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A Onisciência de Deus - Helio

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A ONISCIÊNCIA DE DEUS

 

Jeremias 17,10: “Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, Eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”.

Jó 13,9: “Ser-vos-ia bom, se Ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis Dele, como se zomba de um homem qualquer?"

A idéia de que Deus pode conhecer, e conhece, todas as coisas, sem ter o controle absoluto de todas estas coisas não é somente antagônica às escrituras bíblicas, mas totalmente sem sentido do ponto de vista lógico.

A onisciência de Deus é agradável aos que o amam, porém aterrorizante para a grande maioria, principalmente aos que se julgam santos. Ninguém consegue, ou conseguiu, ou conseguirá, à exceção de Jesus, ter uma vida de santidade. Podemos ser, sim, santificados por Deus pela única e exclusiva condição de sua vontade e determinação: a graça. Ninguém, também, pode esconder de Deus suas intenções, atitudes, pretensões ou pensamentos.

Vejamos, porém, as coisas básicas que Deus esperava dos primeiros cristãos convertidos:

Atos 15,28: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde”.

Não era muita coisa, ou era?

Moisés assassinou um egípcio, casou-se com mulher de outro povo, mas Deus o chamava de “meu amigo”. Porque isto? Pela escolha de Deus, pura e simplesmente. Tanto que, segundo a lenda judaica, o corpo de Moisés quando subiu aos céus foi disputado pelo arcanjo Miguel e por Satanás, que alegava que Moisés foi um pecador. Logicamente foi mais uma marotice de Satanás, pois ninguém pode se antepor a uma decisão de Deus.

Davi é um dos personagens principais do Velho Testamento, sua história é plena de lutas, intrigas, adultério e morte, no entanto, ele anseia por Deus. Suas qualidades eram fé, coragem e fidelidade, ele era amado por Deus, vejam os salmos de Davi abaixo:

Salmo 26,2-3: “Examina-me, SENHOR, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos. Pois a tua benignidade tenho-a perante os olhos e tenho andado na tua verdade”.

Salmo 25,12-14: “Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher. Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra. A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança”.

Nos versículos abaixo, Deus determina pela sua vontade, a escolha e santidade do povo hebreu:

Levítico 11:45: “Eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo”.

Levítico 20,24: “Mas a vós outros vos tenho dito: em herança possuireis a sua terra, e eu vo-la darei para a possuirdes, terra que mana leite e mel. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos separei dos povos”.

Levítico 21,15: “E não profanará a sua descendência entre o seu povo, porque Eu sou o SENHOR, que o santifico”.

Levítico 20,26: “Ser-me-eis santos, porque Eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus”.

Vemos em todos estes versos que as pessoas se tornam santas porque assim Deus o determinou. A misericórdia e o amor de Deus também não são universais, seus eleitos foram escolhidos, por isto, não precisam ter vergonha ou medo de Deus, mas aceitar tranqüilamente a participação em suas vidas, ou melhor, ansiar como David para que Deus o sonde, examine e prove.

Todos somos pecadores, mas Deus através da redenção substitutiva de Jesus imputa os pecados de seus escolhidos a Jesus, perdoando nossa iniqüidadae sem mérito algum de nossa parte:

Salmo 32,1: “Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo”.

Deus é absoluto, não se pode transigir com Ele. É difícil para as pessoas aceitarem este fato, isto é incondicional e inegociável, qualquer coisa fora disto nos remete ao “pecado original”, do qual somos libertos somente pelo sacrifício e ressurreição de Jesus.

Jó 41,11: “Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu”.

Êxodo 33,19: “Porém Ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem me compadecer”.

Salmo 24,1: “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”.

Gálatas 6,7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba”.

 

SANTO, SAGRADO, PURO:

A idéia da santidade plena do homem, ainda nesta vida sempre nos leva à doutrina das obras e à glória entre os homens, todas estas coisas contrárias ao cristianismo, contrárias ao caráter de Deus. Isto provoca o afastamento, passamos a nos esconder ao invés de ansiar pela presença de Deus.

Mesmo no Velho Testamento a santidade do homem não encontra justificativa, pois Deus nos diz claramente que santos são aqueles a quem ele determina que sejam, não existe possibilidade de se conquistar isto por méritos, somente pela graça de Deus.

Uma das causas fundamentais que provoca este medo de Deus pode ser atribuída aos religiosos, pois que, tentam incutir aos fiéis a noção de que o homem pode e deve alcançar a santidade nesta vida, semelhantemente à Cristo, à Deus. Isto é uma pretensão inalcançável.

O mesmo termo “santo” é usado para Deus e para os homens, tanto católicos como evangélicos, budistas, gnósticos e tantos outros adotam esta prática. Isto é uma conseqüência do pecado original: o orgulho do homem contra Deus, a eterna tentativa do homem de igualar-se a Deus.

O Velho Testamento foi escrito basicamente em hebraico, o Novo Testamento em grego.

O termo “Santo” usado para Deus no velho testamento é de origem hebraica. Nesta forma o termo é religioso por excelência e exprime com precisão as características divinas de Deus.

Tanto que, o nome de Deus no antigo hebraico era “o nome que não se pode pronunciar”, constituído somente de consoantes para que não fosse falado por ninguém. Vejamos as explicações e a etimologia das palavras conforme o léxico do Dr. Strong.

SANTO (hebraico): Sagrado, digno de adoração, venerável, que inspira reverência e temor, que traduz uma relação que não deve e não pode ser violada (no caso dos judeus uma relação formal). Acima do mal e da corrupção, imarcescível (sem mácula), sem possibilidade de erro, infalível.

O termo “santo” usado no Novo Testamento provém do grego clássico e, como tal, não tem nenhum sentido moral ou religioso.

SANTO (grego): Aquilo que está de acordo com a idéia geral e instintiva do direito. Acima de um sistema particular de verdade, geográfica, histórica, política, social, legal ou religiosa. Acima também de honra, veneração e reconhecimento pelos homens. Separado do mal e da corrupção.

Sem a pretensão desta santidade religiosa impraticável, fica bem mais confortável convivermos com a onisciência de Deus. Fora isto nos restam o reconhecimento e a glória entre os homens, de quebra, a conseqüência inevitável: hipocrisia.

Romanos 1,10: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”.

Por que razão estaria Deus sondando constantemente os seus escolhidos? O apóstolo Paulo nos dá a resposta:

Romanos 8,27: “E aquele que sonda os corações sabe qual a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.

Vemos aqui que o passo que segue a justificação pela graça é a regeneração através da ação do Espírito de Deus. A graça de Deus é um chamado irresistível, o homem não tem a capacidade de aceitar ou recusar esta escolha, desta forma todos os eleitos serão regenerados nesta vida e glorificados na ressurreição do corpo, depois daquele último dia, terrível para os réprobos, porém de glória eterna para os que serão chamados filhos de Deus.

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