a salvação vem da eternidade e não depende de atos o obras executados ou aplicados pelos homens,

Efésios 1,4-5: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

Quanto às crianças, a consideração de Calvino era de que os filhos de pais crentes são participantes da nova aliança, devendo receber o batismo para confirmação desta aliança.

Pela doutrina da predestinação e dos Decretos Eternos de Deus, adotados pelas igrejas calvinistas, a fé das crianças não é levada em consideração no ato do batismo, pois este é um ato espiritual e a fé não é causa da salvação, mas consequência dela.

Mateus 19,14: “Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus!”.

Este ritual de lavagem com água era comum entre os povos antigos e representava a purificação espiritual. Os judeus usavam vários rituais e lavagens que tipificavam a morte do Cordeiro e a união com Cristo, todos estes rituais foram substituídos pelo batismo.

Hebreus 9,13-14: “Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”

O batismo de João Batista:

João Batista foi o precursor de Jesus e batizava no rio Jordão, este batismo era destinado a trazer, os que eram assim batizados, ao arrependimento e a uma nova condição de vida, uma nova esfera espiritual que significava uma preparação para o reino de Deus.

Apesar desta condição espiritual, diferente das purificações judaicas, e da similaridade do arrependimento, o batismo de João não era o batismo cristão, pois que este o batismo cristão é para a fé em Cristo e não somente para arrependimento.

Marcos 1,4: “Apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados”.

- O batismo cristão:

A ordenança do batismo foi instituída diretamente por Jesus, representando o lavar purificador e regenerador do Espírito que haveriam de receber os eleitos.

Mateus 28,18: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.

Nem todos os que recebem o batismo serão salvos, o batismo é um ato simbólico que representa a admissão do crente em uma denominação cristã, é um sinal de participação na igreja local, somente tem valor como uma forma externa de identificação com Cristo.

Todavia, não cabe ao homem decidir por sua salvação ou união com Cristo, somente a graça de Deus pode fazer isso e somente Cristo tem autoridade para aceitar o seu povo.

Marcos 16,16: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”.

Marcos coloca claramente, a fé como condição de salvação, e o batismo como confirmação pública desta fé. Ora, a fé é um dom de Deus, o batismo é um ato de decisão e realização humana que jamais poderá suplantar o ato divino.

Efésios 2,8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.

A fórmula batismal: Nem todos os batismos descritos no Novo Testamento utilizam a mesma fórmula, assim, a igreja sentiu a necessidade de unificar a forma do batismo a fim de evitar abusos e heresias, para tanto, foi adotada a forma contida Grande Comissão:

Mateus 28,19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Esta fórmula batismal tornou-se definitiva, sendo utilizada na igreja até os dias de hoje.

A profissão de fé:

A grande maioria das igrejas exige, no ato do batismo, uma profissão de fé, aceitando sem reservas a Escritura e as regras de fé da igreja. Estes são votos feitos perante Deus e perante os homens e devem ser levados a sério, pois Deus não se agrada de tolos.

Eclesiastes 5,4: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes”.

Infelizmente os cristãos professos, de forma generalizada, não levam a sério esta profissão de fé, seja por ignorância, por má intenção ou por descaso, transformando as igrejas atuais em uma diversidade de crenças digna de admiração.

Gálatas 6,7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.

Muitos são batizados por mera formalidade, desconhecem as regras de fé da igreja, que juram obedecer. Isto é muitíssimo mais sério para os ministros da igreja, que ignoram os seus votos na ordenação para agradar a homens e prover o crescimento da igreja.

Gálatas 1,10: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”.

A água e o batismo: A lavagem com água simboliza a purificação pelo Espírito Santo, nenhum elemento externo ou símbolo deve ser acrescido à água, como por exemplo: velas, padrinhos, sal, saliva, água benta, ramos etc.

Tito 3,5: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”.

O que não é o batismo cristão:

O batismo não simboliza a morte e ressurreição do batizado juntamente com Cristo, nem representa a salvação concreta concedida por uma igreja ou sacerdote.

O batismo cristão não é o “novo nascimento”, nenhum ministro tem o poder de trazer cativo à si o Espírito Santo para que possa utilizá-lo a seu bel prazer. Pelo contrário, esta é uma atitude de revolta deliberada e abominação perante Deus.

João 3,8: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”.

 

PERGUNTA 95: A quem deve ser ministrado o Batismo? RESPOSTA: O Batismo deve ser ministrado àqueles que estão na igreja. O batismo é o símbolo da graça, mas não opera ou concede esta graça, ele é apenas o sinal de admissão na igreja visível.

Todos os que professam a religião cristã devem ser batizados na denominação a que pertencem, os filhos dos cristãos também devem ser batizados, como veremos abaixo:

No tempo do Velho Testamento as crianças do sexo masculino eram todas circuncidadas. O Batismo veio a substituir à circuncisão, assim como todas as crianças do povo hebreu eram circuncidadas, todas as crianças, filhos de pais cristãos devem ser batizadas.

Todos os eleitos serão salvos, e ninguém mais, daí então, tanto o adulto que prestou seus votos e juramentos conscientemente, quanto um infante que recebeu o batismo por decisão dos pais, poderá ou não ser salvo, conforme a eleição e reprovação divinas.

Romanos 9,16: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”.

Abraão circuncidou tanto Ismael como Isaque, somente Isaque seria salvo, mas Deus não retirou de Ismael suas bênçãos. Ambos eram descendentes de Abraão, mas somente um seria salvo, o outro receberia muitas bênçãos terrenas, por ser filho do crente Abraão.

Gênesis 17,20-22: “Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação”.

Da mesma forma, tanto Esaú como Jacó foram circuncidados, somente um seria salvo, mas o sinal de que pertenciam ao povo hebreu foi dado a ambos.

Romanos 9,13: “Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú”.

Outro texto a respeito da salvação dos infantes está em Marcos, onde Jesus recebe as crianças. Ainda não fora instituído o batismo quando Jesus recebeu as crianças, mas eram todas circuncidadas, filhos de pais judeus, incluídos no pacto divino.

Se as crianças recebem o reino de Deus assim como os adultos, somente se eleitos, porque negar-lhes o sacramento se ninguém conhece ao certo quais os adultos ou quais as crianças dentro da igreja visível serão salvos? Somente Deus conhece seus filhos.

Marcos 10,13-14: “Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”.

A graça e o batismo: Não se deve desprezar ou negligenciar esta ordenança, mas a graça e a salvação não se acham tão inseparavelmente ligadas ao batismo, que sem ele ninguém possa ser regenerado, ou que todos os que são batizados sejam regenerados neste ato.

Lucas 7,29-30: “Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele”.

O batismo é obrigatório aos membros da igreja visível, porém, a Deus pertence a salvação, há salvos sem batismo e batizados que não receberão a salvação.

A obrigatoriedade do batismo: Da mesma forma que a circuncisão era obrigatória para todos os judeus, o batismo é obrigatório para todos os membros da igreja visível, que se constitui exatamente do número total destas pessoas batizadas.

Gênesis 17,14: “O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança”.

O batismo não é o meio usado ou indicado biblicamente para a salvação, somente a eleição eterna define os filhos de Deus, os sacramentos são sinais visíveis que devem ser aplicados a todos os membros das igrejas formalmente cristãs.

Deus não é limitado aos sacramentos para salvar aqueles a quem determinou, a vontade de Deus é soberana e a salvação uma decisão exclusiva da Trindade Divina: o Pai escolhe o seu povo, o Filho adquire a redenção e o Espírito aplica e opera a salvação.

A igreja visível é a precursora do reino de Deus, mas não é possível afirmar, com certeza, que somente os membros das igrejas serão salvos, os bons e maus estarão juntos na igreja e fora da igreja, mas serão separados no dia do juízo, conforme a parábola da rede.

Mateus 13,47-48: “O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos”.

Ninguém sabe quem é salvo ou quem é condenado, não se deve julgar pelas aparências. Aqueles que prestam grandes serviços na igreja ou que se distinguem por sua vida de alto padrão moral ou aparente piedade, nem sempre serão chamados.

Mateus 21,31: “Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus”.

Isto é facilmente explicado, nenhum homem, seja por sacramento ou decisão própria é capaz de fazer a vontade de Deus, somente os verdadeiros cristãos conseguem, em Cristo, porque andam nas obras que Deus tem preparado para eles antes do mundo existir.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

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