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Cristologia

A IDENTIDADE DO CORPO RESSURRETO

A IDENTIDADE DO CORPO RESSURRETO – C. HODGE

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Tradução livre por: Helio Clemente

A identidade do nosso corpo futuro com o presente:

Existem aqui duas questões distintas a considerar:

Primeira: As Escrituras ensinam que o corpo da ressurreição é o mesmo depositado no sepulcro?

Segunda: Em que consiste esta identidade?

À primeira destas perguntas podemos responder confiadamente, à segunda pode ser que não consigamos responder.

A verdade é que a identidade está implicada na ideia da ressurreição, porque a ressurreição é a vivificação do que estava morto, não de algo da mesma natureza, mas a mesma coisa, mantendo a identidade, mas com uma natureza distinta. Todas as passagens bíblicas que afirmam a ressurreição do corpo pressupõem ou declaram que é o mesmo corpo que ressuscita.

A promessa e predição da ressurreição e transformação se refere a nossos “corpos mortais” – “corpo corruptível”. Nossa ressurreição haverá de ser análoga a de Jesus; neste caso não há dúvida que o corpo que foi retirado da cruz e que foi depositado no sepulcro ressuscitou entre os mortos, se não, não teria havido a ressurreição.

A identidade do corpo era a coisa que Jesus estava desejoso de mostrar a seus discípulos vacilantes, mostrou-lhes as mãos e os pés perfurados e seu lado traspassado. Mas acerca disto há poucas diferenças de opinião, onde a ressurreição do corpo é um artigo de fé, tem se admitido a identidade do corpo presente e do corpo futuro.

A fórmula usual para sepultamento do cristão tem sido sempre: “Entregamos este corpo à sepultura na esperança certa de uma bem-aventurada ressurreição”.

Mas, em que consiste esta identidade?

– Primeiramente, no caso da matéria não organizada, como um bloco de terra ou uma pedra a identidade depende da continuidade da substância e da forma. Se a pedra se reduz a pó e se espalha, a mesma substância continua, mas a forma, e por ela a identidade, se foi.

– Em segundo lugar, nas obras de arte, a identidade de substância tem um papel muito subordinado, o Apolo Belvedere esteve uma vez em potencial dentro de um bloco de mármore, mas a parte central daquele bloco, que continha todas as partículas da matéria do Apolo não era o Apolo Belvedere. Se todas as partículas cortadas fossem restauradas em seu local primitivo, a obra de arte desapareceria. Aqui, a forma, a expressão, a ideia formadora são os principais constituintes da identidade.

Se demolirmos uma penitenciária e empregarmos todos os materiais para edificar uma igreja, a substância seria a mesma, mas não o edifício.

– Em terceiro lugar, a identidade dos organismos vivos é algo mais elevado e inescrutável, muito acima das obras de arte. A bolota e o carvalho são a mesma coisa, mas em que sentido? Não em substância ou em forma. O nenê e o adulto são a mesma pessoa através de todas as etapas da vida: a infância, a adolescência, a idade adulta e a velhice, mas a substância do corpo está em mudança contínua, diz-se que a substância do corpo muda totalmente a cada sete anos. Desta forma, em uma pessoa de setenta anos a substância do corpo mudou totalmente dez vezes durante este período. Temos então aqui, uma identidade independente a identidade de substância (e também de forma, pois o corpo passou por transformações que tornam completamente distinto o corpo do feto, ou do bebê do corpo do adulto).

Desta forma, nossos corpos futuros podem ser os mesmos que agora temos, ainda que não haja neles nenhuma partícula material (ou forma) pertencente ao anterior.

O objeto destas observações acerca das diferentes classes de identidade não é o de explicar nada, não se quer aqui ensinar em que consiste a identidade do terreal e do celestial, se irá se tratar de uma identidade de substância, de expressão e ideia como nas obras de arte ou da continuidade ininterrupta da mesma força vital na planta e no animal através de todo o seu processo de crescimento e degeneração, ou ainda se a identidade inclui todas estas ou nenhuma delas, nada podemos afirmar. Deixamos este tema onde o deixa a bíblia, o que se pretende com estas observações é duplo:

Primeiro – Mostrar que é perfeitamente racional um homem afirmar a identidade entre nossos corpos presentes e futuros, mesmo forçado a admitir que não sabe em que irá constituir esta identidade.

Segundo – Para deter a língua dos contraditores que não admitem a ideia da ressurreição do corpo, perguntando se um menino irá ressuscitar como menino, se os velhos ressuscitarão enrugados e decrépitos, os mutilados como mutilados, os obesos com sua grande carga e pensam que com estes arrazoados terão refutado uma doutrina bíblica.

A bíblia não ensina estes absurdos e nenhuma igreja vai além das Escrituras para afirmar duas coisas: Que o corpo ressuscitará e que será o mesmo depois da ressurreição, mas nem a bíblia ou a igreja determinam em que irá consistir esta identidade.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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