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Petiçoes de 1 a 3

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Breve catecismo de westminster – perguntas 101 a 103

PERGUNTA 101: Pelo que oramos na primeira petição? RESPOSTA: Na primeira petição que é: “Santificado seja o Teu nome” pedimos que Deus nos habilite a glorificá-lo em todas as coisas; e que tudo seja disposto para sua glória.

A petição é a expressão de um desejo, o Catecismo considera seis petições na oração do Pai Nosso, sendo que a quinta petição inclui dois pedidos: o de sermos perdoados e de termos a capacidade de perdoar e a sexta petição engloba também dois pedidos para nos manter firmes nas tentações e livrar-nos do mal que dela resulta.

Romanos 11,35-36: “Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”.

Nesta primeira petição rogamos a Deus que nos habilite a reconhecer a sua glória em todas as coisas criadas, mas, para isto, é preciso conhecer a Deus, desta forma, o primeiro passo para glorificar a Deus é o conhecimento, que nos é dado somente pela Palavra.

Isaías 8,13: “Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; seja ele o vosso temor, seja ele o vosso espanto”.

Os nomes de Deus representam o próprio Deus, esta pergunta nos diz que devemos, em primeiro lugar, estabelecer o objeto de nossa fé: somente Deus através de Cristo; em segundo lugar devemos colocar o objeto de nossa fé acima de todas as coisas.

Mateus 22,37: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”.

OS NOMES DE DEUS: Na antiguidade os nomes pessoais tinham um significado muito forte, o nome era a própria pessoa, muito mais com relação a Deus, a ligação com os seus nomes era tão forte que os hebreus proibiam qualquer pessoa de pronunciar o nome YAHWEH, que era escrito somente com consoantes para evitar a elocução: YHWH.

Os nomes próprios de Deus: Os nomes próprios de Deus são aqueles que apresentam a Deus como o Ser que transcende a todas as coisas criadas:

Elohim: Este é o nome de Deus mais usado na bíblia, onde é citado por mais de duas mil e quinhentas vezes. Este nome está no plural e representa a diversidade das pessoas na essência do Deus único. Este é o primeiro nome de Deus encontrado na bíblia.

Elyon (El-Elyom): o Deus altíssimo, exaltado acima de todas as coisas criadas.

Estes nomes são representados no Novo Testamento, em grego, como THEOS, que representa as qualidades transcendentes de Deus.

Os nomes essenciais e pessoais de Deus: Estes são os nomes que denotam relacionamento com a criação.

YAHWEH (Jeová): O Deus que se revela, tanto como o Deus auto existente e imutável, o Deus que se relaciona pessoalmente com a criação, por isso este nome é traduzido muitas vezes como: EU SOU, ou EU SOU O QUE SOU como Deus se revelou a Moisés.

Este é o nome pelo qual Jesus afirmou sua divindade aos fariseus: “Antes que Abraão existisse, EU SOU”. Este nome é representado no Novo Testamento, em grego, como a palavra Kurios, que pode ser traduzida como uma variante de YAHWEH.

Adonai: governante, todo-poderoso, altíssimo, transcendente (este nome era usado em substituição ao nome YAHWEH, que era considerado impronunciável pelos hebreus), é representado na bíblia como “Senhor”.

El-Shadai: o Deus de muitos seios, este nome transmite a suficiência de Deus em prover todas as necessidades da criação em todos os aspectos, representa a plena suficiência e lembra o fato de que Deus é ilimitado e infinito em todas suas qualidades e atributos.

Yavé-Tsebaoth: “O Senhor dos Exércitos”, este nome também é bastante utilizado na bíblia e era um nome venerado pelos hebreus. Os exércitos aqui referidos são os anjos e seres espirituais que estão sob estrito controle de Deus.

Existem ainda dezenas de variações quanto ao nome de Yavé/Jeová, as principais são:

Jeová-Jiré - o Deus que se revela, Jeová M’Kadesh – o Deus que santifica,
Jeová Nissi – o Deus vencedor, Jeová-Rafá – o Deus que cura, Jeová Shalom – o Deus da paz, Jeová Tsidekenu – Deus justiça nossa, Jeová Rohi – Deus nosso pastor,
Jeová Makke – o Senhor disciplina (fere), Jeová Gmolá – Senhor das bênçãos (recompensas), Jeová Eloenu – o Senhor é nosso Deus, El Eloé Israel – o Deus de Israel.

No Novo Testamento o nome de Deus é empregado também como variação do nome YAHWEH: Alfa e Ômega; Princípio e Fim; O que era, que é e que haverá de ser.

Inspiração: inspirar-se em algo não é decorar e repetir indefinidamente, mas usá-la como modelo, para que, com nossas próprias palavras expressemos a mesma idéia ou sentimento em uma forma diversa, que seja própria de nosso conhecimento.

Desta forma, inspirar-se em versos bíblicos não significa simplesmente repeti-los, mas extrair de cada verso algo que seja adequado à individualidade da oração de cada um.

Efésios 1,17: “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele”.

Efésios 3,18: “Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos”.

PERGUNTA 102: Pelo que oramos na segunda petição? RESPOSTA: Na segunda petição, que é: “Venha o Teu reino”, pedimos que o reino da graça seja concedido; que nós sejamos guiados a ele e nele guardados, e que venha finalmente o reino da glória.

João Batista foi o último dos profetas da Velha Dispensação, foi também mais que um profeta, como nos diz Jesus, ele foi o predecessor de Jesus, quem primeiro anunciou o batismo de arrependimento e o reino dos céus.

 

Todavia, Jesus nos diz que o menor no reino dos céus é maior que ele. Isto não quer dizer que haverá grau de recompensa no céu, mas significa que a Nova Dispensação, estabelecida pelo sangue de Cristo é superior à aliança da Lei, dada a Moisés.

Mateus 11,11: “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele”.

Pelo conhecimento da lei vem o pecado e ninguém jamais foi ou será salvo pelas obras da lei, todos as pessoas que foram salvas no VT foram salvas pela vinda do reino de Deus em Cristo, o qual, sem conhecer, prefiguravam em seus sacrifícios e oblações.

Podemos ver isso no livro de Jó, quando ele afirma sua confiança no seu Redentor, o qual não conhece, mas, pela fé, espera com confiança na vinda do Messias.

Jó 19,25: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”.

Em Cristo, o reino de Deus se materializa na terra, todos os cristãos, a partir de sua vinda, são filhos do reino e se congregam na igreja, que é o corpo de Cristo. O reino de Deus na terra é parte da igreja local e parte do mundo, somente Deus conhece seus filhos.

Mateus 13,30: “Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro”.

O que e o reino de Deus? O reino de Deus se constitui de todas as pessoas salvas em todos os tempos, aqueles que morreram já estão no reino dos céus, e aqueles que não nasceram ainda não fazem parte do reino terrestre, mas, já fazem parte do reino de Deus.

Mateus 24,33-34: “E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.

O reino da glória será estabelecido na segunda volta de Cristo, oramos para que este dia venha em breve e que os verdadeiros cristãos sejam fortalecidos e estabelecidos na terra. Naquele último e terrível dia serão destruídas a morte e o diabo.

1 Coríntios 15,55: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”.

PERGUNTA 103: Pelo que oramos na terceira petição? RESPOSTA: Na terceira petição, que é: “Seja feita Tua vontade, assim na terra como no Céu”, pedimos que Deus nos torne capazes e desejosos de cumprir a sua vontade.

Romanos 8,27: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.

A oração tem a senha da obediência, Deus é imutável e impassional, a oração não serve para informar a Deus do que está acontecendo e não tem o sentido de mudar a mente de Deus, o que é impossível, pois, mesmo Jesus, ora para que seja feita a vontade de Deus.

Lucas 22,42: “Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua”.

A Soberania de Deus: A soberania de Deus se expressa em sua vontade, a vontade de Deus é a razão de todas as coisas, que foram criadas unicamente para a glória de Deus.

Apocalipse 4,11: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”.

Quando se ora e preciso ter em mente a grandiosidade de Deus, Deus é Espírito, isto significa que Ele é único, imutável e eterno, separado do universo material, biológico ou espiritual, estando acima e além de todas as coisas criadas.

1 Timóteo 6,16: “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”.

- Imutabilidade: Deus é eterno e como consequência, imutável, não apenas conhece todas as coisas como determinou o acontecimento de todas estas coisas.

A imutabilidade de Deus: Além de não mudar em seu ser ou atributos Deus é imutável em seus propósitos, tudo o que Deus faz no tempo foi determinado na eternidade.

Salmo 33,11: “O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações”.

- Impassionalidade: Deus não tem paixões e não está sujeito a mudança nenhuma porque seu ser e natureza são eternos, o que ele é hoje sempre foi e sempre será.

Tiago 1,17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.

A imutabilidade de Deus não deve ser vista como imobilidade, Deus está constantemente em ação e se revela às suas criaturas de formas diversas ao longo da história. Apesar destas revelações diferenciadas, o Ser de Deus é o mesmo ao longo de todo o tempo.

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