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17 – Capítulo XII - ADOÇÃO

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Confissão de fé de westminster

Por: Helio Clemente

17 – Capítulo XII - ADOÇÃO

Capítulo XII, Seção 1 – Da adoção

 

A todos que são justificados, Deus é servido, em seu único Filho Jesus Cristo e somente por ele, fazer participantes da graça da adoção (1). Pela graça eles são recebidos no número dos filhos de Deus (2), gozam de liberdade e privilégios; têm sobre si o nome de Deus e recebem o Espírito de adoção (3), têm acesso com confiança ao trono da graça e são habilitados a clamar: Aba, Pai. São tratados com comiseração (4), protegidos, providos e por ele corrigidos, como por um pai (5); nunca, porém, abandonados (6), mas selados para o dia da redenção, e herdam as promessas, como herdeiros da eterna salvação (7).

1 - Efésios 1,5: “Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

2 - João 1,12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”.

3 - Romanos 8,15: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, {Aba; no original, Pai} Pai”.

4 - Salmo 103,13: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem”.

5 - Hebreus 12,7: “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?”

6 - Hebreus 13,5: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”.

7 - Hebreus 1,14: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?”

Resumo

Os crentes são filhos de Deus por adoção no ato da justificação, não por geração de pais crentes ou por criação em lares cristãos.

Os eleitos adotados adquirem direitos e obrigações inalienáveis perante Deus.

Da adoção

Após a justificação todos os crentes são recebidos por Deus como filhos por adoção, a justificação traz ao eleito uma consumação imediata no seu relacionamento com Deus e com a lei, tornando o relacionamento com Deus desejável, a fé em Cristo e o arrependimento para a vida possível. Isto é realizado através de uma mudança efetuada de forma unilateral em sua natureza humana, pois apesar da humanidade ter caído completamente na queda, o homem conserva em si a imagem de Deus, o que permite a adoção dos eleitos.

2 Pedro 1,4: “Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”.

Adoção de filhos em Israel

A adoção não era praticada no antigo Israel, quando a mulher era estéril, o homem suscitava seus filhos através das servas, o filho, porém, não pertencia à serva, mas à esposa que se tornava desta forma mãe por direito e de fato. Este costume é anterior à lei mosaica e tem sua regulamentação no Código de Hamurabi, rei da Caldéia, pelo qual se regiam os patriarcas, que têm sua origem na cidade de Ur, capital da Caldéia.

No pacto da graça esta comparação é trazida para a igreja de Cristo, os filhos que são gerados pelos seus pais na carne, quando justificados por Deus, passam a ser filhos de Deus. É importante lembrar que a igreja é um instrumento utilizado por Deus para congregar seus filhos, não é, de forma alguma o agente na justificação, adoção ou regeneração, o único agente na salvação é Deus.

Também não se deve confundir a igreja local com a igreja de Deus, na igreja local o joio e o trigo estão misturados enquanto a igreja de Deus é constituída somente pelos seus eleitos, escolhidos em Cristo.

João 17,23: “Eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”.

A graça e a adoção

Antes da vinda de Cristo, o único povo adotado por Deus eram os hebreus, fato este que, consequentemente, excluía os outros povos. O pacto da graça, nesta época representado pelo Pacto Abraâmico e Pacto Mosaico, foram feitos exclusivamente com Abraão e seus descendentes.

Êxodo 4,22-23: “Dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito”.

Agora, porém, em Cristo todas as raças se unem formando um só corpo dos filhos de Deus, a distinção não é mais étnica, mas definida pelos Decretos Eternos na predestinação e eleição de seus filhos de qualquer origem ou condição.

A adoção, em todos os tempos, é uma decisão divina que tem origem na vontade soberana de Deus, tornada possível pela redenção que há em Cristo. A adoção acontece pela reconciliação do homem natural com Deus através do sacrifício substitutivo e da mediação eterna do Cordeiro, o homem só pode ser adotado por Deus porque Ele os enxerga e recebe por meio de seu Filho amado.

Efésios 1,4-5: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

As bênçãos da adoção

A adoção é um ato da graça de Deus em Cristo, ninguém se faz filho de Deus, a ordem da salvação (ordo salutis) é a seguinte: Eleição eterna, nascimento físico, chamado eficaz, justificação, adoção, regeneração e glorificação na segunda vinda de Cristo.

As bênçãos da adoção são as seguintes:

Sustento - Mateus 6,26: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?”.

Esperança - Romanos 5,2: “Por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”.

Segurança - Romanos 8,38-39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Herança - Romanos 8,17: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”.

Comunhão - Gálatas 4,6: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!”

Disciplina - Hebreus 12,6: “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”.

O filho de Deus não precisa convencer a si mesmo ou convencer aos outros da sua condição, esta convicção procede do Espírito que opera no coração do crente, de forma que produz nos filhos de Deus, paulatinamente, mas de forma segura, a convicção natural do amor de Deus e da salvação unicamente em Cristo.

Efésios 1,13-14: “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória”.

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