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Doutrina da salvação

A IGREJA COM PROPÓSITOS

A igreja com propósitos

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Por: Helio Clemente

A igreja evangélica, apesar do crescimento físico, está em franca decadência doutrinária, vários fatores têm contribuído para isso. Seguem abaixo os dois principais, ambos interligados e decorrentes um do outro: A modernidade e o movimento de crescimento na igreja.

– A modernidade e o movimento de crescimento da igreja

A modernidade é o sistema do mundo, produzido pelo progresso tecnológico e científico. O movimento de crescimento na igreja é a utilização das ferramentas da modernidade no crescimento físico e econômico da igreja – O mundo dentro da igreja, ou a igreja no mundo, como preferir.

É preciso, todavia, esclarecer a diferença entre a modernização, que é um processo natural originado nas inovações tecnológicas e científicas, e o modernismo, que é um sentimento de sedução pelo brilho do mundo. A modernização é uma consequência inevitável do progresso, enquanto o modernismo (e o pós-modernismo) são manifestações do ego humano inflado pela sedução do mundo.

Marcos 4,19: “Mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera”.

Os evangélicos modernistas de hoje não estão mais separando o mundo da igreja, estão abraçando o mundo e uma dessas principais manifestações é o movimento de crescimento das igrejas. O início deste movimento pode ser identificado com Donald Mc Gravan, professor do Seminário Fuller e fundador do Instituto do Crescimento da Igreja.

As igrejas substituíram a verdade bíblica por entretenimento, os membros e os atuais ministros são doutrinariamente ignorantes, porque na igreja com propósitos a Palavra constrange os membros, que buscam na igreja, prosperidade, bem estar material, alívio psicológico e não suportam a sã doutrina.

Os novos evangelistas estão sendo treinados para seguir o consenso do grupo, conforme o conceito da dialética (*) hegeliana e técnicas gerenciais mundanas, dirigidos por líderes que não tem nada a ver com a Palavra e os preceitos de Deus.

(*) A dialética é o conceito segundo o qual não existe uma verdade absoluta como revelado pela Escritura, mas afirma que a verdade é relativa e muda conforme a cultura e a época histórica. Por isto, esta verdade relativa deve ser buscada no consenso do grupo, e à medida que o grupo chega a um consenso, esta nova verdade será contestada gerando um novo conceito. Este processo se repete indefinidamente ao longo do tempo, estabelecendo sempre novos conceitos e novas verdades sujeitos à mudanças e novas avaliações.

Lloyd Jones: “Podemos ir adiante e dizer que certamente não há nada que seja tão completamente tolo e calamitoso quando pensamos na Igreja, como pensar na igreja em termos de tamanho e de número. Mas esse é o pensamento determinante hoje. Entretanto, como isso é anti-escriturístico! Nós cantamos em nossos hinos: “poucos fiéis”. A Bíblia está repleta de ensinamentos sobre a doutrina do remanescente, Deus não opera por meio de grandes batalhões, Ele não se interessa por números; Ele está interessado na pureza, na santidade, em vasos aptos e próprios para o uso do Senhor. Não devemos concentrar a nossa atenção em números, e sim na doutrina, na regeneração, na santidade, na compreensão de que este edifício é um templo santo no Senhor, uma habitação de Deus”.

Quando se analisa seriamente o evangelho, vê-se que Jesus mais rejeitava pessoas que as chamava. Quando Jesus enviou os setenta e dois discípulos, eles voltaram deslumbrados e entusiasmados com seu próprio poder. Jesus, porém, refreando a vaidade deles, confirmou decididamente a doutrina da predestinação: “Ninguém poderá vir a mim, se pelo Pai não lhe for concedido”.

Boa parte dos discípulos, ouvindo isso, se revoltaram e o abandonaram.

João 6,65-66: “E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido. À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele”.

Quando os discípulos abandonaram Jesus, ele ficou preocupado e procurou agradar aos apóstolos para que eles também não o abandonassem?

João 6,67: “Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?”

Jesus nunca fez um apelo, nenhum dos apóstolos jamais fez um apelo sequer, quem chama é Deus. Quando a soberania de Deus é abandonada para construir uma igreja de números, somente se pode construir uma igreja mundana, esta igreja não tem nada a ver com Nosso Senhor.

De forma totalmente contrária, pouquíssimos ministros da Palavra se atrevem a proclamar as verdades do evangelho nos dias atuais, pois, é mais fácil agradar aos homens que agradar a Deus.

Quando Jesus partiu deste mundo, deixou atrás de si um pequeno número de discípulos, sem formação religiosa, rudes e incultos para continuar sua obra, a qualidade básica destas pessoas era a fidelidade ao evangelho. Esse é o método de Jesus, o líder cristão é moldado conforme o caráter de Cristo, se o pretenso líder age sem conformidade com Cristo não é um líder cristão de forma alguma, pode ser um gerente excepcional, um grande administrador, um líder popular, mas nunca um líder cristão.

Os verdadeiros líderes cristãos são chamados por Deus na eternidade, não se fazem neste mundo.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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