Vivendo Pela Palavra

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Home Palestras Marta e Maria

Marta e Maria

E-mail Imprimir PDF

Os ensinamentos de Jesus são surpreendentes, ou será que a expectativa das pessoas está voltada para o lado errado? Todos estão acostumados a valorizar o trabalho e as realizações acima das outras coisas, mas o que diz Jesus? Vejamos.

Lucas 10,38-42: “Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

 

A bíblia deve sempre ser interpretada como um todo, em caso de dúvidas, a Escritura interpreta a Escritura, a questão é pesquisar e achar as respostas no próprio texto bíblico. Alguns trechos, porém, nos dizem muito a respeito do relacionamento com Deus, como a história do bom ladrão, da mulher adúltera e também este trecho em referência.

 

Mateus 22,29: “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”.

Marta estava envolvida em muitos serviços, aborrecida com sua irmã que ouvia a Jesus e não ajudava, pediu a ele que a mandasse ajudar. Vamos fazer uma breve análise do pedido de Marta:

Ela não tinha a intenção de interromper o discurso de Jesus, também não se ocupava em futilidades e amava a Jesus tanto quanto Maria.

É ressaltada nos evangelhos a diferença de personalidade e de atitudes entre as irmãs, não é discutido o caráter delas, ambas eram irmãs de Lázaro e todos eles amigos de Jesus, veja abaixo na morte de Lázaro.

João 11,5: “Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.

A morte de Lázaro: Lázaro havia morrido e os apóstolos ainda não sabiam, Jesus esperou por três dias e depois dirigiu-se ao local onde ele havia sido sepultado.

Neste outro episódio, Marta se dá melhor, vai ao encontro de Jesus, enquanto Maria fica em casa. Marta era realmente ativa e não esperou, foi ao encontro do Senhor.

João 11,19-20: “Muitos dentre os judeus tinham vindo ter com Marta e Maria, para as consolar a respeito de seu irmão. Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa”.

Tratam-se em ambos os casos de pontos de vista diferentes, pois tanto existe a necessidade de servir a Deus com trabalho e bens materiais como ouvir e estudar a palavra.

Cada pessoa tem um modo diferente de louvar a Deus e raramente uma pessoa tem todas as qualidades em equilíbrio, mas cada um seu jeito próprio, o que para Deus não é novidade, pois Ele, que perscruta a alma e o coração sabe da sinceridade ou da hipocrisia de cada um.

O que Jesus quis dizer com sua observação para Marta? “Pouco é necessário ou mesmo uma só coisa”.

Os trabalhos, as riquezas e todas as coisas do mundo se esvaem na nossa morte, porém, a Palavra é eterna e por ela conhecemos o caminho da salvação em Cristo.

Marcos 13,31: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão”.

A única coisa necessária é ouvir a Palavra e crer no que ela diz: A suficiência do trabalho de Cristo, esquecendo-se de nossa capacidade ou justiça própria, pois somente na justiça perfeita de Cristo existe salvação, nada mais é necessário.

João 3,18: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.

Esta é a única coisa a que Jesus se refere: a graça de Deus. O que não justifica a passividade e a entrega, o trabalho de Marta era útil e necessário, como também a atenção de Maria, pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Cristo.

Romanos 10,17: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”.

Paulo combate com veemência a atitude de entrega dos cristãos primitivos que nada faziam aguardando o retorno de Cristo, a estes ele disse:

2 Tessalonicenses 3,10: “Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma”.

O que pode ser deduzido até aqui é que o trabalho é necessário, mas o trabalho sem o conhecimento da Palavra não faz sentido para Deus.

Muitas pessoas religiosas prestam serviço na igreja, oram muito, levam uma vida de alto padrão moral, mas, sem o conhecimento dos preceitos bíblicos que orientem todas estas coisas, elas se perdem e se tornam pedra de tropeço, como aconteceu com Pedro.

Marcos 8,33: “Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”.

O que Jesus quis dizer com sua observação para Maria? “Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

Maria escolheu ouvir a palavra de Deus, realmente isto transcende a qualquer outra ocupação, sua dedicação e amor a Jesus jamais será esquecida, esta Maria é a mesma que ungiu Jesus com bálsamo precioso, preparando-o para sua morte.

João 12,3: “Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”.

Na verdade, Jesus amava Maria, e por todas as coisas que ela fez, ele ordena aos apóstolos que esta atitude de Maria seja contada nos evangelhos para memória dela.

Marcos 14,9: “Em verdade vos digo: onde for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua”

Vejamos agora o que diz o apóstolo Paulo para Marta e Maria:

Romanos 8,38-39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Felizmente, para alegria e certeza dos cristãos, estes versos servem com perfeição a todos aqueles que crêem no evangelho de Jesus Cristo, o filho do Deus bendito.

Marta e Maria não eram apenas amigas de Jesus, mas acreditavam que ele era o Filho de Deus, e também eram muito amadas por ele como vemos na ressurreição de Lázaro.

Preste atenção neste magnífico diálogo entre Jesus e as irmãs.

João 11,21-27: “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo”.

João 11,32: “Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido”.

João 11,35: “Jesus chorou”.

Jesus chorou, moveu-se em espírito e comoveu-se profundamente com a fé das irmãs.

Em nenhuma outra parte da Escritura Jesus chora, este é realmente um caso único que deve nos levar à reflexão. A sinceridade das irmãs é realmente comovente e revela uma fé realmente rara, principalmente entre os judeus e àquela época.

Conclusão: O exemplo de Marta e Maria deve nos levar a refletir na sinceridade do nosso relacionamento com Jesus:

Cremos em um Jesus de nossa imaginação ou no Jesus bíblico? Cremos em Cristo somente ou em Cristo e nós mesmos? Cremos na justiça perfeita de Cristo ou na justiça de Cristo mais nossa própria justiça? Julgue cada um a si mesmo.

João 14,6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Além da humildade sincera das irmãs, vemos por este relato de Marta e Maria que a fé verdadeira envolve trabalho, mas, baseado solidamente no conhecimento da Palavra, caso contrário este trabalho se voltará contra o que o realiza.

Marcos 12,24: “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”.

O trabalho que agrada a Deus acontece somente como resultado da salvação e não como mérito para a salvação.

Filipenses 2,13: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

Mas alguém me perguntará, como podemos saber isto? Ora, o conhecimento de Deus e dos preceitos divinos para a vida dos homens somente é conhecido pela Palavra, poucos dos crentes se dedicam seriamente a conhecer a Palavra, mas o profeta diz que o mal somente será evitado através do conhecimento.

Isaías 11,10: “Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar”.

Muitas coisas na igreja têm sido feitas com base em revistas evangélicas, nos assuntos do noticiário, no entretenimento, e tudo isto tem levado a uma pregação voltada à satisfação do homem, onde Deus é destituído de sua soberania e Cristo de sua divindade.

Desta forma, o atual cristianismo é transformado em uma religião formal e legalista, onde a salvação é oferecida em troca de uma vida de alto padrão moral, e Cristo transformado em um mero exemplo de vida a ser aceito ou rejeitado pelo homem.

O que diz Jesus a este respeito?

João 5,39: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

Vemos mais um exemplo claro desta necessidade do conhecimento de Deus com relação aos apóstolos, porque Jesus disse aos apóstolos que eles não eram mais servos, mas, passaram a ser amigos?

Porque eles levavam uma vida de alto padrão moral? Porque eles trabalhavam duramente na obra de Deus? Vejamos a resposta abaixo:

João 15,15: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”.

Isto não quer dizer que o trabalho não seja valorizado, mas ele tem que ser feito com conhecimento, para glória de Deus e não para a glória do homem, e somente o conhecimento pode levar a isto.

2 Timóteo 2,15: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

Por todas estas coisas, pode-se ver claramente que o conhecimento de Deus é valorizado acima de todas as coisas no evangelho, a ponto de Jesus dizer que a vida eterna é o conhecimento de Deus. Ele foi simples e direto na sua resposta a Marta:

Pouco é necessário ou mesmo uma só coisa”

João 17,3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

Esta foi a boa parte que Maria escolheu: O conhecimento de Deus, ou, a vida eterna, uma coisa leva a outra.

E você, vai escolher o que?

Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario

busy
Última atualização em Ter, 02 de Setembro de 2014 08:57  

Aviso

Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom". Louvado seja Deus!

  • Temos para download 717 Livros
  • Este site tem um total de 1653 itens publicados em Artigos

Adicionar aos Favoritos

Adicione aos Favoritos!

Estatísticas

vivendopelapalavra.com
Na internet desde Outubro/2011
Total de visitas até outubro de 2017:
934.835
Total de páginas visitadas até setembro/2017:
2.405.646