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O LIVRO DE DANIEL - RESUMO 2017

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O LIVRO DE DANIEL

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Por: Helio Clemente

 

O livro de Daniel é formado por duas partes, a primeira parte é essencialmente narrativa e tem um propósito didático, orientado a demonstrar que a sabedoria e o poder de Deus estão infinitamente acima de toda possibilidade e compreensão humanas.

1 - História de Daniel e dos seus companheiros:

Daniel 1,3-4: “Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus”.

 

Daniel, um dos jovens judeus levados para a Babilônia, uma vez na Babilônia, Daniel e os seus três companheiros, Hananias, Misael e Azarias (respectivamente chamados por Nabucodonosor de Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego), são educados de maneira especial, Daniel aprende o idioma e a literatura do Império Neobabilônico e logo se destaca pela sua sabedoria extraordinária e pela firmeza das suas convicções. Ele e os seus amigos, fiéis ao Deus de Israel, se negam a aceitar qualquer tipo de favor que os leve a quebrar as prescrições rituais do Judaísmo.

 

Essa estrita fidelidade aos seus princípios religiosos os obrigam a enfrentar riscos de morte, dos quais são livrados pela mão do Senhor.

A Fornalha ardente:

Daniel 3, 23-25: “ Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram atados dentro da fornalha sobremaneira acesa. Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses”.

A cova dos leões:

Daniel 6,19-21: “Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões. Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente!”.

Quanto à sabedoria de Daniel, esta se evidencia quando Deus lhe concede que descubra e interprete os sonhos de Nabucodonosor e também que, na presença de outro rei, Belsazar, decifre o escrito feito na parede por uma mão misteriosa.

As revelações dos sonhos por Daniel:

O primeiro sonho de Nabucodonosor:

Daniel 2,29-30: “Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser. E a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente”.

O sonho do rei Nabucodonosor ser referia a uma grande estátua destruída, a estátua representava o Império Babilônico e o sonho se referia à destruição do império Babilônico pela Pérsia e os reinos que viriam a seguir: Pérsia, Macedônia e Roma.

A vaidade de Nabucodonosor punida:

Daniel 5,20-21: “Quando, porém, o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. Foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele”.

Pela sua vaidade, Nabucodonosor foi transformado em um animal durante oito anos, vivendo no campo por todo esse tempo. Depois disso foi restaurado ao poder, sabendo, porém, que todas as coisas acontecem pela determinação de Deus. Veja abaixo a belíssima oração de Nabucodonosor:

Daniel 4,34-35: “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”.

A mão na parede:

O filho de Nabucodonosor, Belsazar, assumiu o reinado após a morte de seu pai. Ele deu um banquete e trouxe os utensílios do templo de Jerusalém para utilização no banquete. Durante o banquete apareceu uma mão e escreveu na parede algo que os magos não conseguiram decifrar. O rei então, chamou Daniel que deu sua interpretação:

Os persas dominaram o Império Babilônico e o rei Belsazar foi morto naquela mesma noite.

Daniel 5,25-28: “Esta, pois, é a escritura que se traçou: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta. PERES (PARSIM): Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas”.

Segunda parte:

A segunda parte contém uma série de visões simbólicas em linguagem apocalíptica que ampliam e desenvolvem certas noções já esboçadas na primeira seção. A primeira visão, de quatro animais monstruosos que sobem do mar representam os grandes impérios que sucessivamente dominam o mundo, mas o Senhor, posteriormente, os deixará sem poder e destruirá por completo. Conforme João Calvino, estas visões de Daniel devem ser interpretadas em relação a um futuro recente, que termina com a destruição do templo de Jerusalém pelos romanos no ano 70 d.C.

Daniel 7,2-3: “Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar”.

Daniel 7,4: “O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem”.

Esse primeiro animal é o Império Babilônico.

Daniel 7,5: “Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne”.

Esse segundo animal é o Império Persa, que dominou o Império Babilônico e uniu os dois reinos.

Daniel 7,6: “Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio”.

O terceiro animal é Alexandre, o grande, da Macedônia, que derrotou a Grécia e o Império Persa.

Daniel 7,7: “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres”.

Este último e terrível animal é o Império Romano, que dominou grande parte do mundo conhecido e durou mil anos. Este quarto animal, que simboliza o império romano, tinha dez chifres: Esses chifres simbolizam a divisão em províncias, cada uma com um governador e muito poder.

O chifre pequeno: este chifre pequeno são os césares romanos, começando com Júlio César, pois antes disto os imperadores eram cônsules totalmente sujeitos ao senado.

A destruição do império romano - 7,11: “Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado”.

Visões apocalípticas (conforme comentários de João Calvino):

A - A visão do Filho do Homem

Daniel 7,13-14: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído”.

Nessa visão de Daniel, o Cristo vindouro é chamado pela primeira vez como Filho do Homem. Esse foi o título preferido por Cristo e repetido dezenas de vezes nos evangelhos.

B– A segunda visão dos animais:

8,3-4: “Então, levantei os olhos e vi, e eis que, diante do rio, estava um carneiro, o qual tinha dois chifres, e os dois chifres eram altos, mas um, mais alto do que o outro; e o mais alto subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia segundo a sua vontade e, assim, se engrandecia”.

O carneiro é o império persa, e os dois chifres os impérios babilônicos e persa que se uniram em um só reino. As marradas do carneiro eram os países conquistados em todas as direções e nenhum deles podia resistir ao império persa.

8,5-6: “Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder”.

O bode é Alexandre, que derrotou o império babilônico/persa rápida e furiosamente. O chifre único do bode é o império grego, do qual Alexandre foi feito General Supremo. Após sua morte – “o grande chifre foi arrancado” – surgiram em seu lugar quatro outros chifres, que são os quatro generais de Alexandre que dividiram entre si o seu império:

É o ano de 306 a.C. e os generais dividem o império macedônico:

Cassandro – Macedônia; Seleuco – Babilônia e Síria; Antígono – Lisímaco – Trácia; Ptolomeu – Egito (Palestina).

O chifre pequeno que teve origem nos quatro chifres é Antíoco Epifânio, este chifre é chamado de pequeno não por causa do poder de Antíoco, mas pelo seu caráter desprezível. Antíoco perseguiu duramente a igreja de Israel com arrogância inusitada e com todas as forças e artifícios ao seu alcance para perverter a religião judaica.

- Oração de Daniel:

9,18: “Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias”.

Nesta oração pelo povo de Israel, Daniel reconhece a todos como pecadores que não merecem o amor de Deus, e pede pela misericórdia de Deus sem consideração da justiça própria do povo e de cada um deles, incluindo a si mesmo nesta situação.

– O tempo do cativeiro:

Daniel 9,2: “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos”.

- A segunda oração de Daniel:

Daniel 9,7-9: “A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele”.

Nessa nova oração, Daniel se coloca junto aos pecadores, reafirmando a depravação total do homem e a salvação unicamente pela misericórdia de Deus.

Observe a seguir, no final da oração, Daniel pede o perdão a Deus pelo nome de Cristo (Adonai).

Daniel 9,17: “Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor (Adonai)”.

O mensageiro do céu:

Daniel 9,24: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”.

Esta promessa refere-se a algo mais excelente do que tudo o que havia até então, segundo Calvino a previsão aqui referida é o advento de Cristo.

9,25-26: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.

Desde a saída da ordem para restaurar... até ao Ungido, refere-se ao período do édito de libertação dos judeus da babilônia até o batismo de Cristo.

As sete semanas: Ciro permitiu aos judeus reconstruir o templo. Os fundamentos foram lançados, mas quando Ciro saiu para guerrear contra a Citia, os judeus tiveram que paralisar a construção por 46 anos, somados aos três anos em que foram lançados os fundamentos temos 49 anos, as sete semanas.

As sessenta e duas semanas: Ao final do reinado de Ciro até o batismo de Cristo decorreram 480 anos, as sessenta e duas semanas, com pequena aproximação, considerada normal nas profecias.

No capítulo onze as profecias anteriores são repetidas de forma abreviada.

– Deus preserva sua igreja:

Daniel 12,1: “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”.

Ainda, segundo Calvino, essa profecia refere-se à perseguição que a igreja de Deus sofre em todos os tempos, o segundo período refere-se à salvação dos eleitos de Deus em todos os tempos.

12,2: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”.

Aqui o anjo estende a preservação dos filhos de Deus, desde o início da humanidade até a ressurreição final – O Dia do Juízo.

6 - O tempo do fim:

12,7: “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão”.

Um tempo, dois tempos e meio tempo, estas palavras se referem a um longo tempo, indefinido e a finalidade é que o povo de Deus tenha paciência e esperança na tribulação que fatalmente virá sobre a igreja de Deus.

12,10: “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”.

Aqui vemos novamente a separação dos eleitos, que serão purificados, e dos réprobos, que procederão perversamente.

12,11: “Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias”.

O tempo em que o sacrifício for tirado: O início da pregação do evangelho.

A partir desse período não haveria mais necessidade do sacrifício diário, pois o sacrifício de Cristo é único e eterno. 1290 dias é, também, tomado por Calvino como um tempo metafórico, um longo período de perseguição e tribulação que deve ser suportado com paciência.

12,12: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”.

Novamente conforme Calvino, este período de tempo se refere ao mesmo período do verso anterior, também exortando os cristãos a terem paciência na tribulação e confiar unicamente em Cristo para a salvação e perseverança na fé.

CRONOLOGIA DA PROFECIA EM DANIEL 9,24-27:

É importante avaliar a cronologia da profecia de Daniel no capítulo nove.

Por essa profecia vemos que o Messias teria que vir antes da destruição do templo, no ano 70 A. D. Os escribas e fariseus eram mestres nas escrituras e nas profecias do Velho Testamento, a conclusão que apresento é que:

Os escribas e fariseus sabiam que Jesus era o Messias

DANIEL 9,24-27: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”.

A previsão é bastante clara. Quando Herodes Magno queria matar o menino Jesus, ele consultou os escribas a esse respeito. Os escribas disseram que o Messias iria nascer em Belém, exatamente naqueles tempos.

Muitas outras profecias foram cumpridas diante dos fariseus e escribas, não resta dúvida que eles sabiam que Jesus era o Messias prometido, só não era o que eles queriam.

A vinda de Cristo antes da destruição do templo em 70 d.C.

Malaquias 3,1: “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos”.

O que nos diz este verso?

Que o Messias deveria vir antes da destruição do templo. Não tem como levantar dúvida a esse respeito.

Podemos ver também acima no verso 9,26 de Daniel, a mesma coisa:

A destruição do templo seria posterior à vinda do Messias, o verso 24 prediz a vinda de Cristo e só depois, a morte de Cristo e posteriormente a destruição do templo:

“Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário”.

Vejamos mais alguns versos:

Salmo 118,26-27: “Bendito o que vem em nome do SENHOR. A vós outros da Casa do SENHOR, nós vos abençoamos. O SENHOR é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até às pontas do altar”.

O que vem em nome do SENHOR: O Cristo. Veja que o altar do templo existe durante o tabernáculo de Jesus.

Zacarias 11,13: “Então, o SENHOR me disse: Arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do SENHOR”.

As trinta moedas de prata foi o preço da traição de Judas, elas foram arrojadas na Casa do SENHOR – O templo.

Ageu 2,7: “Farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos”.

Mais uma profecia sobre a vinda de Cristo durante a existência do templo.

Vemos, desta forma, que as profecias do Velho Testamento previam, sem a menor dúvida, que o Messias deveria vir antes da destruição do templo no ano 70 a.D. Depois disso, nunca mais foi reconstruído.

Façamos uma breve análise cronológica do verso 9,26 de Daniel:

“Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário”.

Primeiro: O Messias veio;

Segundo: O Messias morreu;

Terceiro: Um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário.

Esta profecia foi cumprida nas três etapas colocadas acima: a encarnação, a morte de Jesus e a destruição da cidade e do templo por um príncipe: O general Tito, filho do imperador romano Vespasiano.

O templo e a cidade foram destruídos pelos exércitos romanos no ano 70 a.D. sob o comando do general Tito. Não podemos esquecer que Tito era filho do imperador (príncipe).

Em todas estas profecias podemos ver que o templo seria destruído após a vinda do Messias, o que torna impossível uma nova vinda.

A profecia em Daniel 9,24-27

Esta profecia afirma que em 69 semanas o Messias virá a Jerusalém. As 69 semanas (7 + 62) são tomadas como sendo 69 períodos de sete anos a partir do decreto para reconstruir Jerusalém.

Em seguida a profecia afirma que depois que o Messias vier ele não mais estará (sua morte).

Somente depois disto virá o príncipe para destruir a cidade e o templo.

Esta profecia em Daniel, refere-se a 70 semanas. A última semana é descrita no verso 27, essa última semana provavelmente não é ligada com as outras 69 e refere-se a um tempo posterior, provavelmente ao anticristo ou logo antes dele, mas isto não interfere na interpretação histórica dos tempos referidos nas 69 semanas que são muito bem definidos.

A explicação das semanas de sete anos:

Levítico 25,8: “Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos”.

Este verso em Levítico é a base do cálculo do tempo das semanas na profecia de Daniel, cada semana representa sete anos.

O início das 70 semanas, conforme estudiosos da bíblia deve ser referido ao decreto de Artaxerxes a Neemias, no ano de 444 a.C.

Neemias 2,4-5: “Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus e disse ao rei: se é do agrado do rei, e se o teu servo acha mercê em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique”.

Este é o único decreto autorizando a reconstrução da cidade e o livro de Neemias conta como este trabalho foi feito. Todos os outros decretos se referem exclusivamente à reconstrução do templo.

A datação do decreto (444 a.C.)

Neemias 2,1: “No mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, uma vez posto o vinho diante dele, eu o tomei para oferecer e lho dei; ora, eu nunca antes estivera triste diante dele”.

Artaxerxes assumiu o trono em 465 a.C. Conforme o calendário judeu, após vinte anos, no mês de Nissan (Março) o ano seria 444 a.C.

As primeiras sete semanas – Neemias demorou 49 anos para reconstruir a cidade. O tempo decorrido entre o decreto de Artaxerxes e a vinda do Messias é de 483 anos (69 x 7), sendo cada ano correspondente ao ano profético de 360 dias. O clímax das 69 semanas é a auto revelação de Jesus como o Messias ao povo judeu.

Zacarias 9,9: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”.

Esta revelação deixou os fariseus completamente enfurecidos, e procuravam cada vez mais um pretexto para tirar-lhe a vida.

João 12,19: “De sorte que os fariseus disseram entre si: Vede que nada aproveitais! Eis aí vai o mundo após ele”.

O final das 69 semanas:

“O Messias já não está” – Conforme os dados históricos tidos como mais relevantes Jesus foi crucificado em Abril do ano 30 d.C.

A destruição do templo – Como já vimos o templo foi completamente destruído no ano 70 d.C. pelo General Tito, filho do imperador Vespasiano.

A última parte da profecia, referente à semana 70 ainda não foi cumprida.

Será a segunda vinda de Cristo para o Juízo Final.


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Comentarios (8)Add Comment
0
o livro de daniel
escrito por milena cristina, julho 09, 2013
adorei smilies/grin.gif
0
Daniel
escrito por Maria, agosto 30, 2013
smilies/smiley.gif Amei,sendo assim aprendi mais sobre a palavra de Daniel.
0
todos
escrito por adilson barros britto, dezembro 22, 2013
deus e bom deus e muito bom deus e bom de mais
0
livro de daniel
escrito por jorge alves fereira, janeiro 28, 2014
a paz do senhor,quero dizer que sou grato a Deus por vocês ter colaborado com muitas e muitas pessoa ajudando no desempenho da leitura bíblica e com isso ajudando os estudo bíblico porque ha momento que e edifício lembrar de um veiculo e aqui temos a resposta valeu a pena que Deus continua lhe abençoando. Ev. Jorge Alves Ferreira.Manhumirim29 de janeiro 2014
0
daniel
escrito por nilson jose cisa da rosa , março 26, 2014
muito bom material de primeira smilies/smiley.gifsmilies/kiss.gif
elias dos santos
Muito importante estudar sobre o assunto
escrito por elias dos santos, julho 03, 2014
Gostei imensamente. Deus lhe abençoe.
0
...
escrito por Eduardo de Oliveira, setembro 04, 2015
Gostei bastante do Resumo. Gostaria de saber onde encontrar no Livro de Daniel a profecia que o homem deverá se compreender em toda a sua essência no dia em que tiver capacidade de decifrar as inscrições apostas nas pedras antigas. Obrigado smilies/smiley.gif
0
...
escrito por RAFAEL MARCOS GARCIA, outubro 14, 2015
Aprendi mais sobre a palavra de Daniel Parabens

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Última atualização em Seg, 26 de Junho de 2017 08:46  

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