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Comentários Bíblicos

1 TESSALONICENSES 5,23 – Gill

1 TESSALONICENSES 5,23 – COMENTÁRIOS – John Gill

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Tradução e revisão por: Helio Clemente

1 Tessalonicenses 5,23-24: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”.

GILL:

Espírito, alma e corpo: Esta divisão da constituição do homem era feita pelos judeus, um de seus escritores disse:

“Um homem não pode conhecer Deus a menos que ele conheça sua alma, seu sopro, ou seu espírito e seu corpo”.

Diz o rabino Isaac:

“Digno são os justos neste mundo, e no mundo vindouro, pois eis que todos eles são santos, seu corpo é santo, sua alma é santa, o fôlego da vida, e seu espírito é santo”.

O sentido principal do verso é apresentado a seguir logo no início do comentário: O “espírito” neste verso compreende as graças e dons do Espírito que são repassados à “alma” que é a parte imaterial do homem receptora destes dons espirituais após a justificação.

Este sentido pode ser visto claramente no livro de Gênesis, quando Deus forma o homem do pó da terra. Não existe espaço neste verso para uma interpretação tricotômica do homem, mas vemos o homem formado como corpo e alma, onde a alma é recebe a vida pelo sopro de Deus – O Espírito. Este é o sentido do verso em Tessalonicenses.

Gênesis 2,7: “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”.

Alguns, por “espírito” compreendem as graças e dons do Espírito em um homem regenerado, e pela “alma”, a alma como sendo a sede e o sujeito dessas graças, e pelo corpo, a habitação da alma, que é regenerada juntamente com o corpo, e este sentido deve ser levado a sério.

A seguir, Gill apresenta a opinião de “outros” que vêem o homem como formado por espírito, alma e corpo, mas logo em seguida ele desfaz esta opinião com a correta explicação do que trata espírito e alma neste verso (sublinhada).

Outros pelo “espírito” compreendem a parte racional e imortal do homem, muitas vezes chamado de espírito, e pela alma,  sede da vida física que o homem tem em comum com os animais; e pelo “corpo”, o aspecto material de carne e sangue e ossos.

Mas, na verdade, “espírito” e “alma” são designações da mesma substância imaterial, imortal e racional do homem, consideradas em seus diferentes poderes e faculdades.

O “espírito” pode indicar a compreensão de Jó 32,8 abaixo; que ele é uma faculdade da alma. E, por esta faculdade, quando iluminado pelo Espírito de Deus, um homem conhece a si mesmo, a Cristo Jesus, e às coisas do Espírito, às verdades do Evangelho, e os recebe e valoriza.

Jó 32,8: “Na verdade, há um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz sábio”.

No parágrafo abaixo, Gill faz um paralelo da alma do ímpio com a alma do homem regenerado. A alma e consequentemente a vontade e os afetos do homem natural são brutos, faltos de entendimento. A alma do regenerado é iluminada pelo Espírito e levada à conformidade com a vontade de Deus.

A “alma” pode indicar a vontade e os afetos (do homem regenerado) que são influenciados pelo entendimento. Em um homem regenerado o seu querer é conformado à vontade de Deus, e os afetos são definidos sobre as coisas divinas, e o corpo é o instrumento de realização de exercícios religiosos e espirituais, e estes, reza o apóstolo podem ser conservados irrepreensíveis.

Abaixo, Gill esclarece a ideia acima, a conformação da vontade do homem com a vontade de Deus não se realiza de forma plena nesta vida. A santidade jamais será obtida por homem algum em toda a história da humanidade, mas a santificação é progressiva e irreversível. Porque ela provém de Deus e não do homem ela é eterna.

João 10,28: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

Esta situação não reflete uma santidade perfeita, o apóstolo não pensou que eles poderiam ser impedidos de pecar inteiramente em pensamento, palavra ou ação, mas que eles possam se conservar em pureza e castidade das atrocidades brutas da vida e serem preservados de uma queda total e definitiva.

Desta forma, o trabalho da graça será finalmente concluído na alma (pelo Espírito) e o corpo ressurgirá em incorrupção e glória na vinda de Cristo, sendo (a pessoa – corpo e alma) apresentada impecável, sem culpa, sem mancha nem ruga, nem coisa semelhante, primeiro a Cristo, e depois a Deus Pai.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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