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Petiçoes de 4 a 6

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 104 A 107

PERGUNTA 104: Pelo que oramos na quarta petição? RESPOSTA: Na quarta petição, que é – “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” - pedimos que da livre dádiva de Deus recebamos uma porção suficiente das coisas necessárias desta vida.

O pão, nesta petição, representa tudo o que temos necessidade para nossa vida e de nossos familiares, esta forma de pedir nos lembra que todas as coisas que conquistamos na vida provêm de Deus, que nos supre abundantemente com tudo o que necessitamos.

A oração é para lembrarmos que Deus se agrada em nos prover, por este motivo, devemos sempre dar graças pelo que recebemos. Outra coisa que devemos lembrar é de que não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que procede de Deus.

Mateus 4,4: “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.

Assim, não devemos alimentar somente o corpo, mas a mente e o espírito através do ouvir e do estudo da Palavra. Se você não tem tempo para a Palavra, é hora de parar e reavaliar sua vida, pois o mais provável é que Deus não tenha dedicado tempo para você.

A segunda coisa que resulta desta petição é que devemos nos contentar com aquilo que Deus nos dá, isto é piedade: estar satisfeito com aquilo que nos foi provido por Deus.

Filipenses 4,12: “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez”.

A piedade é estar satisfeito com o que se tem, não podemos colocar em cheque a sabedoria de Deus, mas esta piedade não implica em paralisação, é lícito ao cristão desejar melhoras em sua vida e também colocar diante de Deus suas petições.

Filipenses 4,6: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”.

Este contentamento não deve ser confundido com apatia ou indiferença, o cristão é ordenado ao trabalho diligente e sincero em todas as áreas de sua vida, seja na família, na profissão ou na igreja, procurando sempre melhorar suas condições e de sua família.

1 Timóteo 6,6-7: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele”.

PERGUNTA 105: Pelo que oramos na quinta petição? RESPOSTA: Na quinta petição, que é - “E perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores” - pedimos que Deus perdoe, em Cristo, os nossos pecados e também, que nos habilite a perdoar ao nosso próximo.

Salmo 51,1: “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões”.

Esta quinta petição consta de dois pedidos, o primeiro, pelo perdão de Deus, que está ligado ao segundo. Todavia, se o perdão de Deus estivesse, de fato, condicionado à capacidade do homem caído em perdoar, ninguém seria perdoado.

Mateus 6,12: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”.

Somente Deus, através do Espírito, pode nos capacitar a perdoar aos nossos semelhantes, pois, o homem natural é incapaz de fazer algo de bom para agradar a Deus, isto inclui principalmente o perdão: Esta é uma das mais árduas tarefas designadas para os homens.

Gálatas 5,14: “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Somente a graça de Deus em Cristo, que opera através da comunhão do Espírito, pode trazer ao cristão o perdão dos pecados, e da mesma forma habilitá-lo a perdoar os seus ofensores, quem perdoa é porque foi perdoado, quem ama é porque foi primeiro amado.

1 João 4,19: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”.

Isto vem mostrar que, tanto quanto a fé, como a capacidade de perdoar são dons de Deus que provêm da salvação e não constituem mérito para a própria salvação, a conversão é uma obra de Deus, incluindo a capacidade de perdoar o seu semelhante.

Tiago 1,17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.

A capacidade de perdoar é própria de quem conhece o seu pecado, somente aquele que conhece sua natureza corrompida e tem consciência de suas transgressões pode perdoar.

Salmo 51,3: “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”.

É preciso colocar os termos desta petição corretamente, o perdão requerido dos homens é o autocontrole e a supressão da retaliação, o real perdão dos pecados é próprio de Deus.

Que é o homem para perdoar pecados se nem sabemos ao certo se Deus irá perdoá-los?

Efésios 4,26: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira”.

Perdão e julgamento: O perdão tem um paralelo com o julgamento: não se deve julgar pelas aparências. Porém, da mesma forma, é exigido do cristão o julgamento pela reta justiça, ninguém vive sem julgar, todas as nossas decisões são fruto de julgamentos.

É obrigação do cristão julgar pela reta justiça, sejam pessoas ou situações, é impossível fugir desta responsabilidade. O que é esta reta justiça? A reta justiça é a verdade, a única forma de julgar corretamente é pelo conhecimento da verdade, que é a Palavra de Deus.

João 17,15-17: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

Ninguém está autorizado a perdoar pecados cometidos contra Deus, ninguém pode perdoar os falsos mestres e propagadores de doutrinas espúrias na igreja, estas pessoas devem ser observadas, localizadas, advertidas e na reincidência eliminadas.

1 Coríntios 5,13: “Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor”.

Este julgamento dos falsos mestres é uma obrigação simultânea a todas as outras, pois a passividade do cristão frente a estes lobos em pele de cordeiro expõe seus irmãos mais fracos à perdição e se constitui em ofensa a Deus relativa ao mandamento: Não matarás.

Marcos 9,42: “E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar”.

PERGUNTA 106: Pelo que oramos na sexta petição? RESPOSTA: Na sexta petição, que é - “E não nos deixes cair em tentação” - pedimos que Deus nos guarde de sermos tentados a pecar e nos preserve e livre, quando formos tentados.

As modernas religiões pentecostais e carismáticas atribuem todos os pecados e tentações ao demônio, mas do coração do homem procedem os maus pensamentos, a bíblia nos ensina que o homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador.

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

O significado desta petição é um pedido pela graça de Deus, somente os cristãos regenerados pelo chamado divino resistem às tentações do mundo, porque tem em sua vida a comunhão permanente do Espírito, que os livra destas tentações.

1 Coríntios 10,13: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.

Este é o primeiro sentido desta petição, mas não podemos esquecer que ela vem acompanhada de outro pedido, o de livrar-nos do mal. O significado deste segundo pedido é o de livrar-nos do maligno, não podemos desprezar o poder do diabo.

O apóstolo Pedro nos dá um alerta assustador exigindo muito cuidado neste assunto, pois apesar do crente ser conduzido pelo Espírito, cabe a cada um vigiar e orar, pois a corrupção do homem é patente e somente o Consolador pode livrá-lo das tentações.

1 Pedro 5,8: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”.

PERGUNTA 107: Que nos ensina a conclusão da Oração Dominical? RESPOSTA: A conclusão da Oração Dominical, que é - “Porque Teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém” - ensina-nos que na Oração devemos confiar somente em Deus atribuindo-Lhe reino, poder e glória. E em testemunho, dizemos: Amém.

A conclusão da oração é o reconhecimento do poder de Deus sobre todas as coisas, oramos a Deus porque Ele tem poder e soberania para conceder ou retirar tudo aquilo que Ele desejar. Tudo o que Deus desejou Ele decretou, tudo o que decretou será cumprido.

Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.

O propósito da oração é que os homens se conformem à vontade de Deus, os pedidos dos homens não mudam a mente de Deus nem os acontecimentos determinados, somente o Espírito pode conduzir os homens a orar conforme a vontade de Deus.

Romanos 8,26: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”.

O amém no final da oração significa: “assim seja”. É uma expressão de confiança e não deve ser pronunciada com sentido dúbio, mas com determinação, acreditando que Deus é poderoso para cumprir todas as suas promessas, que têm em Cristo o sim e o amém.

2 Coríntios 1,20: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio”.

Conclusão: Todo aquele que pronuncia esta oração acreditando em seu mérito ou justiça própria é réu de morte eterna, pois está falseando com suas palavras e deixando de reconhecer a suficiência do sacrifício de Cristo e a soberania de Deus.

1 Crônicas 29,11-13: “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome”.

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