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A Família de Jesus - Livreto - HELIO

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Download do Livro: A FAMÍLIA DE JESUS

 

A FAMÍLIA DE JESUS

vivendopelapalavra.com

Por: Helio Clemente

Este livreto é um excerto do livro Teologia Sistemática do mesmo autor.

 

A FAMÍLIA DE JESUS

As referências à família terreal de Jesus são poucas, mas é possível avaliar e apresentar o que existe com base em dados bíblicos e históricos. As genealogias são consideradas importantes, pois o Messias deveria vir da linhagem de Davi, por isto são apresentadas duas genealogias nos evangelhos: Em Mateus a genealogia de Jesus por parte de José, em Lucas a genealogia de Jesus por parte de Maria, ambos descendentes de Davi.

Sobre o nascimento de Jesus existe um bom relato, visto que era necessário ser preservado esse fato em vista das profecias com relação à vinda do Messias prometido. Ele nasceu em Belém, foi concebido pelo poder de Deus através do Espírito Santo e nasceu de uma virgem recém desposada, descendente de Davi, bem como seu marido José, também descendente de Davi.

 

Mateus 1,18: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo”.

 

Lucas 1,27-31: “A uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus”.

Lucas 1,35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.

O nascimento de Jesus se deu em Belém, José e Maria moravam em Nazaré, porém com a convocação do censo foram a Belém, pois eram ambos descendentes da Davi, da casa de Judá.

Lucas 2,1-7: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

O apóstolo João descreve o nascimento de Jesus avaliado primeiramente conforme o ponto de vista de sua pessoa divina: O Verbo de Deus encarnado.

João 1, 14: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.

O nascimento de Jesus foi conhecido em Judá e o rei Herodes sentiu-se ameaçado por causa das profecias a respeito do Messias.

Mateus 2,1-2: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?”.

Como Herodes (Herodes Magno ou Herodes o Grande) não conseguiu achar a Jesus menino, resolveu matar todas as crianças nascidas em Belém até dois anos de idade.

José, advertido pelo anjo de Deus, fugiu para o Egito levando o menino.

Mateus 2,13: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar”.

Quando morreu o rei Herodes, o anjo do Senhor voltou a José, no Egito, e chamou-o de volta, José, ainda temeroso foi morar em Nazaré, na província da Galiléia.

Mateus 2,19-20: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino”.

O próximo relato em que a família de Jesus é referida acontece na festa da Páscoa em Jerusalém. Anualmente José e a família iam para a festa, nesta ocasião quando Jesus tinha 12 anos, ele permanece em Jerusalém durante o retorno de sua família. Quando José e Maria retornam encontram-no junto aos doutores da lei, ensinando-os no templo. Como se pode ver pelo texto bíblico, José ainda era vivo nesta época.

Lucas 2,42-48: “Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos; e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura.  Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura”.

Pouco se sabe sobre a família de Jesus, talvez por que ele quisesse que seus irmãos fossem identificados com a sua paternidade celestial. Todos os que se tornam filhos de Deus são irmãos em Cristo.

Lucas 11,27-28: “Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!”

Não existem referências a respeito de Jesus e sua família entre este período dos doze anos e o início de seu ministério quando ele tinha aproximadamente trinta anos. A última informação bíblica sobre a infância de Jesus está no evangelho de Lucas.

Lucas 2,51-52: “E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.

O que se pode deduzir pelas informações bíblicas a respeito deste período é que Jesus era carpinteiro como seu pai e tinha quatro irmãos e pelo menos duas irmãs que moravam em Nazaré.

Marcos 6,3: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele”.

O início do ministério de Jesus pode ser aferido, primeiramente, pela vinda de João Batista. Pela riqueza de dados históricos dos versos de Lucas abaixo, é possível fixar esta data entre os anos 25 e 26 d.C.

Lucas 3,1-2: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto”.

Logo no início de seu ministério ele se manifestou aos judeus durante um casamento em Caná, Galiléia, na presença de sua mãe, dos irmãos e dos apóstolos. Durante estas bodas em Caná, de acordo com o evangelho de João, Jesus fez o seu primeiro milagre transformando água em vinho a pedido de sua mãe. Com isto ele inicia seu ministério que iria durar cerca de três anos.

João 2,1-2: “Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora”.

Mas, apesar desta observação dura, Jesus pediu aos servos da casa que enchessem as talhas usadas para as purificações com água, eram seis talhas de aproximadamente trinta litros cada em um total de cento e cinquenta litros e transformou esta água em vinho de qualidade excelente, que chegou a provocar surpresa no mestre-sala.

João 2,6-10: “Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora”.

João 2, 12: “Depois disto, desceu ele para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias”.

Nesta ocasião nota-se a ausência de José, e em todas as referências após esta também não se constata mais a sua presença, podendo presumir que ele morreu entre o período em que Jesus tinha 12 e 30 anos, mas ainda a tempo de ensinar a Jesus o seu ofício, de onde se pode deduzir que morreu quando Jesus já era adulto.

Quando Jesus foi a Nazaré, durante seu ministério, todo o povo que o conhecia desde pequeno, escandalizava-se nele e não cria em suas palavras. Vemos novamente neste verso, que Jesus tinha quatro irmãos, filhos de Maria.

Mateus 13,55: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?”

Seus irmãos, na verdade não acreditavam que Jesus era o Cristo e tratavam-no com ceticismo e até certa ironia.

João 7,3: “Dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes”.

João 7,5: “Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele”.

Quando Jesus continua seu ministério, sua mãe e seus irmãos procuravam-no para prendê-lo, pois achavam que ele estava louco.

Marcos 3.21: “E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si”.

Mateus 12,46-50: “Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. E alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te. Porém ele respondeu ao que lhe trouxera o aviso: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe”.

A crucificação

A próxima participação da família de Jesus em seu ministério foi durante a crucificação, a mãe de Jesus e as mulheres que o acompanhavam observavam de longe.

João 19,25-26: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa”.

É conveniente proceder a uma análise mais detalhada deste verso, bastante abusado para justificação impossível de mitos católico-romanos.

1 - Maria, a mãe de Jesus:

Observava de longe, mostrando desta forma seu carinho para com Jesus e o sofrimento profetizado por Simeão no evangelho de Lucas:

Lucas 2,35: “(Também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações”.

Todavia esta dor maternal está muito longe de participar na satisfação da justiça de Deus ou na propiciação da ira divina. Nada que uma criatura finita faça poderá satisfazer ou agradar ao Ser infinito de Deus e muito menos se constituir como co-participante de um ato divino.

Como se pode ver nos versos de Lucas abaixo, Maria estava muito longe de se imaginar co-participante da redenção, pelo contrário, ela muito humildemente engrandece a Deus e atribui a ele a sua salvação.

Lucas 1,46-47: “Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”.

Como se poder ver pelo verso abaixo da Carta aos Hebreus, o intercessor e consolador que intermediou o sacrifício de Cristo foi o Espírito de Deus, nenhum outro Ser além da divindade trina poderia ou pode interferir neste processo de salvação determinado por Deus na eternidade.

Hebreus 9,14: “Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”.

2 – Maria mulher de Clopas (Alfeu)

João 19,25: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena”.

Por este verso vemos que Maria, mulher de Clopas não era irmã de Maria pela partícula e colocada antes do seu nome e depois da citação da irmã de Maria. Conforme a condição social dos judeus neste período da história, e ainda de acordo com comentário de John Gill a este verso, era impossível existirem duas irmãs consanguíneas com o mesmo nome àquela época, Maria, mulher de Clopas (*), poderia ser irmã de José ou seu marido era irmão de José ou Maria, o que levava os cônjuges a serem considerados irmãos. Esta Maria, mulher de Clopas, era mãe de Tiago o apóstolo conhecido como Tiago, o menor, para diferenciá-lo de Tiago, o maior, irmão de João, filho de Zebedeu.

(*) Mulher de Clopas, ou de Alfeu - poderiam ser dois nomes da mesma pessoa traduzidos diferentemente do hebraico e do grego, ou dois maridos em épocas diferentes.

Mateus 27,56: “Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé (filhos de Alfeu); e a mulher de Zebedeu (mãe de Tiago, o maior, e João)”.

Marcos 15,40: “Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria (mulher de Clopas/Alfeu), mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé”.

Estes versos acima encerram por completo a possibilidade de Maria, mulher de Clopas (Alfeu) ser mãe dos irmãos de Jesus, pois seus filhos eram Tiago o Menor (apóstolo), José e Salomé.

Segundo os mitos católico-romanos esta Maria, mulher de Clopas, seria a mãe dos irmãos de Jesus: Tiago, José, Simão e Judas. É preciso, realmente, muita imaginação e fuga da realidade bíblica para aceitar tamanha sandice.

Pode-se ver no verso abaixo a presença do apóstolo Tiago o menor e também da mãe e dos irmãos de Jesus de forma que o apóstolo Tiago estava junto com os irmãos no cenáculo, mas não era um deles.

Atos 1,13-14: “Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”.

Este verso será estudado em maiores detalhes abaixo.

Neste mesmo sentido, vemos no evangelho de João algo semelhante: Após as bodas em Caná, Jesus se dirige à Cafarnaum acompanhado de sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. O verso abaixo é bastante claro quanto à distinção entre os irmãos de Jesus, acompanhados da mãe, e os discípulos.

João 2,12: “Depois disto, desceu ele para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias”.

Os irmãos de Jesus

Os irmãos de Jesus somente se converteram após a ressurreição, quando foi visto primeiro pelo seu irmão Tiago; da mesma forma os apóstolos só vieram a entender o ministério messiânico de Jesus depois da ressurreição.

1 Coríntios 15,7: “Depois, foi visto por Tiago (o irmão do Senhor), mais tarde, por todos os apóstolos”.

Gálatas 1,19: “E não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor (presbítero de Jerusalém)”.

Nesta outra passagem, o apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios também faz clara referência aos irmãos de Jesus.

1 Coríntios 9,5: “E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”

Neste outro verso, Judas, não se identifica como irmão do Senhor, título já pertencente a Tiago, mas identifica-se como irmão de Tiago, por sua vez, irmão de Jesus.

Este Judas, escritor da epístola é reconhecido pela grande maioria dos comentaristas bíblicos como irmão de Jesus.

Judas 1,1: “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo”.

Nestes outros versos, Paulo refere-se novamente a Tiago, presbítero de Jerusalém, irmão de Jesus.

Gálatas 2,9: “E, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão”.

Neste outro verso Paulo se refere aos enviados de Tiago, presbítero de Jerusalém, quando repreende Pedro pela hipocrisia perante os irmãos gentios.

Gálatas 2,12: “Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão”.

Quanto aos irmãos de Jesus existe alguma controvérsia com relação a Tiago, que é confundido por alguns teólogos católico-romanos, com o apóstolo Tiago, filho de Clopas (ou Alfeu). Pela narrativa bíblica não existe possibilidade de Tiago, o irmão de Jesus ter sido apóstolo, esta confusão é deliberada e mal intencionada com o intuito de preservar os mitos da igreja acima das verdades da Escritura.

TIAGO (Jacó) – Os apóstolos e o irmão:

1 –    Tiago, o maior, apóstolo: Filho de Zebedeu, irmão mais velho do apóstolo João. Era pescador, tornou-se apóstolo juntamente com o irmão, foi morto no ano de 44 d.C. por ordem de Herodes Agripa I.  Todos os apóstolos morreram martirizados.

Atos 12,2: “Fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João”.

Diz a tradição católica que este Tiago, irmão de João, foi o primeiro missionário cristão na Espanha, este não é um fato confirmado bíblica ou historicamente.

2 –    Tiago, o menor, apóstolo: Filho de Alfeu (Clopas ou Cleopas), irmão de Simão o Zelote ou de Mateus, também conhecido por Tiago, o menor. Este Tiago, filho de Maria, mulher de Alfeu (Clopas) não era o irmão de Jesus, pois nenhum de seus irmãos foi apóstolo.

Mateus 27,56: “Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé (filhos de Alfeu); e a mulher de Zebedeu (mãe de Tiago e João)”.

Marcos 15,40: “Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé (filhos de Alfeu)”.

Pode-se ver novamente por estes versos que de Maria, mulher de Clopas (Alfeu) não era mãe dos irmãos de Jesus, pois seus filhos eram Tiago (o menor, apóstolo), José e Salomé.

Atos 1,13-14: “Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”.

Veja com atenção no verso acima as pessoas que estavam presentes no cenáculo: Todos os onze apóstolos, junto com eles Tiago, irmão de João e Tiago o menor, filho de Alfeu; os onze apóstolos estavam no cenáculo e também Maria, mãe de Jesus com os irmãos de Jesus, de onde se pode deduzir claramente que o apóstolo Tiago, filho de Alfeu não era um dos irmãos de Jesus, pois os irmãos de Jesus foram citados separadamente e em acréscimo aos apóstolos, como se pode verificar pela partícula e antes da frase: “e com os irmãos dele”.

3 –    Tiago Irmão de Jesus: Convertido após a ressurreição quando Jesus apareceu a ele, depois disto tornou-se o presbítero de Jerusalém e pregou aos Judeus.

1 Coríntios 15,7: “Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos”.

Gálatas 1,19: “E não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor”.

Gálatas 2,9: “E, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão”.

Conforme relatado pelo historiador judeu Flavio Josefo, Tiago (irmão de Jesus) foi atirado do pináculo do templo e espancado até a morte pelos judeus, por volta do ano 63 d.C. Este Tiago foi provavelmente o que escreveu a epístola, pois sua morte estava associada aos escritos da carta. Os sacerdotes levaram Tiago ao pináculo do templo e perguntaram a ele por que porta Jesus entraria na sua volta. Tiago respondeu que ele viria pelos céus, os sacerdotes furiosos atiraram-no ao solo e o espancaram até a morte.

A última ordem de Jesus para os apóstolos foi a Grande Comissão. Foi ordenado aos apóstolos que pregassem o evangelho a todo mundo, isto foi evidentemente levado a sério pelos apóstolos. Por este motivo nenhum dos apóstolos deveria ser bispo ou presbítero de um local determinado, levando a crer que o presbítero de Jerusalém era mesmo o irmão do Senhor e não Tiago filho de Alfeu.

Teólogos católicos romanos dizem ser Tiago, filho de Alfeu, o irmão de Jesus citado nos livros do evangelho, o que é improvável dentro do contexto geral apresentado. Esta versão não tem sustentação na narrativa bíblica, sendo que os irmãos de Jesus são efetivamente filhos de José e Maria.

ATUALIDADES ARQUEOLÓGICAS

Conforme artigo publicado pelo ‘Centro Apologético Cristão de Pesquisas’ foi recentemente encontrada a urna mortuária de Tiago, o irmão de Jesus, onde haviam os dizeres: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”, veja abaixo:


A divulgação da descoberta foi feita pela “Sociedade de Arqueologia Bíblica”, com sede nos Estados Unidos. De acordo com os peritos, o ossuário encontrado possui mais ou menos 50cm de comprimento e 28cm de largura e data do ano 63 da Era Cristã. A tradução da inscrição da urna em aramaico: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” é de responsabilidade do especialista em escritas antigas André Lemaire, professor da Universidade de  Sorbonne/Paris.

Geólogos do governo israelense (declaradamente anti-cristãos) estudaram minuciosamente a caixa, inspecionando sua superfície e inscrição microscopicamente. Concluíram, então, que o objeto tem mais de 19 séculos e não apresenta nenhuma evidência de pigmentos modernos, marcas de instrumentos de corte atuais ou outros sinais de falsificação.

Os bastidores da igreja romana preparam-se para argumentar sobre a questão, contrariando tanto a descoberta arqueológica como a narrativa bíblica, uma vez que a igreja de Roma jamais admitiu que Jesus tivesse irmãos de sangue, mesmo contra todas as claras evidências bíblicas.

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estudo biblico
escrito por ROBERTO FELIX DOS SANTOS, janeiro 07, 2017
EU GOSTARIA DE TER ESTES BENIFICIOS EM MINHA COLECAO DE ESTUDOS BIBLICOS

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Última atualização em Qua, 17 de Outubro de 2012 06:52  

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