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Home Catecismo Quinto Mandamento - Honrarás Pai e Mãe - Rev. 2012

Quinto Mandamento - Honrarás Pai e Mãe - Rev. 2012

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS DE 63 A 66

PERGUNTA 63: Qual é o quinto mandamento? RESPOSTA: O quinto mandamento é: “Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres prolongada sua vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te deu”.

Êxodo 20,12: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá”.

Honrarás pai e mãe, esta honra colocada pela bíblia não é somente algo imaterial como o respeito devido entre pais e filhos, mas o mandamento exige dos filhos, além da obediência, a manutenção e o socorro material dos pais em sua velhice.

Os fariseus usavam de artifícios diversos para fugir dos mandamentos, um deles era declarar os seus bens, que poderiam ser úteis ao pai e a mãe, como dedicados a Deus. Desta forma, usavam o nome de Deus em vão para violar o mandamento.

Marcos 7,11-12: “Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe”.

Estes fariseus foram duramente criticados por Jesus, pois colocavam as tradições dos homens acima dos mandamentos por egoísmo e avareza.

Por outro lado, o respeito entre pais e filhos envolve várias considerações: os filhos devem respeitar os pais e estes não devem provocar seus filhos.

Efésios 6,1-4: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.

Importantíssimo: É preciso aqui, fazer uma ressalva de suma importância: esta sujeição aos pais, cônjuges, anciãos e autoridades está sempre restrita e limitada à Palavra de Deus, ninguém pode determinar a realização de algo em contradição à Palavra. Ou ainda, todos aqueles que procedem em contrariedade notória e contumaz ao evangelho de Cristo não merecem nosso respeito, sejam pais, irmãos, ministros religiosos ou governantes.

Efésios 6,1: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor”.

A Escritura é a norma de fé do cristão, nada pode se sobrepor aos preceitos bíblicos, isto deve ser também assinalado nesta passagem, que ordena obediência somente no Senhor.

Isto não obscurece o mandamento, pois a autoridade dos homens provém de Deus, que comunica a eles uma parte da honra que lhe é devida. Portanto, a sujeição prestada deve ser somente para que Deus seja contemplado com essa honra.

Isaías 42,8: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”.

Se pais ou autoridades, ou ainda ministros religiosos instigam a transgredir da lei de Deus, então, com justiça, não devem ser por nós tidos por pais ou mestres, mas por estranhos e inimigos, que estão tentando nos afastar da obediência ao verdadeiro Pai.

Assim se deve considerar em relação à todas as autoridades, parentes, anciãos e a todo gênero de superiores, iguais ou inferiores (em posição ou autoridade).

Mateus 18,17: “E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano”.

Calvino – Institutas, Livro II: “Mas, isto deve ser também assinalado de passagem: que se nos ordena obedecer-lhes somente no Senhor (Efésios 6,1). Nem equivale isto obscurecer o fundamento previamente lançado, pois eles têm autoridade sobre nós enquanto Deus os tiver estabelecido nela, comunicando-lhes uma parte da honra que lhe é devida. Portanto, a sujeição que para com eles é exibida deve ser um passo para que o Pai Supremo seja contemplado com essa honra. Portanto, se nos instigam à transgressão da lei, então, com justiça, não devem ser por nós tidos por pais, mas por estranhos, que nos estão tentando afastar da obediência do verdadeiro Pai. Assim se deve considerar em relação aos príncipes, aos senhores e a todo gênero de superiores nossos. Pois seria coisa indigna e fora de razão que sua autoridade seja exercida para rebaixar a alteza e majestade de Deus; já que, dependendo da autoridade divina deve guiar-nos e encaminhar-nos a ela”.

PERGUNTA 64: Que exige o quinto mandamento? RESPOSTA: O quinto mandamento exige a conservação da honra e o desempenho dos deveres pertencentes a cada um em suas diferentes condições e relações: superiores, inferiores, ou iguais.

Como podemos ver neste texto abaixo, em Efésios, o mandamento se estende além das obrigações entre pais e filhos, abrangendo a relação entre servos e senhores, atualmente entre empregadores e empregados, autoridades e pessoas a elas submetidas.

Efésios 6,6-7: “Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor, e não como a homens”.

Esta obediência também é devida aos oficiais e mestres da igreja, pessoas mais velhas, no relacionamento de marido e mulher e todas as pessoas que se encontram em autoridade, mas sempre em obediência primeira à Palavra: “Obedecendo no Senhor”.

Romanos 13,1: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”.

Por este verso de Romanos, podemos ver que o mandamento exige a obediência e o cuidado com os pais e autoridades civis ou religiosas não por temor da punição, mas porque todas as autoridades existentes foram instituídas por Deus.

Esta obediência não é somente como no senso comum, devida aos mais velhos e aos que estão em posição e autoridade, por este mandamento, todos os que detêm autoridade ou respeito devem respeitar da mesma forma aqueles que lhe são subordinados.

Efésios 6,9: “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas”.

PERGUNTA 65: Que proíbe o quinto mandamento? RESPOSTA: O quinto mandamento proíbe negligenciarmos ou fazermos alguma coisa contra a honra e dever que pertencem a cada um em suas diferentes condições e relações.

Este mandamento tem um alcance abrangente, conforme já vimos até aqui, desta forma ele proíbe a negligência nas obrigações que devemos uns aos outros em todas as relações que envolvem a nossa vida, seja familiar, profissional, civil, militar ou religiosa.

O que nos traz um resumo destas obrigações que não podem ser negligenciadas?

A regra áurea - Mateus 7,12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”.

Por outro lado, os pais ou anciões e também as pessoas detentoras de autoridade não podem desrespeitar os que são inferiores a eles em idade, conhecimento ou comando, mas incentivá-los com bondade, repreendendo-os e admoestando-os conforme a Escritura.

2 Timóteo 3,16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

A responsabilidade dos que exercem autoridade: Deus colocou certas pessoas em posição de autoridade, os pais, o marido, os oficiais da igreja, as autoridades civis ou militares, estas autoridades receberam de Deus dons, habilidades e qualidades.

Filipenses 2,13: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

Desta forma, a autoridade destas pessoas procede destes dons e habilidades dados por Deus, por este motivo, a responsabilidades destas pessoas é imensa e deve ser utilizada, de forma correta, voltadas para a glória de Deus.

Todas as pessoas investidas em autoridade foram constituídas por Deus, e se elas, em suas atitudes, ou mesmo em pensamentos, violam as normas estabelecidas na Palavra, certamente sofrerão castigo maior que outros que não receberam estes dons.

Lucas 12,48: “Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão”.

Outra responsabilidade que diz respeito às autoridades eclesiásticas refere-se ao instruir na Palavra, a aconselhar, admoestar e advertir quanto às práticas errôneas dentro da igreja, e isto inclui alertá-los contra o mal, contra as falsas doutrinas e falsos mestres.

Ezequiel 33,6: “Mas, se o atalaia vir que vem a espada e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo; se a espada vier e abater uma vida dentre eles, este foi abatido na sua iniquidade, mas o seu sangue demandarei do atalaia”.

Existe hoje, na igreja, uma responsabilidade extremamente negligenciada que é a correção, os ministros da igreja têm mais medo de corrigir seus membros e oficiais que da responsabilidade que tem para com Deus e a Palavra.

Estes ministros religiosos justificam esta permissividade baseado em um pretenso amor de afeições que nada tem a ver com o amor bíblico. O amor de Deus não é um amor sentimental, mas se constitui em atos práticos destinados à salvação de seus escolhidos.

1 João 4,9: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele”.

O que isto quer dizer? Este mandamento não envolve apenas a responsabilidade dos filhos ou inferiores, mas a responsabilidade dos superiores, que receberam dons e favores de Deus, que os tornam responsáveis perante as outras pessoas.

Desta forma, a principal responsabilidade destas pessoas que têm posição de autoridade na igreja é a correção, pois as falsas doutrinas vicejam na igreja moderna e só uma pessoa imbuída de autoridade pode colocar fim nestas fábulas e falsas doutrinas.

2 Timóteo 4,2: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”.

É preciso que estas pessoas se armem de coragem e passem a acreditar que o crescimento da igreja provém de Deus e não de conivência com as falsas doutrinas e técnicas gerenciais modernas, esta covardia será duramente punida. É preciso lembrar sempre que, no livro do Apocalipse, os covardes encabeçam a lista dos que serão lançados no lago de fogo eterno.

Apocalipse 21,8: “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”.

 

Não se pode exigir do crente, respeito ou honra àquelas pessoas que, em condição de superioridade, estão violando a lei de Deus e desonrando sua Palavra. Pelo contrário, cabe neste caso, a resistência por todos os meios possíveis, sejam eles quem forem.

PERGUNTA 66: Qual é a razão anexa ao quinto mandamento? RESPOSTA: A razão anexa ao quinto mandamento é a mesma de todos os outros, a dignidade intrínseca de Deus, mas este mandamento inclui uma promessa. Esta prosperidade prometida é um progresso contínuo no amor a Deus e ao próximo, somente pela graça de Deus o homem irá cumprir os seus mandamentos.

Este mandamento é o único que vem com uma promessa, mas a prosperidade prometida não deve ser entendida como material, esta prosperidade prometida é um progresso contínuo no conhecimento e no amor a Deus e ao próximo através da graça de Deus.

Isaías 26,12: “SENHOR, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós”.

Comentarios (1)Add Comment
Janderson Basílio Gomes
...
escrito por Janderson Basílio Gomes, maio 23, 2012
excelente artigo, creio que este é o desejo de todo ser humano que já compreendeu a essência do cristianismo. O homem só terá condições de obedecer, honrar pai e mãe quando de fato aprender a obedecer ao Senhor.
valeu pelo artigo, continuem firmes nesta proposta de informar e instruir outros.

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