Vivendo Pela Palavra

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Home Confissão de fé 11 - CAPÍTULO VI - A QUEDA DO HOMEM

11 - CAPÍTULO VI - A QUEDA DO HOMEM

E-mail Imprimir PDF

Confissão de fé de westminster

vivendopelapalavra.com

Comentários por: Helio Clemente

 

11 - CAPÍTULO VI - A QUEDA DO HOMEM

Capítulo VI, Seção I - A queda

Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, pecaram, comendo do fruto proibido (1). Segundo o seu sábio e santo conselho foi Deus servido permitir este pecado deles, tendo determinado ordená-lo para a sua própria glória (2).

Gênesis 3,13: “Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi”.

Romanos 5,19-21: “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor”.

Resumo

 

- Os primeiros pais pecaram e com eles caiu toda humanidade.

- O pecado específico que cometeram foi comer o fruto proibido por Deus.

- Deus determinou este pecado na eternidade, para louvor de sua própria glória, conforme seu plano eterno de salvação do homem.

O pecado original

O primeiro pecado cometido por Adão e Eva, conforme o registro bíblico consistiu em colocar em dúvida a sabedoria da proibição divina e a infalibilidade do juízo de Deus, o pecado da incredulidade. O segundo pecado cometido foi o de colocar sua vontade em oposição à vontade revelada de Deus. A presença do pecado no mundo serve para ressaltar a fragilidade humana e o absoluto poder e soberania de Deus.

Havia no primeiro casal a tendência ao egoísmo e à vaidade, o engrandecimento de si mesmo em detrimento de Deus. Desta forma, eles estavam sujeitos à tentação externa e à sedução do mal.

O primeiro casal humano foi criado sem pecado, mas com possibilidade de pecar, se Adão fosse moral e espiritualmente inalterável, todo e qualquer artifício do tentador seria vão, tentação alguma atinge a divindade em virtude de sua absoluta imutabilidade, e consequentemente de sua impecabilidade. Jesus quando submetido às mais fortes e apelativas tentações, não pecou, porque ele era moral e espiritualmente inalterável por vários motivos: o decreto de Deus, a presença do Espírito sem medida e a comunicação entre as naturezas humana e divina – communicatio idiomatum.

O pecado e a religião

Adão e Eva entenderam que a Árvore da Ciência do Bem e do Mal representava uma limitação à liberdade e realização do homem, Satanás aproveitando-se da fraqueza e vaidade do homem, transformou o símbolo do pacto em objeto de cobiça, capaz de transformar o humano em divino, em competidor de Deus. O homem moderno, à semelhança do ancestral, continua endeusando a si mesmo, humanizando a Deus e divinizando o homem, adorando a criatura em lugar do Criador, atribuindo ao homem a capacidade de cooperar na obra de Cristo e salvar a si mesmo por sua própria justiça:

“Como Deus, sereis...”

Gênesis 3,5: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”.

Capítulo VI, Seção II – A humanidade decaída

Por este pecado eles decaíram da sua retidão original e da comunhão com Deus (1), e assim se tornaram mortos em pecado (2) e inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma (3).

1 - Gênesis 2,17: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

2 - Romanos 5,12: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

3 - Gênesis 6,5: “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”.

Resumo:

A queda corrompeu a natureza do homem, destruindo qualquer possibilidade de comunhão com Deus.

A capacidade do homem para decidir a favor do bem e da salvação não existe mais após a queda.

O homem e o pecado

Como está escrito - do coração do homem procedem os maus sentimentos, mas além disso, as dificuldades da vida, a sedução do mundo, a sociedade corrompida, tudo colabora na revolta e maldade do homem. Não existe possibilidade de salvação fora do plano de Deus, somente Deus pode restaurar a comunhão perdida, somente Deus pode quitar o débito do homem; Ele fez isso enviando seu Filho para pagar por todos os pecados do povo de Deus.

Após a queda, a natureza humana é degenerada e corrompida, todos os homens naturais, filhos de Adão, nascem e vivem em rebeldia e inimizade voluntária contra Deus, somente a graça de Deus em Cristo pode regenerar o homem e restaurar a comunhão perdida.

Efésios 2,3: “Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”.

Capítulo VI, Seção III - O Pecado universal

Sendo eles (Adão e Eva) a origem de toda humanidade, a culpa dos seus pecados foi imputado a seus descendentes (1); e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede por geração ordinária (2).

1 - Salmo 51,5: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”.

2 - Romanos 3,10-11: “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus”.

Resumo:

Adão é o representante federal de toda humanidade, em sua queda deu-se a queda de toda humanidade dele procedente.

Como consequência, a corrupção moral que resulta no afastamento de Deus é comunicada a toda sua descendência pela geração entre casais.

Mesmo as pessoas incapazes, como fetos, crianças e débeis mentais trazem em si a natureza corrompida pelo pecado.

Adão e a humanidade

Os primeiros pais não eram somente a origem da humanidade, mas constituíam toda ela, sendo desta forma, não apenas representantes, mas a humanidade plena e total.

Pela queda, a humanidade se tornou corrompida em seu todo, e assim continuará até a segunda vinda de Cristo. O pecado original é um mal herdado por toda a humanidade, mas não tem a amenidade de ser um pecado coletivo, ele grava cada um da espécie humana individualmente. Além do pecado original, cada pessoa carrega sobre si o peso dos pecados atuais, os quais cometem implacavelmente no dia a dia, mesmo os regenerados em Cristo continuam a carregar o peso do pecado original e dos pecados factuais, os quais persistem em toda vida terrena do crente.

Romanos 5,12: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

Capítulo VI, Seção 4 – A queda e os pecados do dia a dia

Desta corrupção original pela qual ficamos totalmente indispostos, adversos a todo o bem e inteiramente inclinados a todo mal (1), é que procedem todas as transgressões atuais (2).

1 - Romanos 7,18: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo”.

2 - Mateus 15,19: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”.

Resumo:

O pecado original é o mesmo para todos os seres humanos vivos, eleitos e réprobos.

Os pecados individuais procedem da queda e do pecado original.

O pecado de todos os homens

O pecado original é comum a todos os homens e está presente na natureza humana, sendo igual para todas as pessoas nascidas por geração ordinária sem exceção. Como diz o salmista, todos são concebidos em pecado e gerados em iniquidade, o pecado original faz parte da natureza humana em cada ser existente.

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

A existência de santos

Todos pecaram, carecem da glória de Deus, nenhuma pessoa alcançará a perfeição nesta vida terrena, não há distinção, ninguém constitui exceção: Maria, Pedro, João, Paulo e todos os apóstolos nunca se colocaram como pessoas excepcionais e livres do pecado, pelo contrário sempre confessaram a dependência absoluta e total de Cristo para sua salvação.

O que diz o apóstolo Paulo:

1 Timóteo 1,15: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”.

O apóstolo Pedro:

Lucas 5,8: “Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador”.

O apóstolo João:

1 João 1,10: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

Maria:

Lucas 1,46-47: “Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”.

Como vemos nestas declarações, comprovadamente bíblicas, nenhum homem é perfeitamente santo nesta vida.

Capítulo VI, Seção V – A regeneração e a queda

Esta corrupção da natureza persiste durante esta vida, mesmo naqueles que são regenerados (1); e, embora seja ela perdoada e mortificada por Cristo, todavia tanto esta corrupção da natureza, como os seus impulsos são real e propriamente pecado (2).

1 - Romanos 7,14: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”.

2 - Romanos 7,20: “Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”.

Resumo

A graça de Deus não remove o pecado nesta vida, todos os eleitos continuam pecadores, porém remidos em e por Cristo.

O pecado original e os pecados factuais continuam a existir nos eleitos, mesmo depois de justificados, durante toda vida terrena.

Todos os pecados procedem da queda

Não há a mínima possibilidade de um ser humano se tornar santo durante esta vida terrena, no sentido de ser isento da mácula original e também isento da possibilidade de cometer pecado. A herança do pecado adâmico, que atinge todas as pessoas, corrompe-as e gera tendências, pensamentos e atos pecaminosos. Sinais externos de santidade, ausência de atos observados de pecado, não servem de prova para beatificações, os que escondem os pecados são geralmente hipócritas, mais pecadores que os outros, como acontecia aos escribas e fariseus.

1 João 1,10: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

O termo “santo” usado no Novo Testamento provém do grego clássico e, como tal, não tem nenhum sentido moral ou religioso. O pecador eleito, vocacionado, justificado e regenerado por Cristo, torna-se santo no sentido de “separado” por Deus e para Deus, embora continue pecador.

Léxico grego Dr. Strongs - SANTO (vdq - qodesh): Aquilo que está de acordo com a idéia geral e instintiva do direito (neste caso representado pelas leis de Deus), acima de um sistema particular de verdade geográfica, histórica, social, legal ou religiosa. Acima também de honra e veneração entre os homens. Separado por Deus para seu serviço ou para sua glória, separado do mal e da corrupção.

Louis Berkoff - A SANTIDADE EM RELAÇÃO A DEUS: “Não é correto pensar na santidade primariamente como uma qualidade pessoal, moral ou religiosa, como geralmente se faz. Sua idéia fundamental é a de uma posição ou relação existente entre Deus e uma pessoa ou coisa”.

Capítulo VI, Seção VI – O pecado é a transgressão da lei:

Todo o pecado, tanto o original como o atual, sendo transgressão da justa lei de Deus e a ela contrário e pela sua própria natureza torna culpado o pecador (1) e por essa culpa está ele sujeito à ira de Deus e à maldição da lei (2), e como consequência exposto à morte com todas as misérias espirituais, temporais e eternas (3).

1 - 1 João 3,4: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei”.

2 - Efésios 2,3: “Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”.

3 - 2 Tessalonicenses 1,9: “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”.

Resumo:

O pecado original é uma violação tão real da lei quanto os pecados individuais.

Tanto o pecado original como os pecados individuais consistem em transgressão da Lei, estando sujeitos à ira de Deus e ao castigo infindável no inferno.

Somente a graça de Deus em Cristo salva o pecador da miséria espiritual e do castigo no inferno.

O pecado e a regeneração

Mesmo após a justificação, a corrupção inerente ao pecado original persiste no regenerado enquanto ele viver, permanecendo nele a culpa e a sujeição ao pecado, tornando merecida a imposição do castigo que todo pecador merece. Desta forma, o homem, mesmo sendo eleito por Deus para a salvação, somente pode ser perdoado pela vida perfeita e pelo sacrifício vicário e substitutivo de Jesus Cristo, que sofreu toda penalidade do pecado em lugar do seu povo, propiciando desta forma a ira de Deus.

A regeneração é a obra contínua e de total abrangência do Espírito Santo, pela qual o crente persevera na sua salvação guiado pelo Espírito durante toda sua vida, porém, sem jamais conseguir nesta vida terrena a completa santificação. Se o crente, por mais maduro que seja, for abandonado pelo Espírito, ele se volta imediatamente ao pecado e à satisfação de sua natureza corrompida e degenerada.

2 Coríntios 4,6-7: “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”.

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario

busy
Última atualização em Seg, 30 de Janeiro de 2012 09:53  

Aviso

Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom". Louvado seja Deus!

  • Temos para download 717 Livros
  • Este site tem um total de 1653 itens publicados em Artigos

Adicionar aos Favoritos

Adicione aos Favoritos!

Estatísticas

vivendopelapalavra.com
Na internet desde Outubro/2011
Total de visitas até outubro de 2017:
934.835
Total de páginas visitadas até setembro/2017:
2.405.646

Assista Também