Vivendo Pela Palavra

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Home Cristologia PECADO, NÃO PECADOR

PECADO, NÃO PECADOR

E-mail Imprimir PDF

PECADO, NÃO PECADOR

Por: Helio Clemente

 

Jesus se fez pecado em lugar dos pecadores, de forma que seu sacrifício tivesse validade judicial, mas pessoalmente ele jamais cometeu pecado, sua obediência, tanto ativa como passiva, foi perfeita e ele satisfez toda Lei de Deus em lugar dos pecadores escolhidos para a salvação. Nota-se aqui, mais uma vez, a perfeita interação entre as pessoas da Trindade, Jesus foi feito pecado pelo Pai, mas ele mesmo também se fez pecado em lugar dos eleitos de Deus, apesar de jamais ter cometido um pecado sequer.

João 8,46: “Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes?”.

Pecado, não pecador - 2 Coríntios 5,20-21: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.

Comentários sobre os versos acima:

John Gill: Verso 21 –Sendo impecável, ele fez pecado a si mesmo, por imputação dos pecados por nós cometidos, todos os nossos pecados, em todos os tempos, foram transferidos a ele, permaneceram sobre ele e foram colocados em sua conta, de forma que ele, sendo inocente, não suportou apenas a punição de um pecador, o que seria correspondente ao inferno, mas de todo um universo de pecadores pela imputação simultânea de todos os seus pecados”.

JFB: Verso 21 – “O fez pecado”

- Pecado, neste verso, não significa ‘oferta pelo pecado’ caso contrário não teríamos recebido a justiça de Deus, apenas aplacado sua ira.

- Também não significa pecador, o que não poderia ser verdade.

- Significa neste caso, que ele assumiu a representatividade de todos os pecados dos homens no passado, presente e futuro. “O Cordeiro de Deus”, singular, representativo de toda a humanidade.

João 1,29: “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”.

Matthew Henry: Verso 21 – O que foi deixado bastante claro pelo apóstolo neste verso foi o seguinte:

1 – A pureza do mediador: Ele não conheceu pecado.

2 – O sacrifício que ele ofereceu: “Ele o fez pecado por nós”.

Não se fez pecador, mas pecado, isto é, sacrifício pelo pecado.

3 – Qual o desígnio e finalidade deste ato?  Para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. Fica claro desta forma, que o homem somente será justificado pela graça de Deus, através da redenção que há em Cristo Jesus.

Pecado, não pecador

Jesus não poderia jamais ser feito pecador, pela sua natureza divina ele era moralmente perfeito, desta forma, para cumprir o plano de redenção de Deus, na encarnação ele foi feito em semelhança de pecado, de carne pecaminosa, para que levasse sobre si a culpa pelos pecados dos filhos de Deus.

Romanos 8,1-3: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado”.

NCB - Novo Comentário da Bíblia: “A morte de nosso Senhor foi eficaz, não somente para desfazer a hostilidade do homem para com Deus, como também para resolver a necessidade que Deus tinha de se afastar do homem. O caminho agora está aberto para o perdão divino. Deus o fez (isto é, a Cristo) pecado por nós. Provavelmente é esta uma frase sem precedente na literatura, apropriada a descrever um fato único, sem igual. Cristo não foi feito pecador (e não poderia), e sim pecado. Portanto, o castigo que sofreu não foi por seus pecados, mas levou sobre si toda a culpa do pecado dos filhos de Deus”.

Gálatas 3,13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)”.

Cristo suportou a maldição devida ao pecado, para que os filhos de Deus fossem libertos do pecado e se reconciliassem com Deus. Esta reconciliação tem também um significado positivo, porque por ela, estes filhos de Deus são feitos justiça em Cristo; isto é, são considerados justos por Deus, embora na realidade ainda sejam pecadores: Esta é a doutrina da justificação.

Há um paralelismo entre o fato de Cristo ser feito pecado, apesar de ele mesmo ser impecável, e o crente ser considerado justo desde o primeiro momento de sua justificação, apesar de continuar pecador.

Bíblia de Genebra: “Deus, como juiz, atribuiu a Cristo a responsabilidade pelos nossos pecados, possibilitando que Jesus fosse punido com justiça, em nosso lugar. Cristo foi nosso substituto, tendo aceitado receber a pena do pecado em nosso lugar”.

1 Pedro 2,24: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados”.

Isaías 53,4-6: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas
o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos”.

No verso quatro acima, Cristo, ele mesmo, tomou sobre si os pecados dos eleitos. No verso seis Deus faz cair sobre ele os pecados, o que confirma todos os atos redentores como obra da Trindade Divina.

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario

busy
 

Aviso

Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom". Louvado seja Deus!

  • Temos para download 713 Livros
  • Este site tem um total de 1649 itens publicados em Artigos

Adicionar aos Favoritos

Adicione aos Favoritos!

Estatísticas

vivendopelapalavra.com
Na internet desde Outubro/2011
Total de visitas até outubro de 2017:
934.835
Total de páginas visitadas até setembro/2017:
2.405.646