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Romanos 3,23-26 - Calvino

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ROMANOS 3,23-26

 

Romanos 3,23-26: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”.

Calvino – Institutas, Livro III:

TODAS AS CAUSAS DE NOSSA SALVAÇÃO ESTÃO POSTAS NA GRAÇA, NÃO NAS OBRAS

 

Se, porém, atentarmos para as quatro modalidades de causas que os filósofos preceituam que se deve considerar na efetuação das coisas, nenhuma delas acharemos que se ajuste às obras para que nossa salvação se consuma.

 

Em primeiro lugar temos que considerar nossa posição perante Deus: Todos pecaram.

1 – A causa eficiente: Uma vez colocada nossa posição perante Deus, vemos primeiramente a causa eficiente da salvação: A graça de Deus.

Pois, a Escritura por toda parte proclama que a misericórdia do Pai celeste e seu gracioso amor para conosco são a causa eficiente para adquirir-nos a vida eterna.

2 - A causa material:

Por intermédio de que é adquirida a salvação?

É por meio de Cristo com sua obediência, mediante a qual adquiriu justiça para nós;

3 - A causa formal:

E qual diremos ser a causa formal, ou também instrumental, senão a fé?

E João compreende estas três, a um tempo, em uma sentença, quando diz:

João 3,16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

João 3,18: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.

A causa final: Mas o Apóstolo testifica que a causa final é não só a manifestação da justiça divina, como também o louvor de sua bondade, onde também traz à lembrança, em termos eloquentes, as outras três.

Pois assim fala aos romanos:

1 – A causa eficiente:

Romanos 3,23-24: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça...”.

Aqui tens a cabeça e a fonte primeira da salvação: que Deus nos abraçou com sua graciosa misericórdia: A graça de Deus.

Segue-se:

2 - A causa material:

“Mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.

Aqui tens a matéria pela qual a justiça nos é consumada: “A redenção que há em Cristo Jesus”.

3 - A causa formal (ou instrumental):

Romanos 3,25: “A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”.

Aqui se mostra a causa instrumental, mercê da qual a justiça de Cristo nos é aplicada: “Mediante a fé”.

O apóstolo deixa claro que a fé não pode ser utilizada como uma obra evangélica que depende da vontade do homem, mas é um dom gratuito de Deus que se manifesta como resultado da justificação e não como mérito para a salvação.

Efésios 2,8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.

A causa final: Por último, acrescenta o fim quando diz:

Romanos 3,26: “Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”.

Ou seja, todos os homens, sem exceção, são pecadores e merecem somente a ira e o castigo eterno, nada mais que isto. Deus não tem obrigação de salvar ninguém, assim, a causa final a salvação é a manifestação da bondade e da glória de Deus: “O justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”.

E para que, de passagem, também denote que esta justiça consiste em reconciliação, diz expressamente (mais à frente): Cristo nos foi dado para nossa reconciliação.

Romanos 5,11: “E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação”.

Deus não se limita a justificar o pecador eleito, mas, em Cristo ele é também reconciliado e recebido como filho de Deus.

1 João 3,1: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus...”.

Esta comunhão jamais será perdida, pois o pecador justificado, sendo reconciliado e recebido como filho de Deus jamais perderá a salvação.

João 8,35: “O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre”.

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Última atualização em Seg, 04 de Maio de 2015 07:38  

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