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Quarto Mandamento - O dia do descanso - Rev. 2012

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 57 A 62

PERGUNTA 57: Qual é o quarto mandamento? RESPOSTA: O quarto mandamento é: Lembra-te de santificar o dia do Sábado. Trabalharás seis dias, e farás nele tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o Sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia, obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias o céu, a terra e o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia sétimo e o santificou.

O dia do descanso semanal não é uma lei ritual ou religiosa, mas parte integrante a lei moral de Deus, pois tem sua origem na fundação do mundo, quando Deus, no sétimo dia, descansou de toda a obra que fizera, ou seja, terminou a obra da criação.

Êxodo 20,11: “Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou”.

Este mandamento, contrariamente ao senso comum religioso, aplica-se a toda a humanidade sem exceção, a ignorância ou o desprezo da lei moral de Deus não desobriga ou tira a responsabilidade do homem com relação a nenhuma delas.

A luz da natureza mostra à consciência do homem que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo, que é o Deus criador de todas as coisas, e que, portanto, deve ser louvado e servido de todo o coração, para isto é destinado o dia do descanso.

Deuteronômio 12,32: “Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás”.

O sábado e o culto: O culto religioso deve ser prestado ao Deus da Escritura e somente a Ele através de um único Mediador que é Jesus Cristo. Não deve ser destinado aos anjos, nem aos santos, nem a um deus da imaginação dos homens ou a qualquer outra criatura.

1 Timóteo 2,5: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.

O descanso cristão: Cristo satisfez cabalmente a justiça de Deus em lugar do seu povo, propiciando a ira do Pai. Pela obra de Cristo, e somente por ela os crentes podem adorar e servir a Deus sem temor, em fé e arrependimento que são dons recebidos pela graça.

João 14,6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

O Espírito de Deus somente fala ao coração dos crentes através da Palavra de Cristo - o evangelho - fiel, exato e completo. Os exemplos de vida, as experiências pessoais, o entretenimento, o carisma pessoal, a liturgia, nada disto servirá para edificação do crente.

Gálatas 1,8: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”.

O dia do descanso tem sido sombra da realidade futura, mas a sólida substância da verdade está em Cristo. Esta verdade não consiste em apenas um dia, mas em todo o curso da vida, portanto, que esteja longe dos cristãos a observância supersticiosa de dias.

Colossenses 2,16-17: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”.

Não foi sem razão que os apóstolos escolheram o dia do domingo para substituir o sábado, na ressurreição do Senhor está o fim e cumprimento daquele antigo sábado, os cristãos são, assim, lembrados a não se apegarem ao cerimonial envolto em sombras.

Hebreus 8,6: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas”.

Os profetas dedicavam-se em tempo integral a servir e glorificar o Senhor, era toda uma vida dedicada a conhecer e a seguir a Deus, muitas vezes desde o ventre materno.

Jeremias 1,5: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações”.

Desta forma, o sábado cristão é toda a vida do crente que deve ser dedicada ao conhecimento e louvor da glória de Deus, não se atendo somente a dias, cerimônias ou formalidades, mas todas as atividades do homem devem ser em louvor a Deus.

Marcos 2,27: “E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”.

Nosso Senhor exclamou na cruz do Calvário – ‘está consumado’ – Jesus já fez tudo o que havia para ser feito, cabe a nós conhecer, adorar, honrar e agradecer a Deus em nome de Cristo, este é o descanso cristão, nada mais podemos acrescentar

João 19,30: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”.

A oração: Uma parte deste dia do descanso deve ser dedicada à oração, que é exigida de todos os homens. A oração consiste basicamente em adoração e ação de graças, sendo sempre dirigida ao Pai em o nome do Filho, esta é a única forma válida de oração.

João 14,13: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”.

PERGUNTA 58: Que exige o quarto mandamento? RESPOSTA: O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a Ele dedicado.

O dia do descanso tem dois fundamentos, um baseado na natureza e outra nas leis universais de Deus.

Que o dia do descanso semanal tem base na natureza humana é facilmente comprovado pelo fato de que na grande maioria dos países o dia do descanso é obrigatório e fundamentado em legislação específica.

Êxodo 35,3: “Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”.

Que o dia do descanso semanal é derivado das leis universais de Deus é um fato fundamentado no quarto mandamento da lei. Desta forma o descanso semanal é destinado à restauração do homem de suas tarefas e preparação para mais uma semana de trabalho.

Levítico 23,3: “Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas”.

O culto também pode ser individual, se a pessoa prefere a tranquilidade em seus estudos e orações, ela estará prestando culto a Deus em qualquer dia ou local onde estiver.

Mateus 6,6: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.

O domingo é um dia de alegria e comemoração pela ressurreição de Cristo e fundação da igreja, mas todos os dias são igualmente válidos para o louvor e adoração.

O culto doméstico: Dentro da realidade cruel da moderna igreja apóstata, o crente, em Cristo, não necessita de mediação de ministros religiosos em seu culto particular, que pode ser familiar ou entre conhecidos, pois Jesus Cristo é tudo em todos.

Desta forma, a volta ao culto doméstico, como era nos tempos apostólicos, tem sido uma prática adotada por muitos cristãos fiéis ao longo do mundo, pois atualmente é uma tarefa praticamente impossível achar uma igreja fiel, o culto doméstico é uma experiência saudável e promissora para a recuperação da igreja cristã nos tempos vindouros.

Mateus 23,8: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos”.

Locais sagrados: Os templos locais são espaços separados para o louvor e adoração a Deus, por isso, considerados sagrados, mas, somente se utilizados de forma correta.

João 2,19-21: “Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo”.

PERGUNTA 59: Qual dos sete dias designou Deus para esse descanso semanal? RESPOSTA: Desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo, Deus designou o sétimo dia da semana para o descanso semanal; e desde então o primeiro dia da semana para continuar sempre até ao fim do mundo, que é oDomingo.

O domingo cristão: O domingo cristão representa o abandono da liturgia judaica, que prefigurava as sombras dos dias vindouros, e a adoção do dia da ressurreição de Nosso Senhor para a lembrança da fundação da igreja até o final dos tempos.

Mateus 28,20: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

O domingo não representa um sétimo de nosso tempo, mas a guarda de um dia regular por semana para glória e louvor de Deus, este é o princípio do dia do descanso, mas uma vida dedicada a Deus não se mede por dias, meses ou anos, julgue cada um a si mesmo.

O domingo e a superstição judaica: Jesus cumpriu, em sua morte, todos os sacrifícios e oferendas possíveis, como também pela ressurreição, entrou no Santo dos Santos uma vez por todas, tendo então cessado toda necessidade destes rituais.

Marcos 13,1-2: “Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções! Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada”.

Desta forma, desobrigado de todos estes rituais, o cristão é livre para reunir-se em todos os lugares que considere adequado ao culto, independente de se localizar no templo ou em outro local conveniente. Jesus é Deus onipresente, nenhum local irá contê-lo.

Mateus 18,20: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”.

O primeiro domingo oficial: O imperador romano Constantino decretou no ano 321 de nossa era a observância do primeiro dia da semana como descanso obrigatório, proibindo o funcionamento dos tribunais, cortes de justiça e abstenção dos exercícios no exército.

Existirá o descanso semanal no mundo do porvir? O Céu é o próprio descanso do cristão, toda a vida no mundo do porvir será o descanso cristão infindável, pois os eleitos entrarão no próprio descanso de Deus, que foi negado aos ímpios.

Salmos 95,11: “Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu descanso”.

PERGUNTA 60: De que modo se deve santificar o Domingo? RESPOSTA: Deve-se santificar o Domingo com um santo repouso por todo aquele dia, mesmo das ocupações e recreações permitidas nos outros dias; empregando todo o tempo em exercícios públicos e particulares de adoração a Deus.

As atividades típicas do domingo:

Leitura bíblica: A leitura bíblica poderá ser feita pelo pregador, alternadamente entre o pregador e a congregação. Todas estas leituras devem ser feitas na linguagem natural do local da pregação, em voz alta e clara sendo fornecidas as explicações em casos de dúvidas, ou voluntariamente pelo pregador em passagens de difícil entendimento.

Neemias 8,8: “Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia”.

A leitura bíblica neste dia pode e deve ser feita pelos crentes, individualmente ou em presença de sua família ou irmãos em cristo que se reúnem para estudar a Palavra.

Pregação: A pregação tem como base a Escritura, nada mais, o Espírito somente fala ao coração dos crentes através da Palavra de Cristo. A pregação é a exposição do evangelho com todos os esclarecimentos necessários ao entendimento.

Marcos 16,15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

As pregações alegóricas, entretenimento, exemplos de vida, lições de moral e outras vertentes que fogem da pregação fiel do evangelho mostram somente desprezo pelo dia do descanso, não agradam a Deus e não falam ao coração dos crentes.

2 Timóteo 4,3: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos”.

PERGUNTA 61: Que proíbe o quarto mandamento? RESPOSTA: O quarto mandamento proíbe a omissão ou a negligência no cumprimento dos deveres exigidos e a profanação deste dia por meio de ociosidade ou por palavras, ou obras acerca de nossos negócios e recreações temporais.

As proibições do mandamento se referem principalmente à realização descuidada dos cultos e louvores, bem como a motivação fútil ou por interesses pessoais e ainda buscando o reconhecimento social e os favores dos homens.

Gálatas 1,10: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”.

Muito menos o dia do descanso pode ser profanado por coisas que são proibidas em dias normais, quando se faz neste dia algo que é pecaminoso em si mesmo, independente da ocasião ou oportunidade, este é uma profanação de extrema gravidade.

Gálatas 1,9: “Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”.

Para os cristãos, porém, o descanso é toda uma vida de dedicação ao conhecimento e adoração de Deus, destinado a manter em memória os fatos seguintes:

- Relembrar que todas as coisas foram criadas por Deus para sua glória e manter na memória que a finalidade principal do homem é glorificar a Deus.

- Como o primeiro dia da semana, o dia do descanso cristão destina-se formalmente a celebrar e dar graças à ressurreição e ascensão de Nosso Senhor.

1 Coríntios 15,3-4: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.

Não é errado no dia do descanso: acordar mais tarde, cochilar após o almoço, beber com moderação, comer fora de casa, fazer caminhadas, tomar um café da manhã diferenciado, etc. Todo cuidado racional de nosso corpo e mente no dia do descanso não é errado.

A realização dos cultos aos domingos não se deve à observância de rituais ou como sombra de coisas espirituais, mas destina-se simplesmente à organização da igreja para que os cultos se mantenham dentro da ordem política e eclesiástica da igreja.

Hebreus 12,27: “Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam”.

PERGUNTA 62. Quais são as razões anexas ao quarto mandamento? RESPOSTA: As razões anexas ao quarto mandamento são: a permissão que Deus nos concede de fazermos uso dos seis dias da semana para os nossos interesses temporais; o reclamar ele para si a propriedade especial do dia sétimo, o seu próprio exemplo, e a benção que ele conferiu ao dia do descanso.

As razões anexas do quarto mandamento são as mesmas do todos os outros: a dignidade intrínseca daquele que deu os mandamentos, o único Deus verdadeiro, o Deus eterno, todo-poderoso e infinitamente sábio que dirige todas as coisas para louvor de sua glória.

1 Timóteo 6,16: “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”.

Calvino, Institutas – Volume II

Cristo o pleno cumprimento do sábado:

Portanto, pode parecer que, mediante o sétimo dia, o Senhor tenha delineado a seu povo a perfeição futura de seu sábado no Último Dia, a fim de que, pela incessante meditação do sábado, a esta perfeição aspirasse por toda a vida.

Mas, não há dúvida de que pela vinda do Senhor Jesus Cristo o que era aqui cerimonial foi abolido. Pois ele é a verdade, por cuja presença se desvanecem todas as figuras; o corpo, a cuja visão são deixadas para trás as sombras. Ele é, digo-o, o verdadeiro cumprimento do sábado. Com ele, sepultados através do batismo, fomos enxertados na participação de sua morte, para que, participantes de sua ressurreição, andemos em novidade de vida.

Romanos 6,4: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida”.

Por isso, escreve o Apóstolo em outro lugar que o sábado tem sido uma sombra da realidade futura, e que o corpo, isto é, a sólida substância da verdade, que bem explicou naquela passagem, está em Cristo.

Colossences 2,17: “Porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”.

Esta não consiste em apenas um dia, mas em todo o curso de nossa vida, até que, inteiramente mortos para nós mesmos, nos enchamos da vida de Deus.

Portanto, que esteja longe dos cristãos a observância supersticiosa de dias.

Contudo, não foi sem alguma razão que os antigos escolheram o dia do domingo para pô-lo no lugar do sábado. Ora, como na ressurreição do Senhor está o fim e cumprimento daquele verdadeiro descanso que o antigo sábado prefigurava, os cristãos são advertidos pelo próprio dia que pôs termo às sombras a não se apegarem ao cerimonial envolto em sombras.

Louvado seja Deus! A Ele, glória eternamente!

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Última atualização em Seg, 21 de Maio de 2012 03:26  

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