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16 – Capítulo XI - JUSTIFICAÇÃO

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Confissão de fé de westminster

Por: Helio Clemente

16 – Capítulo XI - JUSTIFICAÇÃO

 

Capítulo XI, Seção I – A justificação:

Os que Deus chama eficazmente, também livremente justifica (1). Esta justificação não consiste em Deus infundir nos justificados a justiça, mas em perdoar os seus pecados e em considerar e aceitar as suas pessoas como justas. Deus não os justifica em razão de qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas somente em consideração à obra de Cristo; não lhes imputando como justiça a própria fé, o ato de crer ou qualquer outro ato de obediência evangélica, mas imputando a eles a obediência e a satisfação de Cristo (2), propiciando que se firmem nele e o recebam pelo dom da fé que não têm em si mesmos, mas que é um dom de Deus (3).

1 - Romanos 3,24: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.

2 - 2 Coríntios 5,19: “A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”.

3 - Efésios 2,8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.

Resumo:

Deus justifica de forma definitiva todos os seus eleitos e somente estes.

A justificação é um ato judicial de Deus, onde o eleito é declarado justo pela imputação da justiça de Cristo.

A justificação não torna os eleitos moralmente conformados à justiça de Deus, nem os torna santos em nenhum momento de sua vida terrena.

Justificação

A palavra justificação é um termo jurídico e tem origem na palavra grega – dikaiosis – que significa absolvição de uma culpa que pesava sobre o acusado, como se outra pessoa tivesse pago a fiança pelo crime cometido. Deus, como supremo juiz, condenou toda humanidade na pessoa de Adão, porém, em sua infinita misericórdia, escolheu alguns de entre a humanidade caída, para cumprir, Ele mesmo, a sentença de morte que era destinada a estas pessoas. Jesus Cristo, perfeito homem e perfeito Deus, é o representante judicial dos eleitos perante Deus, pelo crédito de sua justiça perfeita, os eleitos são justificados.

Colossences 2,9: “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.

Ao morrer Jesus exclama: Está consumado! Esta também é uma expressão jurídica, no Império Romano era o termo que se carimbava em uma promissória quitada, estava liquidada, nada mais era exigido em relação àquela dívida.  Por outro lado, a justificação não é o mero perdão das dívidas, mas inclui a declaração de que todas as reivindicações da lei são satisfeitas para com a pessoa que recebeu a justificação, desta forma, ela passa a ter direito às promessas do pacto da vida que estavam interrompidas desde a queda: Paz com Deus, certeza da salvação e a adoção como filhos de Deus.

A justificação é um ato de absoluta soberania divina que redime, em Cristo, a penalidade cabível ao pecado, mas não declara ou considera o pecador inocente, nem tampouco assegura santidade, honras ou recompensas.

1 Coríntios 15,21-22: “Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

Os réprobos continuarão a ser homens naturais por toda sua vida terrena, podem receber iluminação parcial, aparentar conversão, ser membros de igrejas, prestar serviços na congregação, mas continuarão sempre homens naturais, atribuindo seus atos à sua alta capacidade moral e considerando-se merecedores de sua justificação.

Mateus 7,22-23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci(*). Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”.

(*) Conhecer: Como usado no verso acima é um termo com implicação bastante diferente do que significa hoje para nós. Conhecer, neste contexto, significa amar com profundidade e constância, estar comprometido com alguém de forma inalienável. Neste caso específico significa estar ligado a Cristo desde a eternidade. No termo anterior, quando Cristo diz nunca, ele está se reportando à sua existência eterna, ele nunca os amou e nunca se propôs a salvá-los, nem na eternidade nem tampouco nesta vida terrena.

A justificação antecede a fé em Cristo e o arrependimento para a vida, que são dons de Deus. Muito se engana aquele que pensa que os sofrimentos nesta vida serão compensados na vida futura, nada, absolutamente nada no homem condiciona o favor da graça divina, nem a crença, ou a fé que provém supostamente de si mesmo, nem as obras sociais, nem a caridade, nem a dedicação ou serviço na igreja.

A escolha de Deus foi efetuada na eternidade, realizada no tempo pelo Verbo Divino e aplicada efetivamente pelo Espírito nos seus escolhidos, todavia, eles não são transformados milagrosamente em pessoas puras e sem pecado, os crentes continuam carregando seus pecados nesta vida, pois como já foi dito, Deus não considera o eleito justo, mas atribui a ele a justiça perfeita de Cristo.

Capítulo XI, Seção II - A justificação é pela fé somente:

Fé, sendo recebida e permanecendo em Cristo e sua justiça, é o único instrumento de justificação (1); ela, contudo não está sozinha na pessoa justificada, mas sempre acompanhada de todas as outras graças salvíficas e não é uma fé morta, mas age através do amor (2).

1 - João 1,12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”.

Gálatas 5,6: “Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor”.

Resumo:

A fé é recebida pela graça de Deus em e através de Cristo; não consiste em capacidade ou esforço humano.

Esta fé, assim recebida, é decorrente da justificação e não constitui mérito para a salvação, sendo, pelo contrário, fruto da salvação.

Fé e obras

A fé não é uma criação humana baseada em esforço ou justiça própria, a fé que se firma exclusivamente em Cristo e nele confia como o único e suficiente salvador é um dom de Deus, não é explicada pela racionalidade dos pensamentos, nem pelo conhecimento científico, nem é originária das opções e desejos dos homens, mas sempre um dom de Deus aos seus eleitos.

O que são então as boas obras? As boas obras são o resultado da justificação e não constituem mérito para a salvação, pois foram preparadas por Deus, na eternidade, para que seus filhos andem nelas em novidade de vida.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

A fé não é uma capacidade pela qual o homem vem a merecer sua justificação, neste caso transforma-se a fé em obra meritória para a salvação, a fé é o dom de Deus, procedente da justificação, pelo qual Ele chama seus filhos das trevas para a maravilhosa luz de Cristo.

Colossences 1,13: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”.

O amor de Deus

A fé age através do amor, todavia é preciso entender que o amor de Deus não consiste em sentimentos de ternura ou afeto pelas pessoas, pois Deus é imutável e por consequência impassional. O amor de Deus consiste em atos práticos, cuja percepção ocorre pela fé:

1 - Ele mandou seu Filho amado para cumprir o plano de redenção do seu povo;

2 - Ele concede a comunhão permanente do Espírito para preservação dos eleitos;

3 - Ele provê os meios de graça para aproximar os eleitos e restaurar a comunhão consigo: A Palavra, a oração e o louvor.

Sem a manifestação do amor de Deus, a aceitação dos atos de graça é impossível. Deus é imutável, este amor se manifesta exclusivamente na encarnação, na vida perfeita e no sacrifício vicário de Cristo, o único e perfeito mediador entre Deus e o homem. Sem a existência do mediador nenhum ato do homem seria aceitável a Deus em nenhuma época da história de humanidade: Presente, passado ou futuro.

1 João 4,9-10: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.

Capítulo XI. Seção III – O sacrifício de Cristo é único e suficiente

Cristo, por meio de sua obediência e morte quitou completamente a dívida de todos os que são por este motivo justificados, e fez uma satisfação justa, real e plena à justiça de seu Pai em favor deles (1). Contudo, como Cristo foi dado pelo Pai no lugar deles (2) e sua obediência e a satisfação foram suficientes por todos eles (3) e ambas gratuitamente, não por qualquer coisa neles existente, a justificação deles é tão somente da livre graça (4) a fim de que tanto a rigorosa justiça de Deus, como a sua abundante graça sejam glorificadas na justificação dos pecadores (5).

1 – Romanos 5,8: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

2 – João 3,16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

3 – Isaías 53,6: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos”.

4 – Romanos 3,24: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.

5 – Efésios 2,7: “Para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”.

Resumo:

A justiça de Cristo é única e suficiente, nada mais é necessário ao homem para sua justificação.

A justificação procede, ativa e unilateralmente, de Deus.

Cristo e a graça

Para manifestação de sua graça, Deus tem que sacrificar algo: A lei, os eleitos ou a si mesmo. O sacrifício da lei implica na quebra dos princípios de justiça, o sacrifício dos eleitos é de validade nula, pois o homem finito não pode jamais quitar a dívida com o Ser infinito de Deus, por estes motivos o sacrifício de Cristo, o Verbo de Deus, é a base única da salvação. A justiça perfeita de Cristo satisfez plenamente todas as exigências da lei e da justiça de Deus e tornou a justificação gratuita para o seu povo, que lhe foi dado por Deus antes da fundação do mundo.

João 17,9: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”.

A livre graça de Deus somente pode se realizar através do pleno cumprimento de sua justiça, este foi um ato jurídico levado a efeito pelo sacrifício de seu Filho eterno; mas, neste caso, a graça somente pode ser manifesta de maneira plena se existe um povo específico representado pelo Salvador.

Se Cristo não era representante de ninguém especificamente, sua vida de perfeita obediência e seu sacrifício não teriam sentido, tornar-se-iam sem propósito, inconsequentes e vãos.

Por outro lado, suponha o seguinte: Cristo morreu por uma pessoa que não será salva, os pecados desta pessoa são punidos duas vezes, a primeira em Cristo, que pagou pelos pecados desta pessoa e outra vez na própria pessoa, que pagará pelo mesmo pecado no inferno, que se pode dizer? Ninguém pode ser condenado pelo mesmo crime duas vezes, isto é incompatível mesmo com a justiça dos homens, quanto mais com relação à justiça perfeita de Deus.

Hebreus 9,26: “Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado”.

A justiça de Deus cumpre-se no Verbo encarnado e livra os escolhidos da penalidade eterna, todavia, sem remissão de pecados próprios e sem o livramento das penalidades temporais impostas pela disciplina do Todo-Poderoso.

Jó 5,17: “Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso”.

Capítulo XI, Seção IV – Somente os eleitos serão justificados

Desde toda a eternidade, Deus decretou justificar todos os eleitos (1); Cristo, no cumprimento do tempo, morreu pelos pecados deles e ressuscitou para a justificação deles (2); contudo, eles não são justificados até que o Espírito Santo, no tempo próprio, lhes aplica de fato os méritos de Cristo (3).

1 – 1 Pedro 2,9: “Vós, porém, sois raça eleita (*), sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

(*) Raça eleita: Ninguém elege a si mesmo, a eleição sempre pressupõe uma ação externa às pessoas eleitas, neste caso, tratando-se de povo de propriedade de Deus, somente Deus pode fazer a escolha.

2 – Gálatas 4,4-5: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”.

3 – João 3,3: “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Resumo:

Os eleitos de Deus são escolhidos na eternidade, mas justificados no decorrer do tempo.

A aplicação da justificação acontece durante a vida terrena do crente, ninguém será justificado após a morte.

O propósito eterno de Deus

Deus, desde toda eternidade, decretou a queda de todos os homens para realização do seu plano eterno. A encarnação e o sacrifício de Cristo não foram uma solução de emergência para salvar homens rebeldes sobre os quais o supremo Criador perdeu o controle, a morte de Cristo foi determinada na eternidade e realizada exatamente no tempo previsto, com efeitos no presente, passado e futuro de seus eleitos e somente destes.

1 Pedro 1,19-20: “Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós”.

O tempo da salvação

Cristo pagou, em si mesmo, a penalidade devida pelo seu povo, este pagamento, todavia, não é como se fosse a quitação de uma dívida financeira, onde a pessoa se torna inocente após o pagamento, esta quitação realizada por Cristo é melhor comparada ao pagamento de uma fiança, que coloca o criminoso em liberdade.

Este acerto existe eternamente entre Deus Pai, o soberano juiz, representante da Trindade ofendida e o Verbo, representante e fiador do povo eleito. Cristo morreu em favor de seu povo em função deste pacto realizado na eternidade entre ele e seu Pai.

Pode-se ver novamente aqui, a necessidade da representação, tanto para o Pai, que representa a Trindade ofendida, quanto para o Filho que representa um povo específico, caso contrário não existe propósito no acerto entre Deus o Pai e Deus o Filho.

A aplicação da justificação é um ministério do Espírito Santo no momento determinado por Deus, outorgando ao eleito a fé em Cristo e o arrependimento para a vida. O Espírito realiza no crente o amor e a compreensão da Escritura, o recebimento de Cristo pela fé, o arrependimento para mudança de vida, a conversão e a perseverança na salvação durante toda vida terrena do crente.

Tito 3.5: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”.

Capítulo XI, Seção V – Os pecados dos crentes

Deus continua a perdoar os pecados daqueles que são justificados (1), e ainda que não podem jamais cair do estado de justificação (2), poderão, contudo, em decorrência de seus pecados, cair no desprazer paternal de Deus e serem privados da luz de seu rosto, até que se humilhem, confessem os seus pecados, supliquem o perdão e renovem sua fé e seu arrependimento (3).

1 - 1 João 2,12: “Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome”.

2 - João 10,28-29: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.

3 - 1 João 1,9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Resumo

Aqueles que são justificados por Deus não se tornam justos ou santos, continuam pecadores durante toda sua vida terrena.

Todavia, o pecado não agrada ao crente, ele se arrepende sinceramente e pede o perdão de Deus.

Seus pecados são perdoados, mas o perdão não os exime da disciplina.

Os pecados dos crentes

Pela queda, o homem tem a sua natureza corrompida e degenerada, sendo incapaz de praticar qualquer ato no sentido de agradar a Deus ou trabalhar por sua própria salvação. Mesmo depois de justificado, o homem ainda carrega em si o peso do pecado original, que o leva a cometer os pecados factuais, de sua inteira responsabilidade.

Por estas condições, e também devido às limitações impostas pelos sentidos e pela natureza material, o homem não consegue manter-se em permanente estado de pureza e separação do meio ambiente que o cerca, assim, o crente tem a necessidade da ação contínua do Espírito na sua preservação, operando a sua regeneração, de forma que, o crente, apesar de não atingir a santidade plena nesta vida, caminha sempre em direção a ela.

1 João 1,8: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”.

O Espírito conduz o eleito de forma que o pecado não o destrua, mas que ele se arrependa e não tenha sua vida perdida, ao contrário dos réprobos, nos quais o pecado se desenvolve de forma incontrolada destruindo seu caráter e seu espírito. No caso dos réprobos religiosos, o pecado perverte o seu sentimento, levando à adoração da criatura em lugar do criador, atribuindo a si mesmo o mérito pela justificação.

Romanos 1,25: “Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!”

A disciplina de Deus

O amor de Deus consiste em atos práticos, pois Deus é eterno, e como consequência imutável e impassional, um desses atos práticos é a disciplina, através da qual Deus corrige seus filhos para confissão e arrependimento de seus pecados.

Hebreus 12,4-7: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?”

Capítulo XI, Seção VI – Os crentes do Velho Testamento

A justificação dos crentes sob o Velho Testamento é, em todos estes respeitos, a mesma justificação dos crentes sob o Novo Testamento (1).

1 – Hebreus 11,13: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra”.

Resumo

Existe somente um pacto de Deus com o homem, que se manifesta de formas diversas ao longo do tempo, mas todas as formas de administração do pacto ao longo da história são unicamente em Cristo e somente os eleitos são incluídos nos benefícios no pacto.

O Velho e o Novo Testamento

Não há separação entre a lei e a graça, todos os que foram salvos no Velho Testamento, o foram pela graça de Deus, pois pelas obras da lei ninguém foi ou será salvo.

Romanos 3,20: “Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”.

Não há separação entre o povo de Deus no Velho e Novo Testamentos, a igreja de Cristo é a continuação do povo Hebreu, todos os salvos de todos os tempos constituem o Reino de Deus, sem separação ou discriminação.

Não existe hierarquia no Reino, pois todos são salvos pela justiça perfeita de Cristo sem nenhum mérito próprio, por este motivo todos os salvos são perfeitamente iguais perante Deus.

Gálatas 6,15-16: “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus”.

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