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O resumo dos Mandamentos - Amar a Deus e Amar ao próximo - rev 2012

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTA 42

PERGUNTA 42: Em que se resumem os dez mandamentos? RESPOSTA: Os dez mandamentos se resumem em amar ao Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todas as nossas forças e de todo o nosso entendimento; e ao nosso próximo como a nós mesmos.

O resumo dos mandamentos se refere à obrigação primeira da lei que é o amor, mas o amor no sentido bíblico, o amor regido pela Palavra, este amor não necessita de demonstrações, o verdadeiro amor a Deus significa amá-lo pelo que Ele é.

O amor a Deus não é próprio do homem natural, o apóstolo diz que só amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro, o mérito deste amor é somente de Deus e não do homem.

1 João 4,19: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”.

As obrigações do homem estão definidas neste resumo dos mandamentos da mesma forma que nos dez mandamentos: em primeiro lugar as obrigações do homem para com Deus, em segundo lugar as obrigações do homem para com seus semelhantes.

Mateus 22,37-39: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Quando inquirido a respeito dos mandamentos, Jesus respondeu prontamente, sem tomar tempo para pensar, esta colocação de Jesus vem do verso paralelo em Deuteronômio.

Deuteronômio 6,5: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”.

Esta forma de se utilizar de palavras com o mesmo significado colocadas em conjunção é muito comum na bíblia, e serve para enfatizar e reforçar uma afirmação. Vemos no verso paralelo a este, no evangelho de Marcos, mais um acréscimo no reforço de expressão.

Marcos 12,30: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força”.

A força: Como podemos observar, a palavra “força” acrescentada é mais um reforço na afirmação de Jesus, pois esta força é aqui referida em termos metafóricos, como um incremento em todos os quesitos anteriores.

O que é amar a Deus com todo o nosso entendimento? Amar a Deus com todo o nosso entendimento é procurar o conhecimento de Deus acima de todas as coisas, nada é mais importante que conhecer a Deus, e isto somente é possível através da Escritura.

Este entendimento da verdade divina, não descarta os sentimentos, mas pelo contrário, promove sentimentos corretos através de sua aplicação ao objeto da adoração: Deus.

Marcos 12,24: “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”.

Agostinho (Confissões):Senhor, devo antes conhecê-lo, ou antes adorá-lo? Pois, se não conhecermos a Deus, facilmente incorremos no erro de adorar a outrem”.

O “coração” não significa emoção em oposição à razão, mas ao contrário, a palavra “coração”, na bíblia, é uma referência ao ser total do homem, à sua consciência pessoal, não é correto biblicamente identificar-se o coração como o centro dos sentimentos.

Jesus não ordena que este amor a Deus seja através de sentimentos, mas de entendimento.

Lucas 24,45: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras”.

Qual o sentido de amar a Deus com toda a alma? Amar a Deus com toda a nossa alma é utilizar todas as faculdades intelectuais e emocionais em seguir a lei e os preceitos de Deus, sabendo que somos incapazes, mas confiando na misericórdia divina.

A alma: A alma é a mente do homem, o centro do conhecimento, pensamento e vontade do homem, este não é um termo tão abrangente como o coração, que define a pessoa total do homem, mas é utilizada na bíblia como sinônimo de coração ou espírito ou intelecto.

Salmos 62,1: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação”.

O sentimento: Estará sempre envolvido em um ato de amor humano, mas este sentimento somente será sincero partindo do conhecimento correto do Ser de Deus.

Isaías 42,8: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”.

O amor ao próximo: Segue todas as considerações aqui colocadas com relação ao amor a Deus, é impossível ao homem natural abrir as fronteiras de seu coração para amar ao próximo como a si mesmo. A regra máxima de amor ao próximo chama-se regra áurea:

Mateus 7,12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”.

Estes mandamentos são praticamente impossíveis aos homens, mas o desejo sincero é o que conta para Deus: “Agrada-te do SENHOR e o mais ele fará”.

Salmo 37,4-5: “Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará”.

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Última atualização em Ter, 15 de Maio de 2012 03:35  

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