Vivendo Pela Palavra

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Home Confissão de fé 22 – Capítulo xxvii - PERSEVERANÇA

22 – Capítulo xxvii - PERSEVERANÇA

E-mail Imprimir PDF

Confissão de fé de westminster

Por: Helio Clemente

22 – Capítulo xxvii - PERSEVERANÇA

Capítulo XVII, Seção I – O Salvador não perde o salvo

Todos aqueles que Deus aceitou em seu Filho amado, efetivamente chamados e santificados pelo seu Espírito, não podem decair do estado da graça nem total nem finalmente (1); mas, com toda certeza haverão de perseverar neste estado até o fim e serão eternamente salvos (2).

1 – Filipenses 1,6: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”.

2 - João 10,27-29: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.

Resumo

Os eleitos não perdem jamais a salvação, pois esta é uma decisão eterna de Deus.

A preservação do crente é obra do Espírito Santo.

A salvação é eterna

Todas as decisões de Deus são eternas e imutáveis, pois esta é a natureza de Deus, assim também é a salvação, pois é impossível que a mente de Deus mude, Deus não aprende, não esquece e não se surpreende com nada no universo, pois todas as coisas não são simplesmente previstas, mas determinadas em seus Decretos Eternos. Todas as decisões de Deus pertencem à eternidade, acontecendo no tempo, mas existindo de forma sempre presente e imutável na mente de Deus. Desta forma, a preservação dos crentes é assegurada pelo Pai, na eternidade, através da escolha de seu povo eleito, e no tempo pela obra perfeita de Cristo e pela comunhão permanente do Espírito.

1 timóteo 6,16: “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!”

Os defensores do livre arbítrio afirmam a perseverança do homem por suas próprias forças, desta forma, o homem natural tanto pode salvar a si mesmo ou se perder, conforme sua capacidade. Os que assim crêem, negam os efeitos universais da queda de Adão e afirmam que o homem mantém sua capacidade de agradar a Deus e cooperar em sua salvação.

Romanos 5,12: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

Este raciocínio leva a duas situações para a perseverança.

- A primeira é a condição de conseguir um estado de perfeita santificação nesta vida, o que a Escritura diz ser impossível.

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

- A segunda possibilidade é a da remissão dos pecados cometidos ao longo da vida através de atitudes humanas, tais como a penitência, o perdão do sacerdote, a vida monástica ou então a confissão periódica dos pecados cujo perdão dependeria neste caso da sinceridade do pecador e não do sacrifício de Cristo. Ora, a Escritura diz claramente que todos os atos necessários à salvação foram realizados cabal e definitivamente no trabalho de Cristo, nada mais sendo necessário da parte do homem.

Hebreus 7,26-27: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu”.

A perseverança provém da ligação dos salvos com Cristo que é desde a eternidade, esta ligação foi estabelecida pelo Pai e nada poderá quebrar este decreto que Deus estabeleceu soberanamente antes da existência do mundo.

Romanos 8,29-30: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

Capítulo XVII, Seção II – O amor imutável de Deus

Esta perseverança dos santos não depende do livre arbítrio deles, mas da imutabilidade do decreto da eleição, que flui do livre e imutável amor de Deus Pai (1), da eficácia, do mérito e da intercessão de Jesus Cristo (2), da permanência do Espírito, da semente de Deus neles (3) e da natureza do pacto da graça (4); de todas estas coisas vêm a sua certeza e infalibilidade (5).

1 – 2 Timóteo 2,19: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”.

2 – Lucas 22,32: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos”.

3 – João 14,16-17: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós”.

4 – Jeremias 32,38-40: “Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim”.

5 – 2 Tessalonicenses 3,3: “Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno”.

Resumo

A perseverança é obra do Espírito nos eleitos de Deus.

Nenhum homem é capaz de perseverar ou colaborar em sua regeneração aparte do Espírito de Deus.

A possibilidade da perseverança

O primeiro pacto de Deus já mostra a incapacidade do homem em seu estado de inocência, após a queda esta situação mudou para pior pela corrupção da natureza humana na queda, desta forma, a restauração da comunhão com Deus tornou-se impossível para o homem natural. Somente Deus, pela sua determinação eterna pode restaurar a comunhão perdida, para isso o Verbo encarnou e através de uma vida de perfeita obediência e da morte vicária em lugar dos pecadores satisfez a justiça de Deus, permitindo então a manifestação da misericórdia, dirigida àqueles pelos quais Jesus morreu.

O sacrifício de Cristo é perfeito, o chamado de Deus é definitivo e nele está incluída a justificação, o novo nascimento, a adoção, a regeneração e a preservação pelo Espírito em toda vida terrena do crente, de forma que o homem mantenha sua salvação não somente até o fim de sua vida terrena, mas eternamente. O fundamento da perseverança está baseado na imutabilidade dos Decretos Eternos, no pacto da graça, na justiça perfeita de Cristo e no poder de preservação do Espírito Santo.

João 10,28: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

A salvação é, do começo ao fim, uma obra de Deus somente, o homem é passivo em todo processo de salvação, principalmente na perseverança em vista do longo tempo de recorrência. Deus não somente provê a salvação pela graça, mas também os meios e condições para que os seus eleitos sejam preservados pela permanência do Espírito, que habita no filho de Deus conduzindo e mantendo o crente sempre ligado a Cristo e fiel à Palavra, preservando sua salvação até o fim.

Romanos 8,27: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.

Capítulo XVII, Seção III – Os pecados dos salvos

Todavia é possível aos regenerados caírem em graves pecados através das tentações de Satanás e do mundo, do predomínio da corrupção residual e da negligência dos meios para sua preservação e por algum tempo continuar nestes pecados (1); e assim incorrerem no desagrado de Deus (2) e entristecer o seu Santo Espírito (3), vindo a ser privados de suas graças e confortos (4), tendo os corações endurecidos (5) e as suas consciências feridas (6); prejudicando e escandalizando os outros (7) e trazendo sobre si juízos temporais (8).

1 – Mateus 26,69-70: “Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando-se uma criada, lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu. Ele, porém, o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes”.

2 – Isaías 64,7: “Já ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte e te detenha; porque escondes de nós o rosto e nos consomes por causa das nossas iniquidades”.

3 – Efésios 4,30: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção”.

4 – Salmo 32,3-4: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio”.

5 – Salmo 95,8: “Não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto”.

6 – Salmo 51,3: “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”.

7 - Ezequiel 16,54: “Para que leves a tua ignomínia e sejas envergonhada por tudo o que fizeste, servindo-lhes de consolação”.

8 – 2 Samuel 12,10: “Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher”.

Resumo

A preservação do Espírito não torna o crente perfeito, mas mantém sua salvação a despeito dos pecados cometidos.

Deus disciplina e corrige seus filhos durante esta vida terrena.

Pecados dos salvos

A preservação do Espírito, não torna o crente perfeito ou santo nesta vida, todos continuam pecadores, mas o pecado passa a ser um acidente na vida do crente e não mais um modo de vida. Com o tempo o crente passa a odiar o pecado, mas pela sua natureza decaída é incapaz de evitá-lo completamente durante este vida.

1 João 1,8-10: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

Estes pecados dos crentes são cometidos pela determinação divina e por razões que estão acima de nossa compreensão, todavia, esta é uma doutrina revelada e as suas raízes estão no pecado original e na permissão de Deus para que Satanás assedie e atormente seus eleitos visando disciplina e correção para obediência.

Lucas 22,31-32: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos”.

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario

busy
 

Aviso

Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom". Louvado seja Deus!

  • Temos para download 713 Livros
  • Este site tem um total de 1649 itens publicados em Artigos

Adicionar aos Favoritos

Adicione aos Favoritos!

Estatísticas

vivendopelapalavra.com
Na internet desde Outubro/2011
Total de visitas até outubro de 2017:
934.835
Total de páginas visitadas até setembro/2017:
2.405.646