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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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A DOUTRINA DA DIVINDADE – SPURGEON

A DOUTRINA   DA   DIVINDADE

Antes que podemos conhecer as obras e a vontade de Deus precisamos primeiro reconhecer o fato de sua existência e de sua pessoa.

  1. O primeiro argumento será tomado pelo consentimento do homens de todas as nações desde a antigüidade (e que é um fato universal) que Deus existe. Até mesmo os descrente admite esta existência divina com o grande Aristoteles admite “ Todos os homens são persuadidos por divindade, ou que existe Deus”. Cícero diz “Não existe uma nação tão bárbaro que não admite a existência de deuses. Muitos são idéias errôneas, mas todos admitem o seu poder e natureza.” O homem não tem como se afastar desta realidade “gravado nas mentes e nos corações dos homens”. São poucos os homens que se arriscam em negar sua existência e seu poder. Nenhuma nação debaixo do céu pode ser considerada ateu.
  2. O segundo argumento extraímos da lei e da luz da natureza, dos instintos naturais dos homens. A opinião de senso de divindade é implantado no coração e na mente de todo homem. O homem sendo criado na imagem e semelhança de Deus, não poderia escapar seu conhecimento também, que o criador colocou na sua essência.
  3. O terceiro argumento se realiza na criação. Em Romanos 1.20, Paulo diz que é possível conhecer Deus através das cousas que foram criado. Nenhuma beleza é criado em vão. As maravilhas deste planta e do nosso universo nos obriga a considerar um poder alto e sublime. O universo é complexo demais para ser mera coincidência. A mais simples criatura é mil vezes mais complexo do que qualquer obra humana. Não temos comparar as obras complexas do homem com a maravilhosa complexidade do corpo humano. Imagina milhares e milhares de criaturas, animais, flores e florestas, homens pequenos e grandes brancos e escuros. Imagina os milhões de estrelas, o sol, a lua, nuvens águas e ventos, o mar e suas criaturas, os alimentos o fôlego humano sem que haja um criador. Nem um homem são pode afirmar que na ha criador e deus.
  4. O quarto argumento é baseado no sustento e governo do mundo. Ha suficiência não só para o homem como também para o animal. Existe uma manutenção divina que sustenta e continua sustentando nossa existência. O homem tem como sobreviver pelo que existe na terra seca e no mar em abundância. Os animais também são sustentados pelo que existe na terra e nas águas. Existe um balanço perfeito no mundo, uma lei da natureza que reina e que foi instituído por um grande Deus. O temor do homem no animal, é sua proteção. O respeito do homem pela natureza, e seu zelo natural pela criação também prova que Deus inseriu estes pensamento na própria natureza do homem.
  5. O quinto argumento é dos atos de coragem e feitos milagrosos dos homens. O incentivo do homem em fazer grandes obras e realizar grandes conquistas, e inventar maravilhas não seria possível sem um impulso divino sobre não só suas mentes, mas seus corpos também. A mente humana normal não tem condições para todas estas cousas.
  6. O sexto argumento se baseia na profecias da Escritura. Estas escrituras existiram desde Moisés até hoje e sempre foram considerado como divino, e que até hoje nunca falharam em cumprir-se. A exatidão em que são compridas tem sido prova absoluta de que existe um poder maior sobre o homem e o mundo, controlando o presente e o futuro. Os grandes adivinhadores e profetas do mundo não conseguem ter o mesmo respeito que as Escrituras Sagrada.
  7. O sétimo argumento é provado pelo temor do homens e as torturas de uma consciência culpado, e pavor do que lhes espera após a morte. Qual homem não sente temor numa tempestade de trovões e relâmpagos. Homens não dormem de noite pensando nos seus mal feitos, como Caim, que temia morte pelas mão de outro. Porque que na noite escura e no silêncio os homens são atormentados em suas mentes?

Porque a morte e o além são os terrores da humanidade?

  1. O último argumento vem da pestilência, guerras e destruição da natureza. Os homens consideram a mão de Deus nestes eventos de destruição catastrófica. Quem pode escapar do pensamento que Deus esta irado com suas criaturas e castiga estes com a própria criação.?

AS SAGRADAS ESCRITURAS

Daqui em diante, falaremos  através das verdades contidos na Bíblia, sabendo de quem e de onde veio. Foi nos dado através de inspiração divina, preservado perfeitamente e presente entre nós na Bíblia Corrigida, Atualizada e Trinitariana. O Apócrifa e outros livros atribuídos aos Apóstolos foram provados insuficientes, na presença dos livros que hoje constituem nossa Bíblia. Foram testados através dos séculos e foram achados em falta, com inverdade e corrupções misturados com a verdade. Eram indignos e incompatíveis com os livros perfeitos e livres de corrupção humana.  De Gênesis á Apocalipse, esta Bíblia que nos temos é a Palavra de Deus aos homens.

 

I. A Bíblia tem origem e autoridade Divino. É chamado a lei, ou a doutrina do Senhor, os estatutos do Senhor, mandamentos do Senhor, os juízos do Senhor (Sl 19. 7-9)

A autoridade divina é reconhecido por frases como “assim diz o Senhor” (Is 1.10: Jr 2. 1,2). Jesus chama as escrituras “a palavra de Deus”, (Jo 10.35: Hb 4.12).

Hb 1.1,2 1 ¶ Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2  nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

A palavra de Deus é conhecido também como “oráculos” de Deus, e complemente  e perfeitamente confiáveis (Rm 3.2: Hb 5.12: 1Pd 4.11).

a. Esta “palavra de Deus” não foi por voz audível, com os dez mandamentos. Não foram escritos pelo dedo de Deus como os dez mandamentos em Êxodo, mas Deus ordenou que sua Palavra fosse escrita por homens, como se fosse deus mesmo escrevendo. Foram inspirado por Deus, e o que escreveram foi preservado por Ele.

2Pd 2.20,21 “ sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” Não escreveram com seu próprio entendimento, ou cérebro, ou própria vontade, mais de acordo com o que Deus determinava e inspirava.

b. Nem todas as palavras na Bíblia são palavras que Deus falou. Alguns trechos são as palavras de homens e até mesmo de satanás. (Jó 1. 9-11: 2.4-6: Mt 4.5-9). Deus registrou para o nosso bem e para nossa instrução, os pensamento e palavras que mostram a rebelião e desobediência dos homens e de satanás. Exemplos: At 17.28: 1Co 15.33; Tt 1.12)

c. Deus falou sua palavras aos homens, e deu á eles as palavras exatas para escreverem. As palavras usadas na Bíblia foram usados por ordem divino para dar o pensamento divino e perfeito ao homem. (2Sm 13.2: 1Co 2.13: 2Tm 3.16).

d. O velho testamento foi escrito ,em maioria, no Hebraico (Jeremias, Daniel, Esdras, e Ester em Caldeu). O Novo Testamento em Grego. Estas escrituras eram inspirados porque eram as obras originais. Toda tradução tem sua prova final nos manuscritas originais, e são então preservados, mais não inspirados como os originais. Nenhuma tradução pode ser superior aos originais.

Não existe nada nas escrituras que contradiz a pessoa de Deus, sua santidade, ou sua fidelidade. Não a falsidade  ou contradição e demonstra sua bondade, sabedoria e perfeição da sua natureza.  É chamado “palavra da verdade” (Ef 1.13).  Não contem nenhuma impiedade, loucura ou algo absurdo. Não contem histórias ridículas de roubos e assaltos, de imoralidades e ritos pagão com outros “livros sagrados”.

A Bíblia contem  pureza e santidades que o Espirito Santo através de homens de Deus escreveram para a edificação e santidade dos seus servos (Rm 7.12).

A Bíblia contem revelações que só Deus poderia ter nos dado. A criação do mundo, do homem, e as criaturas deste mundo. A Bíblia no dá os nomes dos nossos primeiros pais, quanto tempo levou para criar o mundo e as leis da natureza. Nos indica o que Deus, na eternidade planejou e decretou (Ef 1.4). Pela Bíblia é revelado a aliança da graça que Deus fez entre Ele e seu Filho Jesus (Zc 6.13: Pr 822,23; Mi 5.2: 2Tm 1.9: Ef 1.3,4). Nenhuma desta cousas poderia se conhecido sem a palavra.

Existem cousas futuras que são revelados dentro da Bíblia, que só poderia ter sido conhecido por Deus. Cousas escritas antes, que a historia recorda depois. O maior exemplo sendo Jesus, seu nascimento, vida, e morte. A Bíblia também revela o futuro das nações e o fim dos tempos, que certamente irão de acontecer exatamente como a Bíblia descreve.

A Bíblia revela fatos que nunca poderíamos conhecer senão pela sua existência. O nascimento milagroso de Jesus pela virgem Maria, a regeneração do homem pelo poder do Espirito Santo, a ressurreição corporal dos santos e dos incrédulos no dia apontado.

Não existe discórdia entre os livros da Bíblia, das doutrinas e dos fatos. Existe uma harmonia perfeita entre todos.

  1. A autoridade divina das escrituras também se mostra no estilo e maneira que foram escritos. Suas palavras são esplendidas até mesmo vindo de um simples pastor de ovelhas ou um boieiro como Amos ( Am 4.13: 9.2,6). Os Salmistas, Isaías, Jó e Moisés falam como nenhum outro homem fala. Muitos eram homens de pouco estudo, mas que através da inspiração escreveram como se fossem educados em grandes escolas. O que escreveram era acima de suas capacidades.
  2. Estes homens viveram em épocas diferentes, em lugares diferentes, com interesses diferentes, mas são perfeitamente sincronizados no tempo e na matéria, em propósito e pensamento.

Eram homens santos, participantes da graça de Deus, honestos e comprometidos com Deus e sua vontade. Não esconderam suas falhas nem suas incapacidade. Eram homens simples e dedicados. Não procuravam aplausos dos homens, nem riquezas, posição e poder. Não eram pressionados, e nem pressionavam outros, simplesmente pregavam a palavra.

  1. Os efeitos destas escrituras são maravilhosos. Multidões tem sido convertido dos seus erros, superstições e idolatria. Abraçaram a verdade uma vez que ouviram ou foram-lhes ensinados. A Bíblia é realmente uma espada que abre o coração e revela suas impurezas e necessidades, produzindo o arrependimento, fé, e regenerando, santificando o ouvinte.

5.Os milagres da Bíblia oferecem outra prova de sua autenticidade.

Hb 2. 3,4  como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

  1. O ódio dos homens e do diabo contra a Bíblia é outra prova a favor da autoria e autoridade deste livro. Se a Bíblia fosse obra humana, não teria tanta perseguição e oposição contra Ela. O Espirito da verdade e o espirito do erro são conhecidos (1Jo 4.5,6). Se a Bíblia fosse humana ou até mesmo diabólico, então o mal não teria necessidade de destruí-la.
  2. O terrível juízo de Deus está sobre homens que tem desprezado e que tem tentado destruir este livro. A historia secular revela o fim dos homens que foram atrás de destruir a Bíblia e seus seguidores, e nos revela que Deus não tolera esta prática e tem demonstrado sua ira contra muitos destes. (Antiochus Epifanes, que apodreceu com vermes, Dioclesian quem se mesmo se envenenou).
  3. A idade desta Escritura também comprova sua autenticidade. Tertuliano disse que “as cousas mais antigas são mais verdadeiros”. Até mesmo os incrédulos admitem sua realidade e usam como base para a verdade.

II. A perfeição das escrituras não estende a quantidade e sim da qualidade do que foi escrito. Não temos um relato completo de todas as obras de Deus neste mundo entre os homens. O mundo não poderia conter os livros se todas as cousas fossem relatados. A Bíblia não poderia conter todas as exortações, correções, admoestações e conselhos dos profetas ou de Deus para o seu povo (Jo 20.30: 21.25). Mas a Bíblia relata informação necessária para crer e fazer e é o padrão de fé e de prática para o homem.

  1. Se Deus é o autor da Bíblia, então tudo que ela contém será perfeito, e perfeitamente habilitado para o servo de Deus.
  2. A Bíblia é um testamento que revela sua vontade á nós (Gl 3.15). É uma revelação completo da sua vontade e herança conforme Ele determinou e confirmou através de Seu sangue, e que não pode ser anulado ou aniquilado por ninguém. Não requer acréscimo nem pode ser diminuído.
  3. Salmo 19.7 diz que a lei de Deus é perfeita. Este versículo não se trata somente dos dez mandamentos, mas também de toda doutrina do Senhor. Lembra que o Velho Testamento e o Novo Testamento foram escritos pelo mesmo Deus. O Novo Testamento nos dar uma visão mais clara da vontade de Deus que o Velho Testamento.
  4. A Bíblia nos mostra o que é a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2). A Bíblia é “todo conselho de Deus” para a salvação do homem (At 20.7).
  5. Fomos proibidos de acrescentar ou diminuir a Bíblia. Os filhos de Israel foram mandado fazer tudo que está escrito no livro da lei, e Paulo disse que se, até um anjo pregasse outro evangelho, que fosse anátema (Gl 1.8,9). João encera o livro de apocalipse com uma admoestação severa a respeito deste pensamento (Ap 22.18.19). Se nada deve ser acrescentado e se nada deve ser excluído da Bíblia, então ela deve ser perfeita.
  6. A Bíblia é perfeita porque 2 Timóteo 3:16 “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,”. É a Bíblia que nos da esta doutrina verdadeira. Não há outras doutrinas ou verdades que são necessários e a Bíblia contem toda verdade. João 17:17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. É a verdade de Deus, porem perfeita em toda essência.
  7. A Bíblia é perfeita porque é o único livro que é capaz de trazer salvação aos homens. 2Tm 3.15 e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. É através deste livro que o homem é revelado a salvação. Jo 20. 31 Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. Justificação perfeita é alcançado através da doutrina deste livro divinamente inspirado e abençoado.

III. A Bíblia como regra de fé e ordem para a vida Cristã. O Velho testamento nos revela os primeiros princípios de obediência e pratica, e o Novo Testamento completa nos dando os detalhes necessários para obediência total. Existem passagens obscuras e difíceis de entender, mas que com o tempo e a espiritualidade vamos entendendo e obedecendo (2Co 3.12-18: 2Pd 3.16).

a. Primeiro Temos que lembrar que Deus é o “Pai da Lues”, que revela o obscuro e o escondido, e onde não existe trevas nenhum.

b. Os mandamentos do Senhor dão a direção ao homem, e o conhecimento prático para andar na luz. Pr 6.23 Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; A Bíblia é a “lâmpada” para os meus pés, e “luz” para meu caminho. Estas palavras indicam que as escrituras no guiará passo a passo, dia a dia. Somos chamados a luz do mundo porque somos aqueles que mostram o caminho, que iluminam os olhos dos que estão em trevas.

c. Os mandamentos do Senhor podem ser conhecidos por todos.

(Rm 10.6-8: 2Pd 1.19) Somos obrigados a procurar o modo de viver nas escrituras, pondo em prática o que descobrimos. O conhecimento das escrituras nos livra da mão de Deus e das conseqüências do pecado.

d. A Bíblia foi dado á todos e todos devem procurar conhecer e examinar. Jo 5.39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. A nobreza dos Cristãos de Beréia estava no fato que eles examinava as escrituras pessoalmente para ver se podiam crer ou não naquilo que estava sendo ensinado (At 17.11). A Bíblia é a regra do Cristão, necessário para toda ocasião e base para toda decisão pessoal e público (Gl 6.16).

 

Os atributos de Deus.

  1. A imutabilidade de Deus (Ml 3.6 6 “Porque eu, o SENHOR, não mudo;” Mutabilidade pertence a criaturas, e toda criatura é sujeito a mudança, só Deus é imutável. Os céus e a terra mudam mas Deus é, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre. O mundo com toda sua beleza muda e se transforma a cada dia, e um dia será destruído e mudado, mas o Senhor permanece eternamente o mesmo. Tg 1.17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. O sol nunca nasce no mesmo lugar exato, sempre varia  um pouco. O sol nasce com nuvens com chuva, alguns dias brilha forte outros mais fraco, mais o Senhor sempre brilho o mesmo.

Até mesmo os anjos mudaram seu estado inicial e alguns caíram, outros permaneceram fiel por causa da eleição de Deus sobre eles (Jd 6, 2Pd 2.4).

O homem no seu estado inicial no jardim, inocente e íntegro, sendo perfeito mas mutável, quando caiu por causa de sua vaidade demonstrou que a criatura mais amado por Deus tem como fraqueza uma tendência natural para mudança. Mesmo possuidor da imagem de Deus, com domínio sobre todas as outras criaturas, em pouco tempo mostra sua mutabilidade. Doenças e toda sorte mudam o homem e seu comportamento e o transforma em uma criatura corruptível e desprezível. 1Pd 1. 24 “ Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada.”

Não há mudança no Espirito de Deus. Até mesmo o espirito do homem é mutável. O livro de Jó contem o melhor exemple deste fato, mais sendo Deus Espirito, é Espirito imutável também.

Sua eternidade no assegura que Deus nunca poderá mudar. Antes de todas as cousas, Deus já era imutável. Deus não muda de idade, de posição,  ou em autoridade, Ele é infinito, imenso e onipresente, e ocupa todo o firmamento e terra com sua presença. Ele está em todo lugar, não desloca de lugar á lugar. Deus é o mais perfeito de toda existência e por isto não acrescenta nem diminua.

Mudança é sempre para melhor ou para pior, e isto não é possível para Deus.  Se Deus muda para o melhor, isto significa que no início Ele não era bom, e se Ele muda para o pior, isto significa que Ele se tornou mal.

Em Cristo, Deus não transformou-se em homem, e sim se manifestou em carne. Ele não recebeu perfeição ou imperfeição da carne, e sim mantive tanto a sua divindade como sua humanidade em uma só pessoa.

Cristo não sofreu mudanças por causa de seus sofrimento, mas tornou-se homem para poder sofrer e morrer pelo seu povo como requisição da justiça de Deus. Foi o sangue deste “homem” Jesus que aplacou a ira de Deus e transformou-se através da graça de Deus nosso substituto.

O poder de Deus é sempre o mesmo, é visto de maneiras diferentes em tempos diferentes, mas não se exausta, ou diminui, sua mão não é impedido, sua força é eterna e sempre o mesmo.

O conhecimento de Deus é o mesmo, seu entendimento é infinito, não podem crescer ou diminuir. O conhecimento e entendimento do homem muda á cada dia juntamente com o mundo e suas mudanças. Deus conhece hoje o que sempre conheceu desde a eternidade, Deus conhece todas as cousas de todos os tempos passado presente e futuro, tudo ao mesmo tempo. Sua bondade, graça e misericórdia são imutáveis e continuam atuando entre os homens como sempre. “Sua misericórdia e de eternidade a eternidade”. Sua fidelidade nunca falha, e ainda que os homens não crêem, Ele continua fiel, e a infidelidade dos homens não pode anular ou mudar a fidelidade de Deus.

Deus é glorioso em santidade. Esta perfeição nunca é atingido com qualquer imperfeição ou impureza, não pode ser transformado de santidade para impuro. Ele é o “justo” que não pode e nem fará iniquidade. Ele é imutavelmente bom, e imutavelmente alegre, e imutável em toda perfeição divina.

Deus é imutável em seus decretos e propósitos. Existe um propósito para todas as cousas, e um tempo para todos estes propósitos. Deus tem determinado tudo que era, e que há de ser e que é possível ser. Tudo será feito de acordo com o conselho de sua vontade e nenhum de seus planos poderá ser frustrado. Seus decretos são imutáveis, são como a lei dos Medos e dos Persas, e até mais do que estes, são como as montanhas de bronze que Zacarias  viu em sua visão (Zc 6.1). São montanhas porque são imóveis, são de bronze para mostrar sua firmeza e estabilidade (Hb 6.17). Os propósitos de Deus.

 

  1. Deus é infinitivo, inumerável, sem limite, sem medida e imenso. Infinitamente incompreensível e imensurável. Não é limitado pelo espaço, e por isto está em todo lugar, não está sujeito ao tempo, e então eterno. Deus não tem corpo porque um corpo O limitaria em espaço e seria restrito a uma localidade. Deus é Espirito infinito, não como os anjos ou como os homens, que são espíritos, mais que são restritos a locais e a limitações. Estes são espíritos criados por Deus, que tem começo, mais que não tem fim, e isto porque pelo poder de Deus foram feito assim, e que subsistem pelo poder de Deus. Se Deus os quisessem aniquilar, certamente poderia.

Deus é Espirito eterno, não criado, antes to tempo, depois do tempo e para sempre Deus. Antes do espaço, antes do mundo, antes de tudo, e por isto não limitado a nenhuma destas cousas(Is 43.10: 44.6). Não existe ninguém antes Dele, ou acima Dele, para limitar ou impedir. Deus é um ser independente. Toda criatura depende de Deus, mas Ele não depende de nada. Todas as cousas foram feitas por Ele, através Dele, a para Ele. Todas as criaturas vivem e existem por Ele, mas Ele não vive por causa de nenhum deles. Homens anjos e toda criação é limitado por Ele, mas Ele não é limitado por nenhum.

As duas qualidades de infinito é onipresença e eternidade. O pecado do homem é finito porque é cometido por um homem que é finito, mais é contra Deus infinito. É por isto que precisamos de uma satisfação infinito, com á de Cristo, porque Ele também é infinito em sua natureza infinito. Ele sofreu num corpo finito para trazer sua graça infinita á sua criação amada.

Deus é infinito em todos os seus atributos. Seu entendimento é infinito como diz Salmo 147.5. Ele compreende todas as cousas e conta os anjos inumeráveis, as estrelas, habitantes da terra, homens, animais, aves, e hostes inumerável de criações acima e debaixo da terra. Ele vê e conhece todos porque não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Is 40.28  Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Seu conhecimento e sabedoria jamais podem ser medidos, e a uma profundidade dado em Rm 11.33 que é desconhecido pelos mortais. Comparado á Ele, a sabedoria dos homens é loucura.

O poder de Deus é infinito, nada é impossível, seu poder  nunca exercido totalmente. O que fez um mundo poderia ter feito milhões, e este um ele fez do nada Rm 1.20: Hb 11.3.

Sua bondade é infinito e abundante, toda criação é beneficiada e sua bondade permanece continuamente. Desde o início da criação tem se demonstrado ao mundo e continuará até a consumação dos séculos. Não a fim da bondade de Deus, não pode ser medido, não pode haver acréscimo, é perfeito.

Deus é infinito em sua pureza, santidade e justiça. Ninguém há tão Santo, ou puro e justo e que pode ser comparado a ele. O homem mais puro e santo seria impuro e necessitaria de cobrir-se perante Deus Jó 4.17,18; Is 6.2,3. Ele é imensurável e incompreensível. Ele mede todas as cousas mais não pode ser medido. O homem não tem como medir a criação, quanto mais o criador destas maravilhas, Jó 11.7-9; Jr 31.37.

O amor de Deus não tem altura, nem profundidade, nem largura medível, Ef 3.18. Sua grandeza insondável Sl 145.3, os céus não podem O conter, nem pode ser conhecido por mentes finitos.

 

  1. A onipresença de Deus:

Tudo tem sido criado por Deus, e subsiste por causa do Seu poder, Ele mantém toda criação pela palavra do Seu poder. Ele conhece todos os fatos e até mínimos detalhes que acontece com esta criação, assim como uma andorinha que cai do céu para  terra, ou os cabelos na cabeça do homem. Ele Seu reino, e seu governo é sobre tudo e todos.

Em João 1.18, e 3.13, Deus estava no céu e na terra ao mesmo tempo durante a encarnação de Cristo. Onde dois ou três estão reunidos, ali está o Senhor também (Mt 18.20; 28.29).

Sua majestade está em todo lugar, sua glória é demonstrado pela cousas que Ele criou. Salmos 139:7  diz “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?”. Jo 4.24 nos ensina que Deus é Espirito, e este Espirito é onisciente. Sua face é sua essência que também se encontra em todo lugar. Não existe um lugar mencionado pelo Salmista onde Deus não está (Am 9.2,3; Is 24.16). Isaías 66:1  Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; At 17.27  para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós.”

Quando a Bíblia se refere a Deus não presente entre seu povo, simplesmente diz que Ele tem retirado sua proteção ou sabedoria e qualquer outro bem de Israel, como coragem, prudência, grandeza de espirito, etc.

 

  1. A eternidade de Deus:

a. A eternidade de Deus está relacionado a Sua infinidade. Já que Deus é infinito e em quem não pode ser colocado restrições de espaço e tempo, Deus é então eterno (Gn 21.31; Dt 33.27; Jr 10.10; Rm 16.28; 1Tm 1.17; 1Sm 15.29). Eternidade é não ter início e nem fim, onde não há sucessão, ou alguém antes e depois. Salmos 90:2 Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus (Is 43.10; At 15.18; Jr 31.3; Ef 3.11; Rm 9.11; 2Ts 2.13) Seus atributos, decretos, sua aliança, e suas obras são eternos.

b. A eternidade de Deus é real, porque é incorrupto, imaterial, imortal, independente, “Deus sobre todos”, eternamente abençoado, dependente em ninguém, e ninguém acima, imutável, Ele tem domínio eterno, é o Rei eterno e seu reino é eterno, Seus anos não tem fim (1Pd 2.24,25). Deus transcende o tempo, e o tempo é criado e sujeito á Ele para o bem de suas criaturas (2Pd 3.8; Hb 7.3).

5. A vida de Deus:

a.. Deus é vida essencial. Sem Deus não há essência de vida Jo 5. 26 Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. Toda vida física e espiritual procede de Deus (Jo 1.1,4; Ap 11.11; Dt 30.20; Tg 2.26). Ele é o Deus vivo (Dt 5.26; Js 3.10; Mt 16.16; 2Co 6.16).

b. Deus é vida eterna (1Jo 5.20; 1Tm 1.17; 6.16). Esta vida Ele dar a quem quer, baseado na sua graça (Jo10.28).

c. Deus é vida eficiente (Sl 36.9). Ele é o autor de toda vida vegetal animal e humana (Gn 1.11-25; At 17.25). Toda vida orgânica desde as plantas mais simples ao mais complexo animal provem de Deus. Com Ele está o poder de dar e retirar, e devolver ao pó toda vida e corpo criado (Gn 1.20-25; At 17.25).

Ele deu vida racional aos anjos e aos homens, almas e espíritos, e retira esta vida como e quando deseja. Não está no poder do homem ou em qualquer outra criatura, de dar vida, ou criar vida. Um homem não pode criar uma mosca viva como poderia fazer um mundo inteiro.

Vida espiritual é um dom de Deus aos homens. Homens não regenerados, estão mortos no sentido moral e espiritual. A vida espiritual  procede somente de Deus, e é dado a quem Ele deseja dar. Estes homens estão fisicamente vivos, mais mortos em delitos e pecados. Seu entendimento está impedido de entender ou compreender seu estado natural, não podem vivificarem a si mesmo, e são necessitados do Espirito de Deus, para dar esta vida a eles. Deus sopra nas suas narinas o fôlego da vida. O homem que recebe vida espiritual de Deus é nova criatura, e anda em novidade de vida.

Vida eterna é concedido por Deus através de sua justiça. Deus tem preparado esta vida para aqueles que pertence a ele, e que não podem perder, porque está baseado na vida de Deus.

  1. A onipotência de Deus.

Os nomes que a língua Hebraica da a Deus são nomes que significam firmeza, estabilidade, força e poder. “Adonai”, “El”, “El-Shaddai” todos mostram um Deus todo poderoso (Gn 17.1; Ex 6.3). O Novo Testamento usa um nome que significa onipotente e todo poderoso, e “poder” é um dos nomes de Deus (Ap 1.8; 4.8; 19.6). Mt 26.64 comparado com Hb 1.3 nos leva a saber que nada é impossível para Deus.

Onipotência e essencial a Deus, sua natureza. Uma divindade fraca é absurdo ao homem e inconsistente com as Escrituras. Até mesmo os pagãos acham que seus deuses são onipotente. Nós sabemos e temos razão para crer que o nosso Deus não é só poderoso, mais todo poderoso ou onipotente. O seu poder é eterno (Rm 1.20) e tem se demonstrado desde a criação do mundo.

Se Deus é infinito, o seu poder também é infinito, não ha outro poder maior que Ele. Ele é independente de qualquer outra criatura ou criação. Toda criação depende Dele, mais Ele não depende de nada senão Ele mesmo (Dn 4.35).

Deus é perfeito, e este atributo afasta qual quer falha ou falta Nele. Se Deus falta poder, então não é perfeito, e torna-se imperfeito. Não temos como conhecer todo este poder, mas a Bíblia no revela que Ele pode fazer além de tudo que precisamos ou sabemos (Ef 1.19; 3.20).

Todo poder é peculiar a Deus e mais ninguém. O poder de reis e homens grandes e pequenos é limitado a circunstância e oportunidades na vida. Mas para Deus todas as cousas são possível (Lc 1.37; Mc 9.36).

Existe algumas cousas que Deus não pode fazer. Deus não pode negar –se a si mesmo (2Tm 2.13). Deus não pode fazer aquilo que é contra sua própria divindade. Não pode fazer outro deus (Dt 6.4), Ele não pode fazer uma criatura finito, de infinito, nem alguma criatura com qualidades divinas, para ser adorado. Deus não pode mentir (Tt 1.2; Hb 6.18). Deus não pode fazer nada contra os seus próprios atributos nem cometer alguma iniquidade contra sua santidade (Jó 34.10; 36.23). Não há contradições Nele, nem pode aprovar contradições. Deus não pode fazer algo existir e não existir ao mesmo tempo, nem fazer algo que existiu, não existir. Ele pode destruir sua criação, mas não pode fazer com que esta criação nunca existiu.

O poder de Deus é absoluto.

Na criação do mundo, Deus fez tudo do nada (Hb 11.3). Deus não só fez o mundo como fez também a terra. Deus não só fez o homem, mais fez o barro. Todo artifício é feito com alguma ferramenta, mais quais são as ferramentas de Deus? Quanto mais complicado a criação, assim também as ferramentas, mais Deus simplesmente falou, e tudo veio á existir (Gn 1.3: Sl 36.9). Tudo foi criado ao mesmo tempo sem necessidade de evolução.

A onipotência de Deus pode ser visto na redenção dos homens. Na incarnação de Cristo e seu nascimento temos o poder de Deus todo poderoso, para quem nada é impossível Lc 1.35,37).

Sua onipotência pode ser visto na conversão de homens pecadores. São feitos novas criaturas, criados em Cristo, tendo sua imagem em conduta e procedimento. Foram dados vida estando morto em delitos e pecados. Este poder não é dos homens, e não está neles (2Co 4.7; Rm 1.16).

A onipotência de Deus pode ser visto na permanência e progresso da Igreja. A oposição do diabo e dos homens teria sido insuportável para qual quer outra entidade. A Igreja começou com um homem (Cristo), e através dos séculos tem transformado milhões, uma verdadeira multidão incontável de crente fieis.

Sua onipotência é o que preserva cada cristão na graça e santidade. É por causa do seu eterno poder que não perderá nem um dos “Seus”. O poder e as tentações de Satanás seriam demais para os homens, a corrupção e morte os destruiriam. Mas eles são guardados pelo poder de Deus (1Pd 1.5).

A ressurreição da morte é outro fato que nos mostra sua onipotência. Só o poder de Deus consegue preservar a alma na morte e reunir o corpo depois de ter voltado ao barro outra vez, e reuni-los outra vez em vida eterna. Pelo seu mandar, todos os mortos grandes e pequenos serão ressurrectos outra vez, uns para a vida, e outros para o juízo. Ela ajuntará todas as nações para retribuir á eles os seu justo juízo (Fl 3.21; Jo 5.28,29; Mt 15.32-46; Ap 20.8,9,10).

  1. A onisciência de Deus:

Deus é um Espirito ativo, operativo e inteligente. Seu conhecimento, sua mente, vontade e afeições fazem parte da sua existência eterna. Deus tem uma mente e conhecimento  (Rm 11.33,34; Is _.28).  A presença de Deus é contínua e completa, e não é impedido de ver nada (Sl 139.7-12; Jr 23.23,24). Se toda criação de Deus possui conhecimento, quanto mais o criador! Deus é o Deus do conhecimento, e a fonte de toda informação passado, presente, futuro que o homem ou qualquer outra criatura possa obter. É de Deus que providencia este conhecimento (1Sm 2.3).

O conhecimento de Deus é total sobre todas as coisas. (Jo 21.17; 1Jo 3.20). O homem não pode esconder o que faz e nem o que pensa ou imagina fazer. Até seus pensamentos são encobertos.

Hb 4.13 nos revela que todas as suas criaturas são conhecidos por Ele, foram suas mão que os formaram (At 15.18). Seus olhos contemplara sua criação de foram declarados todos bom (Gn 1.31).

Todas as estrelas foram numerados por Ele, e Ele chamou todos pelo seu nome. Conhece todas as aves o campo (Sl 50.10,11; Mt 10.30). Salomão com toda sua sabedoria e conhecimento não pode competir com o Senhor Deus, criador dos céus e da terra.

Deus conhece os anjos bons e maus, Ele conhece os homens bons e maus, sabe onde estão e o que estão fazendo e planejando. Ele sonda os corações (Hb 4.12,13; Mt 9.4; Jo 2.24,25; Gn 6.5). As palavras dos ímpios e até mesmo as palavras frívolas dos homens serão lembrados por Deus (Mt 12.36). Toda maldade é conhecido e lembrado assim como toda boa obra, toda boa palavra e conforto também será lembrado e recompensado conforme a bondade de Deus (2Cco 3.5;  ml 3.16). Deus conhece as imaginações do coração do homem, se são bom ou mal (Gn 6.5). Ele conhece todas as palavras boas, as orações dos justos, gratidão, e conversação espiritual entre os seus filhos, e todos as obras do homens são por Ele conhecidos, desde seu levantar até o seu deitar, de suas entrada até sua saída (Jó 34.21;  Sl 139. 2,3; Ec 12.14; 2Co 5.10).

Deus conhece todas as possibilidades, mesmo que nunca são executados e nunca serão. Ele sabe o que podia ser, e o que seria, mais que não acontece por é Ele que dirige o destino.

Ele pode proteger e guiar o seu povo, revelando os perigos e os problemas que ainda virão no futuro. Conhecendo a maldade do coração do homem, ele prende e destroi para que estes não venham a completar seu maus designo e pensamentos. Ele conhece os ricos e sua soberba, e remove aqueles que são insuportáveis no seu orgulho. Ele conhece os bons homens e o perigo das riquezas e deixa estes pobres para não ensoberbecer.

Deus conhece o futuro, porque a tem determinado anteriormente. Sua presciência é completo e perfeito, porque tem determinado todas as cousas conforme a sua vontade. Até mesmo os que serão salvos já são conhecidos por Ele, porque Ele os escolheu desde a fundação do mundo (Rm 8.30; 1Pd 1.2; 2Tm 2.19; Mt 7.23).

Sua onisciência é baseado na sua infinidade. Onipresente no passado presente e futuro, e eterno. Sem limite de poder e onipotente. Sem limite de conhecimento e onisciente. Não existe fim para o seu conhecimento, poder  e existência. Conhece cada criatura no céu e no inferno e suas obras também (Sl 139.7-14).

Deus como criador tem por necessidade conhecer o que criou. Todas sua partes, natureza, composição, uso e fim também. Deus sustenta todas as cousas pela força do seu poder. Ele governa o mundo, ordena dirige, e se dispõe de todas as cousas (Ec 12.14; 1Co 4.5; Ap 2.23).

Nossa conclusão então é Sl 139.6). O conhecimento de Deus não é por revelação, por instrução nem por comunicação (Jó 21.2; Is 40.13). Ninguém informa Deus, isto faria com que dependesse de alguém alem de si próprio. Ele não é ignorante de nada. Aquilo que é finito não tem como explicar o que é infinito. Nada pode ser acrescentado ao conhecimento de Deus (Jó 36.4).

 

  1. A sabedoria de Deus.

É a sabedoria de Deus que dirige o seu conhecimento e que produz  resultados perfeitos  do seu  propósito. Sua sabedoria é perfeito e infinito. O homem não é sábio como Deus. A Bíblia fala sobre a sabedoria de Deus, (Jó 12.12,13; Dn 2,20,21). Ele é o único Deus “sábio” Rm 16.27, 1Tm 1.17; Jd 25. Cristo o Filho é sábio Pr 1.20. O Espirito, que é o Espirito de sabedoria e revelação é sábio

Ef 1.17. Os anjos apesar de serem

sábios também, mas a Bíblia diz que são

imperfeitos Jó 4.18. O homem tem pouca sabedoria, e nas cousas espirituais, não é sábio. O homem mais sábio comete erros, fala e faz o que é inconveniente. Mas não existe uma palavra ou uma obra que não é sábia em Deus ou na palavra de Deus Sl 104.24; Pr 8.12-31.

Rm 11.3336 “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!  Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?  Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Deus planejou a existência do mundo e dos homens para sua glória, necessitando perfeição e muita sabedoria.

Is 46. 10  “que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antigüidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade;”

A sabedoria de Deus é visto na criação. As estrelas com seus insondáveis mistérios, O sol que governa o dia, a lua,(Sl 104. 24  “Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas.”). A chuva que cai sobre a terra e as plantas que crescem nela. A reprodução do homem e dos animais dos milhares de bichinhos que vivem no planeta, todos mostram a sabedoria de Deus. Os vales cheios de animais, a erva que alimenta e reproduz. Os minerais, o ouro a prata que aumenta a riqueza do homem. Todas as cousas que foram feito para o homem ter conforto e alegria.

A sabedoria de Deus é visto na redenção e salvação do homem Ef1. 7-8  “no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência,”. A escolha do redentor (Cristo), perfeito mediador e advogado. Santo e puro e igual com Deus, Sl 33.24. Na sua sabedoria Deus escolheu não só o redentor, mais também quem seria redimido, o tempo da redenção de cada homem, 1Co2.7; Ef 3.10. A sabedoria de Deus é visto na preservação do seu povo desde a eternidade mesmo sobre perseguição. Nenhuma arma usado contra sua Igreja tem prosperado, e Deus tem a abençoado e abençoará ainda mais. O mundo saberá que Deus reina com Jacó até aos confins da terra.

 

  1. A vontade soberana de Deus.

Deus tem uma vontade, guiado pelo seu entendimento influencia e dirige  sua vontade, e sua vontade determina suas ações. O “conselho da sua vontade” é a razão de suas obras maravilhosas Ef 1.11; At 21.14. Esta vontade é irresistível Rm 9.19, é misterioso Ef 1.9. Vontade é uma característica do Pai, Jo 6.39; do Filho Jo 5.21;  Jo 6.38, Lc 22.42; e do Espirito Santo, At 16.6,7; e que distribui os dons assim como determina 1Co 12.11.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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