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Credos e Confissões

A CONFISSÃO DE ANSELMO

A CONFISSÃO DE ANSELMO – C. Hodge

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Tradução, comentário e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente

Naquele último e terrível dia, muitos tentarão se justificar diante do julgamento colocando suas obras diante de Deus: Obras magníficas, obras efetivas, obras dignas de admiração, mas… Qual a resposta que receberão? Vejamos abaixo no verso de Mateus:

Mateus 7,22-23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci…”.

“NUNCA VOS CONHECI!”.

Esta será uma condenação definitiva de muitos que se dizem cristãos e se gloriam em si mesmos e nas suas obras, julgando-se dignos da salvação, e colocam desta forma, uma obrigação para Deus: Salvá-los pelos seus méritos próprios. Esta é uma atitude abominável perante Deus e terá consequências tenebrosas para os que acreditam nas suas obras. Vejamos abaixo o que diz Anselmo a respeito deste assunto.

A CONFISSÃO DE ANSELMO:

E se Ele lhe disser que tu és pecador, diga: Ponho a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo entre eu e meus pecados.

Se Ele te disser que tens merecido a condenação, diga: Senhor, ponho a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo entre eu e meus pecados e ofereço os seus méritos em vez dos meus, que deveria ter e não tenho.

Se ele te disser que está irado contra ti, diga: Senhor, ponho a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo entre eu a tua ira.

Este é o único e verdadeiro fundamento da esperança do pecador para com Deus. É da maior importância que seja exposto de maneira prática entre o povo, como também seja claramente apresentado e mantido pelo clero. A salvação não se trata do que somos ou fazemos, mas somente o que Cristo é e já fez que pode valer para nossa justificação diante do tribunal de Deus.

1 Pedro 3,15: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós”.

A justificação não é atribuída à santificação nem como causa, nem como base, ao contrário, o dom da justificação precede à santificação; somos justificados para podermos ser santificados. Sem sombra de dúvida, a justificação é distinta de toda e qualquer coisa que nos possa recomendar ao favor de Deus, somos aceitos, justificados e salvos não pelo que somos, mas pelo que Cristo fez a favor de seu povo.

2 Coríntios 5,21: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”.

Assim como Cristo não foi feito pecado em um sentido moral, igualmente não somos feitos justiça no sentido moral. Ele foi feito pecado no sentido que “levou nossos pecados”, da mesma forma somos feitos justiça no sentido em que “levamos sua justiça”.

Nossos pecados foram a base judicial de sua humilhação debaixo da lei e de todos os seus padecimentos; igualmente, sua justiça é a base judicial de nossa justificação. Em outras palavras, assim como nossos pecados foram imputados a ele, da mesma forma sua justiça é imputada a seu povo.

Tito 2,14: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”.

Se a imputação do pecado não fez a Cristo moralmente corrompido, tampouco a imputação da justiça nos faz santos ou moralmente bons.

Louvado seja Deus!

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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