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Doutrina da salvação

A IGNOMÍMIA E A GRAÇA – BERNARDO DE CLAREVAL

A IGNOMÍNIA E A GRAÇA – CALVINO

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Revisão e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente

No seu tratado das Institutas de Religião Cristã, Calvino faz uma citação magnífica de Bernardo de Clareval acerca do mérito humano na salvação, vejamos abaixo.

Calvino – Institutas:

Nem de outra maneira discorre Bernardo quando, na quinta homília quanto à Dedicação do Templo, trata expressamente desta matéria (do mérito humano):

Bernardo de Clareval:

Refletindo, digo-o, de quando em quando, pela benevolência de Deus, acerca de minha alma, parece-me que nela descubro como que, por assim dizer, dois aspectos contrários. Se a contemplo segundo é ela em si e de si, nada mais verdadeiro posso dizer dela, senão que se reduz a nada. Por que se faria necessário agora enumerar-lhe as misérias, uma a uma, quão saturada está de pecados, mergulhada em trevas, enredilhada em engodos, fervilhante de concupiscências, sujeita a paixões, repleta de ilusões, propensa sempre ao mal, inclinada a todo vício, por fim plena de ignomínia e confusão? Se de fato até mesmo todos nossos próprios atos de justiça, examinados à luz da verdade, são achados como se fossem trapos imundos, então o que nos haverão de reputar nossos atos de injustiça?

Isaías 64,6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam”.

Se a luz que há em nós são trevas, quão grandes serão as próprias trevas!

Mateus 6,23: “Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”.

Que diremos, pois? Sem dúvida, o homem se tornou semelhante à fatuidade; ele foi reduzido a nada; o homem é nada. Ora, como pode ser absolutamente nada aquele a quem Deus engrandece?

Salmo 144,4: “O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa”.

Como pode ser nada aquele em favor de quem o coração divino inclinou? Cobremos alento, irmãos. Mesmo que nada somos em nosso coração, talvez algo de nós pode jazer escondido no coração de Deus, ó Pai das misericórdias, ó Pai dos miseráveis, quando para nós inclinas teu coração? Ora, teu coração está onde está teu tesouro. Como, porém, somos teu tesouro, se nada somos?

Mateus 6,21: “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.

Todas as pessoas são assim diante de ti como se nada fossem; ele as considera como menos que nada.

Isaías 40,17: “Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo”.

De fato, diante de ti, não dentro de ti; assim no juízo de tua verdade, não, porém, assim na inclinação da tua piedade. De fato, chamas as coisas que não são como se fossem; portanto, não são, porque chamas as coisas que não são, e todavia são, porque as chamas.

Romanos 4,17: “Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí, perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem”.

Ora, quanto a si, ainda que não sejam, em ti, contudo, são de par com essa palavra de Paulo: ‘Não de obras de justiça, mas por aquele que chama’.

Romanos 9,11: “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama)”.

Agora, se em uma e outra destas considerações diligentemente examinarmos o que somos, com efeito em uma quão nada somos, na outra quão magnificados somos, creio que nossa glória se mostra moderada, mas talvez é até mais incrementada, por certo mais solidificada, visto que nos

gloriemos não em nós, mas no Senhor.

2 Coríntios 10,17: “Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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