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Quem é Deus?

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 4 e 5

PERGUNTA 4: Quem é Deus? RESPOSTA: Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.

João 4,24: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

A natureza de Deus: Deus é simples e indivisível, todos os atributos de Deus são igualmente perfeitos e não existe nenhum destes atributos melhor ou pior que outro.

Santidade: A santidade de Deus representa, além do sentido de separação, a perfeição moral absoluta, de forma que todas as coisas provindas de Deus são santas e justas, pois não existe padrão maior de justiça ou perfeição moral acima de Deus.

Jeremias 10,10: “Mas o SENHOR é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação”.

A santidade é aquele atributo pelo qual Deus faz de si mesmo a base de todas as distinções morais: o bem é aquilo que Deus quer, o mal é aquilo que contraria e resiste à sua vontade.

Por outro lado, a santidade do homem nunca deve ser vista como uma possibilidade de perfeição moral, pelo contrário, a santidade do homem tem a ver com um relacionamento especial entre Deus e os seus filhos, separados do mundo pelo conselho de sua vontade.

Levítico 20,8: “Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR, que vos santifico”.

Independência: Deus é completamente livre em todo o seu Ser fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável.

Salmo 36,9: “Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz”.

Deus determina o bem e o mal, as alegrias e tribulações, as maravilhas e calamidades da natureza para a realização de seu plano eterno, que é imutável e foge à compreensão dos homens, mas, jamais um filho de Deus irá questionar as determinações do Criador.

Romanos 11.33-34: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!”.

O amor de Deus: Deus é cheio de amor, é misericordioso, longânimo, bondoso e remunerador para os seus escolhidos, todavia, justo para com todos e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado e de modo algum terá por inocente o culpado.

Deus é perfeito, não existe mancha no Ser de Deus, por isso Deus odeia o pecado e não pode deixar impunes os pecadores. Pela queda de Adão, todos os homens se tornam pecadores, o amor de Deus é a única razão pela qual Ele decretou a salvação dos eleitos através da vida perfeita e do sacrifício expiatório de Jesus Cristo.

1 João 4,9: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele”.

O Deus bíblico é tanto santo como amoroso em perfeito equilíbrio, assim, a misericórdia somente pode se manifestar depois de cumprida sua justiça, esta é a necessidade da redenção que há em Cristo, pois Deus exige perfeição antes do processo de salvação, o homem, por si mesmo, jamais teria condições de satisfazer a justiça perfeita de Deus.

João 3,16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Auto suficiência: Deus é auto existente e suficiente em si mesmo: Deus tem em si a vida eterna, ele é totalmente suficiente em si e para si, o nome de Deus “EU SOU O QUE SOU” significa a auto existência de Deus.

Deus não somente existe, mas é uma presença viva e eterna que estará sempre presente. Os religiosos em Israel consideravam este nome YAHWEH tão sublime que nenhuma palavra poderia expressá-lo, por isto, os hebreus eram proibidos de pronunciar este nome.

Romanos 11,35: “Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?”.

Deus não necessita das criaturas que trouxe à existência, não depende delas para sua glória, mas manifesta a sua glória sobre elas, dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem soberano domínio para fazer com elas tudo quanto quiser.

Atos 17,24-25: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais”.

Onisciência: Todas as coisas são presentes e manifestas perante Deus; seu conhecimento é infinito, eterno e absoluto, para Ele nada é ocasional ou incerto. Nada que o homem pense ou realize pode mudar as decisões eternas de Deus.

Salmo 139,7-10: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá”.

PERGUNTA 5: Há mais de um Deus? RESPOSTA: Há só um Deus, o Deus vivo e verdadeiro.

Deuteronômio 6,4: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus, é o único SENHOR”.

Existe um único Deus, vivo e verdadeiro, que é infinito, perfeito e imutável em seu ser e atributos. Ele é espírito puro, invisível, e imaterial, não tem corpo ou nada que seja visível ou sensível a qualquer sentido humano, ao mesmo tempo está presente com todo o seu Ser em todo o espaço e em todos os tempos existentes ou possíveis de existir.

Deuteronômio 4,15-16: “Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo; para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher”.

 

O Deus único: A Escritura revela um Deus único e soberano em todas as coisas, uma única essência que se manifesta em três pessoas distintas: o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Ele é o Deus por cuja vontade todas as coisas vieram à existência.

Desta forma, a Escritura mostra o Deus que criou o universo e todas as criaturas a partir do nada, sob seu completo e exaustivo controle, ao contrário do que imaginam as antigas religiões orientais, onde o universo é visto como uma extensão do Ser de Deus.

Isaías 46,9-10: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade”.

Imutabilidade: Deus é imutável, não tem paixões, é eterno, onipotente, onisciente, onipresente e absolutamente santo, separado e acima de todas as coisas.

Deus não age por sentimentos ou emoções, todos os seus atos foram determinados na eternidade e são executados no tempo pela providência divina, que é também imutável, desta forma, não existe o acaso, todas as coisas acontecem pela vontade de Deus.

Como foi dito acima, todas as qualidades de Deus são igualmente perfeitas, mas esta qualidade de imutabilidade deve estar sempre presente na mente do cristão, pois é na ignorância deste atributo que maioria das pessoas falham no conhecimento de Deus.

A imutabilidade de Deus é aquela qualidade pela qual o crente estará eternamente seguro de sua salvação, pois ela não depende do homem falível, mas do Deus que é fiel, pois não pode mudar jamais.

Malaquias 3,6: “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”.

Conclusão - O propósito de Deus:

Deus tem um propósito único para todas as coisas criadas, e seus desejos nunca se contradizem, Deus não exerce jamais uma permissão passiva. Deus nunca está em conflito consigo mesmo, não muda sua vontade nem pretende querer o que não quer.

Ele é o autor e mantenedor de todas as coisas, é imutável e onisciente, não apenas conhece todas as coisas como determinou o acontecimento de todas estas coisas, boas ou más aos nossos olhos, todas as coisas provém de Deus, não existem acasos no universo.

Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.

Além de não mudar em seu ser ou atributos, Deus é imutável em seus planos e propósitos. O que Deus faz no tempo, planejou na eternidade, o que planejou na eternidade executa no tempo através de sua providência.

Tiago 1,17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.

Exortação: Este propósito imutável de Deus deve estar presente em todas as atitudes do cristão, seja no louvor, na oração e em toda a sua vida, o homem não deve jamais procurar justificar a si mesmo, mas sim, procurar a conformidade com a Escritura, que é a mente de Cristo, este é o sinal e o selo do Espírito Santo: a humildade.

1 Coríntios 2,16: “Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”.

A igreja moderna perdeu de vista a grandiosidade de Deus, a maior e mais premente necessidade do homem é ter em vista a perfeição e o poder absoluto de Deus em contrapartida à pecaminosidade e corrupção do homem.

Somente conhecendo a diferença infinita que existe entre a natureza de Deus e a natureza do homem, podemos glorificar e adorar a Deus conforme os seus preceitos.

 

Oração:

Pai amado, Deus onipotente, criador dos céus e da terra e tudo o quanto neles se contém, louvado seja o teu nome, pois tu és o único digno de toda honra, toda glória e todo louvor, permita, Pai, que venhamos a glorificá-lo conforme a tua vontade, e que possamos dizer como na oração de Davi: “a intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais dará a entender a sua aliança”. Nós buscamos, Pai, a tua aliança, ilumina as nossas mentes e chama-nos para tua comunhão, é o que pedimos agradecidos em o nome de teu Filho amado Jesus, amém.

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Última atualização em Seg, 14 de Novembro de 2011 05:02  

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