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38– Capítulo XXXIII - O JUÍZO FINAL

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Confissão de fé de westminster

Por: Helio Clemente

38– Capítulo XXXIII - O JUÍZO FINAL

Capítulo XXXIII, Seção I – O juízo final

Deus determinou um dia em que há de julgar o mundo, em justiça, por
Jesus Cristo (1), a quem foram dados pelo Pai todo poder e juízo (2). Neste dia, não somente os anjos apóstatas serão julgados, mas também todas as pessoas que tiverem vivido sobre a terra comparecerão ante o tribunal de Cristo, para dar conta dos seus pensamentos, palavras e ações, e para receber segundo o que fizeram estando no corpo, se bom ou mal (3).

1 - Atos 17,31: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”.

2 – João 5,22: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento”.

3 – Judas 1,6: “E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia”.

Resumo

O dia do juízo final está determinado por Deus em seus Decretos Eternos.

O julgamento será efetuado por Jesus Cristo.

O juízo final

Deus estabeleceu em seus Decretos Eternos um dia para o juízo final, este julgamento foi confiado a Jesus Cristo como mediador entre Deus e os homens; a finalidade do juízo é a suprema manifestação da glória de Deus, tanto na salvação de seu povo eleito, quanto na condenação dos réprobos e anjos rebeldes. Neste dia serão julgados os anjos caídos e todos os homens, incluindo eleitos e réprobos, os eleitos para a glória junto a Deus, os anjos caídos e os réprobos para ignomínia e sofrimento infindável nos tormentos do inferno.

Nenhuma pessoa será salva por ser inocente, mas somente por ser justificada e absolvida em e por Cristo, portanto, todos os salvos serão exatamente iguais perante Deus. Todos os eleitos serão salvos pela justiça perfeita de Cristo, nenhum mérito humano será acrescentado nesta salvação, por este motivo não existe grau ou hierarquia entre os crentes salvos no céu; não existe nada que o ser finito possa acrescentar ao valor infinito da justiça de Cristo.

João 5,22-29: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.

Capítulo XXXIII, Seção II – A glória de Deus

A finalidade de Deus na determinação deste dia é manifestar a glória da sua misericórdia na salvação eterna dos eleitos (1); e a sua justiça na condenação dos réprobos, que são injustos e desobedientes (2). Então os justos irão para a vida eterna e receberão aquela plenitude de alegria e refrigério que procedem da presença do Senhor (3); mas os ímpios, que não conhecem a Deus e não obedecem ao Evangelho de Jesus Cristo, serão lançados nos tormentos eternos e punidos com a perdição perpétua, distantes da presença do Senhor e da glória do seu poder (4).

1 - Romanos 9,23: “A fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão”.

2 – Romanos 2,5: “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”.

3 – Atos 3,20: “A fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus”.

4 – 2 Tessalonicenses 1,9: “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”.

Resumo

A finalidade do juízo final é a manifestação da glória de Deus.

A glória de Deus

O juízo não será feito por obras, atos ou aparências humanas, nem por testemunho, fatos ou baseado na lei, somente os eleitos de Deus, cujos nomes estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro antes da fundação do mundo serão salvos. Assim se manifesta a glória de Deus, que não será ofuscada por nada que o homem possa ter realizado durante sua vida terrena, somente Cristo poderá e irá salvar aqueles que o Pai lhe deu na eternidade.

João 17,9: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”.

Todas as boas obras que os crentes realizaram, através da fé, serão reconhecidas como seus galardões na união com Cristo, mas estas obras não são mérito do homem, pois os eleitos foram escolhidos para andarem nas boas obras que Deus preparou de antemão para eles.

Desta forma, a realização de feitos reconhecidos na obra de Deus não traz mérito ou diferencia os crentes glorificados, pois apenas andaram nas boas obras que foram destinadas a eles nos Decretos de Deus.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

A glória de Deus ficará patente pela manifestação de sua misericórdia e de sua justiça, pois a misericórdia somente pode se manifestar uma vez cumprida plenamente a justiça. Deus, ao cobrar a dívida de seus escolhidos no seu Filho amado, permite a manifestação de seu amor, pois somente desta forma poderia ser cumprida a justiça divina.

Pela sua natureza perfeita, Deus somente pode manifestar sua misericórdia pela satisfação plena e completa de sua justiça, pois antes disso, pesava sobre os homens apenas a ira de Deus. Jesus não veio para condenar o mundo, por uma razão muito simples: o mundo já estava condenado em Adão, Jesus veio para salvar o seu povo, que lhe foi dado por Deus antes dos tempos eternos.

Efésios 1,3-8: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência”.

Capítulo XXXIII, Seção III – O tempo da vinda

Como Cristo quer que estejamos firmemente convencidos de que haverá um dia de juízo, tanto para afastar os homens do pecado como para maior consolação dos justos nas suas adversidades (1), assim também Ele mantém este dia desconhecido dos homens, a fim de que eles se despojem de toda confiança carnal e sejam sempre vigilantes porque não conhecem a que hora virá o Senhor, e estejam preparados para dizer: Vem Senhor Jesus, vem logo (2). Amém.

1 – 2 Tessalonicenses 1,6-7: “Se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder”.

2 – Lucas 12, 37-38: “Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá. Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar”.

Resumo

Haverá um dia de juízo futuro, mas este dia é desconhecido dos homens e dos anjos.

O tempo do juízo

A Escritura deixa certo que haverá um juízo final, motivo este que leva os homens a se conter em relação ao pecado e a criar um saudável temor a Deus que acompanha os crentes em toda sua vida. Por outro lado, este juízo é consolação para os crentes, pois, os cristãos não têm sua esperança nesta vida terrena, mas na vida futura junto ao Senhor Jesus Cristo.

1 Tessalonicenses 4,16-17: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.

Quanto ao dia e data do juízo, Deus não coloca certeza alguma, a fim de prevenir preparações humanas e oportunistas para este evento este tempo é mantido em suspenso, pois o Senhor clama a vigiar e orar na expectativa deste grande dia. A Escritura revela muitos sinais que precederão este tempo, mas não cabe aos filhos de Deus especular quanto à proximidade ou ocorrência deste dia.

Os cristãos devem considerar este tempo sempre iminente, mas proceder em atenção às suas obrigações e deveres, tanto materiais como espirituais tendo sempre em mente o evangelho de Jesus Cristo, que deve conduzir a vida do crente em todas as situações. Mesmo os apóstolos, quando perguntaram a Jesus sobre este dia, foram repreendidos e não receberam a revelação.

Atos 1,6-7: “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade”.

 

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