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Home Catecismo Terceiro Mandamento - Não usar o nome de Deus em vão. - Rev. 2012

Terceiro Mandamento - Não usar o nome de Deus em vão. - Rev. 2012

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 53 A 56

PERGUNTA 53: Qual é o terceiro mandamento? RESPOSTA: O terceiro mandamento é: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus”.

O nome de Deus: O nome de Deus tem uma conotação abrangente, refere-se não somente à designação pessoal, mas a todas as coisas por meio das quais se faz conhecido. O mandamento, pois, se refere principalmente ao uso do nome de Deus.

Na antiguidade o nome da pessoa revelava muito mais que seu uso atual, o nome era representativo de todas as circunstâncias que envolviam a pessoa, na língua hebraica, particularmente, o nome é usado com o sentido de revelação da essência e atributos pessoais, por este motivo o nome de Deus era considerado impronunciável pelos hebreus.

Êxodo 20,7: “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

“Em vão” neste mandamento significa “em falso”. O mandamento se refere também, a todo o uso irreverente ou por vaidade de todas as coisas que dizem respeito a Deus como a adoração, o louvor, a oração, os sacramentos e quanto aos juramentos.

- Votos e juramentos: são permitidos quando requisitados na igreja ou pelo magistrado civil e proibidos quando isto inclui os votos e juramentos falsos, feitos de forma ignorante ou irresponsável, e ainda os perjúrios e as invocações de Deus feitas de forma irreverente.

É importante notar que este é o único mandamento que tem uma advertência, isto deve nos levar a refletir na gravidade expressa:

“Não terei por inocente o que tomar o meu nome em vão”.

Adoração: A adoração aceita por Deus é somente à sua pessoa e somente por intermédio de Cristo, conforme os preceitos por Ele definidos na Escritura, adorar a um deus que não se conhece plenamente como se fosse o verdadeiro Deus é usar o seu nome em falso.

Isaías 42,8: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”.

Falsos ministros e religiões: Muitos ministros professam a religião cristã em hipocrisia, sem sinceridade e com fé fingida visando objetivos diversos da glória de Deus, para fins malignos, quais sejam: respeitabilidade social, ganhos financeiros, prestígio pessoal etc.

1 Pedro 5,2: “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade”.

Não somente os falsos ministros incidem contra o mandamento, cristãos negligentes que não sabem de uma razão real para a fé e a esperança além dos costumes e práticas de sua igreja ou declarações de seu ministro, também usam o nome de Deus em vão (G. Voss).

1 Pedro 3,15: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós”.

Quais são as pessoas que podem reverenciar devidamente o nome de Deus? Somente os verdadeiros cristãos podem honrar e reverenciar o nome de Deus, somente os cristãos conhecem de fato a auto-revelação de Deus na natureza e na Escritura.

João 7,38: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”.

Outras pessoas, que não são cristãos, ou mesmo os cristãos formais, podem apresentar comportamento impecável, bom gosto, educação, cultura, comportamento social e particular irrepreensível, mas não reverenciam a Deus em suas atitudes, antes reverenciam a si mesmos, pois rejeitam o Filho de Deus e louvam a si mesmos.

Marcos 12,10: “Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular”.

Jurar pelo nome de Deus: O único nome pelo qual se deve jurar é o nome de Deus, jurar, pois, falsa ou temerariamente por este glorioso e tremendo nome ou jurar por qualquer outra coisa é pecaminoso e abominável.

Deuteronômio 6,13: “O SENHOR, teu Deus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás”.

Os juramentos e a igreja: Os votos e juramentos exigidos na igreja são o matrimônio, a consagração, a confissão pública, a profissão de fé e a ordenação de ministros. Somente se jura em nome de Deus sobre o que se conhece e crê com sinceridade.

Eclesiastes 5,4: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes”.

Como regra geral, as pessoas fazem estes votos e juramentos de maneira ignorante, inconsequente ou mal intencionada e jamais poderão ou quererão cumpri-los visto que não conhecem os fundamentos que envolvem estes votos e juramentos.

Oséias 4,6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”.

O que é o perjúrio: O perjúrio é o juramento intencionalmente falso, quando a pessoa tem o conhecimento da verdade, mas jura mentirosa e deliberadamente em o nome de Deus, o perjúrio quando diz respeito a Deus é chamado de blasfêmia ou profanação.

Levítico 24,16: “Aquele que blasfemar o nome do SENHOR será morto; toda a congregação o apedrejará; tanto o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do SENHOR, será morto”.

O que é maldição: maldição é toda e qualquer imprecação ou atribuição maligna lançada contra pessoas ou a quaisquer seres e coisas espirituais ou materiais, desejando o mal e juntando a esta maldição o apelo a Deus ou a qualquer outra divindade.

Números 23,8: “Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o SENHOR não denunciou?”.

O que é uma blasfêmia disfarçada: esta é uma blasfêmia de uso amplo no senso comum, trata-se de invocação a Deus, a deuses ou a seres espirituais diversos, como exemplo: vigi (virgem), nossa (Senhora), meu pai (meu Deus), ai Jesus, ave (Maria) etc.

Os contratos na Antiguidade: Na Antiguidade, os negócios e decisões relativos a todas as questões civis, religiosas ou militares eram sempre acompanhadas de juramento.

Os contratos eram usualmente realizados em locais públicos, como as portas da cidade ou praças. Após as negociações, os contratos eram firmados pela palavra dos contratantes, na presença de testemunhas e eram selados com juramentos aos deuses invocados.

Gênesis 47,31: “Então, lhe disse Jacó: Jura-me. E ele jurou-lhe; e Israel se inclinou sobre a cabeceira da cama”.

Desta forma, os pactos e juramentos eram uma prática comum e tiveram sua origem juntamente com os primeiros grupamentos sociais. O pacto com Abraão foi selado com juramento, como Deus não tinha ninguém maior por quem jurar, jurou por si mesmo.

Hebreus 6,13: “Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo”.

Da honestidade no juramento: Quem vai prestar um juramento deve considerar a gravidade de ato tão solene e não afirmar nada de cuja verdade não esteja plenamente convicto, obrigando-se tão somente por aquilo que conhece e está resolvido a cumprir.

Gálatas 6,7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.

PERGUNTA 54: Que exige o terceiro mandamento? RESPOSTA: O terceiro mandamento exige o santo e reverente uso dos nomes, títulos, atributos, ordenanças, palavras e obras de Deus.

O que é o santo e reverente uso do nome de Deus? O nome de Deus deve ser usado reverentemente no pensar, meditar, falar e em todas as ações conscientes do homem.

Salmo 29,2: “Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade”.

O objetivo primário do homem é glorificar a Deus, esta é a primeira pergunta do catecismo, e a reverência com relação ao nome de Deus se refere justamente a este propósito, todas as coisas foram criadas e são mantidas para a glória de Deus.

1 Timóteo 6,16: “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”.

O terceiro mandamento exige reverência no uso de nomes, títulos, atributos, ordenanças, palavras e obras de Deus. Como isto se processa de forma prática? A única forma de reverenciar a Deus em todas as exigências é através de Cristo.

Colossenses 2,9: “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.

Nada do que é feito por emoções ou experiência pode agradar a Deus. O cristianismo é uma religião baseada na revelação, por este motivo é exigido do cristão o conhecimento e aceitação absoluta do evangelho de Jesus Cristo, ou seja: toda a bíblia.

Sem o conhecimento bíblico, não existe voto ou juramento que possa agradar a Deus.

Oséias 6,6: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”.

Nenhum juramento ou voto feito sob coação terá validade ou efeito legal, mas um cristão não deve prestar falso juramento em nenhuma condição.

O juramento deve ser prestado conforme o sentido claro e óbvio das palavras sem subentendidos e prestado com referência a coisa não pecaminosa e obriga ao cumprimento mesmo com prejuízo de quem jura ainda que feito a hereges ou infiéis.

Jeremias 4,2: “Se jurares pela vida do SENHOR, em verdade, em juízo e em justiça, então, nele serão benditas as nações e nele se glorificarão”.

Votos: o voto é da mesma natureza que o juramento; deve ser feito com o mesmo cuidado religioso e cumprido com igual fidelidade.

Levítico 19,12: “Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR”.

PERGUNTA 55: O que proíbe o terceiro mandamento? RESPOSTA: O terceiro mandamento proíbe toda a profanação ou abuso das coisas por meio das quais Deus se faz conhecer.

Não se pode usar o nome de Deus de forma ignorante, vã, irreverente, irresponsável, profana ou supersticiosa, ou ainda com intenção diversa da glória de Deus.

Deus se faz conhecer pela Palavra, pela pregação, desta forma, pregar a um deus que não é o Deus bíblico é profanação e abuso destas coisas pelas quais Deus se faz conhecido.

Marcos 12,24: “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”

Uma destas pregações irreverentes mais comuns é afirmar que Deus deseja salvar toda a humanidade, mas precisa da ajuda do homem para poder salvá-lo – o universalismo.

Salmos 7,11: “Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias”.

Outra forma bastante comum de desonrar o nome de Deus é abominar a doutrina do inferno. Ora, o inferno foi criado por Deus, assim como o céu, para manifestação de sua glória no castigo dos ímpios, é profano manifestar desagrado com a existência do inferno.

Mateus 10,28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, Antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”.

PERGUNTA 56: Qual é a razão anexa ao terceiro mandamento? RESPOSTA: A razão anexa ao terceiro mandamento é que, embora os transgressores deste mandamento escapem do castigo dos homens, o Senhor nosso Deus não os deixará escapar do seu justo juízo.

A razão anexa deste e de todos os mandamentos é a soberania e autoridade de Deus, o Criador de todas as coisas, todos os que vierem a desonrá-lo por suas palavras ou atitudes irão sofrer o devido castigo, de Deus não se zomba e Jesus nos adverte seriamente.

Mateus 12,36: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo”.

No NT os juramentos ficam restritos aos sacramentos e ordenações na igreja e quando exigidos pelo magistrado civil, Jesus adverte seriamente com relação à utilização fútil e vã dos votos e juramentos na Nova Dispensação.

Mateus 5,37: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”.

Este verso de Mateus diz respeito aos juramentos fúteis, falsos e desnecessários, os juramentos podem ser lícitos e mesmo obrigatórios em muitos casos, como veremos a seguir.

O Juramento é uma parte do culto religioso e da própria vida do crente, pelo qual o cristão, em ocasiões necessárias e com solenidade, chama a Deus por testemunha do que afirma ou promete; pelo juramento ele invoca a Deus para julgá-lo segundo a verdade, ignorância ou falsidade do que jura.

Eclesiastes 5,4: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes”.

Da fidelidade dos juramentos

O juramento, ou o voto, deve ser honesto e acima dos interesses pessoais. Todo juramento deve ser claramente expresso, de forma objetiva e direta, e quando envolve mais de uma parte, deve ser presenciado por testemunhas.

Um juramento honesto, para que não seja leviano, exige alguns pré-requisitos:

- Sinceridade: A primeira coisa válida ao fazer um juramento é a sinceridade, nenhum voto ou juramento terá validade se não tiver origem em um caráter direto e honesto e em uma consciência voltada para Deus.

- Conhecimento: Como alguém pode jurar ou dar voto ao que não conhece? Como pode assumir lealdade com o desconhecido? Esta é uma atitude totalmente irracional, bastante comum na igreja atual, é necessário trazer de volta à igreja cristã o compromisso com o conhecimento, sem o qual ninguém poderá louvar o Deus cristão.

Mateus 5,36: “Nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto”.

- Propósito: Um juramento feito levianamente, sem conhecimento e sem a firme intenção de cumpri-lo a qualquer custo, irá fatalmente resultar em nada, o juramento tem que estar acima da necessidade e do interesse pessoal antes e a despeito dos inconvenientes resultantes.

- Fidelidade: Ser fiel, esta é uma incapacidade humana notável entre tantas outras. O homem, por si mesmo é incapaz de ser fiel, a fidelidade é uma consequência da salvação e da comunhão do Espírito, mas, é preciso ter a sinceridade e o propósito de ser fiel, orando sempre, para que Deus use de sua misericórdia, mantendo, pelo Espírito, a fidelidade de seus filhos.

Salmo 141,3-4: “Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias”.

Calvino, Institutas – Livro II: “Consequentemente, não tenho nenhuma regra melhor, senão que assim moderemos nossos juramentos, para que não sejam temerários, nem indiscriminados, nem caprichosos, nem frívolos, mas, ao contrário, sirvam a justa necessidade, onde de fato, ou tenha de vindicar-se a glória do Senhor, ou promover a edificação de um irmão. Pois, para este fim unicamente nos foi dado o mandamento”.

Comentarios (1)Add Comment
Jefferson Gomes de Oliveira
...
escrito por Jefferson Gomes de Oliveira, maio 22, 2012
Sire apresenta neste livro a base da cosmovisão cristocêntrica unindo as diversas áreas cognitivas ao pensamento teorreferente positivo, tendo a palavra de deus como a base real de seu modo de ver e viver a vida, agir e reagir diante das circunstâncias da vida!

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