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Teológicos

A DOUTRINA DA PREDESTINAÇÃO EM CALVINO – Fred H. Klooster

PREFÁCIO
Quando traduzia este pequeno livro sobre a Doutrina da Predestinação, em Calvino, sentimos pulsar, nas suas páginas, o coração do grande teólogo de Genebra que, alimentado pela Verdade haurida na Palavra de Deus, não se envergonha de Confessar que sua razão, por mais bem aparelhada que esteja não pode compreender os mistérios de Deus, entre os quais se destaca a divina eleição.
Agostinho, no seu De Trinitate (= A Trindade), logo no início do capítulo primeiro, adverte o seu futuro leitor de que os que “desprezam os sãos princípios da fé, se deixam enganar por um prematuro e perverso amor à razão”. E continua: “Uns ensaiam aplicar, às substâncias incorpóreas e espirituais, as noções adquiridas mediante a experiência dos sentidos ou, ainda, com a ajuda da penetração natural do engenho humano, da vivacidade de espírito ou com o auxílio de uma disciplina qualquer, pois pretendem contrabalançar e medir (as coisas incorpóreas) por meio destes recursos (humanos)”.
“O santo varão nos adverte também de que não adianta raciocinar a respeito de Deus com base nos sentimentos humanos, pois este erro nos leva a assentar atormentados e ilusórios princípios” porque, “carregados com o tardo da sua mortalidade”, os que agem assim aparentam conhecer o que ignoram e não são capazes de conhecer o que desejam”. A conseqüência disto, para Agostinho, é que, “fechados os caminhos à sua inteligência, preferem apegar-se às suas doutrinas mal sãs ao invés de mudar o seu modo de pensar” (De Trinitate, Obras Completas, Volume V, Cap. I, pp. 128-129).
Ao expor a doutrina bíblica da Predestinação, Calvino não pode ser acusado de ter feito prevalecer a sua razão ao defendê-la, porque, embora não a entendesse racionalmente até as suas últimas conseqüências, aceitoua, pregou-a e defendeu-a por ser ela um fato da Revelação de Deus e ser, sobretudo, uma revelação objetiva e concreta tanto da graça salvadora de Deus, para com os que se salvam, como da justiça de Deus, para com os que se perdem. Na verdade, a doutrina da Fé e a da Trindade, por exemplo, encerram mistérios indevassáveis idênticos ao da predestinação e, portanto, carece de sentido lógico aceitar estas duas doutrinas e rejeitar a doutrina da Predestinação, alegando-se que ela é ininteligível.
A luz das Escrituras – por mais que discordem desta doutrina os que a rejeitam, quer inteiramente, quer parcialmente -, não podem fugir dela, uma vez que ela expressa, de forma inequívoca, a absoluta soberania de Deus em relação ao eterno destino dos homens, tanto dos que são alcançados pela graça da redenção, quanto dos réprobos, que são objeto do justo juízo de Deus. Em última análise, COMO diz Paulo, repetindo Moisés (Rm 9.15), da vontade e do propósito de Deus depende tanto o ter misericórdia, quanto o endurecer o coração dos réprobos. A razão ou causa deste comportamento de Deus está escondida ao nosso entendimento, visto que só Ele a conhece. A nós, criaturas finitas competem uma atitude de submissão a Deus, seja qual for o desígnio que Ele, na sua infinita sabedoria, reserva a cada uma de nós.
Estudemos, pois, com devoção esta doutrina bíblica, como é exposta por Calvino e descansemos na graciosa promessa divina, pois Deus começa e termina, em nós, não só a obra da redenção dos que se arrependem, aceitam a Cristo e são salvos, mas também a obra do seu juízo nos que rejeitam a Cristo, não se arrependem e são condenados. Não é sem razão que o Autor da Carta aos Hebreus (10.31), disse que “coisa horrível é cair nas mãos do Deus vivo”. O fato de não sabermos quem são os eleitos é confortador para nós que, conhecendo o Evangelho, somos incumbidos de anunciá-lo a tempo e fora de tempo, na certeza de que Deus conhece os que são seus (II Tm 2.19). Por isso, porfiemos na esperança de sermos alcançados por sua graça que opera infalivelmente naqueles que Ele chama, justifica e glorifica (Rm 8.30).
Sabatini Lalli

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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