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A Inspiração da Escritura - A. A. Hodge

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A INSPIRAÇÃO DA ESCRITURA – A. A. HODGE
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Revisão, diagramação e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente


A doutrina da Igreja reconhece o fato de que as Escrituras são, ao mesmo tempo, um produto da ação de Deus e dos homens. Os escritores humanos produziram, cada um a sua parte, no exercício livre e natural de suas faculdades pessoais, nas condições históricas em que se achavam. Deus, também, de tal modo operou concorrentemente nesses e por esses escritores que o inteiro organismo das Escrituras e cada parte delas é, para nós, a sua palavra infalivelmente verdadeira, no sentido em que foi escrita e é de autoridade absoluta.
A ação de Deus inclui os três elementos seguintes:
1 - Sua ação  providencial  em produzir as Escrituras. O curso inteiro da redenção da qual a revelação e a inspiração eram funções especiais, foi uma providencia especial, dirigindo a evolução de uma história especialmente providencial. Nesta, o natural e o sobrenatural continuamente interpenetravam-se. Mas, como era necessariamente o caso, o natural era a regra e o sobrenatural a exceção; sendo este, porém, tão pouco sujeito a acidentes e tanto sujeito ao desígnio racional de Deus, como o é o natural.
2 Pedro 1,20-21: “Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”.
Assim, Deus produziu providencialmente, a seu tempo, os homens expressamente destinados para ocasiões determinadas, revestidos das faculdades, qualidades, educação e experiência da graça necessárias para a produção dos escritos que Deus tencionava fazer aparecer. Moises, Davi, Isaías, Paulo ou João; gênio e caráter, natureza e dotes da graça, lavrador, filósofo ou rei; o homem e, com ele, todos os sutis acidentes pessoais foram preparados providencialmente no momento próprio como as necessárias precondições instrumentais para a obra que se devia fazer.
Jeremias 1,5: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações”.

2 - A revelação de verdades inatingíveis de outro modo. Sempre que o escritor não possuía ou não podia por meios naturais tornar-se possuidor do conhecimento que Deus queria comunicar, foi-lhe revelado, de uma maneira sobrenatural, mediante palavras ou uma visão. Esta revelação era sobrenatural, objetiva quanto a quem a recebia, e era-lhe certificada como verdade, de origem divina por testemunho apropriado.
Daniel 2,19: “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu”.
Foi revelada dessa maneira, diretamente, grande parte das Escrituras - as profecias sobre eventos futuros, as doutrinas peculiares do cristianismo, as promessas e ameaças da Palavra de Deus, etc., mas não foi revelado, de modo algum, todo o conteúdo das Escrituras.
3 - Inspiração. Os escritores estavam sujeitos a uma divina influência plena chamada inspiração, que atuava sobre e mediante suas faculdades naturais, em tudo o que escreveram, dirigindo-os na escolha do assunto e em todo o curso de seus pensamentos e no modo de exprimi-los em palavras, de maneira que, sem interferência no livre exercício natural de suas faculdades, eles, livre e espontaneamente, produziram os próprios escritos que Deus queria que produzissem, e que possuem assim os atributos de infalibilidade e autoridade, como supra definidos.
A inspiração difere, portanto, da revelação - (1) Em que a inspiração é a constante experiência dos escritores sagrados em tudo o que escreveram, e em que afeta a infalibilidade igual de todos os escritos que produziram; enquanto que a revelação, como já dissemos acima, era concedida sobrenaturalmente, só quando era necessária.

 

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