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De Marx a Gramsci - Táticas de Subversão - C. Edge

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SUBVERSÃO - DE MARX A GRAMSCI

The Cutting Edge

Revisão e diagramação por: Helio Clemente

 

Obama

O pai ideológico de Obama: "Gramsci... organizou o Partido Comunista Italiano em 1921. Como isto aconteceu quatro anos após a Revolução Russa, Gramsci assumiu que os italianos também dariam as boas-vindas a uma revolução na Itália. Mas isto não aconteceu. Ele encontrou três explicações: cristianismo, nacionalismo e assistência social. O modo de armar o cenário para uma revolução marxista era lidar com essas três condições:

O primeiro estratagema seria o ataque ao cristianismo, argumentando que a religião não deveria informar ou ser utilizada no discurso público. Gramsci percebeu que se a religião ficasse confinada à adoração privada, sua influência sobre os italianos se dissiparia.

Segundo - Gramsci defendia a opinião que os italianos eram parte de uma grande missão global.

Finalmente, Gramsci se envolveu em esforços para persuadir os italianos que o modo, o único modo, de expressar preocupação humanitária pelos pobres ou por aqueles deixados para trás como detritos do capitalismo, era por meio de um governo que pudesse ser benevolente.

"Obama... sugeriu aberta e tacitamente que a religião deveria ser uma questão relegada à adoração pública fora dos confins da vida pública. Por meio de sua proposta em negar deduções de impostos para as doações feitas às instituições de assistência social, o governo está sendo convertido na única assistência social pública. Além disso, a transferência de riqueza no pacote de estímulo e a maior carga tributária sobre o setor produtivo da sociedade inevitavelmente reduzirá os incentivos e expandirá o tamanho e influência do governo. Nossos líderes podem não se identificar como gramscianos e podem até mesmo zombar da designação, mas não se engane: O DNA de Gramsci está na corrente sanguínea deles.

Totalitarismo significa controle total do governo: Nenhuma liberdade terrena que se desvie da ideologia politicamente correta! Nenhuma propriedade pessoal que não esteja sujeita às regulamentações do governo. Nenhuma comunicação pública sem vigilância. Nenhuma forma de escapar dos limites cada vez mais rígidos das regulamentações governamentais e dos padrões globais. Nada de direitos pessoais para seguir a Deus e compartilhar sua verdade.

O caminho para a opressão socialista não é mais por meio de revoluções sanguinárias. O Processo Dialético onipresente é muito mais sutil e eficaz. Com a repetição constante dos estímulos sugestivos e anticristãos disseminados pela mídia, as mentes tornam-se entediadas e as massas doutrinadas por toda a parte. Embora as pessoas na União Soviética soubessem que estavam presas em um sistema cruel, muitas ainda conseguiam pensar fatual e logicamente. Hoje, os gestores do controle mental praticamente já levaram à perfeição a "ciência" social da lavagem cerebral coletiva.

Como chegamos a este ponto? A linha do tempo dos últimos cem anos nos leva de volta a George Hegel, um ocultista alemão que concebeu o processo dialético de mudança da mente. Essa filosofia diabólica alimentou o fervor anticristão de Karl Marx e deu a Lênin e Stalin a arma fundamental na guerra deles contra o cristianismo. Afinal, a solidariedade comunista significava a busca de uma visão coletiva. Além disso, a esperança das massas precisa ser colocada em uma utopia terrena, não nas promessas imutáveis do Deus da Bíblia.

Basta fazer uma retrospectiva dos resultados para ver o fracasso dos banhos de sangue promovidos por Lênin e Stalin. Embora as massas humanas tenham sido forçadas a obedecer, a Utopia sonhada tornou-se um pesadelo mortal.

Antonio Gramsci foi o primeiro líder comunista a ver no meio da ilusão. Embora firmemente comprometido com o Movimento Comunismo global, ele sabia que aquela violência fracassaria e não conseguiria conquistar o Ocidente. Os trabalhadores americanos (o proletariado) nunca declarariam guerra aos seus vizinhos de classe média enquanto compartilhassem os mesmos valores cristãos. Portanto, o comunista italiano — um contemporâneo de Lênin — redigiu um plano alternativo para uma revolução silenciosa.

As principais armas seriam a enganação, a manipulação e a infiltração. Ocultando sua ideologia marxista, os novos guerreiros comunistas procurariam conquistar posições de influência nos seminários, nos governos, nas comunidades e na mídia. Eles foram bem-sucedidos. John Foster Dulles fundou o Conselho Nacional de Igrejas e serviu no gabinete do presidente Eisenhower. Seu amigo e aliado, Alger Hiss, tornou-se o primeiro Secretário-Geral da ONU e foi um dos coautores de sua celebrada Carta.

Décadas mais tarde, Mikhail Gorbachev, o primeiro líder soviético a adotar o plano neomarxista de Gramsci, tornou-se o Flautista de Hamelin para os líderes em todo o mundo. Cada campo de interesse — artes, ciência, educação e treinamento de líderes — se tornou alvo para a ideologia socialista e mudança. Os líderes mundiais estavam aprendendo a controlar seus exércitos de servidores dispostos e determinados.

Logicamente, Gorbachev não fez isto sozinho. Saul Alinsky e muitos outros estudaram o modelo gramsciano para a transformação social antes mesmo que a União Soviética entrasse em colapso, tornando Gorbachev um herói global. Quando participei do seu primeiro Foro Estado do Mundo — uma parte estratégica de seu plano gramsciano — Gorbachev já tinha conquistado os corações dos líderes globalistas de todo o mundo.

Karl Marx

Marx nasceu em uma família judia em Trier, Alemanha, em 5 de maio de 1818. Ele passou rapidamente do judaísmo não digerido de sua infância para um curto período de luteranismo. Aquele momento abriu caminho para outro intenso período de sua juventude. Na Universidade de Berlim, ele se envolveu em uma forma virulenta de satanismo cerimonial confessional. Mas o principal aspecto exterior seria visto em sua aparência consistente e profissionalmente contrária a Deus e ateísta. Marx permaneceu violentamente oposto à fé e religião pelo resto de sua vida.

Ao tempo em que se formou em Jena, em 1841, Marx tinha definido a condição social da humanidade ao longo da história como seu campo especial de interesse. O que era extraordinário era que Marx, dedicado de coração e alma ao ateísmo, tivesse derivado essa parte central do seu pensamento de Wilhelm Friedrich Hegel, que tinha florescido e passado da cena antes de Marx completar catorze anos.

A dialética: O progresso humano foi definido por Hegel como um processo muito parecido com uma discussão entre dois homens que argumentam sobre alguma coisa de modo a explicá-la. Um homem declara sua opinião ou teoria. O outro critica aquela teoria e propõe uma teoria diferente. A partir da continuidade da discussão — de forma amigável e construtiva — emerge uma terceira e nova teoria, que preserva aquilo que era verdadeiro nas duas primeiras teorias e que ambos os homens aceitam.

Hegel chamava a primeira teoria de tese. A segunda teoria, ele dizia, era a antítese, pois se opunha à primeira. A discussão foi chamada por ele de dialética, a partir da palavra grega para 'conversa' ou 'argumentação'. A teoria finalmente aceita a partir desse processo foi chamada de síntese... Todo progresso humano, dizia Hegel, desde a condição mais primitiva até a mais refinada, ocorre ao longo das linhas dessa dialética de três estágios em direção a um objetivo final.

Ao tempo em que se apropriou da ideia de Hegel da dialética e a aplicou ao seu próprio pensamento sobre a condição social da humanidade ao longo da história, Marx era um ateísta convicto, totalmente persuadido que não existiam alma e espírito no homem. A história da humanidade material, dizia Marx, era uma série de conflitos, ou dialética, que representavam todos eles estágios naquilo que vinha a ser simplesmente um grande conflito — um tipo de superdialética da história humana, que veio a ser chamada pelo mais famoso dos termos marxistas, a "luta de classes".

Esse conflito era e sempre tinha sido entre as forças internas cegas, materiais e irresistíveis no proletariado, contra as forças opostas de quaisquer classes privilegiadas que tenham existido em qualquer período histórico. O primeiro rugido do marxismo que ressoou mundialmente foi ouvido em 1848, quando, junto com seu colega socialista Friedrich Engels, Marx publicou o Manifesto Comunista. Marx estava alimentando as fogueiras da agitação social com sua predição do cumprimento iminente do destino irresistível da humanidade: a revolução proletária que removeria a superestrutura opressiva... de forma definitiva.

A teoria da evolução: Quando Charles Darwin publicou sua Teoria da Evolução, dois anos mais tarde, em 1850, Marx a considerou como muito mais do que uma teoria. Ele a tomou como sua prova 'científica' que não existia o reino dos céus, somente o reino da matéria. Tão orgulhoso estava Marx diante da ideia que o homem tinha na verdade evoluído da matéria, que, escreveu uma carta autocongratulatória, em que saudava Darwin como aquele que tinha realizado na Antropologia aquilo que o próprio Marx estava realizando na Sociologia.

Por causa de sua oposição virulenta à religião Marx reduziu sua persuasão messiânica que o proletariado em muito pouco tempo seria supremamente dominante na sociedade humana. Pelo menos, ele racionalizou e afastou os elementos místicos desse messianismo, de modo a produzir uma síntese mentalmente satisfatória da Dialética Hegeliana e da Teoria da Evolução.

Acreditando que toda religião era lixo e que espírito era um ópio inventado pela burguesia para manter as massas proletárias drogadas em sua servidão.

 

Lênin

Lênin imbuiu as ideias marxistas com seu próprio pensamento sublocado sobre a forma política que o marxismo deveria ter. Além disso, ele fazia uso de dois talentos que estavam ausentes em Marx: uma capacidade organizacional impiedosa e uma longa experiência revolucionária. O resultado tem sido correta e precisamente chamado de Marxismo Leninista: “Somente a força pode produzir a mudança social”.

Tendo renunciado a toda fé nas tradições religiosas e morais que tinham originalmente possibilitado a formação da civilização ocidental, Lênin sofria de uma pobreza de alternativas. Houve um rápido e passageiro momento em seus últimos anos de vida quando ele esteve perto da possibilidade de corrigir os erros fatais em seu leninismo. Esse momento veio na pessoa de Antonio Gramsci.

Stalin

Nascido em Gori, na Geórgia, em 1879, filho de um sapateiro sadista. Um apelido entre seus camaradas falava de um lado amedrontador do seu caráter. Eles o chamavam de 'Demonschile' - Diabo. Junto com os milhões de cidadãos soviéticos que foram mortos ou encarcerados, 1.108 dos 1.966 delegados que tinham sido tão úteis em colocar essas novas criações stalinistas em existência, foram executados entre 1936 e 1938 durante o Grande Expurgo e os três Grandes Julgamentos Públicos. No próprio Comitê Central, 98 dos 138 membros e candidatos a membros foram executados.

 

Hitler

 

Hitler era um alvo apto para os avanços da Rússia marxista, precisamente por causa de sua admiração por Stalin e por seus comprovados métodos de genocídio. O livro Os Fundamentos do Leninismo, de Stalin, que tinha argumentado de forma tão apaixonada pelo genocídio como um instrumento legítimo do socialismo, tinha sido publicado na tradução alemã em 1924. Logo após tomar o poder em 1933, Hitler comentou a um confidente, Hermann Rauschning, que: "Todo o Nacional Socialismo está baseado no marxismo".

Hitler não estava nem de longe sozinho em sua admiração pela doutrina marxista-leninista-stalinista do genocídio. Ele encontrou defensores famosos em tipos como os heróis literários ingleses H. G. Wells, Havelock Ellis e George Bernard Shaw, para citar apenas alguns. Shaw chegou a propor a invenção de um gás que matasse instantaneamente e sem dor e o extermínio das 'raças inúteis' com fundamento científico.

Hitler encontrou exatamente o que Shaw tinha proposto no gás Zyklon-B, com o qual tirou as vidas de seis milhões de judeus e outras 'raças inúteis.

Nota: Este produto mortal era fornecido com a ajuda de Prescott Bush, o avô de George W. Bush.

A despeito de sua incomparável impiedade, que estava em carga total nos anos 1930, Stalin foi tão inacreditavelmente engenhoso na promoção do culto à sua personalidade, que a América conseguiu ignorar as políticas genocidas dele. Um artigo publicado na revista Harper's Weekly apresenta um exemplo do estereótipo simpático que veio a ser aceito nos EUA: 'O Tio Joe', como o presidente Franklin D. Roosevelt chamava Stalin com familiaridade, aquele urso humano gentil, firme, que gosta de fumar um cachimbo, dedicado à família e que vive de forma modesta com o salário de um gerente, como qualquer capitalista americano honesto.

 

Antonio Gramsci

A fórmula política que Gramsci planejou fez muito mais do que o leninismo clássico — e certamente mais do que o stalinismo — para alastrar o marxismo por todo o Ocidente capitalista. Por volta de 1913, ele era membro do Partido Socialista Italiano. Em 1919, fundou um jornal, cujo nome somente, L'Ordine Nuovo, A Nova Ordem dava clara indicação de sua inclinação mental e do fato que, como Lênin, ele era tanto um visionário quanto um homem de ação. Em 1921, Gramsci foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano. No ano seguinte Benito Mussolini assumiu o poder. A Itália tornou-se uma nação fascista. Gramsci partiu então para o lugar que ele sem dúvida esperava que seria um refúgio seguro: a URSS de Lênin.

Ele era um marxista e estava tão convencido quanto Lênin que havia uma força interna na humanidade que a dirigia para frente, rumo ao ideal marxista do Paraíso dos Trabalhadores. Gramsci estava ciente demais dos fatos históricos e da vida para aceitar as outras suposições básicas e sem fundamentos feitas por Marx, e aceitas sem questionamento por Lênin.

Gramsci rejeitava o cristianismo e todas as suas afirmações de transcendência. Entretanto, ele sabia que existia uma civilização cristã. Afinal, essa era a força que vinculava todas as classes em uma cultura única e homogênea. Era uma cultura especificamente cristã, em que os homens e as mulheres individuais compreendiam que as coisas mais importantes a respeito da vida humana transcendiam as condições materiais em que a vida mortal era vivida.

Gramsci concordava que a grande massa da população mundial era formada por trabalhadores. Este fato era evidente. Entretanto, o que se tornou claro para ele foi que em parte alguma — e, especialmente na Europa cristã — os trabalhadores do mundo se viam como separados das classes governantes por um abismo ideológico.

Nunca haveria um levante glorioso do proletariado. Não haveria uma derrubada violenta inspirada pelo marxismo da 'superestrutura' governante pelas classes trabalhadoras 'inferiores'. A razão é que independente de quão oprimidos elas pudessem ser, a 'estrutura' das classes trabalhadoras era definida não pela sua miséria ou sua opressão, mas por sua fé cristã e por sua cultura cristã. A insistência marxista que tudo de valor na vida estava dentro da humanidade — era imanente na humanidade e em sua condição terreal — era impotente contra essa barreira.

Gramsci não viveu o suficiente para assistir a traição de Hitler a Stalin e o fracasso de outro plano para a revolta violenta do proletariado. Ele também não chegou a ver os primeiros sinais de vingança e vitória de suas ideias. Entretanto, quando o primeiro volume daquilo que ele escreveu na prisão foi publicado em 1947 — dez anos completos após sua morte — a voz do profeta marxista morto tornou-se uma realidade para a qual o mundo, em grande parte, não tinha uma resposta pronta. Uma realidade que iria atormentar Joseph Stalin e todos seus sucessores, até Mikhail Gorbachev, que finalmente deu ouvidos e que pegou na mão do fantasma de Gramsci e partiu na estrada marxista-leninista rumo ao século 21.

Um elemento-chave do modelo gramsciano para a vitória global do marxismo estava na distinção de Hegel entre o que era 'interior' ou 'imanente' no homem e aquilo que o homem considerava fora e acima dele e de seu mundo — uma força superior que transcendia as limitações dos indivíduos e grupos, tanto grandes quanto pequenos.

A seção seguinte mostra como a igreja precisou ser adaptada para essa visão terreal de um paraíso material. A Igreja Emergente já abraçou essa visão falsificada de um "reino de Deus" terreal.

O transcendente do marxismo, dizia Gramsci, era o ideal utópico.

Gramsci argumentava que, a não ser que você toque sistematicamente o que é imanente e imediato para os indivíduos, grupos e sociedades em suas vidas diárias, não conseguirá convencê-los a lutar por algo transcendente.

Portanto, o chamado de Marx e Lênin para impor o transcendente por força violenta era uma fútil contradição na lógica humana. Não é para se admirar que o único Estado marxista que existia foi imposto e era mantido por polícias terroristas. Se o marxismo não encontrasse um modo de modificar essa fórmula, ele não teria futuro. O que era essencial, insistia Gramsci, era 'marxizar' o homem interior. Somente quando isso fosse feito você poderia com sucesso seguir a utopia do 'Paraíso dos Trabalhadores' (a sociedade sem classe) diante de seus olhos. E ele estava totalmente convencido que a dimensão material era tudo o que existia.

Até mesmo os métodos de terror stalinistas, Gramsci predisse, não poderiam eliminar aquilo que ele chamava de 'forças da reação burguesa. Em vez disso, ele advertia, essas forças reacionárias — a religião organizada, o sistema intelectual e acadêmico, os círculos de capitalistas e de empreendedores — todos seriam comprimidos por qualquer dessa repressão em torrentes densas de tradição, resistência e ressentimento.

Claramente, se Gramsci fosse modificar o aspecto cultural comum, a primeira ordem seria modificar a face externa do Partido Comunista. Para os principiantes, os marxistas teriam de se libertar de todas as peculiaridades leninistas. Não adiantaria falar com veemência sobre a 'revolução' e 'ditadura do proletariado' e o 'Paraíso dos Trabalhadores'. Em vez disso... os marxistas teriam de exaltar ideias como 'consenso nacional' e 'unidade nacional. Além disso, advertiu Gramsci, os marxistas em todo o mundo teriam de se envolver em processos democráticos práticos e normalmente aceitos, em fazerloby, votar e todo tipo de participação parlamentar.

Eles teriam de se comportar em todos os sentidos do modo como os democratas ocidentais se comportam — não somente aceitando a existência de muitos partidos políticos, mas fazendo alianças com alguns e amizades com outros. Na verdade, eles teriam de defender o pluralismo. Além disso — heresia de todas as heresias leninistas — os marxistas teriam até mesmo de defender diferentes tipos de Partido Comunista em diferentes países.

O Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética ainda seria o centro operacional do marxismo internacional — anda dirigiria este novo estilo de revolução mundial por penetração e corrupção. Mas nenhum Partido Comunista em qualquer país fora da União Soviética seria um clone forçado do PCUS.

Acima de tudo, os marxistas precisam imitar, aperfeiçoar e expandir os papéis já inventados por Lênin e seu 'especialista de inteligência’. Os marxistas precisam se unir com as mulheres, com os pobres e com aqueles que consideram certas leis civis opressivas. Eles precisam adotar diferentes táticas em diferentes culturas e subculturas. Eles nunca devem mostrar uma face inadequada (o politicamente correto). Além disso, precisam se envolver em toda atividade civil, cultural e política em cada país, fermentando pacientemente todas elas de forma tão completa como o fermento leveda a massa do pão.

Entretanto, nem mesmo esse modelo de infiltração funcionaria no fim, a não ser que Gramsci conseguisse alvejar o maior inimigo do marxismo, o cristianismo, que tinha criado e ainda permeava a cultura ocidental em todas suas formas, atividades e expressões. Para este propósito, Gramsci sentia que o momento era bastante apropriado. Embora o cristianismo parecesse forte na superfície, ele foi debilitado por ataques incessantes naquilo que restava já enfraquecido: “O Reino de Deus na terra”.

Os marxistas precisam mudar a mente residualmente cristã para que ela não se transforme meramente em uma mente não cristã, mas em uma mente anticristã. Era preciso levar os indivíduos e grupos em toda classe e setor da vida a pensarem sobre os problemas da vida com referência a um cristianismo material e imediato, baseado em experiências e sensações, sem a transcendência cristã, sem referência a Deus e às leis de Deus. Ele precisava fazer com que eles reagissem com antipatia e oposição a qualquer introdução dos ideais cristãos, ou da transcendência cristã, no tratamento e solução dos problemas da vida moderna.

Gramsci era um marxista roxo. E a essência do marxismo — a pedra fundamental do ideal marxista deste paraíso terreal como o ápice da existência humana — é que não há nada além da matéria neste universo. Não há nada na existência que transcenda o homem — seu organismo material dentro de seu ambiente material.

Esses objetivos, como a maior parte do modelo de Gramsci, tinham de ser perseguidos por meio de uma revolução silenciosa e anônima. Nada de levantes armados e derramamento de sangue. Em vez disso, tudo precisa ser feito em nome da dignidade e dos direitos humanos. O novo mundo não somente precisa se mover além, mas acima de tudo, precisa aprender a desprezar as afirmações e restrições do cristianismo bíblico.

Façam isto, ele prometia, e em essência vocês terão marxizado o Ocidente. A etapa final — a marxização da política da vida — ocorrerá em seguida.

 

A Igreja Católica Brasileira

A Teologia da Libertação foi um exercício perfeitamente fiel dos princípios de Gramsci. Ela pôde ser lançada por causa da corrupção de alguns relativamente poucos traidores bem posicionados, todavia com grande apoio da classe religiosa dominante. Ela foi direcionada para a cultura e para a mentalidade das massas. Ela despia ambas de qualquer vinculação com a transcendência cristã. Ela travava o indivíduo e sua cultura no abraço apertado de um objetivo que era totalmente imanente: a luta de classe para a libertação sociopolítica.

Enquanto isso, nos Estados Unidos e na Europa, os pobres eram poucos demais em número, isolados demais e desinteressados demais para servirem como um alvo primário para a oportunidade gramsciana. Mas não importa, pois em ambas as regiões existam importantes seminários que já eram corrompidos em sua teologia. Eles rapidamente santificaram a Teologia da Libertação como o novo modo de pensar sobre todas as antigas questões.

O processo de secularização nas igrejas católicas e protestantes progrediu tão depressa e com tanta energia que, exatamente como Gramsci tinha previsto, alimentou outros veios de influência anti-cristãos no Ocidente. Esses eram veios que, aparentemente independentes da influência marxista advogavam uma interpretação materialista de todos os setores da vida humana por meio da investigação e da ação.

As faculdades acadêmicas da Europa e dos EUA, já orgulhosas da posição de vanguarda no pensamento político e progressista, caíram como patinhos diante da maré crescente de interpretações marxistas da história, do direito, da religião e da pesquisa científica.

Todo o significado da vida humana e a resposta a toda esperança humana estavam contidas dentro dos limites do mundo visível, tangível e material do aqui e agora.

A cultura 'liberada' dos países ocidentais essencialmente convergiu com o processo de crescente secularização, compartilhando livre e solidamente no novo princípio sagrado que toda a vida, atividades e esperanças da humanidade estavam nas estruturas sólidas deste mundo somente.

Os sistemas seculares de crenças — humanismo e o sincretismo religioso do ecumenismo e a Nova Era formaram suas próprias alianças, não tão estranhas, com os herdeiros de Gramsci, ocupando o vácuo religioso nas sociedades que eram anteriormente cristãs. Afinal, eles também estavam unidos em insistir que a fé não tinha função, exceto ajudar toda a humanidade a se unir e estar em paz neste mundo, de modo a alcançar o ápice final do desenvolvimento humano.

O fantasma de Gramsci tinha cativado todos eles com sua 'hegemonia marxista da mente'. O transcendente tinha se ajoelhado diante do imanente. O materialismo total foi livre e pacificamente adotado em toda a parte em nome da dignidade e dos direitos do homem, a autonomia e liberdade das restrições externas. Acima de tudo, como Gramsci tinha planejado, isto foi feito em nome da liberdade das leis e das restrições do cristianismo.

George Orwell, certa vez, escreveu que: 'em um dado momento, há um tipo de ortodoxia que permeia tudo — um acordo tácito e geral de não discutir algum fato importante e que causa desconforto'. O que agora passa por filosofia não é nada mais do que um complexo híbrido de modas e impulsos e teorias que moldam a opinião pública.

Eles participam com as igrejas cristãs em diálogo fraternal e em ações humanitárias comuns. Mas o objetivo é confirmar o novo cristianismo em sua busca anti-metafísica e essencialmente ateísta de libertação da inconveniência material, e, finalmente, de todas as restrições sobrenaturais. A libertação total é para construir a utopia marxista-leninista sonhada muito tempo atrás.

Gorbachev

Mikhail Gorbachev apareceu de repente no cenário internacional como o primeiro líder soviético inteligente o suficiente para avaliar, apreciar e adotar plenamente a fórmula gramsciana. Gorbachev está sendo muito fiel ao seu leninismo da pesada, ao mesmo tempo em que acrescenta atualizações e correções.

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Última atualização em Seg, 13 de Novembro de 2017 07:08  

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