Aviso

Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

ESTATÍSTICAS

vivendopelapalavra.com
Na internet desde Outubro/2011
Total de visitas até julho de 2018:
1.023.480
Total de páginas visitadas até julho 2018:
2.615.642

Mais Baixados

Antropologia

A Finalidade do Homem – Helio

A finalidade do homem e as obras

vivendopelapalavra.com

Por: Helio Clemente

O Breve Catecismo de Westminster, na pergunta número um, diz:

PERGUNTA 1 – Qual é o fim principal do homem? RESPOSTA – O fim principal do homem é glorificar a Deus, e encontrar prazer nele para sempre.

Desta forma, aquele que realiza suas obras com a finalidade de agradar a Deus, não se preocupa com a honra e a glória entre os homens, pois não considera mérito pessoal em suas realizações. Este é o mandamento – honrar a Deus em todas as coisas, sabendo que tudo provém deste mesmo Deus.

Lucas 22,42: “Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua”.

CFW, Capítulo XXVI, Seção II – Salvo para obras, não pelas obras: Estas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são o fruto e as evidências de uma fé viva e verdadeira; por elas os crentes manifestam a sua gratidão, robustecem a sua confiança, edificam os seus irmãos, adornam a profissão do Evangelho, tapam a boca dos adversários e glorificam a Deus de cuja feitura eles são, criados em Jesus Cristo para estas obras, a fim de que, tendo o seu fruto para santidade, tenham por fim a vida eterna.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

A fé e as obras

Os eleitos são chamados para serem servos de Deus, eles são salvos para servir e não para serem servidos. Deus não escolheu seus filhos porque viu que eles seriam bons servos, mas elegeu seus filhos na eternidade, pelo único e suficiente conselho de sua vontade, para serem mordomos da Palavra e servir ao Senhor com alegria e humildade sem expectativa de reconhecimento ou recompensa.

Tito 2,14: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”.

A união entre o crente e Cristo é fruto da eleição eterna, as obras dos réprobos religiosos são feitas para engrandecer a eles mesmos. Somente os regenerados andam nas boas obras, porque estas obras foram preparadas para eles e porque são santos e irrepreensíveis diante de Deus, não porque sejam melhores que os outros, mas porque Deus vê os seus filhos conforme a imagem de Cristo.

Efésios 1,3-5: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

CFW, Capítulo XVI, Seção III – O poder de executar boas obras: A capacidade de fazer boas obras não provém de modo algum dos próprios crentes, mas inteiramente do Espírito de Cristo. E para que possam ser capacitados para isso, é necessário, além da graça que já receberam, uma real e continuamente ativa influência do Espírito que opera neles o querer e o realizar segundo o seu beneplácito; contudo, não devem por isso tornar-se negligentes, como se não tivessem a obrigação de cumprir qualquer dever senão quando movidos especialmente pelo Espírito, mas devem ser diligentes por causa da graça de Deus que há neles.

2 coríntios 3,5: “Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus”.

O fundamento das boas obras:

As boas obras são produto da ação contínua do Espírito na vida do crente, o que a Escritura requer do crente não é o aperfeiçoamento de sua justiça ou piedade através das obras, o desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal não é requerido pela Escritura, apenas a perfeita obediência.

Nada no cristianismo tem origem no trabalho do homem, todas as coisas provém de uma fonte externa e inesgotável – Deus. Todavia, o homem natural não é incapaz de fazer algo de bom para aqueles a que ama, estas ações serão admiradas pelos homens, mas não honrarão ou agradarão a Deus.

Lucas 11,13: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”

O réprobo religioso consegue fazer muitas obras, tais como, prestar serviços na igreja local, ser ministro ou oficial da igreja, receber iluminação, manifestar poder, pode até fazer milagres, mas não agrada a Deus porque não faz parte dos eleitos.

Nos versos de Mateus abaixo Jesus não nega que estas pessoas fizeram obras grandiosas em seu nome, mas diz a eles que nunca os conheceu, ou seja, não foram escolhidos, sua obras foram vãs, fruto de mera vaidade humana, sem valor nenhum para Deus.

Mateus 7,22-23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”.

A responsabilidade do homem nas obras

A capacitação do homem para realização das boas obras é fruto da livre graça de Deus, todavia e apesar disso, a responsabilidade do homem permanece. O crente deve trabalhar pela santificação com dedicação e constância, tendo sempre em mente que todas as coisas provêm e são mantidas por Deus. O filho de Deus, a exemplo de Jesus, sabe que suas obras não são mérito seu, mas fica feliz em realizar as obras de seu Pai.

João 12,49: “Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar”.

CFW, Capítulo XVI, Seção IV – Todos os homens são deficientes perante Deus: Os que alcançam, pela obediência, a maior perfeição possível nesta vida estão longe de exceder as suas obrigações ou fazer mais do que Deus requer, desta forma, pelas suas limitações deixam de fazer muito do que são obrigados.

1 – Lucas 17,10: “Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

comente

Clique aqui para enviar um comentário