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Natureza de Deus

A DEFESA DAS NAÇÕES – C. HODGE

A DEFESA DAS NAÇÕES – C. HODGE

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Tradução livre por: Helio Clemente

 

Neste tópico de seu livro Teologia Sistemática, Charles Hodge defende o direito dos países fazerem guerra e usarem de força para defender o direito e a segurança de seus cidadãos, vejamos a abaixo o texto baseado em uma tradução e revisão livre de sua teologia:

O Direito de Defesa das Nações

Este direito fica demonstrado porque o direito de defesa própria pertence às nações assim como aos indivíduos: As nações estão obrigadas a proteger as vidas e as propriedades de seus cidadãos. Se estas se veem assaltadas pela força, pode-se empregar a força de maneira legítima para sua proteção.

Por outro lado, as nações tem o direito e obrigação de defender sua própria existência, se a existência de uma nação periga pela conduta de outras nações, elas têm o direito natural de sua própria proteção. Uma guerra pode ser defensiva e da mesma forma agressiva em certo sentido. Em outras palavras, a auto defesa pode ditar e fazer necessário dar o primeiro golpe.

A AUTO DEFESA PESSOAL: Um homem não está obrigado a esperar até que o assassino lhe desfira o primeiro golpe, é suficiente que veja inegáveis manifestações de um propósito hostil.

Da mesma forma, uma nação não está obrigada a esperar até que seus territórios sejam efetivamente invadidos e seus cidadãos assassinados antes de brandir as armas, é suficiente que exista clara evidência por parte de outra nação de um propósito hostil, mesmo que não seja declarado.

Ainda que muitos justifiquem a guerra somente como a necessidade de auto defesa, a aplicação deste princípio traz imensas dificuldades em sua interpretação. A mínima agressão a uma propriedade nacional, ou a mais leve infração dos direitos internacionais pode ser considerada como o primeiro passo para a extinção nacional e apresentar justificativa para as mais severas medidas de defesa.

Deve-se recordar, todavia, que tanto as nações como as pessoas estão obrigadas pela lei moral e, portanto, o que uma pessoa não pode fazer em detrimento da lei moral usando como escusa sua defesa própria, assim também não pode fazer uma nação. Assim sendo, uma nação deve usar de grande paciência e usar todos os meios disponíveis antes de lançar-se às misérias e horrores da guerra.

Quando os soldados perguntaram a João Batista o que deveriam fazer para preparar-se para o reino de Deus, João não lhes disse para abandonarem as armas, o centurião cuja fé foi elogiada por Nosso Senhor não foi censurado por sua profissão.

Mateus 8,8-10: “Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta”.

Nem tampouco ao centurião Cornélio, um homem devoto, a quem Deus ordenou em uma visão que buscasse a Pedro, sobre quem desceu o Espírito Santo, não foi ordenado a abandonar o exército romano.

Atos 10,30-31: “Respondeu-lhe Cornélio: Faz, hoje, quatro dias que, por volta desta hora, estava eu observando em minha casa a hora nona de oração, e eis que se apresentou diante de mim um varão de vestes resplandecentes e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas, lembradas na presença de Deus”.

Nenhuma igreja cristã histórica denunciou as guerras como ilegítimas, as confissões reformadas permitem, de maneira expressa, como próprio para os cristãos atuar como magistrados e lutar até a morte por seus direitos e liberdade.

Confissão de Fé de Westminster – Capítulo XXIII, Seção II: Aos cristãos é licito aceitar e exercer o ofício de magistrado, sendo para
ele chamado; e em sua administração devem especialmente manter a piedade, a justiça, e a paz segundo as leis salutares de cada Estado, eles, sob a dispensação do Novo Testamento e para conseguir esse fim, podem licitamente fazer guerra, havendo ocasiões justas e necessárias.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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