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Primeiro Mandamento - O Deus único - revisão 2012

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 45 A 48

 

PERGUNTA 45: Qual é o primeiro mandamento? RESPOSTA: O primeiro mandamento é: “Não terás outros deuses além de mim”.

Êxodo 20,3: “Não terás outros deuses diante de mim”.

Este primeiro mandamento exige de todos os homens o conhecimento e o reconhecimento de que Deus é o único Deus verdadeiro e que todos devem adorá-lo, amá-lo e glorificá-lo em todas as coisas de sua vida, acima de tudo, ter zelo por Ele, adorando-o conforme os preceitos estabelecidos na Escritura.

 

O resumo que Jesus faz dos mandamentos é a representação da lei moral, onde amar a Deus constitui a ideia principal dos primeiros quatro mandamentos.

 

Mateus 22,37: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”.

“O Senhor é o único Deus”: como consequência, seu povo não pode, em hipótese alguma, adicionar o que quer que seja à sua adoração ao Senhor, como os israelitas tentaram fazer ao sopé do Monte Sinai, quando adoraram ao bezerro de ouro.

Êxodo 32,4: “Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito”.

Ou mais tarde, quando introduziram o culto de Baal e de Astarote nos altos de Israel.

2 Reis 16,4: “Também sacrificou e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda árvore frondosa”.

Da mesma forma, vemos hoje, na moderna igreja cristã, o culto à criatura em lugar do criador, o homem tem colocado a si mesmo como merecedor da salvação pelos seus próprios méritos, criando uma obrigação para Deus em prover esta sua salvação.

Romanos 1,25: “Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!”.

A despeito de todas as considerações, este primeiro mandamento afirma que a unidade de Deus requer devoção total, incondicional e exclusiva, sendo que Jesus vai além desta simples afirmação e nos mostra o único canal para esta adoração:

João 14,6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

PERGUNTA 46: Que exige o primeiro mandamento? RESPOSTA: O primeiro mandamento exige de nós o conhecer e reconhecer a Deus como o único Deus verdadeiro: nosso único Deus; e como tal adorá-lo.

Conhecimento: O requerimento principal do primeiro mandamento é o conhecimento de Deus, reconhecendo nele o único criador e preservador da natureza e das criaturas.

Este conhecimento não procede de sentimentos ou experiências, do contrário não haveria a necessidade do mandamento, o conhecimento de Deus provém de uma fonte única e autoritativa dada aos homens diretamente por Deus: A Escritura.

Mateus 22,29: “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”.

Reconhecimento: O que está implícito no reconhecimento é a fé, que somente é válida provinda de um sólido conhecimento, a fé que salva tem que ser voltada ao Deus bíblico, crendo que Ele existe e é galardoador dos que o buscam, ora, se acreditamos em um deus de nossa imaginação, a fé é vã e pecaminosa, servindo somente para condenação.

Oséias 4,6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento...”.

Este mandamento exige devoção total a Deus, tudo em nossa vida deve ser dirigido para a glória de Deus, não se pode traçar um limite entre a igreja e a vida, não podemos definir uma atividade em nossas vidas que não seja regida pelo temor a Deus.

Todo aquele que pensa levar uma simples área de sua vida independente das leis de Deus é ímpio, mesmo sendo dedicado nos trabalhos e devoção religiosa.

Isaías 45,23: “Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua”.

Testemunho: o conhecimento e a fé são requisitos primários, sem eles todo o resto não faz sentido, mas é necessário que o filho de Deus mantenha sua fé em todas as circunstâncias, por mais difíceis que sejam, prestando o testemunho de Deus, em Cristo, através dos pensamentos, da palavra e de seus atos em todas as situações.

Isaías 8,20: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”.

A correta adoração a Deus é revelada pela Palavra, e esta adoração deve ser dirigida ao Pai e feita somente através de Cristo, o único Senhor e Salvador do seu povo, que lhe foi dado por Deus na eternidade, glorificando e adorando a Deus, sempre em Cristo.

1 Timóteo 2,5: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.

PERGUNTA 47: Que proíbe o primeiro mandamento? RESPOSTA: O primeiro mandamento proíbe o negar, ou deixar de adorar ou glorificar ao verdadeiro Deus, como Deus, e nosso Deus; e dar a qualquer outro a adoração e a glória que só a Ele são devidas.

O primeiro mandamento, ao mesmo tempo em que exige o conhecimento e a adoração de Deus, proíbe a contestação das doutrinas bíblicas: a negação da queda e também, a negação das doutrinas da predestinação, da Trindade divina e da divindade de Cristo.

Miquéias 6,8: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus”.

Na grande maioria das vezes esta idolatria provém da falta de conhecimento de Deus, muitos cristãos professos adoram a um deus que pretendem ser Deus, mas na verdade estão adorando um deus de sua imaginação, adorando a criatura em lugar do Criador.

Romanos 1,25: “Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!”.

Esta resposta acima está delineada no Salmo 14: ela é dirigida a uma sociedade corrompida pela idolatria e pelo pecado. Esta descrição refere-se de à humanidade como um todo e não simplesmente a um período de extrema decadência moral em Israel.

Salmo 14,3: “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”.

Muitos religiosos, que se consideram livres dos efeitos da queda e se julgam justos, alegam que este salmo se refere apenas a este período de decadência do povo de Israel, mas este salmo se refere a toda a humanidade, como é confirmado na Carta aos Romanos.

Romanos 3,10-12: “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer”.

Este salmo apresenta o homem em todos os tempos, que adota como princípio, a crença de que Deus não se preocupa com as diferenças entre o pensamento e o comportamento, desde que eles levem uma vida considerada de alto padrão moral.

Estes modernos fariseus querem viver uma vida voltada a eles mesmos, são néscios e incapazes de fazer o bem, apesar de se julgarem capazes de viver uma vida sem pecado.

Mateus 23,27: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!”.

PERGUNTA 48: Que se nos ensina especialmente pelas palavras “além de mim”, no primeiro mandamento? RESPOSTA: As palavras “além de mim”, no primeiro mandamento, ensinam-nos que Deus, que vê todas as coisas, toma conhecimento e muito se ofende do pecado de ter-se em seu lugar outro deus.

Salmo 139,1-2: “SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos”.

Esta resposta manda não se colocar na adoração a Deus ninguém além dele, isto exige o conhecimento de Deus, sem o que todo o resto se torna impossível, devemos conhecer a Deus e reconhecê-lo como o único Deus, exatamente como Ele se revela em sua Palavra.

A declaração da Lei: Deuteronômio 26,17: “Hoje, fizeste o SENHOR declarar que te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz”.

Salmo 139, identificação: Deus é onisciente, Ele conhece todas as coisas. A estrutura gramatical do salmo é simples, são quatro estrofes de seis versos, este salmo pode ser considerado como uma parábola, pois nele se pode perceber uma pessoa que está próxima da maior experiência da vida: o recebimento da graça de Deus.

Salmo 139,3-4: “Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda”.

O chamado para a comunhão divina é pessoal e imprevisível. Este chamado é eficaz e produz resultados, somente pelo chamado o homem consegue dirigir sua adoração ao único Deus vivo e verdadeiro, esquecendo-se da criatura e voltando-se ao Criador.

Esta descoberta de Deus é a vida eterna, motivada pelo conhecimento de Deus em Cristo.

João 17,3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

A idolatria não se manifesta apenas de forma grosseira através de imagens, amuletos e feitiçarias, mas também de forma indireta como a avareza, o culto ao dinheiro, a luxúria, a gula, a embriaguês e outros como veremos no segundo mandamento.

Colossenses 3,5: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria”.

Qual é o caminho para adorar a Deus? A correta adoração a Deus é revelada pela Palavra, mas esta adoração deve ser feita somente através de Cristo, o único caminho, somente os

Cristãos tem condição de adorar o verdadeiro Deus da Escritura.

João 14,6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Apêndice final ao primeiro mandamento:

Calvino: Institutas, Livro II:

Mas, ainda que sejam inúmeras as coisas que devemos a Deus, contudo a quatro tópicos se podem muito bem mencionar:

- Adoração, a que se anexa como um apêndice a obediência espiritual da consciência, confiança, invocação e ação de graças. Chamo adoração a veneração e o culto que qualquer um de nós lhe rende, quando se lhe submete à grandeza. Por isso, não improcedentemente, incluo à adoração a submissão de nossa consciência à sua lei.

- Confiança é a segurança de nele descansar, em virtude do reconhecimento de seus predicados, quando, atribuindo-lhe toda sabedoria, justiça, poder, verdade, bondade, reconhecemos que somos bem-aventurados somente em sua comunhão.

- Invocação é o recurso de nossa mente à sua fidelidade e assistência, como ao sustentáculo único, sempre que alguma necessidade insiste.

- Ação de graças é a gratidão com que se lhe atribui o louvor de todo bem.

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