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Cristologia

A GRANDE COMISSÃO – JOHN OWEN

A GRANDE COMISSÃO – JOHN OWEN

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Revisão e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente

Marcos 16,15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

Jesus ordenou aos discípulos que fossem por todo o mundo e pregassem o evangelho a “toda criatura”. Mas qual a ideia que envolve esta pregação, todos os que ouvem o evangelho serão salvos? Vejamos abaixo o comentário de John Owen a este respeito, ele começa sua exposição colocando o valor do sacrifício de Cristo e as consequências deste fato.

Atos 20,28: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”.

As Escrituras falam do valor infinito da morte de Cristo. Fala-se dela como derramamento do “seu próprio sangue”. Também é mencionada como sendo um oferecimento “imaculado” que é feito através do “Espírito eterno”.

Hebreus 9,14: “Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”.

O sangue de Cristo é descrito como “precioso”, mais precioso do que prata ou ouro (I Pedro 1: 18).

1 Pedro 1,18: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram”.

Ora, se a morte do Filho de Deus possui tão evidente e infinito valor, não deveria ser suficiente para todos os homens? Nós não negamos que a morte de Cristo teve o valor suficiente para redimir todos os homens. O nosso ponto saliente é: as Escrituras deixam claro que ela não intencionava ser um resgate para todos os homens.

Alguns podem refutar: se Cristo não morreu por todos, então não adianta pregar para todos, como nos é ordenado a fazer.

Mateus 28,19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Minha resposta é a seguinte:

– Há alguns, de todas as nações, que hão de ser salvos, o que não pode ser feito a menos que o evangelho seja pregado a todas as nações;

– Visto que não há, agora, privilégios especiais para a nação dos judeus, o

evangelho precisa ser pregado a todos sem distinção;

– O chamado feito aos homens para que creiam não é, em primeiro lugar, um chamado para crerem que Cristo morreu especificamente por eles, mas sim um chamado para crerem que não há outro senão Jesus pelo qual a salvação é anunciada.

– Os pregadores jamais podem saber quais são os eleitos de Deus entre as pessoas que se acham em seus auditórios. Precisam, portanto, instar todos a crerem e prometer que tantos quantos fizerem isso serão salvos, pois há poder suficiente na morte de Cristo para salvar todos quantos crerem.

Além disso, o fato de que crentes e incrédulos vivem misturados uns com os outros, e de que ninguém pode dizer com certeza quais são e quais não são os eleitos de Deus, significa que é preciso pregar a todos de modo geral.

Isto não significa que a promessa do evangelho é feita a todos em geral, mas simplesmente que ela deve ser declarada a todos.

Uma vez que Cristo é recebido apenas pela fé, e visto que a fé é o dom de Deus para aquele a quem Ele quer dar, é claro que Ele não tem como propósito a salvação daqueles a quem Ele não dá a fé.

Estes pontos devem ser suficientes para deixar claro que o evangelho precisa ser pregado a todos, embora nem todos serão salvos.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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