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Home Confissão de fé 5 - CAPÍTULO I - A ESCRITURA - SEÇÃO I

5 - CAPÍTULO I - A ESCRITURA - SEÇÃO I

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CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

Por: Helio Clemente

DA SAGRADA ESCRITURA

5 - Capítulo I, ÍTEM I – DA ESCRITURA SAGRADA

Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus(1) de tal modo que os homens fiquem inescusáveis (2), contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação (3). Por isso, foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade (4). E depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda (5). Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade (6).

Resumo:

 

1 - Salmo 19,1-4: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol”.

2 – Romanos 1,19-20: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.

3 – 1 Coríntios 1,21: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação”.

4 - Hebreus 1,1-2: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”.

5 – 2 Timóteo 3,16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”.

6 - Lucas 16,29-31: “Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos”.

A revelação divina

Todo homem tem uma consciência inata que revela o Deus da criação através das obras da natureza. Esta noção que o homem tem em si mesmo e não apreendida ou adquirida, revela que todas as coisas foram criadas por algo inimaginável, infinito e poderoso para trazer à existência e sustentar o universo e toda criação. Esta revelação pode ser complementada pela meditação ou contemplação, conforme as religiões orientais, ou pela observação científica, todas estas revelações, porém, não são suficientes para dar ao homem o conhecimento do Deus cristão, este conhecimento somente é possível pela Palavra revelada através da Escritura.

O Deus revelado pelas religiões orientais supõe o universo como extensão divina, e como tal, todas as coisas são sagradas como participantes da natureza de Deus (panteísmo). O Deus revelado pela ciência é uma força motriz e criadora impessoal, que não tem nada a ver com o Deus pessoal revelado na Escritura. O Deus cristão criou o universo fora de si e nada na criação participa, ou mesmo se compara ou se aproxima da natureza de Deus.

1 Timóteo 6,16: “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”

O Deus revelado, apesar de transcendente, é também aquele que elege o seu povo, salva este povo em Cristo e se relaciona pessoalmente com cada um dos seres criados. Sem a revelação da Escritura, a percepção de Deus não leva o homem à salvação, mas somente à responsabilidade desta revelação que torna o homem indesculpável perante o julgamento divino.

Levítico 18,4: “Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus”.

Toda a Escritura foi diretamente inspirada por Deus, através do Espírito. Todas as situações familiares, culturais, históricas e geográficas, assim como a personalidade e individualidade de cada um dos profetas e escritores bíblicos, foram determinadas na eternidade, e realizadas no tempo previsto, de forma a conduzir a história do povo de Deus e revelar sua natureza, planos e vontade de preceito àqueles que foram destinados a receber esta revelação.

É preciso lembrar que a Escritura é dada para os crentes, os incrédulos não podem entender a bíblia porque as coisas de Deus somente se discernem espiritualmente. Quando alguém nega uma verdade importante da Escritura, o problema não está na Escritura, mas na mente do homem, antes que alguém possa entender os ensinamentos bíblicos sua mente deve ser aberta e iluminada pelo Espírito Santo.

João 8,47: “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus”.

Isto é o mesmo que dizer: “Quem não é de Deus, não ouve a palavra de Deus”.

O que não é o evangelho: Todo falso evangelho faz a salvação ser, em alguma medida, dependente da dignidade, das obras ou da vontade do homem.

O que é o evangelho: O verdadeiro evangelho é a mensagem de salvação gratuita provida pela graça incondicional de Deus, adquirida pelo sangue expiatório de Cristo, para pecadores escolhidos na eternidade e operada eficazmente pelo poder irresistível do Espírito Santo.

Declaração de Cambridge (Cambridge/Massachusetts – usa)

aliança dos evangélicos confessionais

James Montgomery Boice e outros – 1996

Esta declaração dos evangélicos confessionais (que subscrevem a CFW) traz um retrato real da moderna igreja evangélica, que abandonou a fidelidade à Escritura e às regras de fé da igreja para se dedicar de corpo e alma a servir e satisfazer a congregação, substituindo o Criador pela criatura, em uma situação que já se apresenta como tendência definitiva e irreversível na igreja evangélica atual:


SOLA SCRIPTURA - A Erosão da Autoridade:

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes têm mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus.

À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades da congregação, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades imediatas, para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio de imagens mundanas, somente a luz da verdade do evangelho nos revela a provisão de Deus para os homens.

A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja, os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensinos, não a expressão de opiniões pessoais ou de notícias da atualidade. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos deu.

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Última atualização em Qui, 22 de Dezembro de 2011 06:44  

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