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33 - Capítulo XXVIII - O Batismo

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Confissão de fé de westminster

Por: Helio Clemente

 

33 – Capítulo xxviii - o batismo

Capítulo XXVIII, Seção I – O Batismo

O batismo é um sacramento do Novo Testamento instituído por Jesus Cristo (1), não só para solenemente admitir na Igreja a pessoa batizada (2), mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça (3), de sua união com Cristo (4), da regeneração (5), da remissão dos pecados (6) e também da sua consagração a Deus por Jesus Cristo a fim de andar em novidade de vida (7). Este sacramento, segundo a ordenação de Cristo, há de continuar em sua Igreja até ao fim do mundo (8).

1 – Marcos 16,15-16: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”.

2 – Atos 2,41: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”.

3 – Colossences 2,11: “Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo”.

4 – Gálatas 3,27: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”.

5 – Tito 3,5-6: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador”.

6 – Atos 2,38: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”.

7 – Romanos 6,4: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida”.

8 – Mateus 28,19-20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

Resumo

O batismo é o sinal de admissão do crente na igreja visível.

O batismo é o símbolo da graça, mas não opera ou concede esta graça.

O pacto da graça é a comunhão do Espírito Santo concedida aos eleitos no momento da justificação.

Batismo

O batismo na Igreja Primitiva: A igreja primitiva considerava o batismo, de forma geral, como ligado ao perdão dos pecados e ao novo nascimento, tudo indica que eles acreditavam na regeneração batismal. Todavia, os pais da igreja consideravam que uma disposição positiva da alma era necessária à regeneração, e não atribuíam ao batismo uma posição de necessidade para a iniciação da nova vida, mas o batismo era visto como um ato de consumação desta nova vida em Cristo.

O batismo infantil, dos filhos dos crentes, era bastante comum nos primeiros séculos da era cristã, sendo que o modo do batismo, por imersão, por derramamento ou aspersão não era considerado como diferencial, o modo do batismo não estava em discussão nos primeiros séculos da igreja.

A partir do segundo século, surgiu a ideia de que o batismo infantil era de extrema necessidade, sendo que as crianças não batizadas eram consideradas perdidas. A unicidade do batismo também foi um princípio estabelecido a partir do segundo século, sendo que todas as pessoas batizadas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito não deveriam ser rebatizadas.

O batismo na igreja Romana: A igreja Romana, depois do imperador Constantino, passou a considerar os aspectos externos do batismo como um ato eficiente, aplicado pela igreja, para a salvação dos fiéis, os aspectos espirituais e interiores do batismo, bem como a ação do Espírito foram relegados ao esquecimento e por fim abandonados em função da atribuição salvadora e santificadora atribuída à igreja e seus sacerdotes.

O batismo após a Reforma: A igreja luterana não desfez totalmente a ideia da igreja romana com relação ao batismo, eles consideravam a água do batismo com dotada de propriedades milagrosas pelas quais o pecado original é removido. No caso de adultos esta ação milagrosa era dependente da fé do crente batizado, mas no caso de infantes havia dúvida se Deus infundia a fé na criança antes do batismo ou se a fé era propiciada pelo próprio ato do batismo.

Os teólogos reformados defendem que o batismo não produz a fé e não traz a salvação, mas é apenas um ato de confirmação pública da fé em Cristo, que fortalece os crentes, mas não é necessário para a fé e a salvação de forma absoluta, apesar de ser uma obrigação para todo o crente e sua família.

Quanto às crianças, a consideração de Calvino era de que os filhos de pais crentes são participantes da nova aliança, devendo receber o batismo para confirmação desta aliança. Pela doutrina da predestinação e dos Decretos Eternos de Deus, adotados pelas igrejas calvinistas, a fé das crianças não é levada em consideração no ato do batismo, pois a fé não é causa da salvação, mas consequência dela. A ideia predominante no batismo infantil é que o batismo é um ato, sobretudo, espiritual e sua ação é interna, agindo na alma do crente de forma contínua durante toda a sua vida.

- Os rituais do Velho Testamento: O ritual de lavagem com água era comum entre os povos antigos e representava a purificação espiritual. Os judeus usavam vários rituais e lavagens para purificação que tipificavam a morte do Cordeiro e a união com Cristo, todos estes rituais do Velho Testamento foram substituídos pelo Batismo.

Hebreus 9,13-14: “Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”

- O Batismo de João: João Batista foi o último dos profetas do Velho Testamento, ele foi o precursor de Jesus e batizava no rio Jordão o Batismo de Arrependimento. Este batismo de João não era uma cerimônia ritual destinada a receber os homens na comunidade nacional de Israel, como os rituais já existentes no judaísmo, mas era destinado a trazer os que eram assim batizados ao arrependimento e a uma nova condição de vida, uma nova esfera espiritual que significava uma preparação para o reino de Deus.

Apesar desta condição espiritual, diferente das purificações judaicas, e da similaridade do arrependimento, o batismo de João não era o batismo cristão, pois que este é para a fé em Cristo e não somente para arrependimento. Este fato pode ser comprovado, pois os discípulos de João Batista foram batizados novamente pelos apóstolos.

Atos 19,3-5: “Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João. Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus. Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus”.

- O batismo cristão: A ordenança do batismo foi instituída diretamente por Jesus, representando o lavar purificador e regenerador que haveriam de receber os eleitos dados a Jesus como seu povo; todavia, nem todos os que recebem o batismo fazem parte da Igreja de Deus, o batismo é um ato simbólico que representa a admissão do crente em uma denominação cristã, é um sinal de participação na igreja local e não representa por si ou em si a salvação do crente.

Mateus 28,18: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.

O batismo é um rito formal de admissão em uma denominação cristã, ele tem valor como uma forma externa de identificação com Cristo, mas é preciso lembrar que não cabe ao homem decidir por sua salvação ou união com Cristo, somente a graça de Deus pode fazer isso e somente os eleitos irão receber esta graça.

Marcos 16,16: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”.

No verso acima, Marcos coloca claramente a fé como condição de salvação, e o batismo como confirmação pública desta fé. Ora, a fé é um dom de Deus, o batismo é um ato de decisão humana que jamais poderá suplantar o ato divino.

Efésios 2,8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.

A fórmula batismal: nem todos os batismos cristãos descritos no Novo Testamento utilizam a mesma fórmula batismal, mas independente desta diversidade usada na época apostólica, a igreja sentiu a necessidade de unificar a forma do batismo a fim de evitar abusos e heresias, desta forma foi adotada a forma contida na ordenação de Jesus em Mateus: “batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Esta fórmula batismal tornou-se definitiva, sendo utilizada na igreja até os dias de hoje.

A profissão de fé: a grande maioria das igrejas evangélicas exige do crente, no ato do batismo, uma profissão de fé aceitando sem reservas a Escritura e as regras de fé da igreja como normas de fé e vida a partir daquele momento. Infelizmente os crentes, de forma generalizada, não levam a sério esta profissão de fé, seja por ignorância ou por descaso, transformando as igrejas atuais em uma diversidade de crenças digna de admiração, pois como é possível conviver de forma doutrinariamente sadia em meio a tantas crenças diversas?

Capítulo XXVIII, Seção II – A água e o batismo

O elemento exterior usado neste sacramento é água, com a qual um ministro do Evangelho, legalmente ordenado, deve batizar o candidato em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (1).

1 – Atos 10,47: “Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?”

Resumo

O único elemento físico a ser usado no batismo é a água.

O batismo cristão é em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

A água e o batismo

A lavagem com água simboliza a purificação pelo Espírito Santo, é um ato simbólico que representa a regeneração do crente pela comunhão do Espírito. Nenhum elemento externo ou símbolo idolátrico deve ser acrescido à água, como por exemplo: velas, padrinhos, sal, saliva, água benta, ramos etc.

O que não é o batismo:

1 - O batismo não simboliza a morte e ressurreição do batizado juntamente com Cristo, como afirmam os batistas.

2 – O batismo não representa a salvação concreta concedida por um sacerdote, conforme afirma a igreja de Roma.

3 – O batismo não representa o recebimento do Espírito comandado por um ministro religioso, como afirmam os pentecostais.

Tito 3,5: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”.

Capítulo XXVIII, Seção III – Da formalidade do batismo

Não é necessário imergir na água o candidato, mas o batismo é devidamente administrado por efusão ou aspersão (1).

Hebreus 9,19-21: “Porque, havendo Moisés proclamado todos os mandamentos segundo a lei a todo o povo, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, e lã tinta de escarlate, e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como também sobre todo o povo, dizendo: Este é o sangue da aliança, a qual Deus prescreveu para vós outros. Igualmente também aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado”.

Resumo

O modo do batismo é indiferente, sendo que o batismo por aspersão é indicado apenas por ser mais prático e higiênico.

O batismo por aspersão

Apesar de que a bíblia não fala diretamente sobre a forma do batismo, existem fortes indícios de que os batismos cristãos primitivos eram feitos por aspersão.

- Como primeiro exemplo é preciso considerar os três mil convertidos no dia do Pentecostes, não seria possível o batismo por imersão de três mil pessoas sem previsão, em um só dia, pois não havia em Jerusalém condições para tal, principalmente aos apóstolos, perseguidos severamente pelos judeus, que jamais teriam acesso aos templos, aos tanques e fontes de água para o batismo na nova fé proibida pelo judaísmo.

Atos 2,41: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”.

- O batismo do carcereiro de Filipos, e todos os seus, foi realizado nas dependências do cárcere e imediatamente após o terremoto, evidentemente não havia ali nenhum tanque apropriado para a imersão batismal.

Atos 16,33-34: “Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus”.

- O batismo de Cornélio e toda sua família foi feito em sua casa de forma improvisada, sendo que Pedro pede água para fazer o batismo.

Atos 10,47: “Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?”

- O batismo de Paulo foi realizado de improviso e ele se levantou para receber o batismo, sendo impossível receber o batismo por imersão desta forma.

Atos 9,18: “Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e tornou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado”.

Capítulo XXVIII, Seção IV – O batismo de infantes

Não só os que professam a sua fé em Cristo e obediência a ele (1), mas os filhos de pais crentes (embora só um deles o seja) devem ser batizados (2).

1 - Colossences 2,13: “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos”.

2 – Atos 16,14-15: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso”.

Resumo

Os filhos dos crentes podem e devem se batizados.

O batismo e a circuncisão

No tempo do Velho Testamento as crianças do sexo masculino, eram circuncidadas ao oitavo dia de vida, todos sem exceção. O Batismo, na Nova Dispensação, veio a substituir a circuncisão como o novo sinal instituído por Jesus. Da mesma forma que todas as crianças, filhos de hebreus eram circuncidadas, todas as crianças, filhos de pais crentes devem ser batizadas.

A doutrina da predestinação eterna afirma que todos os eleitos serão salvos, não diz de nenhuma forma que o homem tem a capacidade de optar pela própria salvação, seja através de decisão por Cristo, penitência, confissão, vida ascética, sacramentos ou outros quaisquer. Daí então, tanto o adulto que prestou seus votos e juramentos conscientemente, quanto um infante que recebeu o batismo por decisão dos pais, poderá ou não ser salvo, conforme a eleição e reprovação divinas.

Romanos 9,16: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”.

Abraão circuncidou tanto Ismael como Isaque, somente Isaque seria salvo, mas Deus não retirou de Ismael suas bênçãos. Ambos eram descendentes de Abraão, mas somente um seria salvo, o outro receberia muitas bênçãos terrenas, ambos por serem filhos do crente Abraão.

Gênesis 17,20-22: “Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará à luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano. E, finda esta fala com Abraão, Deus se retirou dele, elevando-se”.

Da mesma forma, tanto Esaú como Jacó foram circuncidados, somente um seria salvo, mas o sinal de que pertenciam ao povo hebreu foi dado a ambos.

Romanos 9,13: “Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú”.

Outro texto a respeito da salvação dos infantes está em Marcos, onde Jesus recebe as crianças. Ainda não fora instituído o batismo quando Jesus recebeu as crianças, mas eram todas circuncidadas, filhos de pais judeus, incluídos no pacto divino. Quando Jesus diz que dos tais é o reino de Deus, ele está afirmando que a salvação não procede da decisão do homem, mas somente de Deus. Se as crianças recebem o reino de Deus tanto quanto os adultos, somente se eleitos, porque negar-lhes o sacramento se ninguém conhece ao certo quais os adultos ou quais as crianças dentro da igreja visível serão salvos? Somente Deus conhece sua igreja.

Marcos 10,13-14: “Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”.

Capítulo XXVIII, Seção V – A graça e o batismo

Posto que seja grande pecado desprezar ou negligenciar esta ordenança (1), contudo, a graça e a salvação não se acham tão inseparavelmente ligadas ao batismo, que sem ele ninguém possa ser regenerado (2), ou ainda, que todos os que são batizados sejam regenerados neste ato (3).

1 – Lucas 7,29-30: “Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele”.

2 – Lucas 23,39-43: “Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.  Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

3 – Atos 8,13-20: “O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados. Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo , ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo. Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus”.

Resumo

O batismo é obrigatório aos membros da igreja visível

A Deus pertence a salvação, existem salvos sem batismo e batizados não regenerados.

A obrigatoriedade do batismo

Da mesma forma que a circuncisão era obrigatória para todos os judeus, o batismo é obrigatório para todos os membros da igreja visível, que se constitui exatamente do número total destas pessoas batizadas.

Gênesis 17,14: “O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança”.

O batismo não é o meio usado ou indicado biblicamente para a salvação, somente a eleição eterna define os filhos de Deus, os sacramentos são sinais visíveis que devem ser aplicados a todos os membros das igrejas formalmente cristãs. Da mesma forma, Deus não fica limitado aos sacramentos para salvar aqueles a quem determinou, a vontade de Deus é soberana e a salvação uma decisão exclusiva da Trindade Divina: o Pai elege, o Filho executa e o Espírito aplica a salvação.

Pode-se dizer que a igreja visível é a precursora do reino de Deus, mas não é possível afirmar, com certeza, que somente os membros das igrejas serão salvos, os bons e maus estarão juntos na igreja e fora da igreja, mas serão separados no dia do juízo, conforme a parábola da rede em Mateus.

Mateus 13,47-48: “O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos”.

Na parábola de Jesus, o joio e o trigo permanecem juntos até a consumação do século, isto inclui a soma de todos os batizados na igreja e mais aqueles que Deus separou do mundo.

Ninguém sabe quem é salvo ou quem é condenado, não se deve julgar pelas aparências. Aqueles que prestam grandes serviços na igreja ou que se distinguem por sua vida de alto padrão moral ou aparente piedade, nem sempre serão chamados, mas, muitos crentes humildes e despercebidos, infantes e incapazes estarão com Cristo em sua segunda vinda.

Mateus 7,21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

Isto é facilmente explicado, nenhum homem, seja por sacramento ou decisão própria é capaz de fazer a vontade de Deus, somente os escolhidos conseguem, em Cristo e através de Cristo, porque a eles é imputada a justiça perfeita de Cristo, e são feitos desta forma novas criaturas que andam nas boas obras preparadas de antemão para eles.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

Capítulo XVIII, Seção VI – Da eficácia do batismo

A eficácia do batismo não se limita ao momento em que é administrado (1); contudo, pelo devido uso desta ordenança, a graça prometida é não somente oferecida, mas realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ele pertence, adultos ou crianças, segundo o conselho da vontade de Deus, em seu
tempo apropriado (2).

1 - João 3,5-6: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito”.

2 – Efésios 1,4-5: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

Capítulo XXVIII, Seção VII – A unicidade do batismo

O sacramento do batismo deve ser administrado uma só vez a uma mesma pessoa (1).

1 – Efésios 4,5-6: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”.

Resumo

A graça de Deus é derramada pelo Espírito somente nos seus eleitos.

Existe um só batismo, que simboliza o novo nascimento pelo Espírito.

A eficácia do batismo nos filhos de Deus

Quando um filho de Deus se dispõe ao batismo conscientemente, ele já foi justificado, já recebeu o dom da fé e do arrependimento para a vida, por este motivo seus votos e juramentos no batismo são sinceros e agradáveis a Deus. O corpo dos eleitos em Cristo é o templo do Espírito Santo, por este motivo o Espírito continua a agir de maneira a conferir mais e mais graça, permanecendo em comunhão com o crente, que o leva a perseverar de maneira eficiente em sua salvação.

João 3,8: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”.

Muitos batizados, o fazem por mera formalidade, desconhecem as regras de fé e normas da igreja que juram obedecer. Isto é muitíssimo mais sério para os ministros da igreja, que ignoram os seus votos batismais e juramentos na ordenação para dedicar-se com todas as suas forças a agradar a homens e prover o crescimento físico da igreja.

Gálatas 1,10: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”.

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Última atualização em Seg, 17 de Setembro de 2012 04:15  

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