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20 – CAPÍTULO XV – ARREPENDIMENTO

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Confissão de fé de westminster

Por: Helio Clemente

20 – CAPÍTULO XV – ARREPENDIMENTO

Capítulo XV, Seção I – Arrependimento, um dom de Deus

O arrependimento para a vida é uma graça evangélica (1), e esta doutrina deve ser proclamada por todo ministro do evangelho, assim como a da fé em Cristo (2).

1 - Zacarias 12,10: “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito”.

2 - Lucas 24,47: “E que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém”.

Resumo

 

O arrependimento é um dom de Deus dado aos seus eleitos após a justificação.

O arrependimento não é para a salvação, mas fruto da salvação.

O arrependimento não é somente remorso, pois traz em si o desejo sincero de uma profunda mudança de vida.

Arrependimento, dom de Deus

O arrependimento, como dom de Deus, tem o sentido de mudança de vida, não é remorso, que é uma tristeza profunda sem o sentido da mudança. A definição de arrependimento como graça evangélica implica que ele é concedido por Cristo aos eleitos de Deus, a quem é dirigida a mensagem do evangelho.  Este arrependimento é uma decisão de Deus na eternidade, não se voltam para Deus aqueles que não foram escolhidos; o chamado para o arrependimento só é eficaz para o povo de Deus.

O arrependimento psicológico, originado por atos inconsequentes dos homens, resulta em remorso, às vezes profundo, como no caso de Judas, mas não levam à mudança de vida e não podem ser definidos como o arrependimento evangélico que somente é levado ao coração dos filhos de Deus pelo Espírito Santo.

Romanos 8,14: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”.

O arrependimento sincero leva ao reconhecimento da natureza depravada do homem, onde o Espírito traz à tona todas as fraquezas e corrupções, criando a consciência do pecado e da ofensa a Deus que representam estes pecados.

Desta forma, o cristão sente a necessidade de mudança de vida, alterando sua condição de homem natural para dar lugar à nova criatura – o novo nascimento. O verdadeiro crente sente que não está desamparado nesta mudança de vida, mas irá perseverar através da comunhão do Espírito durante toda sua vida. Todo aquele que se julga capaz de mudar sua vida voltando-se voluntariamente para Deus, engana a si mesmo negando a graça de Deus e a obra de Cristo na Cruz.

João 10,26-29: “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.

Os pecados que persistem

O arrependimento não significa que o crente será perfeito, mas que ele irá perseverar ao longo de sua vida caminhando sempre em direção ao aperfeiçoamento.  O regenerado irá pecar, irá escorregar, encontrará momentos difíceis em sua vida, mas irá perseverar na regeneração, não por sua capacidade, mas preservado pelo selo e pelo penhor do Espírito durante toda sua vida terrena.

Romanos 8,11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”.

Capítulo XV, Seção II – O arrependimento real

Pelo arrependimento, o pecador, movido pela percepção e sentido não só do perigo, mas também da impureza e odiosidade do pecado como contrários à natureza santa e à justa lei de Deus e pela apreensão da misericórdia divina manifestada em Cristo para aqueles que recebem o arrependimento, entristece, e odeia os seus pecados, voltando-se deles para Deus (1), esforçando-se e propondo a si mesmo andar com ele em todos os caminhos dos seus mandamentos (2).

1 - Ezequiel 36,31: “Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações”.

2 - Salmo 119,10: “De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos”.

Resumo

O arrependimento é uma mudança de vida que tem origem na eleição eterna e não constitui mérito para a salvação.

Depois desta mudança de vida, o crente odeia o pecado e procura, dentro de suas limitações, viver de acordo com os mandamentos de Deus.

A fonte da vida

Já foi visto que o arrependimento, assim como a fé, são resultados da salvação e não causa da mesma, o pecador regenerado somente consegue se aproximar de Deus pela justiça de Cristo a ele imputada, Deus o declara justo pela imputação da justiça perfeita de Cristo, apesar de que nada em si mesmo o faz merecedor desta justiça que provém unicamente da graça.

Este é o milagre da salvação, se ela dependesse do homem seria efêmera, transitória e jamais se efetivaria. Como os ramos na videira, os eleitos regenerados passam a receber a seiva da vida diretamente de Jesus Cristo e a ele estão ligados eternamente através do Espírito Santo que habita no crente.

João 14,16-17: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós”.

O homem natural é corrompido, voltado para o mal e inimigo de Deus pela sua natureza degenerada, mas todos os homens têm em si a consciência de Deus, o que torna possível o chamado dos eleitos para a fé e o arrependimento; por outro lado, esta mesma consciência, no homem natural, só irá servir para acusá-lo, pois apesar do homem ser incapaz de decidir por si mesmo pela fé e arrependimento sua consciência o torna responsável perante Deus.

Romanos 1,18-20: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.

Capítulo XV, Seção III – Arrependimento, manifestação da graça

Ainda que não devamos confiar no arrependimento como sendo de algum modo uma satisfação pelo pecado ou em qualquer sentido a causa do perdão destes pecados (1), o que é ato da livre graça de Deus em Cristo (2), contudo, ele é de tal modo necessário aos pecadores, que sem ele ninguém poderá esperar o perdão (3).

1 - Tito 3,5: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”.

2 - Romanos 3,24: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.

3 - Atos 17,30: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam”.

Resumo

O arrependimento é um dom de Deus e não deve trazer ao crente nenhuma espécie de satisfação pessoal.

Todavia, ninguém será salvo aparte deste arrependimento.

O arrependimento visto de forma negativa

O arrependimento, visto de forma negativa, pode condenar ao invés de conduzir ao perdão, a única visão bíblica do arrependimento é como um dom de Deus originado na eleição eterna, baseado na salvação em Cristo e aplicado pelo Espírito, sem mérito salvífico ou participação do homem. Como este arrependimento é visto de forma negativa? Aqui estão as principais:

- As seitas ou denominações evangélicas arminianas, defensoras do livre arbítrio, acreditam que Cristo morreu por toda humanidade e que a graça de Deus e o sacrifício de Cristo não são suficientes para justificar o homem, sendo que a salvação depende do mérito e da decisão do próprio homem. Desta forma, o arrependimento torna-se uma realização humana e leva à salvação pelo esforço moral e ético do homem.

A grande maioria das igrejas evangélicas, mesmo aderindo a regras de fé que honram a soberania de Deus, têm mergulhado nesta prática herética por pressão de seus membros, que pretendem, de alguma forma participar de sua própria salvação. A aceitação, por parte dos eclesiásticos, e principalmente a conivência com esta prática nefasta, está destruindo a igreja a partir da própria igreja, trocando a adoração ao Criador pelo louvor à criatura. Os homens podem ser iludidos com facilidade, mas e Deus?

Gálatas 6,7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.

- A igreja romana afirma a doutrina da penitência que inclui a confissão dos pecados a um sacerdote que impõe obras penosas ao fiel, com o fim de que este receba o perdão pelos pecados através da penitência. Após o cumprimento da penitência o pecador é absolvido de seus pecados pelo sacerdote e recebe os sacramentos da igreja como selo deste perdão. Esta forma de procedimento transfere de Deus para a igreja o poder da salvação, e para os sacerdotes o poder de Cristo para propiciação da ira de Deus e perdão dos pecados.

Catecismo da Igreja Católica, Capítulo XI: “Como todos os sacramentos, a Penitência é uma ação litúrgica. São esses ordinariamente os elementos da celebração: Saudação e bênção do sacerdote, leitura da Palavra de Deus para iluminar a consciência e suscitar a contrição, exortação ao arrependimento; confissão que reconhece os pecados e os declara ao padre; imposição e aceitação da penitência; absolvição do sacerdote; louvor de ação de graças e despedida com a bênção do sacerdote”.

Se alguém se propuser a indicar uma sistemática relativa ao perdão dos pecados com a condição que esteja em total discordância com a Escritura, não conseguiria mais do que foi feito pela igreja romana neste tópico de seu catecismo, as aberrações são chocantes do começo ao fim, como se a intenção precípua fosse efetivamente a negação total e absoluta da Palavra de Deus. Será que foi outra?

Jonas 2,9: “Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!”

O arrependimento transformado em obras

A moderna igreja evangélica entende que o arrependimento é necessário para a
salvação, todavia, pretendem transformar um dom de Deus em decisão humana. Esta doutrina, o livre-arbítrio, vem sempre disfarçada de grande piedade, pregando uma doutrina da “graça” pela qual Cristo morreu por toda humanidade, de forma que o pecador pode resistir ou aceitar a salvação oferecida, sendo que o arrependimento se torna necessário e meritório à salvação conquistada pelo homem.

O cristão não pode se acovardar diante desta falsa doutrina, deve combatê-la
e denunciá-la, pois o grande perigo das heresias na igreja cristã é que elas não negam diretamente a Deus, mas atribuem ao homem a possibilidade ou o encargo da fé e do arrependimento como obras meritórias para a salvação.

Apocalipse 7,10: “E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”.

O arrependimento e a igreja

A igreja local tem, não apenas o direito, mas a obrigação de excluir do rol de seus membros todo aquele que não se arrepende e se rebela contra os princípios e doutrinas fundamentais adotados pela igreja, pois todo aquele que não aceita as doutrinas básicas da igreja, em princípio, não se arrependeu para a vida.

Todavia, a igreja local, apesar de sua autoridade não pode jamais declarar uma pessoa excluída da salvação, pois não compete à igreja determinar a quem Deus deve perdoar ou não, a exclusão que cabe é apenas da igreja local, somente Deus conhece os seus eleitos e o momento em que receberão o dom da fé e do arrependimento para a vida.

Capítulo XV, Seção IV – Pequenos pecados

Como não há pecado tão pequeno que não mereça a condenação (1), assim também não existe pecado tão grande que possa trazer condenação sobre os que se arrependem verdadeiramente (2).

Tiago 2,10: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos”.

Romanos 8,1: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

Resumo

Não existe, como afirma a igreja de Roma, o pecado venial, aqueles pecados pequenos que não merecem condenação.

O pecado, por menor que seja, é ofensivo a Deus e traz condenação eterna ao pecador.

O pecado sob a graça

O menor dos pecados traz a condenação eterna, todavia, como os eleitos não são salvos por seus esforços, mas pela graça, não existe pecado dos filhos de Deus que não alcance o perdão pelo trabalho perfeito e único de Cristo. O arrependimento é um dom de Deus àqueles a quem decidiu salvar eternamente, por este motivo, todos que se arrependem verdadeiramente são os eleitos e justificados por Deus e todos os seus pecados, passados, presentes e futuros são perdoados em Cristo.

Romanos 8,38-39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Por outro lado, todo aquele que acredita na influência moral do homem na salvação jamais terá o arrependimento para vida, pois nega a graça de Deus e a suficiência e unicidade do trabalho de Cristo, como está escrito: quem tropeça em um ponto (e todos tropeçam) tropeça em toda lei. A única forma de propiciar a ira de Deus é através de Cristo e nada mais poderá ser acrescentado.

1 João 4,10: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.

Capítulo XV, Seção V - Arrependimento individual

Os homens não devem se contentar com um arrependimento geral, mas é dever de todos procurar arrepender-se particularmente de cada um dos seus pecados (1).

1 - 1 Timóteo 1,12-13: “Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade”.

Resumo

O arrependimento é um dom de Deus, mas também um dever pessoal de cada crente, consciente de suas limitações e sempre agradecido a Deus pelos dons concedidos.

O dom e o dever

Apesar do arrependimento, tanto quanto a fé, serem dons de Deus que procedem da justificação, nem por isso deixa de ser uma obrigação e um dever do crente procurar desenvolvê-los, mas este dever só é válido quando se reconhece com humildade que o arrependimento é um dom de Deus aplicado, aos regenerados, pelo Espírito.

Filipenses 2,12-13: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

O poder de restrição do Espírito

Todos os homens são pecadores durante sua vida, mesmo após o novo nascimento, mesmo em sincero arrependimento o homem pecará, como reconhece o apóstolo Paulo humildemente a si mesmo, já no fim de sua vida, como: “o maior dos pecadores”.

O arrependimento traz aos homens a consciência do pecado, mas o Espírito de Deus guarda os eleitos para que não permaneçam no pecado e também os guarda de cometer os pecados para a morte, a que se refere o apóstolo João.

1 João 5,16: “Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue”.

Capítulo XV, Seção VI – Confissão

Como todo homem é obrigado a fazer a Deus confissão particular das suas faltas, orando pelo perdão delas (1); através disso e abandonando o pecado, achará misericórdia (2),  assim também aquele que escandaliza a seu irmão ou a Igreja de Cristo, deve estar disposto, por uma confissão particular ou pública do seu pecado e do pesar que por ele sente, a declarar o seu arrependimento aos que são ofendidos (3); isto feito, estes devem reconciliar-se com ele e recebê-lo em amor (4).

1 - Salmo 32,5: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado”.

2 - 1 João 1,9-10: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

3 - Lucas 17,3: “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe”.

4 - Gálatas 6,1-2: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo”.

Resumo

A confissão dos pecados deve ser feita a Deus em oração.

A ofensa aos irmãos ou à igreja deve ser objeto de confissão pública.

Arrependimento congregacional

A igreja é gerada e mantida pela Escritura, assim o crente só é parte do corpo da igreja quando pelo arrependimento e pela fé, volta-se para a Palavra e para as regras de fé da igreja como única orientação para sua vida. A igreja não tem o poder do perdão dos pecados, mas a obrigação de exigir a retratação do ofensor, depois disto receber o pecador arrependido em compaixão e amor.

Lucas 17,3-4: “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe”.

Pela oração o crente tem acesso a Deus através de Jesus Cristo, o mediador, e faz sua confissão diretamente. A Escritura prevê a confissão entre crentes quando um deles é ofendido e também a confissão pública perante a congregação.

O poder de perdão pertence exclusivamente a Deus e nenhuma atribuição sacerdotal foi concedida a nenhum ministro cristão no Novo Testamento.

É fundamental para o cristão ter continuamente em sua consciência que o único mediador entre Deus e os homens é Cristo, nenhum homem tem o poder de pedir a Deus o perdão por si mesmo, para outra pessoa ou para si mesmo, a não ser através de Cristo, o Salvador.

1 João 2,1: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.

A confissão coletiva

Quando o crente se confronta com uma congregação infiel e pecadora, tocado pelos seus pecados pode fazer a Deus a confissão dos pecados por todos seus irmãos, como no caso de Daniel, que reconhece os pecados de seu povo e pede o perdão para eles. É importante notar, que Daniel coloca-se humildemente entre os pecadores, efetivando desta forma sua súplica.

Daniel 9,7: “A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti”.

Esta passagem é, também, um exemplo muito frutífero da soberania de Deus e a oração: Daniel, mesmo sabendo pelas profecias, a revelação da vontade de Deus, e conhecendo o tempo oportuno da libertação, ora continuamente por esta libertação. Assim deve ser a oração dos filhos de Deus, sabendo que todas as coisas são determinadas na eternidade pela presciência de Deus, mas acontecem no decorrer do tempo, conforme as orações dos crentes, dirigidas pelo Espírito.

Daniel 9,24: “Setenta semanas (anos) estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”.

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