Vivendo Pela Palavra

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Home Confissão de fé 35 – Capítulo XXX - CENSURA ECLESIÁSTICA

35 – Capítulo XXX - CENSURA ECLESIÁSTICA

E-mail Imprimir PDF

Confissão de fé de westminster

Por: Helio Clemente

35 – Capítulo XXX - CENSURA ECLESIÁSTICA

Capítulo XXX, Seção I – Censura eclesiástica

O Senhor Jesus, como Rei e Cabeça da sua Igreja instituiu nela um governo nas mãos dos seus oficiais; governo distinto da magistratura civil (1).

1 – 1 Tessalonicenses 5,12: “Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam”.

Resumo

O governo da igreja é de natureza doutrinária e disciplinar, independe do governo civil.

Governantes

Tanto os governantes civis, incluindo políticos, judiciários, policiais ou militares, como os ministros da igreja são instituídos por Deus. O governo religioso foi estabelecido diretamente por Jesus na fundação da igreja. Durante o Velho Testamento, houve uma fase onde o poder político e religioso era exercido por uma mesma pessoa desde Moisés até Samuel, após o estabelecimento da monarquia estes poderes foram separados e assim permanecem até hoje.

2 Crônicas 23,18: “E resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o SENHOR, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para este mister; sai do santuário, porque transgrediste; nem será isso para honra tua da parte do SENHOR Deus”.

Capítulo XXX, Seção II – Oficiais da igreja

Para esses oficiais foram entregues as chaves do Reino do Céu. Em virtude disso, eles têm respectivamente o poder de reter ou remitir pecados; fechar esse reino a impenitentes, tanto pela Palavra como pelas censuras; abri-lo aos pecadores penitentes, pelo ministério do Evangelho e pela absolvição das censuras quando as circunstâncias o exigirem (1).

1 – Mateus 16,19: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.

Resumo

O ingresso, disciplina e exclusão na igreja visível, cabe aos ministros ordenados.

Ingresso, disciplina e exclusão

A admissão na igreja visível cabe aos ministros ordenados, avaliando o conhecimento, o modo de vida e as intenções de cada crente candidato ao batismo, preparando-o na forma devida para uma profissão de fé consciente e firme nas doutrinas e regras de fé da igreja, esta aceitação pelo batismo na igreja local é a chave que abre o Reino do Céu, que tem sua origem na igreja visível onde comungam juntamente o joio e o trigo. Fazer parte da igreja visível não garante a salvação a ninguém, mas prepara aqueles que são de Deus para o caminho da regeneração, que é obra exclusiva do Espírito.

Aqueles que não aceitam ou se desviam seriamente das doutrinas da igreja, ou ainda comportam-se de maneira inconveniente ou imoral serão advertidos e em caso de reincidência poderão ser afastados temporária ou definitivamente da igreja.

Cabe à igreja a disciplina e até a exclusão de seus membros, mas a igreja não pode arrogar a si a salvação e a condenação de ninguém, pois somente Deus salva e condena. A preocupação maior de Jesus e dos apóstolos sempre foi o desvio doutrinário, ao passo que a igreja atual parece preocupar-se apenas com o modo de vida e a aparência piedosa de seus membros, considerando as falsas doutrinas, por mais sérias que sejam, como sendo coisas sem importância para a igreja.

Filipenses 3,2: “Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão!”

Capítulo XXX, Seção III – Da disciplina

Censuras eclesiásticas são necessárias para chamar e ganhar para Cristo os irmãos ofensores, para impedir que outros pratiquem ofensas semelhantes, para purgar o velho fermento que poderia corromper a massa inteira, para vindicar a honra de Cristo e a santa declaração do Evangelho e para evitar a ira de Deus, a qual com justiça poderia cair sobre a Igreja, se ela permitisse que o pacto de Deus e os selos dele fossem profanados por ofensores notórios e obstinados (1).

1 – 1 Timóteo 5,20: “Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam”.

Capítulo XXX, Seção IV – A ordem disciplinar

Para melhor conseguir estes fins, os oficiais da Igreja devem proceder na seguinte ordem, segundo a natureza do crime e demérito da pessoa: repreensão, suspensão do sacramento da Ceia do Senhor e exclusão da Igreja (1).

1 – 2 Tessalonicenses 3,6: “Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes”.

Resumo

A igreja não pode ser permissiva, sem zelo doutrinário e moral.

A disciplina visa à correção e arrependimento dos pecadores notórios.

A igreja disciplinada

A igreja evangélica entrou em uma fase de humanismo irreversível, a finalidade da igreja atual e de seus ministros é satisfazer a congregação, o evangelho de Cristo tornou-se ofensivo e deve ser filtrado e reapresentado de forma agradável e politicamente correta. Desta forma, não existe disciplina doutrinária na igreja, mas somente aquela voltada à parte moral e ética.

Isto é reflexo do irracionalismo que tomou conta da igreja, o conhecimento de Deus é desprezado e o cristianismo foi transformado em regras - faça isso, não faça aquilo - onde Jesus Cristo é um mero exemplo de vida a ser seguido. A igreja procura adaptar-se a seus membros e ,ao invés, de discipliná-los na sã doutrina, adapta-se às aberrações e heresias, que hoje são comuns a todas as denominações: o livre-arbítrio, o dispensacionalismo, o batismo no Espírito e outras manifestações de um falso espiritualismo que levam a igreja a divinizar o homem e humanizar a Deus, igualando o Criador à criatura.

A igreja foi disciplinada pelo ego humano, a pregação e atitude da moderna igreja evangélica é sobre o falso evangelho do humanismo. Neste falso evangelho Deus é todo amoroso e quer salvar todas as pessoas do mundo, mas não consegue sem a ajuda do próprio homem, que assim, tornou-se dono de sua própria salvação.

Não se deve ser enganado pela pregação de uma graça insuficiente: a graça preveniente ou a graça cooperativa. No primeiro caso, a graça preveniente, Deus salva o homem prevendo que no futuro ele iria se converter, no segundo caso, a graça cooperativa, Deus dá ao homem a graça que o capacita a se tornar cooperador da obra de Cristo, aceitando ou rejeitando a salvação oferecida e perseverando por si mesmo durante toda a sua vida.

Estas modificações, aparentemente sutis, ao evangelho de Cristo só fazem tornar mais culpados aqueles que não assumem de forma definitiva sua rejeição à Palavra, na verdade os ateus professos estarão mais próximos da salvação que estes falsos religiosos.

Efésios 1,4-5: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

Dos direitos e obrigações da igreja

- Toda igreja, tem o direito e a obrigação de formular leis e normas que irão definir as regras de fé e procedimentos da denominação através de sua constituição e legislação, que poderão ser modificadas ao longo do tempo pelos poderes estabelecidos da igreja.

- A igreja tem o direito e a obrigação de instituir uma clara declaração das verdades doutrinárias nas quais ela crê e que se tornam obrigatórias aos seus membros através da profissão de fé batismal. Com base nestes votos e juramentos, oriundos da profissão de fé, a igreja tem, pelo menos em teoria, a obrigação de admoestar e punir todos os membros e oficiais que vierem a transigir ou se desviar da doutrina da igreja, estabelecida nestas regras de fé assumidas voluntariamente mediante juramento perante Deus e perante os homens pelos crentes e oficiais da igreja.

- A igreja tem o poder para criar normas reguladoras para ordenação do culto, do louvor e dos sacramentos a serem ministrados, sempre de acordo com as prescrições bíblicas para cada caso.

- A igreja tem o direito e o poder para aceitar ou recusar os crentes a serem admitidos na congregação, como também para advertir, punir ou excluir os crentes julgados indignos, tanto doutrinariamente como por comportamento considerado ofensivo ou indevido. Este poder, todavia, deve ser exercido respeitando-se os limites da justiça civil. O crente ou oficial que transgride a lei civil, deve ser entregue para julgamento do magistrado civil, a igreja deve limitar o seu poder à censura eclesiástica.

- A igreja não tem o poder de perdoar pecados ou condenar quem quer que seja, este é um atributo de Deus que não foi concedido à igreja ou a nenhum ministro religioso em quaisquer condições.

- A igreja não tem o direito de discriminar pessoas, tanto aos que prestam serviços e tem grandes méritos na congregação quanto aos crentes mais humildes e despercebidos. Todos devem receber o mesmo tratamento, as aparências não fornecem meios para julgamento de nenhuma pessoa.

- O poder da igreja e seus ministros para abrir e fechar o reino do céu é somente uma manifestação da opinião da igreja e tem valor meramente declarativo e o de tornar público o relacionamento da pessoa com a igreja visível, nenhum eclesiástico ou denominação tem o poder de perdoar pecados ou condenar qualquer pessoa.

Jonas 2,9: “Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!”

 

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario

busy
 

Aviso

Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom". Louvado seja Deus!

  • Temos para download 717 Livros
  • Este site tem um total de 1653 itens publicados em Artigos

Adicionar aos Favoritos

Adicione aos Favoritos!

Estatísticas

vivendopelapalavra.com
Na internet desde Outubro/2011
Total de visitas até outubro de 2017:
934.835
Total de páginas visitadas até setembro/2017:
2.405.646

Assista Também

Vivendo pela palavra - Confissão (parte1)

Confissão (parte1)

{youtube}98cb6kfK7fU{/youtube}

Leia mais...